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COLUNA VERTICAL



Quarta-feira, 30.11.11

REUNIÃO DA CÂMARA DE 28/11/11 (III)

TRANSPORTE URBANO NO CIRCUITO HISTÓRICO DA CIDADE

Pedido de esclarecimento dos vereadores eleitos pelo PSD

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Relativamente aos dois pareceres de contrato para transportes urbanos no circuito do histórico, período experimental (Ponto 11) e para o ano de 2012 (Ponto 12), os vereadores eleitos pelo PSD gostariam de ser esclarecidos do seguinte:

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     (I)  Por que razão não se avalia primeiro como decorreu o período experimental, quer em termos de adesão dos utentes, de adequação de horários, etc., antes de efectuar o contrato para 2012?

 .

     (II) Qual a razão do preço diário do período experimental ser inferior ao preço diário previsto para 2012?

 .

Ver secção (IV) do DOSSIÊ II: Trânsito

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Terça-feira, 29.11.11

REUNIÃO DA CÂMARA DE 28/11/11 (II)

CONTRATOS DE PUBLICIDADE C/ JORNAL DE ABRANTES,

RÁDIO ANTENA LIVRE, JORNAL A BARCA E RÁDIO TÁGIDE

Proposta de Deliberação da Presidente da Câmara: aprovar contratos de prestação de serviços de publicidade com:

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 (I)       Jornal de Abrantes, no valor de 7.200,00€ (sete mil e duzentos euros), acrescido de IVA à taxa legal em vigor;

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(II)       Jornal “A Barca”, no valor de 5.760,00€ (cinco mil setecentos e sessenta euros), acrescido de IVA à taxa legal em vigor;

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(III)      Rádio Tágide, no valor de 7.560,00€ (sete mil quinhentos e sessenta euros), acrescido de IVA à taxa legal em vigor;

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(IV)      Rádio Antena Livre, no valor de 11.232,00€ (onze mil duzentos e trinta e dois euros), acrescido de IVA à taxa legal em vigor.

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Deliberação: As quatro propostas foram aprovadas com os votos a favor dos vereadores eleitos pelo PS e pelo ICA e o voto contra dos vereadores eleitos pelo PSD.

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Declaração de voto (CONTRA) dos vereadores eleitos pelo PSD

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Os vereadores eleitos pelo PSD não podem deixar de concordar, obviamente, que a Câmara contrate com jornais e rádios locais a divulgação da sua publicidade institucional.

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No entanto, se a única finalidade da contratação for essa, a escolha do meio de divulgação deste tipo de publicidade deverá obviamente cingir-se a critérios objectivos, designadamente, periodicidade e melhor preço.

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Mas a ser assim fica-se sem perceber por que razão (a não ser aquela que todos conhecemos), pertencendo o Jornal de Abrantes e a Rádio Antena Livre ao mesmo grupo económico, não só não apresentam uma proposta única como também apresentam a proposta mais cara.

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Acresce que, sendo o Jornal de Abrantes um jornal mensal e A Barca um jornal quinzenal, o critério da periodicidade devia ser eliminatório, por razões óbvias e de interesse público.

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Forçoso será concluir que a divulgação da publicidade institucional não é, pois, a única finalidade da contratação, nem tão pouco a principal.

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Todos sabemos (e os vereadores eleitos pelo PSD também reconhecem isso perfeitamente) que estes contratos de publicidade com a Câmara Municipal são hoje absolutamente vitais para a sobrevivência dos órgãos de comunicação social local, tendo até em conta a grande retracção do mercado publicitário e a falência das pequenas e médias empresas que sustentam com as suas publicidades a imprensa local.

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Os vereadores eleitos pelo PSD estariam, todavia, dispostos a aceitar que a Câmara Municipal, seguindo o princípio tão português de distribuir o “mal pelas aldeias”, abrisse um pouco “os bicos ao compasso”, como sói dizer, com vista a socorrer num momento de crise, ainda que de forma indirecta, a imprensa local, garantindo, desta forma, a sua sobrevivência.

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Mas, a ser assim, a imprensa local teria de cumprir os critérios mínimos de serviço público exigíveis num Estado de Direito democrático, o que significa ser um garante da liberdade de expressão e de informação, dando voz, consequentemente, à pluralidade de posições e opiniões que caracterizam a sociedade abrantina e que estão reflectidas, aliás, nos diferentes órgãos autárquicos.

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Ora, o que se tem verificado é precisamente o contrário.

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Ou seja, a contratação com a Câmara, em vez de responsabilizar os órgãos de comunicação social local, obrigando-os a dar resposta aos princípios constitucionais do Estado de Direito democrático, leva-os a inibirem-se e a transformarem-se na corrente de transmissão do poder instituído.

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E não vale a pena iludir esta questão com alegadas independências, separações de poderes e critérios jornalísticos que apenas reflectem a hipocrisia e o cinismo de quem recorre a eles, porque toda a gente sabe como as coisas efectivamente funcionam, em Portugal, designadamente, nas autarquias locais.

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Hoje, não há ninguém, da esquerda à direita, que não reconheça que a informação da RTP está fortemente condicionada pelo Governo que a tutela.

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Agora imagine-se o que não se diria se os noticiários da RTP, seguindo os mesmos critérios da nossa imprensa local, divulgassem apenas as informações governamentais, omitindo toda e qualquer posição dos restantes partidos políticos, sindicatos, oposição parlamentar, etc.

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Acontece que o que se passa com a imprensa local ainda é mais grave, porque, sendo os executivos municipais, ao contrário do Governo da Nação, constituídos por vereadores de diferentes quadrantes políticos, a imprensa local tão pouco reflecte as diferentes posições que constituem o próprio executivo camarário mas apenas a posição maioritária.

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É óbvio que, no caso da Rádio Tágide, Rádio Antena Livre e jornal A Barca, por esta ordem, ainda há um esforço de procurar, de quando em vez, reflectir esta pluralidade.

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Aliás, a Rádio Tágide é, neste aspecto e sem qualquer sombra de dúvida, o órgão de comunicação social local que melhor cumpre esta exigência de serviço público.

