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COLUNA VERTICAL



Segunda-feira, 30.03.09

OS RATINHOS DA ÍNDIA

Santana Maia - in Semanário de 27/3/09

 

Uma política educativa assente em teorias pedagógicas mal testadas e decorrentes de uma crença totalmente infundada no mito do «bom selvagem» de Rousseau permitiu que a escola fosse tomada de assalto por bandos de rufias que, por ausência de autoridade, acabaram por tomar o poder de facto, na medida em que são os únicos que podem usar a força para impor as suas leis. 
 
Com efeito, só eles têm autoridade para bater, esmurrar, esfaquear ou pontapear quem quer que seja: professor, funcionário ou aluno. E se algum aluno, na sua ingenuidade, tentar encontrar protecção num professor ou num funcionário rapidamente aprende quão frágil e ilusório é o poder destes.
 
A maioria dos pais hodiernos pertence a uma geração fruto de uma época (anos 60-70) em que se idolatrava o aluno insolente, baldas e marginal e se desprezava o aluno aplicado, trabalhador, cumpridor e educado. Não é, por isso, de estranhar que a participação dos pais nas nossas escolas tenha dado um contributo decisivo não só para o decréscimo da qualidade do ensino como também para o aumento da indisciplina e da violência nas nossas escolas. A maioria dos pais, sejamos honestos, só vai à escola por duas razões: ou para pressionar os professores a dar notas mais altas ao seu filho ou para pedir satisfações ao professor ou funcionário que ousou levantar a voz contra o seu filhinho.
 
Mas há uma coisa que as pessoas têm de perceber: a escola não pode ser nem uma casa de correcção, nem uma prisão. E para se pertencer à comunidade escolar (ou a qualquer outra), uma pessoa tem de aceitar e de se sujeitar às regras de funcionamento da própria comunidade, sob pena de esta se desmembrar. Os alunos normais (entendendo, obviamente, por normal, comportamentos próprios da irreverência da idade) não podem ser vítimas, nem os ratinhos da Índia, de experiências pedagógicas de resultado duvidoso ou de programas de ressocialização de delinquentes. Acresce que é fundamental que a escola proteja os alunos que aceitam as regras da comunidade, porque, só assim, eles aprenderão a confiar nas instituições.
 
Quanto aos restantes, os pais que os aturem ou o Estado que arranje escolas especiais para os domar. A não ser que queiramos educar os nossos alunos para uma vida numa sociedade dominada e controlada por traficantes de droga, máfias e “gangs”. Se assim for, o modelo defendido por Albino Almeida e que, infelizmente, já está implantado em muitas das nossas escolas é o ideal, na medida em que reproduz com fidelidade esse modelo de sociedade.

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Domingo, 29.03.09

ÁGUA TRAVESSA FUTEBOL CLUBE

 

No dia 11 de Março, Santana Maia, candidato do PSD à Câmara de Abrantes, acompanhado de José Lourenço, candidato a presidente da Junta de Freguesia de Bemposta, e Emídio Direito, vice-presidente da comissão política concelhia do PSD, visitou o campo de futebol e as instalações do Água Travessa Futebol Clube, tendo a visita sido guiada por Nuno Duarte, presidente da direcção.
 
Água Travessa Futebol Clube é uma colectividade com um curto prazo de existência, cuja finalidade é promover o desporto e outras actividades lúdicas na localidade de Água Travessa.A ideia da criação desta associação surgiu no início do Verão de 2002. A localidade de Água Travessa deparava-se com uma monotonia acentuada a nível associativo, em que as ideias para promover actividades desportivas, festivas ou, até mesmo, de ocupação dos tempos livres dos mais novos não eram muitas e as que existiam precisavam de ser reformuladas. Com o futebol sénior parado há alguns anos e com a necessidade de uma intervenção rápida a nível desportivo, eis que surge um grupo de pessoas decidido a dar um novo rumo à situação que se vivia no momento naquela povoação. Assim, depois de muito trabalho e muitos processos burocráticos, conseguiu-se finalmente legalizar o clube no dia 3 de Fevereiro, iniciando-se um novo ciclo.
 
Mais uma vez, é patente a falta de apoio a que estas associações estão votadas pela autarquia. Sendo certo que é difícil fixar as populações nestes lugares quando não dispõem sequer de um polivalente para ocupação dos tempos livres dos residentes. Tudo nestas localidades é arrancado a ferros, fruto da tenacidade e do trabalho de quem aí vive.
 
