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COLUNA VERTICAL



Quarta-feira, 30.04.14

O manicómio

Vasco Pulido Valente - Público de 25-4-2014

Não há limites. Como Soares provou, quando disse numa conferência qualquer que o dr. Salazar tinha o mérito de não ter “mexido nos dinheiros públicos”. Não se percebe onde Soares queria chegar com esta frase absurda. É ela um elogio à tão proclamada pobreza e honestidade do ditador, que pagou até ao fim um galinheiro em S. Bento e criava coelhos? Ou um ataque implícito ao regime vigente, e aos partidos que nos governaram, e que andam hoje a arrastar as suas misérias pelos tribunais? Não parece. A ideia foi com certeza a de comparar a política financeira de Salazar com a política financeira da democracia e as contas certas de Salazar com a dívida e o défice de agora, que arrastaram o país para a miséria e nos trouxeram uma intervenção estrangeira, ainda longe de acabar.

Mas, se assim for, Soares reconhece que a crise é o resultado de políticas do Estado de que o PS e o PSD tomaram a responsabilidade. Para não falar dele próprio. O serviço de saúde, o sistema de ensino, a Segurança Social, o exército de funcionários públicos com que os partidos sustentaram as suas clientelas, os milhares de milhões que se gastaram em betão inútil, o suborno sistemático com que durante 40 anos se pretenderam ganhar votos não entram na categoria das coisas que “nos caíram em cima”, ou naquela outra mais subtil dos efeitos perversos do “neoliberalismo” e da progressiva ruína da “Europa”. São todas a consequência previsível de decisões deliberadas de governos legitimamente eleitos. De que Soares fez parte ou, de Belém, abençoou.

O elogio a Salazar, de que a audiência gostou, não reflecte espécie de racionalidade. Não passa de saudades de um tempo em que não havia sarilhos com o défice e a dívida, porque a PIDE, a censura e a GNR impunham a miséria em que Salazar achava que o país devia viver. O problema, em 2014, é que a democracia não educou os portugueses para a submissão: e os políticos correm por aí, estonteados, como aves sem cabeça. O dr. Soares propõe a violência e apreciaria ver a GNR invadir (tumultuosamente) a Assembleia da República (uma “bela ideia”, explicou ele). Um grupo de “notabilidades” (os 74) resolveu sugerir uma bancarrota a prestações, contando provavelmente com a estupidez do próximo. Meia dúzia de loucos prefere a revolução (mas que revolução?). E anteontem Soares ressuscitou Salazar. Portugal é um manicómio.

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Quarta-feira, 30.04.14

George Lichtenberg (frase) e Sérgio Conceição (foto)

A frase é de George Lichtenberg (“Quando os que comandam perdem a vergonha, os que obedecem perdem o respeito.) e a foto do Alentejo de Sérgio Conceição.

As fotos da coluna lateral são de: Luís Ponte (Lisboa), Clara Almeida (Abrantes) e Stuart Dornell (ilha da Armona - Olhão).

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Quarta-feira, 30.04.14

RIbanho - Luís Afonso (texto) e Carlos Rico (desenho)

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Quarta-feira, 30.04.14

Há razões para celebrar?

Paulo Trigo - Público de 27-4-2014

O fim do programa de ajustamento aproxima-se, a troika em breve deixará as visitas regulares de avaliação do país, sem as quais não libertava os empréstimos. As taxas de juro das obrigações a dez anos caíram, nesta semana, a níveis impensáveis há um ano atrás, e a economia crescerá, ainda que timidamente. É razão para alguma satisfação, mas será para celebrar?

Celebrar o 25 de Abril, sem dúvida nenhuma, mas a situação actual, essa não. A dívida excessiva, o défice ainda elevado, o desemprego, a pobreza e a emigração, dos que não encontram solução no país, são motivos para apreensão e preocupação.

Estas crónicas de avaliação dos dados da execução orçamental do Governo têm um duplo propósito. Por um lado, monitorizar a execução do Orçamento de Estado. Por outro, mostrar que existem e existirão sempre opções do ponto de vista orçamental. A primeira opção é se devemos ou não caminhar para o equilíbrio estrutural das contas públicas. Está implícito que consideramos que sim.