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No lado precisamente oposto, encontra-se o Jornal de Abrantes que reflecte um facciosismo editorial que vai muito para além dos próprios jornais partidários, apenas encontrando paralelo na imprensa comunista da antiga União Soviética ou na imprensa cor-de-rosa do Estado Novo.

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Com efeito, mesmo na imprensa partidária mais facciosa, são divulgadas, ainda que criticamente, as posições das outras forças políticas.

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No Jornal de Abrantes, à boa maneira da imprensa cor-de-rosa do Estado Novo, só são divulgadas as realizações e as versões do poder instituído, em tom laudatório e de forma absolutamente acrítica, ou as realizações individuais ou colectivas que servem, directa ou indirectamente, para enaltecer o poder instituído ou, pelo menos, que não o colocam em causa.

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Aliás, a intervenção na última reunião da Câmara do ex-director do Jornal de Abrantes Dr. Alves Jana é um verdadeiro panegírico da imprensa cor-de-rosa do Estado Novo, que o próprio assume como sendo a linha editorial do jornal, o que não pode deixar de chocar qualquer pessoa que preze os princípios estruturantes das sociedade liberais.

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Diz o Dr. Alves Jana na sua intervenção: «o Jornal de Abrantes é qualificado de “Passos do Concelho” [pelos vereadores do PSD]. Com muita verdade. (....) Compreendo que os eleitos do PSD não nos perdoem o facto de não darmos a desejada cobertura aos seus passos de oposição.»

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Esta afirmação é, só por si, reveladora da ideologia que lhe está subjacente.

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Com efeito, como qualquer democrata sabe, nas câmaras municipais do Portugal de Abril, não existe "passos" do concelho e "passos" da oposição pela simples razão de que os vereadores eleitos têm todos a mesma legitimidade democrática, não havendo entre eles qualquer hierarquia, pelo que os vereadores eleitos pelo PSD são tão "passos do concelho" como são os vereadores eleitos pelo PS.

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Ou seja, quando os vereadores eleitos pelo PSD divergem dos vereadores eleitos pelo PS, poderá dizer-se que se opõe às propostas destes e vice-versa, mas nunca se poderá dizer que os vereadores eleitos pelo PSD são oposição à Câmara porque eles são também a própria Câmara.

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No entanto, o Jornal de Abrantes reflecte, com todo o seu esplendor, a visão marcadamente ideológica do seu ex-director.

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Veja-se, a título de exemplo, a notícia sobre o MIAA na última edição do Jornal de Abrantes.

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Toda a gente sabe que, na Câmara Municipal Abrantes, coexistem duas posições absolutamente antagónicas quanto a esta questão.

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No entanto, a notícia no Jornal de Abrantes não só não revela as duas posições existentes no seio da Câmara Municipal como transforma a posição maioritária socialista em pensamento único da Câmara Municipal de Abrantes, atirando para fora do executivo aqueles que se opõem ao projecto, sem sequer os identificar, como se a oposição ao projecto não existisse no seio da própria Câmara Municipal.

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Ora, a Câmara Municipal de Abrantes nunca pode contratar com um jornal que esconde manifestamente uma linha ideológica nacional-socialista, ou melhor, municipal-socialista, para sermos mais rigorosos.

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Pelo exposto, os vereadores eleitos pelo PSD votam contra esta deliberação.

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 Ver DOSSIÊ III: Direito da Oposição

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Segunda-feira, 28.11.11

REUNIÃO DA CÂMARA DE 28/11/11 (I)

A MINHA ABRANTES E A ABRANTES SOCIALISTA

Declaração da vereadora do PSD Elsa Cardoso.

 

Abrantes é a minha terra. Foi aqui que nasci, cresci e, praticamente, sempre vivi. É, por isso, absolutamente natural que não goste, nem me reveja na actual cidade de Abrantes.

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Para quem já não se recorde, eu vou explicar a diferença entre a Abrantes onde eu nasci e a Abrantes em que os socialistas a transformaram.

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Abrantes foi uma cidade que cresceu e se desenvolveu no cimo do cabeço à volta do seu castelo.

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Nos anos 60 e 70, aquilo que a senhora presidente hoje chama centro histórico era o centro nevrálgico da cidade de Abrantes, populoso, prenhe de serviços (escolas, hospital, serviços públicos, etc) e com um comércio pujante e atractivo, onde afluíam em massa as populações dos concelhos vizinhos para fazer compras e tratar de negócios.

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Com a chegada dos socialistas à Câmara, chegou o lucro fácil com as operações urbanísticas e a especulação imobiliária.

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E à medida que uns enriqueciam de um dia para o outro, a cidade de Abrantes esvaziava-se para zonas distantes do centro da cidade, aumentando exponencialmente os custos das infra-estruturas e assassinando literalmente o coração da cidade.

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A cidade de Abrantes onde eu nasci, cresci e, praticamente, sempre vivi, é hoje uma cidade sem vida, habitada por meia-dúzia de idosos, com grande parte dos prédios em ruínas e com um comércio moribundo que apenas se mantém aberto por teimosia e casmurrice dos seus proprietários, uma vez que todos eles estão cientes de que as populações que os socialistas atiraram pela encosta abaixo nunca mais aqui regressarão.

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Eu sou de Abrantes. Abrantes é a minha cidade. Mas Abrantes foi literalmente assassinada pelo poder socialista. Não posso, por isso, gostar de Abrantes. Da minha Abrantes, a tal cidade que cresceu e se desenvolveu em torno do seu castelo e que, até à chegada dos socialistas ao poder, constituía um núcleo populacional pujante, capaz de atrair as populações dos concelhos vizinhos.

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O PDM de Abrantes foi um verdadeiro atentado contra a cidade e o concelho, com consequências irreparáveis, na medida em que provocou e promoveu o esvaziamento da cidade e das freguesias para zonas fora da área de crescimento normal da cidade e que apenas favoreceram os interesses dos especuladores, lesando, desta forma e irremediavelmente, os superiores interesses colectivos.

