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COLUNA VERTICAL



Terça-feira, 31.08.10

REUNIÃO DA CÂMARA DE 30/8/10 (extracto II)

MARTINCHEL - POLIDESPORTIVO

Pedido de esclarecimento dos vereadores do PSD 

 

A construção de qualquer polidesportivo deve implicar necessariamente a construção de balneários, uma vez que os hábitos de higiene não são um direito, nem um luxo, das pessoas que vivem na cidade.

 

Acontece que, por incrível que pareça, o polidesportivo de Martinchel foi construído sem balneários, como se as pessoas da aldeia tivessem horror a tomar banho após a prática desportiva ou gostassem de se equipar atrás de uma árvore.

 

Por outro lado, o chão do polidesportivo foi pintado com uma tinta de tão boa qualidade que fica literalmente agarrada aos equipamentos e pernas dos praticantes.

 

Finalmente, foi deixada junto de uma das balizas um ângulo de quina viva que, só por milagre, ainda não fez vítimas.

 

Tratando-se de uma situação a requerer intervenção urgente, os vereadores do PSD gostariam de saber quando tenciona a Câmara Municipal:

 

         1. construir o indispensável balneário e substituir a tinta do piso por uma tinta decente?  

 

        2. eliminar o ângulo de quina viva existente no polidesportivo ou será que está à espera do primeiro acidente grave para agir?

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Segunda-feira, 30.08.10

Reunião da câmara de 30/8/10 (extracto I)

MARTINCHEL - SEGURANÇA DE ALUNOS, PEÕES E VEÍCULOS

Pedido de esclarecimento dos vereadores do PSD 

Encontra-se há vários meses, em risco de derrocada, o morro de terra situado entre o edifício da Junta de Freguesia de Martinchel e a Associação ACLAMA, pondo em risco a segurança de peões e veículos.

Situação que se irá agravar necessariamente com a chegada das primeiras chuvas.

Acresce que a zona não está sequer sinalizada.

Por sua vez, a escola de Martinchel está para iniciar o ano lectivo e a rede continua por substituir, pondo em risco a segurança dos alunos.

Por outro lado, as valetas da freguesia estão cheias de mato, o que irá provocar inevitavelmente inundações se as mesmas não forem limpas, em devido tempo.

Ou seja, antes das chuvas.

Tratando-se de uma situação a requerer intervenção urgente, os vereadores do PSD gostariam de saber:

1. Quando tenciona a Câmara Municipal construir o muro de sustentação das terras para evitar a derrocada que se adivinha?

2.  Por que razão ainda não sinalizou a zona ou será que está à espera do primeiro acidente para o fazer?

3.  Quando tenciona substituir a rede da escola e começar o trabalho de limpeza das valetas da freguesia?

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Domingo, 29.08.10

A OBESIDADE MENTAL de Andrew Oitke

João César das Neves - in Diário De Notícias de 26/2/10 

 

O prof.  Andrew Oitke publicou o seu polémico livro «Mental Obesity», que revolucionou os campos da educação, jornalismo e relações sociais em geral.

 

Nessa obra, o catedrático de Antropologia em Harvard introduziu o conceito em epígrafe para descrever o que considerava o pior problema da sociedade moderna.

 

«Há apenas algumas décadas, a Humanidade tomou consciência dos perigos do excesso de gordura física por uma alimentação desregrada. Está na altura de se notar que os nossos abusos no campo da informação e conhecimento estão a criar problemas tão ou mais sérios que esses.»

 

Segundo o autor, «a nossa sociedade está mais atafulhada de preconceitos que de proteínas, mais intoxicada de lugares-comuns que de hidratos de carbono. As pessoas viciaram-se em estereótipos, juízos apressados, pensamentos tacanhos, condenações precipitadas.Todos têm opinião sobre tudo, mas não conhecem nada. Os cozinheiros desta magna "fast food" intelectual são os jornalistas e comentadores, os editores da informação e filósofos, os romancistas e realizadores de cinema. Os telejornais e telenovelas são os hamburgers do espírito, as revistas e romances são os donuts da imaginação.»

 

O problema central está na família e na escola.