Como bem lembrava Miguel Sousa Tavares, após a recente entrevista ao primeiro-ministro, talvez não fosse má ideia que todos os partidos políticos se pronunciassem sobre a simples questão: concorda que devemos caminhar para o equilíbrio orçamental?

A questão seguinte, assumindo que a primeira colhe uma resposta afirmativa, é apenas: como fazer a redução do défice, na receita e na despesa, e quais as rubricas que deverão ser consideradas, tendo em conta que diferentes medidas têm diferentes impactos na economia e nas pessoas. (...)

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Terça-feira, 29.04.14

Oficina criativa "Arranjos em Eva" em Fontes

No passado dia 26 de Abril, a AJAF – Associação Juventude Acção no Futuro em parceria com a Junta de Freguesia de Fontes, promoveu no Jardim-de-Infância desta freguesia, uma Oficina Criativa “Arranjos em Eva”, que mobilizou 7 participantes. Esta é uma das atividades do projeto “Juventude Ação na Solidariedade” 2014, promovido pela AJAF, com o apoio do programa FINABRANTES 2014.

Esta atividade visou a aquisição e/ou melhoramento de competências de elaboração de flores em eva, com recurso a técnicas de decalque, corte, colagem e posterior embelezamento das mesmas com ideias criativas.

Jovens e adultos, partilharam juntos esta aprendizagem promovendo a intergeracionalidade, permitindo a transmissão de saberes, e a entreajuda entre gerações.

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Terça-feira, 29.04.14

A lógica das coisas

Vasco Pulido Valente - Público de 27-4-2014

Desde o princípio da revolução francesa que se aprendeu uma verdade elementar: a identificação dos direitos políticos com os direitos “sociais” leva sempre à perda dos direitos políticos, sem promover os direitos “sociais”. Foi este o peso que tarde ou cedo acabou por derrotar e quebrar a esperança de centenas ou milhares de movimentos que aspiravam a mudar radicalmente o mundo.

Ou, se quiserem, para resumir o problema por outras palavras, a liberdade não é na prática compatível com a igualdade. A igualdade tem de ser imposta e essa imposição degenera rapidamente em ditadura e, a seguir, a ditadura em terror. Como sucedeu aos jacobinos de Robespierre, aos socialistas de 1848, aos bolcheviques de Lenine, aos cubanos de Castro e a um número infindável de aprendizes de feiticeiro. (...)

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Terça-feira, 29.04.14

Teorias sobre "Morte Súbita"

Fernando António Dias Correia

*Osteopata e Naturopata (Lei nº 71/2013) - Telemóvel: 910 777 707

 Exame Médico Desportivo 

Não obstante todos os procedimentos legais do exame médico desportivo, a morte súbita de atletas de alta competição, continuamente acompanhados, insiste em verificar-se.

Perante tal situação, os responsáveis afirmam que o Exame Médico Desportivo tem de ser revisto, só que não se avança por desconhecimento das possíveis causas da situação.

 Considerações gerais 

A desidratação pode conduzir à morte. Na verdade, um procedimento comum nos hospitais para tratá-la consiste na administração de soros em infusão contínua. Aparentemente, o raciocínio sobre desidratação não está presente quando se procede ao exame avaliação médico desportivo ou ao exame post-mortem, em casos fatais.

Esta avaliação, tão simples, poderia confirmar objetivamente a causa de tantas mortes e, mais importante - poderia reduzir significativamente a morte súbita no desporto e também nas restantes faixas da população.

Porque faleceu Féher e não Jardel? Que tinham em comum? O futebol era o fator dominante, mas algo não era hábito de ambos… Enquanto Jardel bebia cerveja, por vezes imoderadamente, Féher era mais contido e nem uma discoteca frequentava.

