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COLUNA VERTICAL


Domingo, 19.11.17

A Organização Mundial de Saúde na aldeia de Astérix

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Sexta-feira, 17.11.17

O meu (ex) PSD

Em tempo de eleições no PSD, recordo um texto que escrevi no jornal Público em 11-12-2013

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Santana-Maia Leonardo - Público de 11-12-2013

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Costumo definir-me politicamente como conservador, liberal e socialista. Conservador nos valores; liberal na economia; e socialista nas preocupações sociais. E o PSD era um partido que correspondia bem a esta minha definição.

Distinguia-se do PS sobretudo por dois aspectos: o PS era menos liberal na economia do que o PSD e o PSD era menos fracturante nos valores do que o PS. Isso resultava, aliás, da base de apoio dos dois partidos. Enquanto o PSD representava, sobretudo, os pequenos e médios comerciantes, empresários, agricultores e profissionais liberais, o PS tinha as suas raízes no funcionalismo público.

Quanto ao resto, tinham muita coisa em comum, desde logo as mesmas preocupações sociais e a partilha dos mesmos valores democráticos, designadamente dos valores fundadores das democracias liberais: respeito pelas minorias, pelo estado de direito, pela liberdade de expressão e de opinião e pelos direitos da oposição. É esse património que se está a perder no PSD, uma vez que existe cada vez mais gente a fingir que é mas que verdadeiramente já não é.

Como escreveu recentemente Pacheco Pereira, na génese do PSD, “havia um conjunto de pessoas notáveis a nível local, personalidades com influência. Eram médicos, pequenos industriais, comerciantes, empresários, advogados, operários em muitos casos, com influência nas suas freguesias, cuja vida não dependia do seu papel nas estruturas partidárias. (…) Hoje, há estruturas do partido, com pessoas com carreiras dentro do partido, cuja única preocupação é gerir as suas próprias carreiras (…) e, quando o PSD está no poder, comunicam com os lugares de influência nacional, assessores do governo, administrações regionais.” 

Hoje Portugal está literalmente partido ao meio: de um lado, o sector financeiro e as grandes empresas, protegidos pela lei e pelo governo qualquer que ele seja; e do outro, o funcionalismo público e os assalariados, defendidos nas ruas e nas mesas das conversações pelos sindicatos e pela esquerda.

No actual espectro partidário, não existe nenhum partido que defenda e/ou represente os pequenos e médios agricultores, empresários, comerciantes e profissionais liberais, ou seja, aqueles que são responsáveis por 90% dos postos de trabalho, e que foram, em tempos, a base eleitoral e a razão de ser do PSD. E quando o sector mais dinâmico da sociedade não tem ninguém que o represente politicamente, só se se pode esperar o pior.

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Quarta-feira, 15.11.17

Os 100 anos da Revolução de Outubro (e os 100 milhões de mortos)

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Terça-feira, 14.11.17

Forte aposta no investimento estrangeiro

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Domingo, 12.11.17

O Verão de S. Martinho em Quarteira

Ainda dizem mal do Algarve e da Quarteira.

Sol e um mar calmo.

Uma praia só para mim.

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Depois de mais um banho de mar, um merecido banho de sol.

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I LOVE THIS GAME!

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Sábado, 11.11.17

Álvaro, o eterno guarda-redes do meu Eléctrico

Santana-Maia Leonardo

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Cresci com o Álvaro. Foi um dos meus amigos de escola e daqueles que todos admirávamos porque era o melhor no futebol e em qualquer desporto. E isso era o principal na adolescência. 

Com a ida para a universidade, os nossos caminhos separaram-se. O Álvaro transformou-se num guarda-redes invulgar e numa referência desportiva de Ponte de Sor. 

Com o declínio da sua actividade desportiva, a vida resolveu virar-lhe as costas. De vez em quando, íamos falando... Apesar de termos muitos amigos comuns e vivermos numa aldeia, nunca soube do seu internamento. 

Entretanto fui passar um fim de semana a Manchester. Umas semanas mais tarde estava num velório e vi a mãe do Álvaro e perguntei-lhe pelo filho que já não via há algum tempo. 

A vida tem destas coisas que temos dificudade em compreender. Tantos amigos comuns, uma casa mortuária na vizinhança da minha casa e no meu trajecto diário para o escritório, um terra minúscula onde tudo se sabe, o Facebook onde hoje não há nada que não se divulgue... e o Álvaro deixou de aparecer na minha vida sem que eu me tenha apercebido da sua partida. 

Como dizia Agostinho da Silva, "as pessoas não morrem. Deixam é de aparecer." E este é o caso do Álvaro na minha vida. O Álvaro apenas deixou de aparecer porque vai continuar bem vivo enquanto eu viver. Até um dia...