 

«Qualquer pai responsável sabe que os seus filhos ficarão doentes se comerem apenas doces e chocolate. Não se entende, então, como é que tantos educadores aceitam que a dieta mental das crianças seja composta por desenhos animados, videojogos e telenovelas. Com uma «alimentação intelectual» tão carregada de adrenalina, romance, violência e emoção, é normal que esses jovens nunca consigam depois uma vida saudável e equilibrada.»

 

Um dos capítulos mais polémicos e contundentes da obra, intitulado "Os Abutres", afirma:

 

«O jornalista alimenta-se hoje quase exclusivamente de cadáveres de reputações, de detritos de escândalos, de restos mortais das realizações humanas.  A imprensa deixou há muito de informar, para apenas seduzir, agredir e manipular.»

 

O texto descreve como os repórteres se desinteressam da realidade fervilhante, para se centrarem apenas no lado polémico e chocante.

 

«Só a parte morta e apodrecida da realidade é que chega aos jornais.»

 

Outros casos referidos criaram uma celeuma que perdura.

 

«O conhecimento das pessoas aumentou, mas é feito de banalidades.Todos sabem que Kennedy foi assassinado, mas não sabem quem foi Kennedy. Todos dizem que a Capela Sistina tem tecto, mas ninguém suspeita para que é que ela serve. Todos acham que Saddam é mau e Mandella é bom, mas nem desconfiam porquê. Todos conhecem que Pitágoras tem um teorema, mas ignoram o que é um cateto.»

 

As conclusões do tratado, já clássico, são arrasadoras.

 

«Não admira que, no meio da prosperidade e abundância, as grandes realizações do espírito humano estejam em decadência. A família é contestada, a tradição esquecida, a religião abandonada, a cultura banalizou-se, o folclore entrou em queda, a arte é fútil, paradoxal ou doentia.Floresce a pornografia, o cabotinismo, a imitação, a sensaboria, o egoísmo. Não se trata de uma decadência, uma «idade das trevas» ou o fim da civilização, como tantos apregoam. É só uma questão de obesidade. O homem moderno está adiposo no raciocínio, gostos e sentimentos. O mundo não precisa de reformas, desenvolvimento, progressos. Precisa sobretudo de dieta mental.»

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Domingo, 29.08.10

REUNIÃO DA CÂMARA DE 9/8/10 (acta fls.7 e 8)

PROTOCOLOS COM JUNTAS DE FREGUESIA

Resposta da presidente da câmara

ao pedido de esclarecimento dos vereadores do PSD 

 

O vereador Rui André apresentou mais um pedido de esclarecimentos dos vereadores do PSD, Rui André e Sónia Frade, que abaixo se transcreve:

 

Como é do conhecimento público, as juntas de freguesia atravessam, neste momento, grandes dificuldades financeiras que as impossibilitam de dar resposta nas áreas de competências delegadas. Em muitas freguesias, por falta de meios, encontra-se por fazer a conservação e limpeza de valetas, bermas e caminhos, assim como a conservação de jardins. Também sabemos que as Juntas de Freguesia têm protocolos de delegação de competência com a Câmara Municipal de Abrantes e que recebem ajuda financeira para a execução das respectivas obras.

 

Pelo exposto, os vereadores eleitos pelo PSD gostariam de saber se a Câmara Municipal: através do seu gabinete de apoio às freguesias, acompanha e avalia os trabalhos das Juntas de Freguesia, única forma de se poder aferir se o montante entregue é suficiente e bem aplicado ou não; tenciona estabelecer protocolos extraordinários com as juntas de freguesia ainda no decorrer do ano de 2010; - está disponível para destacar funcionários afectos às áreas de competências delegadas às Juntas de Freguesias, nos termos do disposto do nº3 do artigo 66º do Decreto-Lei n.º 5-A/2002, de 11 de Janeiro.

 

Mais requerem que lhes seja entregue cópia do relatório anual das actividades e apoios efectuados às Juntas de Freguesia, para que possam avaliar se o dinheiro entregue às Juntas de Freguesia é realmente bem aplicado e se o Gabinete de Apoio às Freguesias as apoia na realidade, assim como para poderem apresentar, no futuro, sugestões de aperfeiçoamento.