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E já agora agradeço que a senhora presidente tenha pudor de não vir puxar dos galões da obra feita nos últimos trinta anos porque tudo o que aqui foi feito nada tem de original, para além da destruição de uma cidade cheia de vida.

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Com efeito, piscinas, estádios, rotundas, centros escolares, zonas ribeirinhas, zonas históricas fechadas ao trânsito, etc. não é mais nem menos do que o modelo de desenvolvimento "copy past" de todos os municípios portugueses nas últimas décadas. Grande avaria!

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Mas foi também este modelo de desenvolvimento feito sem conta, nem peso, nem medida, que nos levou à ruína.

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A senhora presidente gosta de nos retorquir aconselhando-nos a irmos perguntar às pessoas do Rossio se não gostam do Aquapólis, às pessoas do Tramagal se não gostam da piscina e às pessoas de Abrantes se não gostam do estádio.

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Mas a pergunta não devia terminar aqui.

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Por que não pergunta também a senhora presidente às pessoas de Abrantes, do Rossio e do Tramagal, se também gostam de ficar sem o subsídio de Natal e de férias por causa da forma com os nossos governantes e autarcas andaram a esbanjar os recursos que não tínhamos em obras que não éramos capazes de sustentar?

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E já agora por que não perguntar-lhes também o que preferiam perder: o subsídio de férias e de Natal ou o Aquapólis?

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Hoje está muito clara a diferença inconciliável entre o que propõe a maioria socialista e o que defende a oposição social-democrata: enquanto o PS, como tão bem explicou o deputado António Mor na Assembleia Municipal, defende a tributação máxima sobre rendimento dos munícipes, para alimentar a corte e as obras sumptuosas do novos "xerifes de Nothingham", os vereadores eleitos pelo PSD defendem a contenção máxima da despesa por parte da autarquia para poder libertar rendimento para as empresas e famílias.

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Ver secção (I) do DOSSIÊ II: Museu Ibérico

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Segunda-feira, 28.11.11

REUNIÃO DA CÂMARA - 14/11/11 (fls.13-14)

NÃO GOSTAR DE ABRANTES

Período antes da Ordem do Dia

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(...) A Presidente retomou referindo que já se percebeu, porque foi dito nesta mesma sala, que os Vereadores não gostam de Abrantes. (...)

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Seguidamente, a Presidente da Câmara apresentou uma declaração sobre a avaliação dos dois anos do actual mandato autárquico, que por ser extensa se anexa à presente acta. (...)

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O Vereador Santana-Maia Leonardo ditou para a acta o seguinte:

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“Segundo o que me foi dito pelo Vereador Belém Coelho, terá sido a Vereadora Elsa Cardoso que, na última reunião, terá dito que não gostava de Abrantes.

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Ora, se há um vereador que tem uma ligação muito forte a Abrantes e ao centro histórico é precisamente a Vereadora Elsa Cardoso, pelo que se compreende perfeitamente o seu desconsolo, revolta e desagrado por ver a sua cidade onde nasceu e sempre viveu ser absolutamente descaracterizada pelo executivo socialista durante dezasseis anos.

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Finalmente, a escolha pela Presidente da Câmara do poema “Nevoeiro” para terminar a sua declaração é sintomática da responsabilidade da gestão nacional e autárquica socialista que nos conduziu à situação de nevoeiro a que fez referência Fernando Pessoa no seu poema.”

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Ler a intervenção da vereadora Elsa Cardoso efectuada na reunião de hoje da Câmara Municipal e que vai ser publicada neste blog no final do dia de hoje.

 

Ver secção (I) do DOSSIÊ II: Museu Ibérico

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Segunda-feira, 28.11.11

REUNIÃO DA CÂMARA - 14/11/11 (acta fls.1-4)

JORNAL DE ABRANTES VS JORNAL DE ALFERRAREDE

Intervenção do munícipe Alves Jana

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Esteve presente o munícipe José Eduardo Alves Jana, na qualidade de ex-director do Jornal de Abrantes, para se pronunciar sobre um artigo circunscrito na última edição do Jornal de Alferrarede, sobre o qual entendeu dever prestar alguns esclarecimentos, conforme declaração que entregou aos presentes e que se transcreve:

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«Sra Presidente da Câmara / Sra. e Srs. Vereadores

Li no último número do Jornal de Alferrarede matéria referente a uma intervenção dos vereadores do PSD, na sessão de Câmara de 5.9.2011, que contém algumas importantes falhas de informação. Pretendo, por isso, trazer aqui alguma informação pelos vistos em falta. Faço-o na qualidade de ex-director do Jornal de Abrantes. (...)

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Na referida intervenção dos eleitos pelo PSD, o Jornal de Abrantes é qualificado de “Passos do Concelho”. Com muita verdade. Mas com grande imprecisão, pois falta a informação que é o jornal onde mais e melhor são expressos os passos dos vários concelhos que cobre: Abrantes, Sardoal, Mação, Constância e Vila Nova da Barquinha. E é exactamente por ser o jornal que maior cobertura tem feito dos passos de todos esses nossos concelhos que ele tem o respeito e o reconhecimento que podemos constatar no tecido social destes vários concelhos.

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Compreendo que os eleitos do PSD não nos perdoem o facto de não darmos a desejada cobertura aos seus passos de oposição. A verdade, porém, é que, e dissemo-lo logo desde o início, que o carácter de mensário não nos permitia dar boa cobertura a uma actualidade por vezes diária e que deixávamos essa área da vida colectiva para os outros jornais de periodicidade mais compatível. (...)»

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Ler, a este propósito, a intervenção dos vereadores eleitos pelo PSD efectuada hoje na reunião e que vai ser publicada neste blog na próxima 4ªFeira.

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 Ver DOSSIÊ III: Direito da Oposição

Ver DOSSIÊ: As Nossas Propostas

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Domingo, 27.11.11

O MEU EX-PRESIDENTE

Santana-Maia Leonardo - in Nova Aliança

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Muitos militantes do PSD ficaram chocados pelo facto de eu ter manifestado por escrito, antes das eleições presidenciais, a minha decepção com o primeiro mandato presidencial de Cavaco Silva, pela sua cumplicidade silenciosa com as políticas irresponsáveis e criminosas do Governo de Sócrates, tendo assistido impávido e sereno à derrocada de Portugal, sem nunca ter sentido a necessidade e a urgência de fazer uma comunicação ao país com a mesma força e determinação da que fez sobre o Estatuto dos Açores.