Jovem disciplinado e bem formado, Féher não dispunha da informação seguinte: "As necessidades básicas do organismo satisfazem-se com o mínimo de 1.500 ml diários de líquidos, aos quais acresce um mínimo de 500 ml para garantir a lubrificação articular. Mas se é jovem e ativo, 2.000 ml diários não chegam, são necessários pelo menos 3 litros de líquidos por dia. Sendo atleta de alta competição, é necessário considerar a carga horária de esforço físico, tal como um recruta militar, um servente das obras, um marmorista e outros profissionais de desgaste rápido… Aqui, torna-se necessário aumentar os consumos para 5, 6 ou 8 litros diários de líquidos, variando a quantidade com o esforço despendido."

É possível colocar como hipótese para o desenlace fatal, embora não seja fácil comprovar, que Féher terá falecido vítima de “vazio discal”, localizado à coluna cervical, achado que, provavelmente, não terá sido explorado na autópsia.

Mário Jardel, se sujeito a exame, não deverá revelar “vazio discal” cervical, apesar de existirem exceções resultantes de outras anomalias a considerar, mesmo em pessoas sem desidratação e, até à data, não terá apresentado sintomas ou sinais desta patologia que já vitimou tantos…

 As causas 

Desidratação mata como?

"Sabemos que o corpo tem por base de funcionamento toda a informação e programação contida no cérebro; que qualquer órgão é comandado pelos impulsos nervosos emanados pelo cérebro; que toda a comunicação se processa através da espinal medula e suas raízes; que o canal raquidiano que a contém e protege está inserido na coluna vertebral”.

O “vazio discal” origina ações compressivas e consequente interrupção dos impulsos nervosos originados no SNC. Este facto poderá explicar a paragem cardíaca súbita e condicionar o surgimento de outras doenças.

 O que está em falta e propostas 

Atualmente, o exame médico desportivo não terá em conta a avaliação do grau de desidratação e o estabelecimento de medidas que permitam um controle eficaz.

O TAC ou RMN da Coluna Cervical deverá constituir-se como um meio complementar valioso no enriquecimento do exame médico desportivo ou mesmo na autópsia. Perante “vazio discal” deverá o atleta ser interditado de treinar ou competir até total resolução do problema, devendo ser submetido a reavaliações frequentes.

 Notas 

Desidratação - Insuficiente ingestão de líquidos capazes de produzir” vazio discal”.

“Vazio discal” - Reduzido espaço intra-articular, provocado por insuficiente ingestão de líquidos ou por oxidação que bloqueia a articulação e induz “retro feedback” sobre o SNC levando este a interpretar que pode “dispensar” aquele segmento anatómico, por ter deixado de estar ativo.

Oxidação - Perante diminuta ingestão de líquidos, discos e cartilagens de articulações cedem água para garantir a lubrificação, até originar um processo oxidativo, bloqueador de articulações. Vai instalar-se uma Acão compressiva sobre as raízes nervosas e surgem as disfunções. A oxidação articular também se pode verificar devido a maus hábitos posturais e situações traumáticas resultantes de quedas, esforços excessivos ou mau desempenho técnico-desportivo ou profissional. É deste modo que o “vazio discal” se pode verificar apenas numa articulação ou grupo de articulações, e é particularmente na cervical que se deve definir a situação de "grupo de risco".

Soluções - A recuperação do paciente que apresenta “vazio discal”, passa por aumentar o consumo de líquidos para valores adequados e pelo desbloqueamento articular através de técnicas manipulativas em uso na Osteopatia.

Manipulação vertebral - Define-se como "uma Acão forçada, rápida e breve ao nível da articulação. Sendo um movimento executado em alta velocidade mas, tão curto… tão curto… que, não passa de uma vibração." Daí que, em alguns casos, possa acontecer que algum osteopata afirme: "não se pode mexer, não se pode fazer nada"; e, fala bem, pois se não tem condições para atuar, não deve tentar. O Osteopata deverá ter, associado à sua vida, um passado e presente desportivo com características gestuais de alta velocidade, que lhe confiram a capacidade de produzir vibrações sem criar situações de risco ou agravar patologias existentes.