Esta candidatura não esquece, no entanto, o esforço tremendo de todos os dirigentes que militam, diariamente, nestas instituições, a título voluntarioso, e que nunca desistem, lutando contra todas as adversidades, que são muitas, a começar pelo abandono a que são votados pelo município. Estas pessoas enchem-nos de orgulho e fazem-nos ter esperança num futuro melhor, sendo certo que solidariedade social é uma dádiva fundamental na construção de uma sociedade equilibrada, harmoniosa e justa.

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Domingo, 29.03.09

ALBINO ALMEIDA

Santana Maia - in Semanário de 27/3/09

 
Não é, obviamente, pelo facto de todos os professores estarem contra a ministra da Educação que se pode concluir que a ministra não tem razão. Há, no entanto, um critério infalível para medir o grau de imbecilidade de uma medida: Albino Almeida, o presidente das Associações de Pais. Quanto maior for o seu grau de satisfação, mais idiota é a medida. Isto é absolutamente garantido. Com efeito, Albino Almeida, professor e pai, simultaneamente, consegue reunir em si o que há de pior no nosso sistema de ensino e nos pais modernos. Basta ouvi-lo falar. Ora, Albino Almeida anda absolutamente encantado com esta ministra e a ministra encantada com ele e com as suas brilhantes ideias. Pode mesmo dizer-se que foram feitos um para o outro.
 
Acontece que, para uma medida educativa apontar no caminho correcto, tem de contar necessariamente com a oposição feroz de Albino Almeida.

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Sábado, 28.03.09

QUEM É AMIGO?

por António Belém Coelho

  
Por estas horas o Engº Sócrates deve estar a pensar qual a maior comenda que poderá atribuir ao árbitro Lucílio Baptista e aos seus auxiliares. A razão não será para menos. não está aqui em causa o benfiquismo do primeiro-ministro. Apenas o papel de tonto útil, passe a expressão, que o referido árbitro está a desempenhar neste preciso momento.
 
Passo a explicar: enquanto toda a gente discute se foi ou não grande penalidade, ninguém discute o desemprego. Enquanto toda a gente discute se o jogo se deve ou não repetir, ninguém discute os milhões ou biliões entregues à banca para a financiar e promover o crédito, que não chega a ninguém.E ninguém discute se o Governo deve ou não repetir as suas decisões ou indecisões. Enquanto toda a gente discute se a retirada de determinado clube da direcção da Liga, ninguém discute a retirada do Governo face a resultados calamitosos que neste caso, não resultaram de arbitragem. Enquanto toda a gente discute se esta discussão serve ou não para pressionar a arbitragem até fim do campeonato, ninguém se preocupa em pressionar o governo até fim do mandato.
 
Assim, nada mais resta ao Engº Sócrates do que agraciar o árbitro Lucílio Baptista e respectiva equipa pelos bons serviços prestados à Nação e ao governo.

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Sexta-feira, 27.03.09

A DAMA DE FERRO

João César das Neves – in Destak de 26/3/09

 

Olhando para a evolução económica dos últimos anos, vemos um facto central para a escolha nas próximas eleições que tem passado despercebido. A principal fragilidade de Portugal no actual contexto de crise mundial vem do enorme endividamento. O total da nossa dívida ao estrangeiro (posição de investimento internacional) é de 100% do produto nacional, tendo explodido dos 8% que tinha em 1996. O acréscimo este ano (balança corrente e de capitais) será de 7,9% segundo a previsão do Banco de Portugal.
 
O caminho que nos trouxe aqui é curioso. A balança estava equilibrada quando Guterres tomou o poder em 1995 (défice de 0,7% do PIB). A enorme degradação que se seguiu atingiu 9% do PIB em 2000, um desequilíbrio pior que o causado pelo 25 de Abril. Esse fiasco fez cair o Governo. O novo executivo, com Manuela Ferreira Leite nas Finanças, entrou em Abril de 2002, recebendo o défice de 2001 de 8,6%.
 
A política da «dama de ferro», como foi chamada, conseguiu reduzir para metade esse buraco (4,2%) em 2003. Mas a linha não teve continuidade. O Governo saiu em Julho de 2004 e no fim do ano o défice externo já subira para 6,1%. Desde que Sócrates está no poder tem flutuado entre os 8% e os 10%.
 