 

A presidente da câmara começou por referir que os elementos solicitados poderão ser consultados no relatório de contas e actividades, onde os mesmos estão escritos. Referiu também que não irão ser estabelecidos protocolos extraordinários com as Juntas de Freguesia. A Câmara não pode delegar nas Juntas de Freguesia competências que são suas, quando as juntas não têm os meios para as desenvolver. Constata-se que quando são delegadas certas competências, como por exemplo a execução de empreitadas, as Juntas ou mandam fazer fora ou então socorrem-se da Câmara Municipal para preparação dos cadernos de encargos e programas de concurso, bem como da fiscalização de obras e do serviço de higiene e segurança no trabalho. Informou que está a ser feito um levantamento das necessidades de cada Junta de Freguesia e que posteriormente será feita uma empreitada única.

 

Quanto aos espaços verdes, a Câmara Municipal está a fazer uma revisão para ir à próxima Assembleia Municipal, pelo que os novos protocolos em breve estarão disponíveis para consulta. Relativamente ao destacamento de funcionários, explicou que a Câmara Municipal neste momento não pode contratar pessoal, pelo que não é possível prescindir dos poucos funcionários que tem para disponibilizar às Juntas de Freguesia. Haverá sempre a hipótese de recrutar pessoal no Centro de Emprego para esses serviços.

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Sábado, 28.08.10

Reunião da câmara de 9/8/10 (acta fls.6 e 7)

LIMPEZA DE MATO À VOLTA DAS EDIFICAÇÕES

Resposta da presidente da câmara

ao pedido de esclarecimento dos vereadores do PSD 

O vereador Rui André apresentou um pedido de esclarecimentos dos vereadores do PSD, Rui André e Sónia Frade, que abaixo se transcreve:

“Nos termos do artigo 15º do Decreto-Lei nº 124/2006, de 28 de Junho, «os proprietários, arrendatários, usufrutuários ou entidades que, a qualquer título, detenham terrenos confinantes a edificações, designadamente habitações, estaleiros, armazéns, oficinas, fábricas ou outros equipamentos, são obrigados a proceder à gestão de combustível numa faixa de 50 m à volta daquelas edificações ou instalações medida a partir da alvenaria exterior da edificação, de acordo com as normas constantes no anexo do presente decreto-lei e que dele faz parte integrante (nº2). Em caso de incumprimento do disposto nos números anteriores, a câmara municipal notifica as entidades responsáveis pelos trabalhos (nº3). Verificado o incumprimento, a câmara municipal poderá realizar os trabalhos de gestão de combustível, com a faculdade de se ressarcir, desencadeando os mecanismos necessários ao ressarcimento da despesa efectuada (nº4).»

Por sua vez, dispõe o artigo 37º, nº1, do mesmo diploma legal, que «a fiscalização do estabelecido no presente decreto-lei compete à Guarda Nacional Republicana, à Polícia de Segurança Pública, à Polícia Marítima, à Direcção-Geral dos Recursos Florestais, à Autoridade Nacional de Protecção Civil, às câmaras municipais e aos vigilantes da natureza (…)»

Assim sendo, pretendem os vereadores eleitos pelo PSD saber se a Câmara Municipal, através do seu Gabinete Técnico Florestal e de acordo com o POM (Plano Operacional Municipal do Concelho de Abrantes):realizou alguma fiscalização (e em que data) junto dos núcleos habitacionais das freguesias do concelho para verificar se o disposto no referido decreto-lei estava a ser cumprido pelos proprietários, arrendatários, usufrutuários ou entidades que, a qualquer título, detenham terrenos confinantes a edificações; detectou algum caso de incumprimento e, a ter existido, quais as medidas que adoptou.”

A presidente da câmara começou por referir que a limpeza dos terrenos municipais é efectuada pela Câmara Municipal, em parceria com a Associação de Agricultores, de acordo com protocolo estabelecido entre as entidades, e em estreita colaboração com as Juntas de Freguesia. Relativamente à limpeza dos terrenos privados, a Câmara Municipal, as Juntas de Freguesia e a Guarda Nacional Republicana têm desenvolvido esforços com vista à notificação dos proprietários para que estes executem os trabalhos que são da sua responsabilidade. Esta é uma tarefa nem sempre profícua, uma vez que o registo da conservatória nem sempre está actualizado, o que dificulta este trabalho.

