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COLUNA VERTICAL



Segunda-feira, 02.11.09

O ARQUITECTO DA MAIORIA ABSOLUTA

por Santana-Maia Leonardo

 
Quando aceitei o convite, em finais de Julho de 2008, para me candidatar a presidente da Câmara de Abrantes pelo PSD, tinha a perfeita consciência das dificuldades que me esperavam. Aliás, a própria comissão política, quando me endereçou o convite, não me escondeu nem as dificuldades internas, nem as dificuldades externas, apresentando-me a possibilidade de discutir a vitória, como praticamente impossível.
 
O português, regra geral, gosta muito de repetir o chavão de que vota nas pessoas e não nos partidos. Mas todos sabemos que isso não é verdade. A esmagadora maioria dos portugueses vê, nos partidos, autênticos clubes de futebol, resumindo a luta política a uma mera disputa entre Benfica e Sporting. Além disso, nas disputas eleitorais, tal como no futebol português, não basta ter a melhor equipa para vencer, é necessário, sobretudo, controlar os bastidores do jogo.
 
Alguém acredita, por exemplo, que a Dr.ª Maria do Céu ganhasse as eleições se concorresse pela CDU, pelo Bloco de Esquerda ou pelo CDS ou que o Coronel Armando Borges as perdesse se se candidatasse pelo PS? Pode haver uma pequena minoria para quem a pessoa é, na verdade, importante mas, no cômputo geral, isso, em regra, não é significativo.
 
Não nos podemos esquecer que o PS partia, para estas eleições, com quase o dobro dos votos do PSD e com treze juntas de freguesia, entre as quais S. Vicente, Pego, Alferrarede, S. Miguel, Bemposta, Rossio e Tramagal.
 
Mas se as hipóteses de derrotar o PS eram, à partida e perante este quadro, muito reduzidas, uma coisa era certa: só era possível equacionar a hipótese de vencer o PS, se o PSD conseguisse federar todo o descontentamento. Daí a minha preocupação inicial em convidar para participar na minha candidatura pessoas dos mais diversos quadrantes políticos, desde o CDS ao Bloco de Esquerda.
 
Acontece que o aparecimento da candidatura independente, ao implodir este esforço de convergência e ao fraccionar o eleitorado descontente, ofereceu de mão beijada a maioria absoluta ao PS, roubando à esquerda os votos que permitiriam ao Bloco ou à CDU eleger um vereador e à direita os votos que permitiriam ao PSD eleger o terceiro vereador e vencer algumas juntas importantes. Além disso, permitiu ao PS reforçar ainda mais o seu peso nas juntas de freguesia (passou a ter quinze), o melhor trampolim para quem quer vencer a Câmara.

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