A única pessoa que nos últimos 15 anos enfrentou este grave problema foi Manuela Ferreira Leite. Ela é o rosto da austeridade, dureza, solidez. Assim nas próximas eleições, para lá da escolha entre partidos, há uma questão psicológica nacional interessante. Será curioso ver a escolha que os portugueses farão, porque indica o caminho que querem seguir na crise.

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Quinta-feira, 26.03.09

SOCIEDADE RECREATIVA E MUSICAL DE BEMPOSTA

 

No dia 11 de Março, Santana Maia, candidato do PSD à Câmara de Abrantes, acompanhado de José Lourenço, candidato a presidente da Junta de Freguesia de Bemposta, e Emídio Direito, vice-presidente da comissão política concelhia do PSD, visitou a histórica e emblemática sede da Sociedade Recreativa e Musical da Bemposta, tendo a visita sido guiada pelo presidente da direcção Filipe Oliveira.
 
Esta associação foi fundada em Maio de 1957 com o fim de promover aos seus associados recreio, festas, bailes, teatros e outros eventos. Foi ponto de encontro regular dos jovens, foi lá que muitos jovens foram pela primeira vez ao cinema, a um baile, à discoteca móvel, era lá que praticavam ténis de mesa, matraquilhos, xadrez, etc.
 
É, de facto, escandaloso como a autarquia consentiu que as instalações da histórica agremiação chegassem a este ponto de degradação, estando iminente a ruína do salão de festas. Sendo certo que se trata de um salão com condições extraordinárias para a prática de diferentes actividades lúdicas: teatro, espectáculos musicais, festas, bailes, ensaio do rancho folclórico, judo, karaté, etc. Para já não falar do valor histórico do edifício. E tendo a Câmara sido principal responsável pelo esvaziamento demográfico da freguesia, tinha a obrigação moral de socorrer uma associação cuja principal dificuldade advém precisamente da diminuição da população jovem.
 
Esta candidatura não esquece o esforço tremendo de todos os dirigentes que dedicam os seus tempos livres à causa pública, militando nas diferentes associações do nosso concelho, lutando contra todas as adversidades, que são muitas, a começar pelo abandono a que são votados pelo município. Estas pessoas enchem-nos de orgulho e fazem-nos ter esperança num futuro melhor, sendo certo que solidariedade social é uma dádiva fundamental na construção de uma sociedade equilibrada, harmoniosa e justa.

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Quinta-feira, 26.03.09

ASSOC. S. SOCIAL E PRÓ-CULTURA SILVA LEITÃO

 

No dia 11 de Março, Santana Maia, candidato do PSD à Câmara de Abrantes, acompanhado de José Lourenço, candidato a presidente da Junta de Freguesia de Bemposta, e Emídio Direito, vice-presidente da comissão política concelhia do PSD, visitou a Associação de Solidariedade Social e Pró-Cultura Professor Silva Leitão, tendo a visita sido guiada por José Gomes, presidente da Direcção, e Cátia Rodrigues, assistente social.
 
Esta Associação foi fundada em Julho de 1999, tendo iniciado a sua actividade em 2003, por iniciativa das filhas do professor Silva Leitão que doaram o terreno e financiaram o projecto. A Associação surge com o objectivo de servir a comunidade, sendo a sua actividade direccionada para os idosos, crianças e pessoas vulneráveis e/ou desfavorecidas. A Associação tem, neste momento, as seguintes valências: Centro de Dia, Apoio Domiciliário (idosos e carenciados) e Actividades de Tempos Livres (crianças a partir dos seis anos de idade), sendo as primeiras exclusivas dos associados e a última aberta a toda a população da freguesia.
 
Da análise final, constatou-se o pouco interesse que esta instituição suscita no executivo camarário. A falta de sensibilidade social é, aliás, uma das grandes pechas do actual executivo camarário. Com efeito, é manifesto que as políticas centradas nas pessoas são pouco motivadoras para o actual executivo.
 
Esta candidatura não esquece, no entanto, o esforço tremendo de todos os dirigentes que militam, diariamente, nestas instituições, a título voluntarioso, e que nunca desistem, lutando contra todas as adversidades, que são muitas, a começar pelo abandono a que são votados pelo município. Estas pessoas enchem-nos de orgulho e fazem-nos ter esperança num futuro melhor, sendo certo que solidariedade social é uma dádiva fundamental na construção de uma sociedade equilibrada, harmoniosa e justa.