A presidente da câmara lembrou ainda que o Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios e o Plano Operacional Municipal foram apresentados à  comunidade e aos presidentes de Junta num Fórum das Freguesias, marcado exclusivamente para o efeito. Lembrou igualmente que esse plano foi elaborado pela Comissão Municipal de Defesa da Floresta e que, até à data, tem procurado cumprir os objectivos aí apresentados. Em jeito de avaliação desta época, Abrantes é o concelho com menos área ardida do distrito de Santarém, mas com um número de ignições semelhante ao igual período do ano passado. Contribuem para este facto, os kits distribuídos nas Juntas de Freguesia que, em estreita colaboração com a Associação de Caçadores, tem permitido a extinção dos focos de incêndio; as limpezas efectuadas pela Associação de Agricultores e as campanhas de sensibilização da população para os cuidados a ter com a floresta.

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Sábado, 28.08.10

REUNIÃO DA CÂMARA DE 9/8/10 (acta fls.6)

PARQUES INFANTIS – SEGURANÇA E FISCALIZAÇÃO

Resposta da presidente da câmara

ao pedido de esclarecimento dos vereadores do PSD 

 

A vereadora Sónia Frade apresentou outro pedido de esclarecimentos dos vereadores do PSD, Rui André e Sónia Frade, do seguinte teor:

 

Durante o mandato anterior, foram construídos (e bem) alguns parques infantis no concelho de Abrantes. Existe, no entanto, um parque infantil, mais precisamente o da Chainça, que se encontra no mais absoluto abandono desde 2009, colocando em perigo a segurança das crianças que o utilizam. Há mais de um ano, pelo menos, que a manutenção do mesmo não é efectuada. Ora, nos termos do Decreto-Lei n.º 119/2009, de 19 de Maio, a manutenção dos parques infantis públicos do nosso concelho é da competência da Câmara Municipal de Abrantes pelo que cabe a esta estabelecer as rotinas e os esquemas apropriados para a inspecção, manutenção e controlo dos mesmos.

 

Face ao exposto, os vereadores eleitos pelo PSD gostariam de saber: se existe um livro de manutenção para cada parque infantil existente no concelho e se o mesmo está actualizado; qual a regularidade com que são fiscalizados e inspeccionados os parques infantis públicos; se a Câmara Municipal tem os seguros de responsabilidade civil em dia para actuarem em caso de acidente.

 

A presidente da  câmara informou que não existe um livro de manutenção para cada parque infantil e que essa manutenção é da responsabilidade das Juntas de freguesia. Como as Juntas de Freguesia têm dificuldades financeiras e não conseguem fazer a respectiva conservação, já foram retirados alguns equipamentos. Aludiu que os serviços têm estado a fazer um levantamento dos parques existentes para posterior reformulação, pelo que em breve a Câmara Municipal terá um plano de recuperação desses espaços. Informou ainda que a autarquia tem seguros de responsabilidade civil.

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Sexta-feira, 27.08.10

REUNIÃO DA CÂMARA DE 9/8/10 (acta fls. 5)

CEMITÉRIO DE SANTA CATARINA

Resposta da presidente da câmara

ao pedido de esclarecimento dos vereadores do PSD 

 

A vereadora Sónia Frade apresentou o seguinte pedido de esclarecimentos dos Vereadores do PSD, Rui André e Sónia Frade:

 

Os vereadores do PSD gostariam de saber quando se iniciam as obras de construção do talhão n.º 2 do cemitério de Santa Catarina e quando se prevê a sua abertura – (edital da Câmara n.º 24/2010)”.

 

A presidente da câmara informou que a obra já foi adjudicada e que o prazo de execução da mesma é de 90 dias. Conta ter a obra feita até final do corrente ano e a situação regularizada, para que o cemitério volte a abrir com todas as condições.

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Sexta-feira, 27.08.10

AS ALTERAÇÕES RECENTES ÀS LEIS PENAIS

«As alterações recentes às leis penal, processual penal e de política criminal não parecem ter sido feitas por cidadãos, apenas por legisladores e que terão pensado apenas nos cidadãos arguidos.»