Legislação - De momento existe a lei nº 45/2003, de 22 de Agosto, para o exercício das "Terapêuticas Não Convencionais", em que se enquadra a Osteopatia, mas a ausência da regulamentação desta lei não permite a sua existência legal e o controle adequado por parte do Estado.

 Senhor Legislador da Ordem dos Médicos 

Considere que tem um trabalho em mãos; para sermos mais precisos: dois trabalhos!

"O  Futuro da Medicina é a União de Todo o Conhecimento."

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Terça-feira, 29.04.14

E nós também!

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Segunda-feira, 28.04.14

Soneto do amor e da morte

Vasco Graça Moura (3 janeiro 1942 - 27 abril 2014)

 

Quando eu morrer murmura esta canção
que escrevo para ti. quando eu morrer
fica junto de mim, não queiras ver
as aves pardas do anoitecer
a revoar na minha solidão.
quando eu morrer segura a minha mão,
põe os olhos nos meus se puder ser,
se inda neles a luz esmorecer,
e diz do nosso amor como se não
tivesse de acabar, sempre a doer,
sempre a doer de tanta perfeição
que ao deixar de bater-me o coração
fique por nós o teu inda a bater,
quando eu morrer segura a minha mão.

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Segunda-feira, 28.04.14

Europeias - Sessão de esclarecimento em Abrantes

Nelson de Carvalho - Presidente da Assembleia Municipal de Abrantes

Com o objetivo de promover o esclarecimento e a participação dos cidadãos, com vista à maior participação e combate à abstenção, convido V. Exa. a estar presente no dia 30 de abril de 2014, pelas 21 horas, no edifício Pirâmide, na Sessão Pública de debate com candidatos às eleições europeias, para que foram convidadas as candidaturas do PSD/CDS-PP, PS, PCP e BE, organizada pela Assembleia Municipal de Abrantes.

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Segunda-feira, 28.04.14

Raciocínios e citações sobre "Morte Súbita"

Fernando António Dias Correia

*Osteopata e Naturopata (Lei nº 71/2013) - Telemóvel: 910 777 707

 Raciocínios 

Os problemas de coração, respiratórios e vasculares, quando surgem, é o inevitável.

Porém, as pessoas poderiam viver com mais segurança e qualidade de vida, se desbloqueassem a sua cervical nas mãos de um osteopata com toque de alta-velocidade. Não se assuste com esta referência. Trata-se apenas de expressar um movimento tão curto, tão curto, que na prática se torna apenas numa vibração que tem a possibilidade de desbloquear, ou não, as articulações que, por estarem em oxidação seca, comprimem raízes nervosas indispensáveis às comunicações do cérebro com o sistema que pode entrar em falência. É muito simples, mas embora não se apresente com cariz científico, a evidência de resultados quase imediatos no alívio e mudança de situação, deveriam contar e não se subestimar.

Contudo, explicitar algo como: "Teorias Sobre Morte Súbita", apresentado à "Ordem dos Médicos" por carta, e presencialmente no "Centro de Estudos Médicos Baseados na Evidência", é algo que origina reações só compreendidas através de citações apresentadas a seguir, e que bastam para bom entendedor, pois que logo se percebe que "Teorias Sobre Morte Súbita" se torna incomodativo para aqueles que se entendem a si como "donos da verdade"!

 Citações 

J. W. Von Goethe

"No campo das Ciências as pessoas têm a tendência para rapidamente encararem como sua propriedade pessoal e verdade universal, aquilo que aprenderam e lhes foi transmitido nas Universidades e Academias. Se em determinada altura aparece alguém com ideias novas que contrariam aquilo que aprenderam (como se se tratasse de um "credo" recitado ao longo de gerações), pondo em risco a existência desse "credo", levantam-se todas as paixões e meios contra essa ameaça e todos os métodos passam a ser válidos para a eliminar.