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Terça-feira, 24.03.09

A MARCA «ABRANTES»

por Gonçalo Oliveira

 

Foi só depois da revolução dos cravos que um dos maiores vultos da literatura nacional, Eugénio de Andrade, escreveu a seguinte frase: «É na nossa poesia que se encontra isso que os políticos tão afanosamente buscam: a nossa identidade.»
 
Em Abrantes, o partido socialista há muito que desistiu de procurar a nossa identidade, a nossa “marca”. Por estas alturas, no sítio da Câmara Municipal, anuncia-se a Festa da Primavera, em que o grande evento será o desfile infantil nas ruas da cidade. Sem dúvida que será um dia animado para ao mais novos. Os seus pais e familiares rejubilarão de orgulho, ao verem os mais novos a desfilar. A outrora “Cidade Florida” sê-lo-á novamente, ainda que por breves dias.
 
Entretanto, Rio Maior deslumbrou com as suas “Tasquinhas”, atraindo milhares de pessoas em busca de um bom repasto. Constância prepara a já famosa “Festa de Nossa Senhora da Boa Viagem, onde se esperam os milhares que aqui se deslocam todos os anos, atraídos por um convívio raro nos dias que correm. Em Santarém já decorrem as “Festas de São José”, também elas com uma programação muito abrangente, que denota um verdadeiro planeamento que vai desde o espectáculo mais tradicional ao mais moderno.
 
São só três exemplos de sucesso na nossa região que em muito contribuem para a afirmação da “marca” do respectivo município a nível nacional. Em Abrantes, todavia, continua-se a olhar para o umbigo, teimosamente fazendo jus à pasmaceira por que somos conhecidos: “Em Abrantes tudo como dantes”. Mas não tem de ser forçosamente assim.
 
Hoje em dia, tudo o que se faça neste âmbito deverá ser numa lógica regional e nacional, capaz de cativar não só os locais, mas também e sobretudo outros públicos, especialmente aqueles que estão ávidos por sair dos grandes centros urbanos, em busca do binómio convívio/descanso.
 
Abrantes poderá ser o grande pólo turístico-cultural do Médio Tejo, com um planeamento que se cimente em cima da nossa história, das nossas raízes, do nosso ser, enquanto abrantinos. Nós também temos uma “marca”. Não precisamos de imitar ninguém, mas, verdade seja dita, podemos aprender algo com o sucesso dos outros.
 
Em busca da nossa identidade, de uma verdadeira identidade, vai ser o grande desafio do PSD quando assumir a gestão autárquica no final deste ano. Mas, a partir daí, garanto-vos, nada vai ser como dantes.

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Terça-feira, 24.03.09

CENTRO SOCIAL INTERPAROQUIAL DE ABRANTES

 

No dia 4 de Março, Santana Maia, candidato do PSD à Câmara de Abrantes, visitou o Centro Interparoquial de Abrantes (creche, ensino pré-escolar, serviço domiciliário e Casa de S. Miguel), para se inteirar do trabalho desenvolvido, auscultar as preocupações e dificuldades por que passa neste momento e anotar as sugestões da sua direcção sobre a forma como a autarquia as poderá ajudar.
 
A visita foi conduzida pelos Ex.mos Senhores Cónego José da Graça e pelos Ex.mos Senhores Bragança (director), Fátima e Ana Silva (responsável pela Casa de S. Miguel). Acompanharam o nosso candidato Dora Caldeira, candidata a presidente da Junta de Freguesia de Alferrarede, Gonçalo Oliveira, presidente da comissão política concelhia do PSD e Emídio Direito, vice-presidente.
 
O Centro Social Interparoquial de Abrantes começou a germinar a 13 de Dezembro de 1947, quando o Rev. Padre Albano Vaz Pinto, Pároco da Freguesia de S. João, constatou haver necessidade de defender as crianças em idade pré-escolar do efeito nefasto da rua e de as compensar da sua sub-alimentação. A 17 de Maio de 1948 foi inaugurada oficialmente esta instituição.

As primeiras instalações foram a sacristia da igreja de S. João, tendo posteriormente passado por diferentes localizações até se fixar, em Setembro de 1998, em sede própria, na Rua Cidade de Parthenay, junto ao Bairro da Encosta da Barata. As actuais instalações foram inauguradas oficialmente a 15 de Setembro de 1999, tendo à frente o Cónego José da Graça como principal orientador. Presentemente, o Centro Social tem 5 valências: Creche, Ensino Pré Escolar, Serviço de Apoio Domiciliário, Projecto Homem, Centro de Acolhimento Temporário de crianças em risco (Casa de S. Miguel).
 