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Pensávamos todos (comentadores, inclusive) que Cavaco Silva tinha vestido a camisola socialista, no seu primeiro mandato, por mero calculismo político, com vista a garantir a sua reeleição. Mas se foi assim, a verdade é que se esqueceu de a despir.

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Domingo, 27.11.11

QUE DESGRAÇA A NOSSA!

 

«A maior desgraça de uma nação pobre

é que, em vez de produzir riqueza, produz ricos.»

Mia Couto

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Sábado, 26.11.11

O EURO

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(...) Quando começaram as negociações do euro, o ministro das Finanças da sra. Thatcher, Nigel Lawson, disse uma coisa muito simples: que o projecto iria falhar, excepto se fosse acompanhado por uma união fiscal e que, em democracia, essa união fiscal exigia uma união política. Insultado e criticado pelos milhares de eurófilos de serviço, tanto em Inglaterra como no "continente", não foi ouvido. Sob pressão da França, a Alemanha acabou por deixar o marco e adoptar um sistema monetário inviável, que, pouco a pouco, nos levou à presente desgraça e ameaça o mundo inteiro com uma recessão profunda. As queixas lancinantes de que nos tornámos numa espécie de protectorado moderno e somos governados por funcionários de sétima ordem esquecem, infelizmente, que a culpa é nossa.
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E, por ironia, os partidários do euro querem agora as garantias que não pediram na hora própria: a união fiscal e a união política. As várias manobras para transformar o BCE num sucedâneo do Banco de Inglaterra ou da Reserva Federal americana, a absurda insistência na criação de eurobonds que nos salvem da dívida e habilidades do mesmo género, só mostram, e mostram bem, a intransigência da Alemanha, que já rejeitou para sempre as fantasias da UE e sabe que a única maneira de acabar com a crise do euro é acabar com o euro, idealmente com tranquilidade e disciplina. Portugal escusa de protestar em nome de uma "solidariedade" que nunca valeu nada. Por muito que nos custe, e vai custar, a única saída está em preparar com cuidado o nosso inevitável regresso ao escudo.

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Vasco Pulido Valente - Público de 26-11-11

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Sábado, 26.11.11

A UNIÃO EUROPEIA

 

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Sexta-feira, 25.11.11

A CLASSE MÉDIA E O ESTADO SOCIAL

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Pedro Lomba - Como é que se explica que os governos portugueses, sobretudo a partir do cavaquismo, tivessem tido uma apetência tão grande pela despesa? Foi só a democracia? Foram só as eleições?

Vasco Pulido Valente - Em primeiro lugar foram as eleições. Não só no sentido de ganhar votos, mas de não os perder. Foi o Cavaco que empurrou o carrinho pela descida abaixo. Lembra-se daqueles anúncios que ele fazia: "Aumentei as reformas, aumentei as pensões". O Cavaco começou. Em segundo lugar, uma enorme pressão da classe média que derivou da própria ideia de se fazer um Estado Social porque se começaram a fazer licenciados, mestres e depois doutores, etc. Era preciso dar emprego a essa gente. E depois deixou-se o sistema universitário inchar até aos limites e começar a fazer licenciados como quem abre uma torneira. A Revolução significou fazer uma classe média. Eu tenho escrito isto muitas vezes e lamento ter de repetir. Era preciso fazer uma classe média para sustentar o regime e empregou-se a classe média no Estado. Toda. Nas profissões, com as qualificações mais estapafúrdias. Empregou-se aquela gente a eito. Por isso é que nós temos 700 mil funcionários.

O Estado Social primeiro emprega, depois sustenta-a. Se você tiver a saúde de graça, uma reforma garantida, a educação dos filhos gratuita, o seu rendimento disponível cresce enormemente. Não só o Estado emprega a classe média, mas tira-lhe responsabilidades. Criou-se o homem irresponsável, o homem que não tem que pensar no que vai suceder amanhã, porque tem tudo pago. Está lá o Estado. Ainda por cima, a classe média é por definição e sobretudo a classe média do funcionalismo conhece muito bem o Estado Social e é perita em saber as maneiras como ele se pode usar, quanto é que pode extrair dele. Enquanto o semi-analfabeto que anda por aí pode não saber que tem direito a isto ou àquilo, ou que se fizer isto ou aquilo, não sabe tratar dos impostos, não sabe como comprar medicamentos mais baratos. Portanto, o Estado Social favorece é a classe média, não os pobrezinhos. Isto é um lugar-comum na Europa.

Pedro Lomba - Muitos resistem a esse lugar-comum?

Vasco Pulido Valente  - Sim. Há outra razão que foi a saloiice portuguesa. Os outros têm, nós também temos de ter. (...)

 

Pedro Lomba - A sociedade civil continua débil?

Vasco Pulido Valente  - Com certeza. O Estado Social não os enriquece. O Estado Social é um bem de consumo. O Cavaco não fez nada pela produção portuguesa. Acabou com a frota pesqueira, com a agricultura, com várias coisas. Nunca percebeu que a justiça era importante. Quando lhe diziam, nenhuma economia funciona sem a santidade dos contratos, não percebia. Ainda hoje percebe pouco do que se passa à volta dele. E tem a força dos obcecados. Leia as memórias dele e veja.

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Extracto da entrevista de Pedro Lomba e Vasco Pulido Valente

Público (P2) de 21-11-11

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Quinta-feira, 24.11.11

A RTP DEVE SER EXTINTA?