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Quinta-feira, 09.11.17

A importância do equilíbrio

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Quarta-feira, 08.11.17

A Casa do Povo virou A Casa do Polvo

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Terça-feira, 07.11.17

Carta aberta à família de Salgueiro Maia

Santana-Maia Leonardo - Público de 9-2-2014 - Rede Regional de 10-2-2014

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Salgueiro Maia é não só a grande referência ética e moral do 25 de Abril como representa, para todos os portugueses, sem excepção, a pureza dos ideais de Abril. Um Portugal livre, sem colonizadores, nem colonizados, sem portugueses de primeira e de segunda, onde a solidariedade não é uma palavra vã e a coesão territorial é um desígnio nacional.

É certo que a ditadura caiu e o império se desfez, mas ainda falta cumprir-se o 25 de Abril. Com efeito, Lisboa deixou de ser a Capital do Império da República Portuguesa para se transformar na voraz Cidade-Estado da República de Lisboa que, tal como Cronos, devora hoje os filhos do seu próprio povo e deste pobre País.

Foi, por isso, com profunda indignação e extrema revolta que ouvi o apelo do vate da República para que o Parlamento aprovasse a trasladação dos restos mortais do alentejano Salgueiro Maia para o Panteão de Lisboa. E Manuel Alegre, senador da República de Lisboa, não precisava sequer de pensar muito para perceber a afronta que significa para um alentejano a simples sugestão de ser enterrado em Lisboa. Em todo o caso, vou recordar-lhe.

Durante os últimos quarenta anos, o poder político sediado na capital, traindo os ideais de Abril, transformou Lisboa num enorme eucalipto que vai desertificando, ano após ano, de forma persistente, constante e desumana, todo o território nacional. Neste momento, de Portugal só já sobeja uma estreita faixa litoral delimitada a sul pelo Tejo, a norte pelo Douro e a leste pela A1. Para lá desta faixa litoral fica o deserto, como o ministro Mário Lino, com aquele seu tom de desprezo, tão bem soube catalogar.

E os alentejanos são hoje os homens do deserto. E é no deserto de Castelo de Vide, no chão sagrado do Alentejo, que está sepultado o alentejano Salgueiro Maia.

Como eu já escrevi, "o Alentejo molda o carácter de um homem. A solidão e a quietude da planície dão-lhe a espiritualidade, a tranquilidade e a paciência do monge; as amplitudes térmicas e a agressividade da charneca dão-lhe a resistência física, a rusticidade, a coragem e o temperamento do guerreiro. Não é alentejano quem quer. Ser alentejano não é um dote, é um dom. Não se nasce alentejano, é-se alentejano."

E Salgueiro Maia era alentejano por nascimento e temperamento. A coragem, a serenidade e o desprendimento são características típicas do alentejano.

Acresce que propor a trasladação dos restos mortais do alentejano Salgueiro Maia para o Panteão de Lisboa no preciso momento em que o Governo anuncia o encerramento do Tribunal Judicial de Castelo de Vide só pode ser entendido como um insulto à sua memória, a todos os alentejanos e ao Alentejo. Aliás, neste momento, não há um único alentejano que conseguisse descansar em paz enterrado no chão da Cidade-Estado. Leva-nos os vivos e, com eles, as escolas, os hospitais e os tribunais e, não contente com isto, quer agora também levar-nos os mortos? Antes ser enterrado no Inferno.

Eu compreendo que os políticos da República de Lisboa gostassem de ter o Capitão de Abril ali à mão de semear para, de vez em quando e por rotina, lá irem colocar uma coroa de flores e dizer umas palavras de circunstância. Mas têm de ter paciência como os alentejanos. Se querem depositar coroas de flores no túmulo de Salgueiro Maia, têm de vir a Castelo de Vide, sempre têm a oportunidade de apreciar na viagem o deserto em que transformaram o interior deste País.

Como alentejano, peço, do mais fundo da minha alma, aos familiares de Salgueiro Maia, símbolo vivo do Alentejo e do carácter dos alentejanos, que, no dia em que for aprovada a sua trasladação para o Panteão de Lisboa, saibam responder aos senhores da Cidade-Estado como responderia Salgueiro Maia. E até podem, se quiserem, responder à proposta do vate da República de Lisboa com o conhecido refrão de um poema de um jovem poeta coimbrão: "Há sempre alguém que resiste! Há sempre alguém que diz não!"

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Segunda-feira, 06.11.17

"O Cântico Negro" de José Régio na voz de João Villaret

"Vem por aqui" - dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...

A minha glória é esta:
Criar desumanidade!
Não acompanhar ninguém.
- Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre a minha mãe

Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...

Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?

Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...

Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.

Como, pois sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...

Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tectos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...

Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém.
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.

Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
- Sei que não vou por aí!