Da análise final, constatou-se o pouco interesse que esta instituição suscita no executivo camarário. A falta de sensibilidade social é, aliás, uma das grandes pechas do actual executivo camarário. Com efeito, é manifesto que as políticas centradas nas pessoas são pouco motivadoras para o actual executivo.
 
Esta candidatura não esquece, no entanto, o esforço tremendo de todos os dirigentes que militam, diariamente, nestas instituições, a título voluntarioso, e que nunca desistem, lutando contra todas as adversidades, que são muitas, a começar pelo abandono a que são votados pelo município. Estas pessoas enchem-nos de orgulho e fazem-nos ter esperança num futuro melhor, sendo certo que solidariedade social é uma dádiva fundamental na construção de uma sociedade equilibrada, harmoniosa e justa. 
 
O testemunho do trabalho desenvolvido nesta instituição fez com que Santana Maia desse a sua palavra de que, caso o PSD vença as próximas eleições autárquicas (como se espera), as instituições de solidariedade social do concelho poderão contar com um presidente e uma vereação empenhados em apoiar o seu esforço de tornar mais feliz a vida dos idosos, das crianças e de todos aqueles para quem a vida foi madrasta.

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Segunda-feira, 23.03.09

FESTIVAL NACIONAL DE TEATRO ESPECIAL


O Festival Nacional de Teatro Especial vai decorrer, de 23 a 28 de Março, no Cine-Teatro S. Pedro, em Abrantes. A organização é do Centro de Recuperação e Integração de Abrantes.


O FNATES conta com a participação grupos de teatro constituídos por actores com deficiência, oriundos dos mais diversos pontos do país. Este ano o projecto atravessou as fronteiras nacionais e contará com a participação de um grupo de S. Paulo (Brasil).


Este Festival de Teatro inclusivo tem como objectivo promover a troca de experiências, ao nível das instituições de reabilitação e integração, divulgar o trabalho realizado pelos jovens com deficiência na área do teatro e sensibilizar o público para as capacidades artísticas destes actores, procurando vencer a barreira invisível do preconceito social e da discriminação face à diferença.

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Domingo, 22.03.09

CENTRO SOCIAL DE ALFERRAREDE

 

No dia 4 de Março, Santana Maia, candidato do PSD à Câmara de Abrantes, visitou o Centro de Dia de Alferrarede para se inteirar do trabalho desenvolvido, auscultar as preocupações e dificuldades por que passa neste momento e anotar as sugestões da sua direcção sobre a forma como a autarquia as poderá ajudar.
 
A visita foi conduzida pelos Ex.mos Senhores Fernando Simão (presidente da instituição), Rafael Fernandes, Armando Pires (membros da direcção) e pela Irmã Margarida Tavares. Acompanharam o nosso candidato Dora Caldeira, candidata a presidente da Junta de Freguesia de Alferrarede, Gonçalo Oliveira, presidente da comissão política concelhia do PSD, Emídio Direito, vice-presidente, e Amadeu Lopes.
 
O Centro Social de Alferrarede, recorde-se, começou a sua grande missão em Março de 1955, por iniciativa de um grupo de senhoras da terra e de José Dias Simão, um industrial de Alferrarede. Tudo começou por uma pequena casa onde se distribuía sopa e pão. Em 1958, o Centro foi transferido para uma casa maior na Fonte de S. José, onde começou a laborar com um Jardim-de-infância, com uma sala de trabalho para raparigas e uma sala de estudo para crianças em idade escolar.
 
Em 1962, foi oficializado o Centro de Beneficência e Assistência Social de Alferrarede tendo estatutos próprios. Em 1968, começou a ser construído o edifício actual, que foi inaugurado em 1973, com a presença de um grupo de 4 religiosas da Congregação da Apresentação de Maria que foram chamadas a abraçar a missão de dirigir esta Instituição. O Centro abriu com 180 crianças.
 
Actualmente o Centro Social de Alferrarede desenvolve trabalho em duas áreas distintas: crianças e idosos. Para as crianças, existem as valências: creche, Jardim-de-infância e ATL. Na área da Terceira Idade e funcionando num outro edifício relativamente próximos, funciona o Centro de Dia e Apoio Domiciliário, desde 1999. Recentemente, o Centro Social fez remodelações e melhoramentos nos seus edifícios e dá resposta a 255 crianças, 40 utentes no Centro de Dia e 40 no Apoio Domiciliário.
 
