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COLUNA VERTICAL



Quarta-feira, 29.10.08

Discurso de apresentação da candidatura a presidente da câmara de Abrantes

Abrantes, 29 de Outubro de 2008  

SM Amar Abrantes.jpg

Tal como a maioria dos portugueses, também eu estou profundamente desiludido com a nossa classe política que transformou o Estado e as autarquias num monstro com tentáculos enormes que esmaga, sufoca e asfixia todas as pessoas e empresas que têm a veleidade de querer viver fora da sua dependência. E se o PS é o pai biológico do monstro, o PSD é o seu pai afectivo porque sempre que esteve no poder alimentou-o e acarinhou-o como se fosse seu filho.

Foi, apenas por esta razão, que decidi afastar-me de toda e qualquer actividade politico-partidária e começar a pregar no deserto, como S. João Batista, através da publicação de crónicas em jornais, mais por descarga de consciência do que na esperança de que alguém me ouvisse.

O convite da comissão política de Abrantes do PSD apanhou-me, por isso, completamente de surpresa. Como qualquer pessoa facilmente concluirá, a solução mais cómoda e inteligente seria recusar o convite. Mas havia um problema: se eu recusasse o convite, deixava de ter autoridade moral para continuar a pregar no deserto.

Além disso, tenho no concelho de Abrantes as minhas raízes familiares e duas das minhas grandes referências morais: o meu tio João Santana Maia e o meu tio Manuel Santana Maia. O meu tio João, mais conservador, o meu tio Manuel, mais progressista, mas qualquer um deles com um alto sentido do dever, devotado aos outros e à causa pública. 

O concelho de Abrantes é um caso típico de como os milhões e milhões de euros da união europeia que, desde 1993, desaguaram nas nossas autarquias, em nada contribuíram para cimentar aqueles valores que fortalecem as democracias e são o único e verdadeiro motor do desenvolvimento. Ou seja, o espírito crítico, a livre iniciativa, a independência da sociedade civil face ao poder político e a liberdade de expressão e de opinião.

Por alguma razão, estamos na cauda da Europa, excepto no que diz respeito à corrupção, ao clientelismo, ao compadrio e ao esbanjamento de dinheiros públicos em que ocupamos orgulhosamente um dos lugares cimeiros.

As obras públicas são importantes, obviamente. Mas mais importante do que as obras é cada um de nós sentir, em cada momento, que é um homem livre. Livre para pensar, livre para criticar e livre para fazer. E a única forma de se viver em liberdade na nossa terra é nunca permitirmos que alguém se sinta senhor do nosso voto ou dono do nosso concelho.

O 25 de Abril vendeu-nos a ilusão de que, com a decapitação do regime, o monstro fascista morria, libertando a sociedade civil das suas garras tentaculares. Foi um erro de análise. Ao contrário do que julgaram os militares de Abril, o monstro fascista não era um polvo, mas uma hidra. E com a decapitação do regime, as cabeças da hidra irromperam na nossa sociedade tomando conta do aparelho de Estado, das instituições, das autarquias e das associações.

Se queremos um Portugal mais justo, mais solidário, mais livre, onde se permeie efectivamente o mérito e o trabalho temos de matar a hidra. Eu sei que é um trabalho de Hércules. Mas só há uma maneira de o conseguir: através do exemplo. O exemplo é a única forma de ensinar. É no exemplo que se funda a verdadeira autoridade.

Fui o 1º classificado do curso de oficiais de Mafra e fiz o serviço militar no BIMec de Santa Margarida. A minha companhia era sempre escolhida para as demonstrações, devido ao seu elevado grau de operacionalidade.

A explicação para o sucesso da minha companhia é muito fácil de perceber. Nas outras companhias, os oficiais distinguiam-se por vestir casaco de cabedal, usar óculos escuros e dar ordens. Na minha companhia, os oficiais não se distinguiam dos soldados por nenhuma peça de vestuário porque só usavam as peças de vestuário que os soldados podiam usar. Na minha companhia, os oficiais distinguiam-se dos soldados por outras razões: nos exercícios, o oficial era o primeiro a fazê-los; nas refeições, o oficial era o último a ser servido.

E é assim que deve ser. Há uma grande diferença entre mandar e comandar. Quem manda dá ordens; quem comanda dá o exemplo. À medida que se sobe na escala hierárquica, devem aumentar as obrigações e diminuir os direitos.

Tem sido esta, aliás, a regra que tenho seguido sempre que tenho sido presidente do que quer que seja. E esta é a única maneira de matar a hidra, o tal monstro com tentáculos enormes que tomou conta do aparelho de Estado, das instituições, das autarquias e das associações.

Tenho a consciência de que o nosso exército é pequeno e que o combate vai ser duro e desequilibrado. Mas isso não nos deve desanimar, nem fazer desistir. O importante num combate não é estar do lado do exército maior e mais poderoso, mas estar do lado certo.