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Sexta-feira, 03.11.17

E quem diz o BPN diz o BES e o BANIF

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Terça-feira, 31.10.17

Em defesa do bom nome dos batoteiros

Santana-Maia Leonardo

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O golo do Sporting no jogo com o Rio Ave e o lance de Luisão com Luís Machado, dentro da grande área do Benfica, no jogo com o Feirense são o retrato fiel do que é a nossa Liga. Ou seja, um jogo de batoteiros. 

Nenhum dos lances é claro mas também é absolutamente claro para toda a gente que qualquer deles teria a intervenção do VAR se tivesse sido ao contrário. E isto é a consequência natural de uma I Liga em que Rio Ave,  Feirense e os seus iguais são tratados e comportam-se com se fossem meros obstáculos, sem voz nem substância, na corrida dos três únicos clubes que a disputam.

No caso do golo do Sporting, fica a sensação de que Bas Dost está em posição de fora-de-jogo. É certo que não temos a linha e parte do corpo do jogador do Rio Ave está encoberta, mas o VAR tinha obrigação de chamar a atenção do árbitro para rever o lance, como teria feito, de certeza absoluta, se tivesse sido ao contrário. O Portimonense, recorde-se, viu anulado um golo na Luz numa situação idêntica e o mínimo que seria de esperar era que, também neste caso, ouvíssemos o VAR gritar: “Aguenta! Aguenta!” 

No caso do lance de Luisão, nem tivemos sequer a possibilidade de rever o lance porque a BTV, pura e simplesmente, não nos deu qualquer repetição do mesmo. E se, no caso de jogo com Rio Ave, ainda se pode argumentar com o número de câmaras e as condições do estádio que não permitem mais planos do lance, no jogo no Estádio da Luz a única justificação que existe reside exclusivamente no facto de a BTV se ter recusado ostensivamente a repetir o lance e a mostrar os diferentes planos.

A parcialidade com que a BTV passou por cima deste lance só vem demonstrar, mais uma vez, por que razão nenhuma liga de futebol profissional permite que a televisão de um clube seu filiado transmita, em exclusivo, os seus próprios jogos. Em Portugal, vivemos num verdadeiro estado de excepção: ao Benfica, no seu estádio, é permitido jogar com o seu próprio baralho, baralhar, partir e dar as cartas. 

É, por isso, surpreendente que, face ao estado de excepção que se vive no futebol português, o presidente da FPF vá à Assembleia da República com o objectivo não de acabar com a batota, mas com o intuito de serem incrementadas medidas para defender o bom nome dos batoteiros. 

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Domingo, 29.10.17

Os portugueses exultam de felicidade!

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No espaço de apenas uma semana, o sportinguista Cristiano Ronaldo vence o título The Best e a equipa portuguesa do FC Porto torna-se bi-campeã mundial de futebol, após a homologação dos títulos pela FIFA.

O FC Porto, sublinhe-se, é não só a única equipa portuguesa a ostentar o título máximo de futebol a nível mundial como também uma das equipas mundiais com mais títulos, sendo apenas superada pelo Real Madrid e FC Barcelona.

Portugal está de parabéns!

Nem consigo imaginar a enorme felicidade e orgulho que devem sentir todos os portugueses de Norte a Sul do país, d'Aquém e d'Além-Mar, apesar de ter estranhado não ter visto as manifestações de júbilo patriótico que sempre acontecem nestas situações.

Mas deve ter sido distracção minha porque não há como os portugueses para exultarem com os feitos pátrios.

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Sábado, 28.10.17

À sombra da(s) oliveira(s)

Tonho e Manel.jpeg

MANEL: O que é que tu achas que os portugueses têm de fazer para Angola retomar a parceria com Portugal?

TONHO : Têm de baixar as calças.

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Quarta-feira, 25.10.17

E não sobrou ninguém...

 E NÃO SOBROU NINGUÉM de Martin Niemöller 

Martin_Niemöller_(1952).jpg

Um dia vieram e levaram meu vizinho que era judeu.

Como não sou judeu, não me incomodei.

No dia seguinte vieram e levaram meu outro vizinho que era comunista.

Como não sou comunista, não me incomodei.

No terceiro dia vieram e levaram meu vizinho católico.

Como não sou católico, não me incomodei.

No quarto dia, vieram e me levaram; 

já não havia mais ninguém para reclamar.

 

INTERTEXTO de Bertold Brecht 

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Primeiro levaram os negros

Mas não me importei com isso
Eu não era negro

Em seguida levaram alguns operários
Mas não me importei com isso
Eu também não era operário

Depois prenderam os miseráveis
Mas não me importei com isso
Porque eu não sou miserável

Depois agarraram uns desempregados
Mas como tenho meu emprego
Também não me importei

Agora estão me levando
Mas já é tarde.
Como eu não me importei com ninguém
Ninguém se importa comigo.

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