Da análise final, constatou-se o pouco interesse que esta instituição suscita no executivo camarário. A falta de sensibilidade social é, aliás, uma das grandes pechas do actual executivo camarário. Com efeito, é manifesto que as políticas centradas nas pessoas são pouco motivadoras para o actual executivo.
 
Esta candidatura não esquece, no entanto, o esforço tremendo de todos os dirigentes que militam, diariamente, nestas instituições, a título voluntarioso, e que nunca desistem, lutando contra todas as adversidades, que são muitas, a começar pelo abandono a que são votados pelo município.
 
Estas pessoas enchem-nos de orgulho e fazem-nos ter esperança num futuro melhor, sendo certo que solidariedade social é uma dádiva fundamental na construção de uma sociedade equilibrada, harmoniosa e justa. O testemunho do trabalho desenvolvido nesta instituição fez com que Santana Maia desse a sua palavra de que, caso o PSD vença as próximas eleições autárquicas (como se espera), as instituições de solidariedade social do concelho poderão contar com um presidente e uma vereação empenhados em apoiar o seu esforço de tornar mais feliz a vida dos idosos, das crianças e de todos aqueles para quem a vida foi madrasta.

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Domingo, 22.03.09

O COLÉGIO LA SALLE

por Santana Maia

 
Ao olhar a esta distância para a obra do Colégio La Salle de Abrantes na sua curta existência (1959-75), não posso deixar de reconhecer os seus méritos, tanto mais que aquele Colégio representa hoje o modelo utópico da escola moderna: uma escola a tempo inteiro, empenhada na formação integral do aluno.
  
O Colégio La Salle, recordo, tinha dois campos de futebol, vários campos de basquetebol, ringue de patinagem, piscina de 25 metros de competição, ginásio, cine-teatro, salas de estudo, um laboratório moderníssimo, capela e igreja. Estes equipamentos permitiam aos seus alunos desenvolver as suas capacidades artísticas (teatro, tuna, poesia, conjunto musical, etc.) e participar em provas distritais, nacionais e regionais em quase todas as modalidades: basquetebol, futebol, voleibol, ténis de mesa, tiro ao alvo, natação, judo, hóquei em patins, etc. Sem esquecer os grupos de solidariedade social e as viagens de estudo ao estrangeiro.
Além disso, os seus alunos obtinham sistematicamente as melhores notas do distrito de Santarém nos exames dos antigos 2º, 5º e 7º anos dos liceus, sendo esta, aliás, a sua imagem de marca.
 
Com o 25 de Abril, o Colégio deu lugar à escola pública. Basta, no entanto, um simples olhar à vista desarmada para perceber a diferença. A escola apresenta, agora, um ar de desmazelo que entristece quem ali andou e não pode disciplinar interiormente quem lá anda. Sendo certo que, hoje, toda a gente sonha com uma escola pública à imagem do antigo Colégio La Salle. E, para lá chegar, ministra e secretários de Estado alteram e legislam todos os dias, enquanto as escolas se entretêm a fazer e a desfazer, ao mesmo ritmo, os seus extensos regulamentos internos.
 
Querem saber quantos artigos tinha o regulamento interno do Colégio La Salle? Tinha apenas dez: «1º) O espírito lassalista deverá estar presente em tudo o que fazemos. Nunca nos devemos esquecer da nossa identidade própria. 2º) Em tudo o que fazemos, devemos cultivar a justiça, a oração e o serviço aos outros. 3º) Todas as pessoas da nossa comunidade educativa, devem respeitar-se mutuamente tornando a nossa escola um lugar ideal para trabalhar. 4º) Todos devem ajudar a criar um ambiente de inter-ajuda, propiciando uma boa aprendizagem. 5º) Todos têm direito à diferença. Os dons especiais de cada um devem ser encorajados e valorizados para o bem de todos. Devemos trabalhar e partilhar juntos. 6º) Todos têm direito à segurança. Ninguém deve ter medo de ser ameaçado ou importunado. Ninguém deve ter receio de correr riscos, de ser diferente ou de ser sincero. 7º) O auto e hetero encorajamento para a rentabilização das nossas capacidades são essenciais. A existência de uma variedade de temas e de actividades é necessária à realização pessoal. 8º) A atenção vigilante é importante é importante para que nos momentos de crise nos sintamos confiantes a partilhar as angústias ou problemas com uma pessoa de confiança. 9º) Todos devemos saber perdoar e esquecer. Todos merecemos uma segunda oportunidade. 10º) Na nossa escola, as pessoas deverão aprender tanto com os seus êxitos como com os fracassos. Isto permite o crescimento pessoal».
 