 

Vasco Pulido Valente - Totalmente. O Estado não deve ter televisões. Deve usar o dinheiro que está a gastar na recuperação da RTP e guardar esses milhões num Montepio para pagar indemnizações aos quatro mil desgraçados que estão lá a trabalhar. Extinguir todos os canais e vender o seu espólio, transferir o que tem valor histórico para a Secretaria de Estado da Cultura, vender os edifícios e acabou. O mesmo com a RDP. O Estado não se deve ocupar dos media, os jornalistas devem ocupar-se dos media. O Estado não deve ter media, excepto a Lusa. Nem devia haver Entidade Reguladora para a Comunicação Social. A parte fácil com os media é que eles se controlam uns aos outros.

 

Extracto da entrevista de Pedro Lomba e Vasco Pulido Valente

Público (P2) de 21-11-11

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Quinta-feira, 24.11.11

REUNIÃO DA CÂMARA - 31/10/11 (fls.11-16)

PONTO Nº7 - JORNAL DE ABRANTES VS JORNAL DE ALFERRAREDE

Proposta dos vereadores eleitos pelo PSD

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Proposta de Deliberação dos Vereadores do PSD, Santana-Maia Leonardo e António Belém Coelho, intitulada “Jornal de Abrantes vs Jornal de Alferrarede”, que, por ser extensa se anexa à presente acta, propondo o seguinte: “A Câmara Municipal deverá suspender todos os apoios, directos e indirectos, designadamente os contratos de publicidade, com o Jornal de Abrantes.

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Mais requerem que sejam informados de qual os montantes, devidamente discriminados, pagos pela Câmara Municipal de Abrantes e/ou pelos Serviços Municipalizados: (I) em publicidade ao jornal de Abrantes e à Rádio Antena Livre entre os meses de Setembro de 2009 a Maio de 2011, assim como todos os subsídios às suas actividades ou eventos; (II) em publicidade ao Jornal de Abrantes no ano de 2008.”

 .

Em resposta ao pedido de esclarecimentos que consta da proposta de deliberação, a Presidente da Câmara referiu os valores pagos, por ano, conforme a seguir se indica:

 . 

Jornal de Abrantes

2008

2009

2010

2011

(até Setembro)

Contrato de publicidade

 

 

7.342,22€

5.806,55€

Publicidade - outros

5.181,88€

8.287,20€

 

 

 

 

 

 

 

Antena Livre

2008

2009

2010

2011

(até Setembro)

Contrato de publicidade

6.878,50€

6.847,50€

8.121,47€

10.789,12€

Publicidade - outros

 

3.000,00€

5.000,00€

2.500,00€

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Deliberação: A proposta foi rejeitada com os votos contra dos vereadores eleitos pelo PS e pelo ICA e os votos a favor dos vereadores eleitos pelo PSD.

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Declaração de voto (CONTRA) da presidente da câmara

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A Presidente da Câmara apresentou a seguinte declaração de voto:

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“Em sede de Reunião de Câmara de 05 de Setembro de 2011, os Vereadores do PSD apresentaram proposta de deliberação intitulada “JORNAL DE ABRANTES vs JORNAL DE ALFERRAREDE”, que naturalmente nos merece algumas considerações.

Os Senhores Vereadores começam por dizer “O Jornal de Alferrarede é um jornal mensal, tal como o Jornal de Abrantes.

E, como faz referência o seu director no seu último número, o Jornal de Alferrarede «vive dos seus anunciantes, dos seus colaboradores e de muitas boas vontades».

Até aqui nada de novo, porque efectivamente, é assim que vão conseguindo sobreviver inúmeros jornais regionais por esse país fora, sendo esta, infelizmente, a única forma de um jornal manter a sua imparcialidade e o director a coluna direita «(…) não estou preso a nada. O jornal é meu, pago a tempo e bem todos os impostos, não recebo um cêntimo de subsídio do estado português, nem sob a forma de publicidade institucional.» (sic)

Agora o que não está correcto é a Câmara Municipal de Abrantes financiar, porque é precisamente isso que se trata, o Jornal de Abrantes com um subsídio anual de 8 000,00 € sob a forma de contrato de publicidade, enquanto o Jornal de Alferrarede tem de viver exclusivamente, «dos seus anunciantes, dos seus colaboradores e de muitas boas vontades».

Tem, por isso, o director Manuel Martinho inteira razão quando afirma que a Câmara de Abrantes «desconhece as palavras justiça e igualdade». ”.

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Concordamos com os Senhores Vereadores. Ambos os jornais são mensais!

Será esse o seu único elemento comum? Acreditamos que não.

Eventualmente, ambos vivem dos seus anunciantes, dos seus colaboradores e de muitas boas vontades, como diz Manuel Martinho.

Não podemos concordar com os Vereadores eleitos pelo PSD quando afirmam que a Câmara de Abrantes «desconhece as palavras justiça e igualdade»!

Recordamos, em particular aos Senhores Vereadores, que integram a Câmara Municipal de Abrantes, o significado das duas palavras.

Justiça, s.f. virtude moral que inspira respeito pelo direito de outrem; conformidade com o direito; direito; rectidão; equidade.

Igualdade, s.f. qualidade do que é igual; correspondência perfeita entre as partes de um todo; organização social em que não há privilégio de classe; equação; identidade.

Será a Câmara que desconhece o significado destas palavras? Ou será que existe algum interesse em ignorar ou omitir alguns factos para se pode invocar a falta destes conceitos a uma Instituição com a responsabilidade que a Autarquia detém?

Não nos parece que as palavras justiça e igualdade se possam aplicar ao exemplo dado pelos Senhores Vereadores eleitos pelo PSD, porque estamos a falar de situações que não são comparáveis à partida.

É compreensível que o Director do Jornal de Alferrarede se queixe por se sentir “afectado” pela falta de apoio da Câmara Municipal, depois de saber que existe um contrato de publicidade com outros órgãos de Comunicação Social.

Não é “tão” compreensível que os Senhores Vereadores, pessoas esclarecidas e informadas, embarquem numa atitude peremptória de propor que A Câmara Municipal deverá suspender todos os apoios, directos e indirectos, designadamente os contratos de publicidade, com o Jornal de Abrantes.

Onde ficam aqui as proclamadas “justiça e igualdade”?

Porque a proposta, ao contrário de incluir, exclui.

