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COLUNA VERTICAL


Segunda-feira, 23.01.17

A inveja

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Domingo, 22.01.17

Padre António Vieira e a carga tributária

Padre Antônio Vieira - extracto do sermão proferido na Igreja das Chagas (Lisboa) em 1642.

Padre António Vieira.jpg

(...) O maior jugo de um reino, a mais pesada carga de uma república, são os imoderados tributos. Se queremos que sejam leves, se queremos que sejam suaves, repartam-se por todos.

Não há tributo mais pesado que o da morte, e, contudo, todos o pagam, e ninguém se queixa, porque é tributo de todos. Se uns homens morreram e outros não, quem levara em paciência esta rigorosa pensão da mortalidade? Mas, porque não há privilegiados, não há queixosos.

Imitem as resoluções políticas o governo natural do Criador e reparta-se por todos o peso, para que fique leve a todos. Os mesmos animais de carga, se lha deitam toda a uma parte, caem com ela...

Se se repartir o peso com igualdade de justiça, todos o levarão com igualdade de ânimo: Porque ninguém toma pesadamente o peso que se lhe distribuiu com igualdade - disse o político Cassiodoro. (...)

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Sexta-feira, 20.01.17

O meu conselho

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Quarta-feira, 18.01.17

Jornal "Público" de 17-1-2017

Paulo Rangel - Público de 17-1-17.jpg

Crónica de Paulo Rangel

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Quarta-feira, 18.01.17

Deus dê longa vida aos meus inimigos

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Terça-feira, 17.01.17

O melhor jogador do mundo já defrontou o Eléctrico FC

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Domingo, 15.01.17

A televisão, a clubite e a ética

Santana-Maia Leonardo Diário As Beiras de 4-1-2017

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Para que haja uma competição limpa, é necessário, por um lado, que todos os competidores aceitem as regras, sem reserva mental, e, por outro, que sejam capazes de se colocar na posição do espectador imparcial na hora de analisar e decidir. Ou seja, é necessário que não sejam batoteiros.

Quer isto dizer que é possível uma pessoa do Benfica, do Sporting ou do Porto analisar com a mesma objectividade uma jogada que beneficia ou prejudica a sua equipa? Não só é possível como é fundamental acreditar nisso, desde logo porque estamos a falar de pessoas e não de bichos. O facto de eu torcer pela minha equipa não pode toldar-me a vista ao ponto de ser incapaz de reconhecer que o golo foi obtido em posição de fora de jogo ou com a mão.

Durante muitos anos, fomo-nos, no entanto, habituando a alguma parcialidade no comentário desportivo, sobretudo nos comentadores conotados com o Sporting e o Porto. Acontece que, nos últimos anos, as televisões permitiram que o Benfica passasse a nomear directamente alguns arruaceiros como seus representantes no comentário desportivo, fazendo com que os antigos comentadores conotados com o Sporting e Porto passassem a parecer meninos de coro, o que levou, de resto, a que o Sporting também quisesse usar de igual prerrogativa.

A partir daqui, os programas de comentário desportivo, à excepção daqueles que são constituídos por antigos futebolistas, transformaram-se num espectáculo indigno de uma sociedade civilizada. Salvo raras excepções, onde se inclui, obviamente, Rogério Alves, que nunca deixaria que a cor da camisola manchasse a sua idoneidade e o seu carácter, a maioria dos comentadores não tem o mínimo pejo em negar as evidências, assumindo publicamente e sem qualquer vergonha o seu carácter de batoteiros. E, quando constatamos que alguns deles chegaram mesmo a ser ministros e secretários de Estado… (Por alguma razão este país bateu no fundo!..)

Mas esta opção das televisões por comentadores do Benfica, Sporting e Porto que estão ali, com o único intuito, de defender a “verdade” que convém aos seus clubes coloca uma questão ética. Com efeito, não é admissível que, por exemplo, Rui Gomes da Silva comente, enquanto representante do Benfica, os lances do jogo com o Vitória, sem que um representante do Vitória esteja presente para defender também a “verdade” do seu clube. Tal como não é admissível que não estivesse presente o representante do Arouca, quando se discutiu o caso do túnel de Alvalade.

As televisões têm o direito a escolher os comentadores que querem. Mas a partir do momento em que optam por escolher comentadores de “camisola vestida”, é eticamente inadmissível que sejam analisados e discutidos, em programas televisivos, casos de jogos onde apenas está presente o representante de um dos contendores.

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Sexta-feira, 13.01.17

Eis o futebol

"Criado pelo pobre, roubado pelos ricos" 

Futebol - Criado pelos pobres, roubado pelos ricos

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Quinta-feira, 12.01.17

Recomeçar

Miguel Torga

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Recomeça...

Se puderes

Sem angústia

E sem pressa.

E os passos que deres,

Nesse caminho duro

Do futuro

Dá-os em liberdade.

Enquanto não alcances

Não descanses.

De nenhum fruto queiras só metade.

E, nunca saciado,

Vai colhendo ilusões sucessivas no pomar.

Sempre a sonhar e vendo

O logro da aventura.

És homem, não te esqueças!