Se querem uma escola empenhada na formação integral do aluno, comecem por aqui. Rasguem os regulamentos internos e os estatutos do aluno... E resumam tudo a dez artigos. Segundo me dizem, Deus é perfeito (quem sou eu para duvidar disso, apesar de não ser crente?). Ora, se a Lei de Deus tem apenas dez artigos, por alguma razão é.

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Sábado, 21.03.09

VERGONHA NA CARA

 por António Belém Coelho

 
Estão à porta as eleições Europeias. Os diversos partidos movimentam-se externa e internamente para definir os respectivos cabeças de lista e preencher os lugares elegíveis. Escusado será dizer que tal implica inúmeros jogos de bastidores, que já não são de hoje, mas sim de ontem ou de anteontem. Implica também reformas douradas para aqueles que, por um motivo ou por outro, serão mais incómodos cá, do que lá.
 
Mas a verdadeira notícia sobre este assunto é a duplicação do vencimento desses eleitos. Assim, os vencimentos base, de cerca de 3.815 Euros (três mil oitocentos e quinze euros) vão ser aumentados aproximadamente para o dobro. Em época de crise global, da qual a Europa é das mais atingidas, não está mal, não senhor! E no nosso caso particular, que é aquele que mais me interessa, então nem é melhor falar.
 
Sugiro daqui a todos os partidos concorrentes, sem excepção, que tenham vergonha na cara, e, quando muito, aumentem os vencimentos aos Eurodeputados segundo a inflação prevista (é o que o Governo faz a todos nós)! O excedente do pagamento verificado por parte das instâncias Europeias, que seja contabilizado num fundo que ajude a suportar por exemplo as prestações de desemprego, que têm subido em flecha. E já nem falo dos abonos e subsídios colaterais ao cargo que, por exemplo, em termos de subsídio de deslocação, podem atingir 287 Euros por dia! Leram bem: duzentos e oitenta e sete euros diários!
 
Entretanto e no nosso território indígena, ficámos a saber que pelas bandas do bairro “Portugal Novo” (até parece que o nome é propositado!), ninguém ou quase ninguém paga rendas pelas casas em que habita e mais do que isso, inquilino que se ausente corre o risco de perder o lugar. E viva o Estado de Direito! O Presidente da Junta, coitado, bem se queixa e corre Seca e Meca. Mas quer a Administração Central, quer a Autarquia de Lisboa, que são responsáveis por toda a questão, fazem ouvidos de mercador. Por coincidência, ambas as instâncias são geridas pelo Partido Socialista; mas certamente que tal será apenas uma mera coincidência! Ou não?
 
Por cá, volto à questão da Cidade Imaginária. O seu custo permitiria ajudar quantas famílias atingidas pelo desemprego e durante quanto tempo? Façam vocês o cálculo, visto que os valores envolvidos são públicos. E de seguida tirem as necessárias conclusões sobre a noção das prioridades de quem nos governa. Por enquanto!

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Quinta-feira, 19.03.09

TURISMO - ZONA NORTE

 

Tendo como pano de fundo a água e a floresta, envoltos numa morfologia equilibrada, em perfeita harmonia com os monumentos históricos, de interesse nacional, municipal e religioso, tudo conjugado com a gastronomia local e com novos locais de lazer, cremos ser possível criar uma plataforma que vai permitir desenvolver o turismo no concelho de Abrantes.
 
Na Albufeira de Castelo de Bode melhorar-se-á o acesso automóvel ao parque Náutico de Aldeia do Mato, reformular-se-á a envolvente do mesmo e será criado um cais de embarque com acesso fácil a veículos com reboque. Noutro plano pretendemos aumentar a oferta do alojamento municipal, e procurar-se-á parcerias com habitantes locais de forma a evitar ao mínimo os efeitos da sazonalidade do local.
 