As pessoas resistem de todas as formas possíveis: juram nunca terem ouvido falar de tal assunto; falam dele como se fosse um disparate; consideram o assunto como nem sequer ser merecedor de um esforço para ler ou estudar. É por estes métodos que qualquer nova descoberta pode sofrer uma longa espera, até ser finalmente aceite."

Max Planck

"Em Ciência são necessários 60 anos, não 30, para que uma ideia nova e revolucionária se afirme. Não só têm de falecer os velhos Professores como, provavelmente também os seus alunos."

Werner Kollath

"Qualquer trabalho científico não ortodoxo, quando surge, para os tradicionalistas, queimado numa fogueira ou congelado num frigorífico, tudo serve. É uma questão de temperatura."

(continua)

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Segunda-feira, 28.04.14

Morte e transfiguração

M, Fátima Bonifácio - Público de 19-4-2014

(...) E se a esquerda amarrar o seu destino ao destino do Estado social tal como o conhecemos actualmente pode começar a encomendar o seu próprio funeral, pelo simples motivo de que a única maneira de conservar o Estado-providência consiste, a prazo, em privatizá-lo, salvo, desejavelmente, um núcleo duro da Saúde que alguém tenha coragem de definir.

O futuro do Estado social reside na sua “morte e transfiguração”.

Genericamente, as decrépitas economias europeias tornaram-se incapazes de gerar excedentes que permitam sustentar, nos moldes actualmente vigentes, a escola pública, a Saúde pública, a Segurança Social e as diversas e dispendiosíssimas prestações sociais destinadas a garantir o que se convencionou chamar “coesão social”.

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Segunda-feira, 28.04.14

Alexis de Tocqueville (frase) e Mário Nélson (foto)

A frase é de Alexis de Tocqueville (Aqueles que pedem à liberdade algo mais do que a própria liberdade são feitos para servir.) e a foto da ilha do Pico de Mário Nélson.

As fotos da coluna lateral dos Açores são de: Jordi Oller Macia (Pico), João Freitas (S. Miguel) e Bruno Ázera (Pico).

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Domingo, 27.04.14

BE - Intervenção na cerimónia do 25 de Abril

Armindo Silveira - deputado municipal de Abrantes do BE

Passados 40 anos da Revolução de Abril, olhamos à nossa volta e sentimo-nos impotentes perante as múltiplas mudanças em sentido contrário à data que hoje celebramos.

Os processos e a implementação de certas politicas já “amadureceram” o suficiente permitindo-nos analisar com lucidez os resultados. Revelam-se partidos, caras e nomes dos que executaram as políticas que já nos retiraram muitas das conquistas de Abril. A bibliografia é vasta….

O livro, “Os Donos de Portugal”, retrata o percurso de mais de cem governantes que, desde 1975 até 2010, desempenharam ou desempenham funções relevantes em grandes empresas. Centenas de figuras ficaram de fora pois este é um grupo restrito que abrange apenas ministros e secretários de Estado de sectores estratégicos tais como finanças, economia e obras públicas. Abundam dirigentes de primeiro plano, parlamentares ou autarcas do PS, PSD e CDS.

Esta é apenas uma ponta do véu que esconde a promiscuidade entre a política e os negócios envolvendo figuras dos denominados partidos do “arco do poder”. Talvez, assim, se justifique que PS, PSD e CDS tenham chumbado, já neste mês de Abril, uma proposta do Bloco de Esquerda que propunha o regime de exclusividade para os deputados na Assembleia da Republica.

“Quem paga o Estado Social em Portugal” prova com números e factos que os trabalhadores portugueses contribuem para o Estado Social com o necessário para pagar a sua saúde, a educação, o bem-estar e as infra-estruturas. Diariamente, uma cáfila de comentadores políticos e outros assalariados mentem, vergonhosamente, todos os dias, na comunicação social e em outros palcos, propagando que o Estado Social não é sustentável.