Ou seja, os Senhores Vereadores eleitos pelo PSD, não pretendem sequer beneficiar o Jornal de Alferrarede.

A intenção que fica desta proposta é a suspensão imediata do contrato firmado com o Jornal de Abrantes. E os outros?

Justificam-se dizendo “Até porque, ao financiar o Jornal de Abrantes com a quantia anual de 8 000,00€, a Câmara de Abrantes está a distorcer totalmente a concorrência com os outros jornais concelhios.

Por isso, o Jornal de Abrantes pode ser distribuído gratuitamente e aos milhares e com boa apresentação gráfica, enquanto o Jornal de Alferrarede tem de ter edições limitadas aos seus assinantes e menor qualidade gráfica.”

Os Senhores Vereadores eleitos pelo PSD alegam ainda “E esta situação é tanto ou mais chocante quanto é certo que o Jornal de Abrantes só passou a ter este tratamento VIP, a partir do momento em que foi adquirido pelo Grupo Lena, um dos grupos empresariais mais poderosos do país (o tal que o inspector do Ambiente estranhou de «ganhar todos os concursos públicos na Câmara de Abrantes», e passou a ter como director o ex-vereador do PS e marido da ex-vereadora e presidente local do PS.

Acresce que, ao contrário do Jornal de Abrantes, o director do Jornal de Alferrarede não tem actividade partidária conhecida, tem uma história de vida ao serviço do jornalismo regional e não é dono de nenhum grande grupo empresarial.”

Acontece que a Câmara Municipal de Abrantes tem contratos publicitários com outros órgãos de comunicação, além do Jornal de Abrantes. São eles, o Jornal A Barca e as rádios Antena Livre e Tágide.

Todos eles, por iniciativa própria, apresentaram propostas à Câmara Municipal para a realização destes contratos de prestação de serviços de publicidade.

Apesar desta contratualização, existe uma rubrica em orçamento destinada à publicitação de anúncios diversos nos restantes meios de comunicação social. Estes contratos publicitários são estabelecidos no âmbito da legislação em vigor e divulgados em Portal próprio, não tendo a Câmara Municipal de Abrantes qualquer influência editorial junto dos órgãos de comunicação social com quem contratualiza.

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Os Senhores Vereadores eleitos pelo PSD requerem ainda “que sejam informados de qual os montantes, devidamente discriminados, pagos pela Câmara Municipal de Abrantes e/ou pelos Serviços Municipalizados: (I) em publicidade ao jornal de Abrantes e à Rádio Antena Livre entre os meses de Setembro de 2009 a Maio de 2011, assim como todos os subsídios às suas actividades ou eventos; (II) em publicidade ao Jornal de Abrantes no ano de 2008.”

 .

Parece antes de mais necessário enquadrar em termos genéricos aquela que tem sido a política de contratação de meios publicitários pela Câmara Municipal de Abrantes. Assim, e analisando os dados dos últimos quatro anos, ilustrados no gráfico abaixo, constata-se que desde 2010 se tem assistido a uma política de privilegiar a contratação de meios publicitários locais, política essa que se norteia pela relevância conferida ao apoio aos meios de comunicação local pela sua clara importância quer do ponto de vista cultural, quer também do próprio desenvolvimento económico e social do Concelho.

Recordamos, que a eficácia externa da actividade municipal está prevista na lei e que em primeira instância visou reforçar a política de comunicação externa da Câmara, de forma a aumentar a cobertura das actividades que se realizam sob a responsabilidade da autarquia.

A difusão pública das actividades municipais revela-se de grande importância, de forma a chegar às comunidades locais e também regionais, já que em matéria de actividades culturais, desportivas e outras, o público-alvo é mais abrangente, como se deseja, nomeadamente junto da população que reside no Médio Tejo.

Já todos ouvimos dizer que o que não se vê ou não se ouve, simplesmente não existe!

 .

Rádios Locais

Relativamente aos contratos de publicidade estabelecidos com as duas rádios locais com sede no concelho, eles existem há já alguns anos.

Naturalmente, mantém-se a justificação utilizada para a generalidade dos órgãos que têm contrato com a Câmara. Também as rádios Antena Livre e Tágide, por iniciativa própria, apresentaram propostas à Câmara Municipal para a realização destes contratos de prestação de serviços de publicidade.

Constata-se pelas características inerentes a estes meios de comunicação que a mensagem tem grande eficácia:

1. Custo por contacto muito baixo;

2. Timings de produção curtos;

3. Permite uma rápida concretização do planeamento devido à não saturação publicitária da maior parte dos suportes e características técnicas;

4. Meio flexível que permite segmentar o público-alvo, "regionalizar", estar presente em várias durações e períodos horários específicos;

5. Possibilita a obtenção de elevados índices de repetição;

6. Elevada capacidade de exploração musical;

7. Excelente meio no que respeita ao contacto directo com o público.

 .

De salientar que, neste contrato de prestação de serviços na área da publicidade, não está incluído o subsídio atribuído à Gala da Antena Livre. São processos distintos.

 .

Imprensa Escrita

Como já foi referido, os jornais apresentaram as suas propostas, de forma espontânea, que foram consideradas válidas após uma análise que confirmou que são canais de comunicação usados pelos cidadãos, merecem credibilidade tanto junto do público global como do público segmentado.

Têm um nível de cobertura regional alargado; maior tempo de exposição da comunicação ao alvo; possibilidade de contacto directo com o público; grande flexibilidade em termos de regionalização, possibilidade de segmentação e variedade de formatos e localizações.

Com os restantes jornais, a Câmara contratualiza outras publicações (exemplo: avisos, editais), tendo em atenção o público-alvo que atingem e a sua periodicidade. São sempre privilegiados os valores da publicitação, mas em conciliação com a capacidade dos órgãos atingirem os públicos-alvo, o que se passa pela tiragem e inserção local ou regional.

Estamos perante um mensário, considerado uma publicação histórica do concelho, de grande tiragem e distribuição gratuita (Jornal de Abrantes) e de um semanário (Jornal A Barca), que complementa o primeiro.