No Souto, urge criar um roteiro turístico, que tenha como base o património religioso desta freguesia e das limítrofes. É intenção promover parcerias com as associações locais para criar um local onde os turistas possam conhecer a história da freguesia e desfrutar de um momento lúdico em perfeita harmonia. A dinamização de um espaço existente, num local onde se encontrasse uma secção museológica e uma outra lúdica, permitiria oferecer um espaço diferente ao público, e ao mesmo tempo envolver os locais na dinamização deste espaço. Também aqui criar-se ia um acesso automóvel à Albufeira do Castelo de Bode.
 
Em Fontes potenciar-se-á, em parceria público-privada a criação de acesso automóvel à Albufeira, onde será instalado um cais, onde funcionará um serviço de barco turístico, com ligações a Aldeia do Mato e ao Souto.
 
Ainda no que diz respeito à zona da Albufeira, será criado um novo pólo turístico, com um estabelecimento de restauração, aliado a uma loja de produtos típicos e artesanato local, a instalar num local com possua uma vista e uma localização privilegiada.
 
Para promover todos estes locais será desenvolvido um website, um panfleto, um slogan e uma campanha agressiva e constante em locais especificamente vocacionados para o efeito. Também será instalado um posto de informação turística descentralizado.
 
A floresta também será alvo de atenção, com a criação de percursos pedonais, para bicicletas, e outros para motos.
 
Neste campo, será criado um gabinete que, entre outras funções, dará apoio especializado aos privados, para que estes mais facilmente possam investir, criando estabelecimentos de turismo rural ou ecológico.
 
Será feita uma aposta séria na exploração das potencialidades inerentes às características rurais desta zona, como grande atractivo ao lazer e ao descanso no seio da natureza.
 
Em simultâneo, e tendo em conta a reduzidíssima oferta hoteleira do concelho, iremos protocolar ligações regulares entre a cidade e todas as freguesias do norte do concelho, fins-de-semana inclusive. Também será criada uma plataforma com os agrupamentos escolares para divulgar esta zona do concelho e todas a suas potencialidades.

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Quarta-feira, 18.03.09

Programa Eleitoral: INTRODUÇÃO

 «Vou ouvir-vos sempre, sobretudo quando não estivermos de acordo.»

 (Barack Obama)

 

Os programas eleitorais estão hoje totalmente descredibilizados, ao ponto de já ninguém se preocupar em lê-los, quanto mais em dar qualquer crédito ao que lá vem escrito. Há mesmo partidos que nem sequer já se dão ao trabalho de os elaborar. E os que os elaboram fazem-no mais por dever de ofício do que por devoção e convicção, limitando-se, a mais das vezes, a copiar, ou melhor, a adaptar programas de anteriores candidaturas, sem se preocuparem sequer com a viabilidade daquilo que prometem. Em boa verdade, nem eles próprios sabem o que prometeram.
É óbvio que, se vivêssemos num país a sério, o programa eleitoral seria uma peça essencial e decisiva na determinação do voto do eleitorado. Mas, para isso, era necessário que os programas eleitorais correspondessem a um verdadeiro compromisso com os eleitores pelo qual os eleitos responderiam no final do seu mandato.
Acreditamos, no entanto, que podemos contribuir, com o nosso exemplo, para ajudar a credibilizar a política e os programas eleitorais. Decidimos, por isso, a mais de seis meses de distância das eleições autárquicas, colocar à discussão pública as nossas propostas programáticas, por forma a que as mesmas possam ser enriquecidas pelas vossas sugestões e críticas, sempre balizadas pela racionalidade da gestão dos dinheiros públicos.
Com efeito, se queremos e defendemos uma gestão autárquica próxima dos cidadãos e participada, devemos começar já a dar esse exemplo. Sem esquecer, obviamente, que, numa autarquia, tal como numa família ou empresa, os gastos pagos a crédito são sempre um presente envenenado para o futuro.
O nosso programa eleitoral irá sendo, assim, apresentado faseadamente e de acordo com a agenda de visitas, iniciativas e realizações levadas a cabo pelos nossos candidatos, o que permitirá não só um conhecimento mais fácil das nossas propostas como também uma maior facilidade de participação dos cidadãos.
Todas as intervenções são bem vindas, independentemente do quadrante político do cidadão interventor. Dar voz a quem normalmente a não tem é uma das grandes bandeiras da nossa candidatura, até porque acreditamos que um eleitor mais participativo será sempre um eleitor mais empenhado e responsável.

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