“A Crise, a Troika e as Alternativas Urgentes” reconstrói um percurso com inicio nos anos 1990. O governo de então, do PSD, chefiado por Cavaco Silva, iniciou um processo de privatizações de quase todas as empresas financeiras e não financeiras do Estado. Esta estratégia, reforçada por uma onda de liberalizações e desregulamentação, por continuas privatizações, contractos ruinosos, obras fantasmas, estradas sem fim, subsídios milagrosos, foi prosseguida pelos Governos, tanto de PS, como de PSD/CDS, o que se revelou altamente lesivo para os interesses nacionais, culminando com a entrada da Troika em Portugal em 2011.

Desde então, intensificaram-se os ataques aos direitos e liberdades a toque de uma malograda Troika que nos mantém agrilhoados a uma maioria política medíocre com uma vontade que é fraca com os fortes e forte com os fracos.

Tudo se vai perdendo em nome da austeridade. Apresentada como a única alternativa para a superação de um país em dificuldades, os seus resultados estão à vista de todos e de todas…afinal, o país está melhor…. os portugueses e portuguesas é que não!

De que é feito um país, senão das suas gentes? Que sentido tem a governação se não for feita para o povo?

No plano económico e social, a austeridade é a linha condutora num processo de transformação política que ameaça tornar-se permanente: depois da ditadura da Troika, segue-se a ditadura do Tratado Orçamental Europeu, tratado este, que nunca foi discutido, nem referendado pelo povo português.

Um povo iludido com sucessivas mentiras… Um povo chocado com a insensibilidade de um governo e de um quase invisível Presidente da República.

Tudo somado, o que irei receber do fundo de pensões (…) quase de certeza que não dá para pagar as minhas despesas” – lamentou-se Cavaco Silva dos parcos 11 mil e tal euros que já aufere.

Eu já ouvi o primeiro-ministro [José Sócrates] dizer que o PSD quer acabar com muitas coisas… também com o 13º mês... Mas nós nunca falámos disso. Isso é um disparate”;

Não contarão [com o nosso apoio] para mais ataques à classe média em nome dos problemas externos. Nós não olhamos para as classes de rendimentos a partir dos mil, mil e poucos euros, dizendo - aqui estão os ricos de Portugal…agora paguem a crise!».

Nós não podemos aumentar a receita aumentando mais impostos. Porque cada vez que tivemos um problema de finanças públicas em Portugal nos últimos anos, a receita foi sempre a mesma. Foi pôr as famílias e as empresas a pagar mais impostos!”, - refere Passos Coelho, escandalizado, em plena campanha de assalto ao poder nas Legislativas de 2011.

A custo, disfarçamos um grito de revolta perante a mentira, a submissão, a hipocrisia, a corrupção e a manipulação generalizada.

Sim… são palavras fortes… mas mais fortes são os momentos em que nos sentimos enraivecidos e impotentes perante quem nos quer manipular contando com uma Comunicação Social dominada, manietada, submissa e incapaz de exercer com rigor o seu trabalho. Até certas palavras já perderam o sentido e foram aprisionadas pelos sucessivos “vendilhões do templo”.

O empobrecimento de largas franjas da população e a asfixia da democracia, é incompatível com o 25 de Abril e com as suas conquistas. A asfixia política, por via da mordaça imposta a todas as alternativas que recusem a ditadura da austeridade, ameaça a Liberdade.

Seja a nível nacional, regional ou local continuamos a presenciar um sinistro desfile de cargos, cunhas, nomeações, avenças e lugares em que as cores não se distinguem e os discursos soam iguais. Tudo vale, tudo é efémero, numa luta pela conquista, preservação, destruição e reconquista do poder dos homens sobre os homens. Será que ainda podemos decidir a forma de sermos escravizados?