 

António Martins, presidente da Associação Sindical de Juízes

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Quinta-feira, 26.08.10

REUNIÃO DA CÂMARA DE 23/8/10 (extracto V)

PONTO Nº12 - VALORES DO IMI PARA 2011

Declaração de voto (CONTRA) dos vereadores do PSD  

 

A taxa do IMI, a fixar num leque de valores indicados por lei, configura uma ferramenta estratégica no âmbito do ordenamento do território e política de atracção de população para o concelho.

 

Ao manter as taxas do IMI próximas dos valores máximos permitidos não se está a ter em linha de conta a conjuntura em que vivemos, procurando apenas sacar receitas à custa das famílias e empresas, num momento em que estas vivem mergulhadas em grandes dificuldades.

 

Consequentemente, a nossa proposta é a seguinte:

 

            -           Prédios urbanos não avaliados - taxa máxima de 0,6%;

 

            -           Prédios urbanos avaliados - taxa máxima de 0,35%;

 

            -           Em ambos os casos, os prédios urbanos situados nas freguesias de características mais rurais teriam uma descriminação positiva (0,5% e 0,25% respectivamente);

 

            -           Prédios rústicos situados em zona urbana – taxa de 0,8%;

 

            -           Prédios rústicos situados em zona rural – taxa de 0,5%.

 

Pelo exposto, os vereadores do PSD votam contra as taxas propostas neste item.

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Quinta-feira, 26.08.10

REUNIÃO DA CÂMARA DE 23/8/10 (extracto IV)

PONTO Nº11 - PARTICIPAÇÃO VARIÁVEL NO IRS A LIQUIDAR EM 2011

Declaração de voto (CONTRA) dos vereadores do PSD  

 

Também a participação variável do IRS, a fixar num leque de valores indicados por lei, configura uma ferramenta estratégica que dá sinais inequívocos do que se pretende para o futuro de um concelho.

 

E, no seguimento dos pressupostos já apresentados aquando da discussão da derrama a fixar, entendemos também que, neste item, é possível a autarquia aligeirar a carga fiscal dos munícipes, dando um sinal de solidariedade em tempo de crise e promovendo uma vertente de melhor qualidade de vida por via do rendimento disponível das famílias.

 

Assim, a nossa proposta, quanto à participação variável no IRS, é a de estabelecimento da taxa de 4% (devolução aos munícipes de 1%), à excepção dos agregados com rendimentos anuais inferiores a 25.000€, em que a taxa deverá ser fixada em 3% (devolução aos munícipes de 2%).

 

Pelo exposto, os vereadores do PSD votam contra as taxa de 4,5% proposta neste item.

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Quarta-feira, 25.08.10

REUNIÃO DA CÂMARA DE 23/8/10 (extracto III)

PONTO Nº10 - FIXAÇÃO DE DERRAMA PARA 2011

Declaração de voto (CONTRA) dos vereadores do PSD  

 

Os impostos de carácter municipal e a possibilidade de actuação por parte do Município no destino de uma parte de impostos de abrangência nacional constituem, hoje, entre outras, uma ferramenta importante que os Municípios podem usar para conseguirem uma discriminação positiva e vantagens competitivas para o seu território.

 

Hoje e no futuro, esse será um factor cada vez mais decisivo, na concorrência entre os municípios, para atracção de actividades económicas dos diversos sectores e para a atracção e fixação de populações.

 

Daí as taxas de derrama, da participação variável do IRS e do IMI (entre outras), a fixar num leque de valores indicados por Lei, configurarem uma ferramenta estratégica cuja utilização dá sinais inequívocos do que se pretende para o futuro de um concelho.

 

E numa altura de crise económica, em que os agentes económicos, quer colectivos, quer singulares, se defrontam com enormes dificuldades e foram sobrecarregados com um aumento generalizado de impostos a nível de IVA e de IRS (este em duas vertentes, aumento extraordinário e diminuição dos limites das despesas dedutíveis), entendemos que a Autarquia, sem pôr em causa a sua arrecadação de receitas globais, deveria mostrar alguma solidariedade com o esforço pedido a todos, contribuindo para a recuperação económica das empresas.

 

Entendemos, assim, no que se refere à derrama, que se impõe uma redução ainda que ligeira da taxa e uma diferenciação da mesma.