Em conjunto, estas publicações permitem abranger um maior número de leitores, inclusivamente nos concelhos de Chamusca, Constância, Entroncamento, Golegã, Gavião, Mação, Sardoal e Vila Nova da Barquinha.

Pelas razões apresentadas, os eleitos pelo Partido Socialista (PS) votam contra esta proposta de deliberação.

Os contratos estabelecidos pela Câmara foram realizados na sequência da apresentação de proposta espontânea, por parte dos departamentos comerciais dos “Jornal de Abrantes” e “A Barca”.

Foram consideradas válidas após uma análise que confirmou que são canais de comunicação usados pelos cidadãos, têm um nível de cobertura regional alargado, possibilitando a eficácia externa da actividade municipal, prevista na lei.

A Câmara Municipal de Abrantes não financia órgãos de comunicação social, como os Senhores Vereadores eleitos pelo PSD afirmam na sua declaração. Na forma retórica como abordam a questão, fica a ideia de que a Câmara beneficia alguns órgãos de comunicação social em detrimento de outros. Isso não acontece.

Os contratos, e não subsídios, foram estabelecidos no âmbito da legislação em vigor e divulgados em Portal próprio e serão alvo de revisão no final do seu termo. A Câmara sempre investiu publicidade neste meio, independentemente da sua organização empresarial. É importante registar aqui que a Câmara não negoceia entrevistas, reportagens, editoriais ou artigos de opinião. Contratualiza publicidade institucional.

Os eleitos do PSD insistem em centrar a questão no Jornal de Abrantes. Desafiamos os senhores vereadores a concretizar aquilo a que chamam de “estreitas relações” entre o Jornal de Abrantes e a Câmara. Não podemos, e não queremos fazer confusão, o Jornal de Abrantes serve uma região. O “Passos do Concelho” serve um concelho.

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Ver DOSSIÊ III: Direito da Oposição

Ver DOSSIÊ: As Nossas Propostas

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Quarta-feira, 23.11.11

REUNIÃO DA CÂMARA - 31/10/11 (acta fls.5-9)

MUSEU IBÉRICO

Período antes da Ordem do Dia

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Em seguida a Vereadora Elsa Cardoso apresentou uma declaração dos Vereadores do PSD sobre o Museu Ibérico, que por ser extensa se anexa à presente acta.

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A Presidente da Câmara disse que esta declaração lhe lembra uma fábula de uma cobra que pretendia retirar o “brilho” a um pirilampo. Os Vereadores do PSD têm por hábito o uso de palavras da retórica para chamar ignorantes e irresponsáveis aos elementos do executivo em funções. O actual executivo confronta-se neste momento com uma situação financeira mais complicada e muito distinta daquela que existia no mandato anterior quando este projecto foi idealizado.

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O cenário actual é o da necessidade de governar o concelho com cerca de 5 milhões de euros num ano a menos do que anteriormente, por força de uma forte quebra nas receitas próprias e nas transferências do orçamento de estado, quando existem cada vez mais responsabilidades. Os Vereadores sabem que a Câmara Municipal mantém uma situação saudável no que toca ao endividamento, e que todos devem reconhecer e sentir-se felizes pelo facto de a autarquia não estar e não se prever ficar em incumprimento – se calhar os Vereadores eleitos pelo PSD preferiam que isso acontecesse. Disse ter algumas dúvidas sobre quais são os sentimentos dos Vereadores eleitos pelo PSD sobre esta matéria – principalmente depois de ouvir uma declaração como esta.

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Neste momento, com o facto de não se ter a garantia do financiamento do projecto – porque o Governo tarda em dizer o que pretende fazer com o QREN, provavelmente será entregar o dinheiro a Bruxelas – seria irresponsável avançar-se com o projecto nos moldes em que está, esgotando-se as receitas e ultrapassando-se a capacidade de endividamento. Se as condições fossem as mesmas, avançava-se, sem dúvida, com o projecto tal qual como idealizado. Pretende-se avançar com a obra. No entanto, poderá vir a ser necessário executá-la em duas fases (primeiro o edifício do Convento de São Domingos e, mais tarde, a construção da torre) se não houver financiamento. Esta questão, neste momento, poderá significar a assunção de mais alguns custos com o projecto e terá como consequência uma grande diminuição do impacto do projecto, por exemplo ao nível da inclusão do Museu numa grande rota. Disse achar que esta crítica significa que os Vereadores eleitos do PSD, que eram a favor desta solução, não pretendem mesmo é a construção do MIAA.

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Quanto ao estudo económico-financeiro, como já foi referido outras vezes, está a ser feito. O executivo em funções não tem a veleidade de achar que o MIAA será sustentável financeiramente por si só, porque nenhum museu o é, e porque não é essa a sua finalidade. A Presidente da Câmara disse também que lhe custa que se continue a falar sempre do mesmo e a dar azo a que outros continuem desta forma a criticar e a colocar entraves ao projecto. Esclareceu que esta possibilidade de vir a avançar com a obra de forma faseada, não se deve ao facto de a Presidente da Câmara ouvir ou não tudo o que tem vindo a ser dito, mas sim de atender às condições reais. Lamenta que se continue a denegrir a imagem de quem trabalha todos os dias em prol do concelho – pois não são ignorantes nem irresponsáveis. O que os Vereadores eleitos pelo PSD gostariam era retirar o “brilho” ao executivo em funções, mas não conseguem, porque os eleitos em funções continuarão a trabalhar muito e com a mesma garra que tiveram até agora, conseguindo fazer aquilo que poucos conseguem: uma gestão equilibrada, sem alterar as condições da Câmara Municipal, mesmo com as diversas contingências, sendo inclusivamente uma referência nacional. Ainda relativamente às considerações tecidas, referiu que o investimento é muito mais que custo. O investimento neste projecto irá traduzir-se no retorno que trará para a comunidade, independentemente do custo. (...)