E este combate vai ser a nossa Aljubarrota. Em Aljubarrota, lutámos pela independência nacional, agora vamos lutar pela nossa independência, pela independência de cada um de nós face ao poder político.    

A mudança de mentalidades e de comportamentos que protegem os amigos e os medíocres e penalizam quem cumpre e quem trabalha tem de começar por algum lado. E vai começar por aqui.

O meu repto vai para o povo de Abrantes, independentemente das suas convicções políticas ou religiosas.

Tal como em Aljubarrota, o nosso combate vai ter de ser feito com o povo e os homens livres deste concelho, porque a "nobreza" de Abrantes, cujos cargos, tachos e penachos dependem da câmara e do Governo, está toda ao lado de Castela, ou seja, do poder socialista.

Apelo, por isso, a todos aqueles que estão fartos de viver com a cabeça baixa e a mão estendida à espera da rodela de chouriço com que o poder socialista costuma comprar o voto dos pobres. Todos nós sabemos que os socialistas só dão uma rodela de chouriço a quem lhes der uma vara de porcos.

Povo de Abrantes! Homens livres de Abrantes! A vossa participação é essencial para vencer este combate decisivo por Abrantes, por Portugal e por cada um de nós.

Para se alistarem no nosso exército, só necessitam de três coisas: agarrar na consciência, endireitar a coluna e amar Abrantes.

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Segunda-feira, 27.10.08

CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

A conferência de imprensa de apresentação do Dr. Santana Maia como candidato à Câmara Municipal de Abrantes vai realizar-se:

 
Data: 29 de Outubro de 2008 (quarta-feira)
Hora: 18h00
Local: Sede do PSD de Abrantes, sita na Rua de São Pedro (junto ao Castelo).
http://maps.google.com/maps?ll=39.463309,-8.195735&z=17&t=h&hl=pt-PT
 
Apresentação da candidatura a cargo de:
1 - Dr. Moita Flores;
2 - Dr. Eurico Consciência;
3 - Dr. Miguel Relvas
 
Apresentação do slogan e imagem da campanha:
 
  

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Domingo, 26.10.08

Santana Maia é o nosso candidato

Santana Maia é licenciado em Direito e em Línguas e Literaturas Modernas. É advogado, dirigente da ordem dos Advogados e foi professor de Português do ensino secundário durante 25 anos (1981/2006).

Santana Maia tem as suas raízes familiares na freguesia de Mouriscas de onde a sua família é natural, sendo sobrinho dos saudosos Dr. João Santana Maia, médico e dono do Colégio de Mouriscas, e do Dr. Manuel Santana Maia, médico e antigo director do Hospital de Abrantes, e filho de Maria Laura Santana Maia, a primeira juíza conselheira do Supremo Tribunal de Justiça.

Santana Maia estudou em Abrantes, tendo sido aluno do Colégio La Salle (1969/74), fez o serviço militar como aspirante no 1º BIMec de Santa Margarida (1983/84) e foi capitão da equipa de voleibol da Escola Secundária nº2 de Abrantes (1985/86).

Humanista, social-democrata e defensor acérrimo da liberdade de expressão e de opinião, da independência da sociedade civil face ao poder político e do rigor e transparência na utilização dos dinheiros públicos, Santana-Maia Leonardo vai centralizar as suas políticas tendo em vista um desenvolvimento integrado, modernizado e participado por todos quantos aqui vivem ou que queiram estabelecer residência e/ou actividade.

Ver posts:
Discurso de apresentação
Apresentação da lista da câmara:

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Segunda-feira, 20.10.08

Palavra de honra

Comprometemo-nos, com todos os cidadãos do concelho de Abrantes, caso mereçamos a vossa confiança para dirigir os destinos da autarquia no próximo mandato a: 

1) apoiar e colaborar com as instituições de solidariedade social do concelho, por forma a tornar mais feliz a vida dos idosos, das crianças e dos mais necessitados;

2) atenuar as assimetrias entre ricos e pobres: pessoas, empresas e freguesias (que foram agravadas, nos últimos dezasseis anos, de uma forma absolutamente ilegítima, pela governação autocrática socialista);

3) tornar o concelho de Abrantes um concelho verdadeiramente livre e democrático onde todos os munícipes possam expressar e professar livremente as suas ideias e opiniões sem qualquer receio de virem a ser prejudicados por isso;

4) empenharmo-nos, pessoalmente, para que seja construído no centro histórico o novo centro de saúde de Abrantes, devendo o município ceder um edifício com boa acessibilidade para a sua instalação (existem, pelo menos, três que reúnem essas condições);

5) garantir a independência e a credibilidade do cargo de Provedor Municipal do Cidadão da seguinte forma:

a) o nome será escolhido pela Assembleia Municipal de entre os nomes propostos pelos partidos da oposição;

b) o exercício de qualquer cargo político ou de relações profissionais com o município será considerado condição de não elegibilidade.

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