 

Com efeito, ao manter a derrama na taxa máxima permitida por lei, tal significa que trocamos algumas receitas imediatas por perda de competitividade, face a municípios directamente concorrentes com o nosso, o que se traduzirá em custos muito superiores a médio prazo.

 

A nossa proposta é a seguinte:

 

            -           Taxa geral de 1,25%;

 

            -           Estabelecimento de taxas reduzidas e/ou isenção em função do volume de negócios das entidades abrangidas e da residência fiscal, de acordo com o seguinte quadro:

 

Volume de negócios (€)

Taxa de derrama

Até 150 000 €

Isenção

Entre 150 000 € e 500 000 €

1%

Mais de 500 000 €

1,25%

 

 Pelo exposto, os vereadores do PSD votam contra a taxa de 1,5% proposta para a derrama em 2011.  

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Terça-feira, 24.08.10

REUNIÃO DA CÂMARA DE 23/8/10 (extracto II)

ENCERRAMENTO DE ESCOLAS NO CONCELHO

Pedido de esclarecimento dos vereadores do PSD

 

É hoje praticamente unânime, basta ler os jornais, a opinião de que o encerramento das escolas do ensino básico constitui um verdadeiro assassinato da vida nas comunidades mais pequenas e um contributo decisivo para a desertificação do país.

 

Apenas os autarcas, como se pode ler no editorial do Público de sábado, «estão convencidos de que, na sua essência, a ideia de encerrar 701 escolas de ensino básico até nem é má de todo, desde que o Governo aumente a verba destinada aos transportes. (…) Em muitas localidades, a última figura que resta a representar o Estado é o professor (…). Ao dispensar a prazo os professores, os autarcas sabem, ou deviam saber, o risco que correm: o de acelerarem o fim do mundo rural português.».

 

Ora, basta ter em conta o que sucedeu às nossas florestas neste verão, para perceber que o caminho que o Ministério da Educação está a percorrer é absolutamente errado e que terá custos incalculáveis para as próximas gerações.

 

O caminho deve ser precisamente o contrário: criar condições para a fixação das populações nas aldeias e para o seu repovoamento.

 

O fecho da Escola EB 2,3 Fernando Loureiro de Alvega é, então, absolutamente incompreensível porque condena à morte, a prazo, uma das mais importantes freguesias rurais do concelho.

 

Face ao exposto, gostaríamos de saber:

 

        1. quais os esforços e iniciativas que a Câmara tenciona desenvolver, a curto prazo, para levar a que o Governo a reconsiderar o fecho da Escola EB 2,3 Fernando Loureiro de Alvega?

 

        2. quais as iniciativas que a Câmara tenciona desenvolver, a curto prazo, para fixar as populações nas aldeias do concelho, repovoá-las e voltar abrir as escolas do ensino básico que foram agora encerradas?

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Segunda-feira, 23.08.10

REUNIÃO DA CÂMARA DE 23/8/10 (extracto I)

AFIXAÇÃO OU INSCRIÇÃO DE PUBLICIDADE

Pedido de esclarecimento dos vereadores do PSD

 

O Supremo Tribunal Administrativo acaba declarar a inconstitucionalidade das quantias cobradas por um município para o licenciamento de afixação ou inscrição de publicidade, uma vez que constituem impostos que devem emanar directamente da Assembleia da República.

 

Face ao exposto, gostaríamos de saber se o município de Abrantes também se encontra nesta situação e, caso esteja, se tenciona devolver as quantias indevidamente recebidas aos munícipes vítimas dessa cobrança?

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Domingo, 22.08.10

EM DEFESA DOS TOIROS

Santana-Maia Leonardo - in Nova Aliança

 

Como toda a gente sabe, o único e verdadeiro valor genuinamente civilizacional que hoje nos rege é a hipocrisia. E é precisamente em nome da hipocrisia que os (putativos) defensores dos direitos dos animais defendem o fim das touradas e dos toiros de morte. Porque se os (putativos) defensores dos direitos dos animais se preocupassem efectivamente com o sofrimento dos animais, deviam preocupar-se com os bois e não com os toiros.

 

Com efeito, em três ou quatro anos de vida do toiro, este apenas sofre cerca de 30 minutos, o tempo que dura a lide. O resto do tempo, não há animal que viva junto do homem que tenha vida que se lhe compare. Vive em liberdade, em estado selvagem, inteiro.