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Se pretendem apelidar a presidente e os vereadores de ignorantes e irresponsáveis, façam-no, mas tenham a noção que este poderá ser um dos primeiros projectos a ter que ser alterado. Espera que, a curto prazo, não se tenha que estar aqui a discutir a reavaliação de outros projectos com impacto brutal no concelho e que poderão ser-lhe retirados. (...) Aquilo que está a ser feito hoje, de acordo com as propostas de Orçamento de Estado e com o Documento Verde, é um esvaziamento completo dos municípios e de Abrantes. Haverá municípios que ganharão com o esvaziamento de Abrantes.

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A Vereadora Elsa Cardoso disse que o Centro Histórico já está esvaziado. Que foram feitos muitos erros nos últimos anos. (...) Está-se a tentar que a cidade fique equilibrada, quando ela já não está há muito anos. Quando regressou a Abrantes arrependeu-se amargamente de o ter feito porque a cidade não correspondia de todo às expectativas de que tinha de criança. A cidade ficou um pouco fantasmagórica e acha que isso tem tudo a ver com os PDM e com o PUA. Quando isso não foi acautelado não há museu que salve, não há hipótese. Adora museus e é muito sensível às questões culturais, mas acha que já se deveria ter pegado de outra forma, porque quem sai de Abrantes e está alguns anos fora, quando regressa vê coisas obsoletas. A recuperação de casas antigas no estrangeiro é muito superior ao que é feito em Portugal. Mas esse é um problema do país. Nós não estimamos aquilo que é antigo. É mais fácil fazer uma coisa nova. (...)

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A Vereadora Elsa Cardoso disse ter-se candidatado para fazer uma Abrantes melhor.

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Ver secção (I) do DOSSIÊ II: Museu Ibérico

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Terça-feira, 22.11.11

QUAND IL EST MORT LE POETE

Santana-Maia Leonardo

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Morreu o meu amigo Raúl Cóias.

Ou melhor, morreu o poeta.

Poeta no verdadeiro sentido da palavra e a tempo inteiro.

Poeta 24 horas por dia.

Há poetas que são poetas por fazer versos.

Mas estes não são os verdadeiros poetas.

O verdadeiro poeta é aquele que é poeta independentemente de fazer versos.

E Raúl Cóias era poeta das duas maneiras: por fazer versos e mesmo que os não fizesse.

Recordo hoje, com saudade, os sonetos que fazíamos ao desafio n' A Lareira, em Gavião.

Tão longe e tão perto. 

Até um dia, meu querido amigo... Ou melhor, até breve!

.

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Paroles : Louis Amade
Musique : Gilbert Bécaud
  
Quand il est mort le poète,
Quand il est mort le poète,
Tous ses amis,
Tous ses amis,
Tous ses amis pleuraient
 
Quand il est mort le poète,
Quand il est mort le poète,
Le monde entier,
Le monde entier,
Le monde entier pleurait
 
On enterra son étoile,
On enterra son étoile,
Dans un grand champ,
Dans un grand champ,
Dans un grand champ de blé
 
Et c'est pour ça que l'on trouve,
Et c'est pour ça que l'on trouve,
Dans ce grand champ,
Dans ce grand champ,
Dans ce grand champ des bleuets

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Segunda-feira, 21.11.11

REUNIÃO DA CÂMARA - 31/10/11 (acta fls.4-5)

CEDÊNCIA DE PALCO PARA EVENTO DE INTERESSE CONCELHIO

Resposta da senhora presidente da câmara

ao pedido de esclarecimento dos vereadores eleitos pelo PSD

 .

A Vereadora Elsa Cardoso apresentou um pedido de esclarecimentos dos Vereadores eleitos pelo PSD, que a seguir se transcreve:

 . 

“Nos próximos dias 11/12/13 de Novembro de 2011, vai decorrer o aniversário da Banda Arte Nova, em Rio de Moinhos Abrantes, que irá contar com a participação de várias bandas e grupos musicais, assim como de artistas conhecidos da zona de Abrantes e Portalegre e algumas bandas filarmónicas. Trata-se de um evento que irá certamente animar e atrair muita gente a uma freguesia do nosso concelho e numa época baixa, mas para o qual a existência de um palco é fundamental. Não se pode, no entanto, exigir que os promotores do evento disponham de um palco para o efeito pelo que a cedência de um palco pela autarquia parece-nos ser a solução natural, para mais para um evento de inegável interesse concelhio.

 .

Pelo exposto, gostaríamos de saber qual a razão para a autarquia recusar a cedência de um palco para a realização deste evento de inegável interesse concelhio.”

  ..

A Presidente da Câmara disse que aquilo que os Vereadores do PSD pretendem ver aprovado implicaria que a Câmara Municipal incorresse em incumprimento naquilo a que são as suas responsabilidades. Trata-se de um evento de índole particular e com intuito lucrativo, sendo que a Câmara Municipal, ao aprovar a cedência gratuita do palco, subsidiando indirectamente a actividade, estaria a agir em benefício de particulares. A Câmara Municipal poderia ceder o palco a este evento, mas não de forma gratuita.

 .

Explicou que a autarquia tem vindo a apoiar várias iniciativas, com a cedência gratuita de equipamentos ou espaços, mas apenas quando os eventos são realizados por associações ou, ainda que realizados por particulares, se destinem à angariação de fundos para as instituições, por exemplo. Por outro lado, a ser feita esta cedência, a autarquia ver-se-ia obrigada a ceder a todas as entidades que apresentassem pedido, por forma a ser equilibrada e justa nas suas decisões.

 .

Estão definidas internamente algumas regras quanto à cedência gratuita dos palcos. Os palcos sem cobertura são emprestados, em regra e em primeira instância, às escolas do concelho, dos diversos graus de ensino, e, depois e uma vez em cada ano, a cada uma das Juntas de Freguesia. Mais que isso seria impossível, porque implicaria a disponibilização de muito tempo de vários colaboradores do município apenas para montar e desmontar palcos.

 .

O palco com cobertura só é utilizado nas Festas da Cidade e, nos últimos anos, foi também cedido a título excepcional à Associação Knock Out, para a realização do LanFestival que conta com o apoio da autarquia no âmbito do Fincult, sendo que demora cerca de uma semana a montar e a desmontar.

 .

Ver Secção IV do DOSSIÊ IX: Diversos

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