Só é tua a loucura

Onde, com lucidez, te reconheças…

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Quarta-feira, 11.01.17

Brindemos ao Novo Ano

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Segunda-feira, 09.01.17

Guimarães, uma cidade de gente com carácter

Braga é uma das poucas cidades portuguesas com condições para ter uma das maiores massas associativas, tendo em conta a sua grande densidade demográfica. No entanto, a sua vizinha cidade de Guimarães envergonha-a na sua capacidade de mobilizar os seus residentes na defesa da sua cidade.

Isto, para mim, tem uma explicação simples.

A cidade de Guimarães é conhecida por ser a cidade do Fundador e Braga por ser a cidade dos Arcebispos.

Ou seja, Guimarães tem por referência D. Afonso Henriques que nunca se vergou ao Rei de Castela e Leão, enquanto Braga tem por referência a igreja portuguesa, sempre reverente e habituada a ajoelhar perante o poder Lisboa.

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Domingo, 08.01.17

Eu, o meu filho e o penalti

Santana-Maia Leonardo Rede Regional de 8-1-2017

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Após termos vistos a repetição várias vezes do lance de penalti no jogo do Vitória - Sporting, eu fiquei com a certeza de que tinha sido penalti e o meu filho ficou com a certeza de que não tinha sido. Tendo eu do meu filho a opinião de ser uma pessoa justa, por que razão vemos o lance de forma tão diferente? Por uma razão óbvia: porque eu sou do Vitória e ele é do Sporting, o que significa que nenhum de nós estava em condições de arbitrar aquele jogo. Ou seja, um adepto de um clube que seja parte interessada não tem condições para arbitrar o jogo.

Mas existe ainda uma razão mais decisiva que, só por si, devia impedir que um árbitro português pudesse arbitrar um jogo do Vitória com o Sporting ou com o Benfica. Se um árbitro de Viseu, Vila Real ou Faro arbitrar um jogo do Vitória com o Benfica ou o Sporting, quando regressar a sua casa dificilmente se cruzará com um adepto do Vitória. Mas, de certeza absoluta, que vai dar de caras com adeptos do Benfica ou do Sporting dentro da sua própria casa, na casa dos vizinhos, no café e no local de trabalho. E isso não pode deixar de condicionar o seu trabalho, sobretudo quando os benfiquistas, sportinguistas e portistas, na comunicação social, atiçam os adeptos dos seus clubes contra os árbitros.

Pinto da Costa e Bruno de Carvalho gritam hoje, em uníssono, contra o polvo, tal como Luís Filipe Vieira e o presidente do Sporting da altura clamavam há uns anos atrás. Mas o polvo do futebol é o polvo da política e estes três clubes comportam-se da mesma forma que se comportam os partidos políticos portugueses: todos clamam contra o polvo quando estão na oposição, mas depois, mal se apanham no poder, nenhum deles está interessado em cortar-lhe os tentáculos.

Todos temos presente a afirmação de Luís Filipe Vieira, há seis anos atrás: “mais importante do que contratar jogadores é colocar os homens certos nos lugares certos”. E não só disse isso como fez questão de demonstrá-lo, como se alguém duvidasse.

Face ao poder da sua rede tentacular, só já existem três medidas capazes de destruir o polvo e regenerar o futebol português, o que seria, sublinhe-se, o maior contributo para a regeneração da própria sociedade portuguesa. Não há sociedade sã sem desporto são.

Primeira medida: todos os jogos do Benfica, Sporting e Porto devem ser arbitrados por árbitros estrangeiros, de preferência, ingleses porque, apesar de cometerem erros como os portugueses, não têm temores reverenciais, nem vão dar de caras com adeptos destes clubes quando entrarem a casa.

Segunda medida: limitação do número de futebolistas que podem pertencer aos quadros de cada equipa, porque é inadmissível que Benfica, Sporting e Porto açambarquem os 200 melhores jogadores.

Terceira medida: redução substancial do número de equipas da I Liga e repartição justa e equitativa dos direitos televisivos, para permitir o crescimento dos clubes das cidades médias.

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Sábado, 07.01.17

A diferença entre marxista, keynesiano e liberal

Apesar de o esquema estar um pouco simplificado, não deixa de ser interessante porque revela que as posições menos fundamentalistas e mais prudentes são as que causam menos danos nas sociedades humanas. 

Marxista, Keynesiano e Liberal.jpeg

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Quarta-feira, 04.01.17

Pensamento(s) de Karl Pooper

O grande teorizador das sociedades abertas

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"É preferível errar do lado da indulgência do que do lado da crueldade."

"Ninguém sabe o suficiente para ser intolerante."

“A liberdade de expressão do pensamento, numa sociedade aberta, deve ser um instrumento para descobrir os erros, e não um escudo para os encobrir.”

«É negativo que muitas pessoas considerem a crítica das suas ideias como uma ofensa pessoal.»

“A liberdade de expressão deve ter primazia sobre o nosso desejo de não ofender.”

“Quando evitar ofensas constitui a nossa principal preocupação, rapidamente se torna impossível dizermos livremente seja o que for.”

"As nossas energias devem ser canalizadas não para produzir modelos ideais, mas para produzir males evitáveis."

“A corrupção é uma forma fácil e eficaz de o Estado controlar os cidadãos.”

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Terça-feira, 03.01.17

As personalidades do ano da revista Time

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