 

Por seu lado, a vida do boi é feita de sofrimento desde que nasce até que morre: capado, amarrado a uma manjedoira quase sem espaço para se mexer, engordado a toque de farinhas e hormonas, para morrer ao fim de 6 meses num matadouro qualquer e sabe-se lá como. É uma vida triste, curta e sem o mínimo de dignidade.

 

Mas isso não preocupa, obviamente, os tais (putativos) defensores dos direitos dos animais. Na verdade, pouco lhes interessa que a vida do toiro seja muito mais longa, saudável e alegre do que a do boi. Porque o que, na realidade, os preocupa não é o sofrimento dos animais, designadamente, do toiro, mas (suprema hipocrisia) o facto de os verem sofrer. E como o que aparece na televisão são os 30 minutos da lide...

 

Ora, os defensores dos direitos dos animais fariam melhor em preocupar-se com os valores civilizacionais que transformaram a vida de certos animais domésticos num espectáculo verdadeiramente degradante do que com as touradas que enobrecem e perpetuam a vida dos toiros, proporcionando-lhes uma vida de fazer inveja à dos seus primos bois.

 

Além disso, o fim das touradas significaria, pura e simplesmente, o fim dos toiros. E tal como as reservas naturais são o garante da sobrevivência de muitas espécies animais, também as touradas são o único garante da perpetuação da raça dos toiros. Não existe um único país que seja criador de toiros em que o destino destes não seja as touradas.

 

Isto não é, no entanto, novidade para os (putativos) amigos dos animais que, chegados aqui, costumam lançar sempre mão, em desespero de causa, do estafado argumento de equiparar o homem ao irmão toiro com que julgam matar a questão: «gostavas que te fizessem o mesmo a ti ou a algum dos teus filhos?»

 

Apesar de não ser ganadeiro, nem aficionado, não posso deixar de responder a esta pergunta com outra pergunta. O que é que cada um de nós preferia para si e para os seus filhos: ser criado livre, inteiro, para morrer em combate numa praça, na idade adulta, ou viver amarrado a uma manjedoura, capado, engordado a farinhas e hormonas, para ser morto, na adolescência, num matadouro, tendo a sua vida por único destino encher a pança aos amigos dos animais?...

 

Eu não tenho dúvidas do que escolheria para mim e para os meus filhos. Por isso, defendo as touradas. Não porque goste delas mas porque são o único garante da qualidade de vida dos toiros.

 

É óbvio que todos aqueles que clamam pelo fim das touradas têm a perfeita consciência de que, no dia em que isso suceder, os toiros têm os dias contados. Mas a sua extinção tão pouco os preocupa. Antes pelo contrário, desejam-na ardentemente. Só que, depois, não se percebe muito bem por que razão fazem tanto alarido com a extinção de outras espécies que só conhecem da televisão. Ou seja, à boa maneira portuguesa, choram pela extinção de espécies que nunca viram, enquanto contribuem decisivamente para a extinção daquela que têm ao pé da porta.

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Sábado, 21.08.10

HIPERCAPITALISMO E HIPERINDIVIDUALISMO

Excerto do livro «A CULTURA MUNDO – RESPOSTA A UMA SOCIEDADE DESORIENTADA» de Gilles Lipovetsky e Jean Serroy

 

Tal como existe uma desregulação económica que deixa o mercado livre para desempenhar o seu papel com muito menos restrições, também desapareceu, em grande medida, aquilo que funcionava tradicionalmente como um travão à individualização. Os valores hedonistas, a oferta cada vez maior de consumo e de comunicação e a contracultura concorreram para a desagregação dos enquadramentos colectivos (família, Igreja, partidos políticos e moralismo) e, ao mesmo tempo, para a multiplicação dos modelos de existência. Daí o neo-individualismo de tipo opcional, desregulado e não compartimentado. “A vida à escolha” tornou-se emblemática deste homo individualis desenquadrado, liberto das imposições colectivas e comunitárias. Em termos históricos é uma segunda revolução individualista que está em curso, instituindo desta vez um individualismo acabado e extremo: um hiperindividualismo.   

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