Passados 40 anos da Revolução de Abril é urgente relembrar:

Os gritos dos prisioneiros que sucumbiram às mãos da PIDE;

O silêncio das almas dos militares que perderam a vida em Africa;

A angústia dos estropiados de guerra que em paz não estão em paz;

Os sonhos de famílias destruídas;

Os milhares de trabalhadores explorados por homens que deixaram descendentes;

As crianças, os adultos e os idosos que andavam descalços, rotos e famintos;

Os que emigraram sem o desejarem;

Os verdadeiros Militares de Abril;

O medo, o desespero e a angústia crescente escondidos em cada porta;

As famílias que antes do fim do mês já não têm que comer;

Os doentes que esperam horas ao frio e à chuva por uma consulta médica;

Os que se deslocam a expensas próprias a serviços públicos que outrora estavam próximos;

Os deficientes e muitos idosos que não são mais que um negócio;

O milhão e quatrocentos mil desempregados;

Os jovens sem futuro;

A proliferação de cantinas sociais;

E segue uma caravana engalanada por gritos de dor, sofrimento, miséria e destroços humanos;

Queremos ouvir e olhar nos olhos os envolvidos nos processos BPN; BCP; Face Oculta; Portucale; Monte Branco; Cova da Beira; Freeport; Correios de Coimbra; caso dos Submarinos; Swaps; PPP´s e tantos outros;

Queremos olhar nos olhos os que defendem que 485€ mensais são suficientes para sobreviver;

Está alguém nesta sala que se identifica?

Queremos olhar nos olhos quem aufere reformas milionárias com escassos anos de actividade.

Está alguém nesta sala que se identifica?

40 Anos depois da Revolução dos Cravos, o país está a ser desmembrado e vendido perante a cumplicidade de todos nós.

Alguma vez pensámos quais as consequências de imputar uma divida a um recém-nascido? Será este o mundo que lhe reservamos nós, aqueles que deveríamos garantir os valores de Abril?

Por isto tudo e muito mais, o Bloco de Esquerda, nunca se calará e lutará sempre e em qualquer circunstância pela justiça, pela equidade, pela igualdade e pela dignidade humana.

PELO BLOCO ESQUERDA, O 25 DE ABRIL NUNCA MORRERÁ!!!

VIVA O 25 DE ABRIL – 25 DE ABRIL SEMPRE

VIVA O 25 DE ABRIL – 25 DE ABRIL SEMPRE

VIVA O 25 DE ABRIL – 25 DE ABRIL SEMPRE

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Domingo, 27.04.14

A razão da morte súbita

Fernando António Dias Correia

*Osteopata e Naturopata (Lei nº 71/2013) - Telemóvel: 910 777 707

Sou naturopata e osteopata, ex-competidor em Torneios Mundiais de Artes Marciais e Instrutor Civil de Tropas Especiais de Combate de Proximidade - preocupei-me com as mortes súbitas no desporto, seja em lazer ou até alta-competição.

É que os entendidos afirmavam que algo estava em falta no exame-médico-desportivo – o mesmo para um simples exame de rotina em qualquer faixa da população.

Em 2010 apresentei à Ordem dos Médicos uma proposta para análise e parecer, em contexto médico desportivo – a qual mereceu a maior das desatenções. O mesmo para a apresentação pessoal no Centro de Estudos Médicos Baseados na Evidência.

No passado dia 15, morreu um estudante de 20 anos, Pedro Ferreira, de Penafiel, a jogar futebol. Ontem, aos 7 minutos de jogo, o coração de Alex Marques, uma promessa do futebol Nacional, PAROU!

Também este domingo, Manuel Barreira, enfermeiro de Mirandela, fazendo BTT com amigos – despediu-se da vida com 44 anos.

A causa provável da morte de qualquer um destes, e de tantos outros, desportistas ou não, como Fialho de Gouveia há uns 8 anos ou a situação de um líder tão badalado e forte, apesar da idade – Pinto da Costa – poderão ter uma relação, uma causa em comum: o “vazio discal” localizado na cervical, o qual ocasiona ações compressivas e consequente interrupção dos impulsos nervosos originados no SNC é parte da questão.

Este facto poderá explicar a paragem cardíaca súbita, o acidente isquémico transitório, a paragem respiratória e condicionar o surgimento de outras doenças.

Os vivos em situação de risco, porventura, poderão ter uma recuperação espetacular, garantindo a ingestão diária mínima de 2 litros de líquidos e um desbloqueamento cervical adequado, com manipulação osteopática.

(continua)

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