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COLUNA VERTICAL



Sábado, 28.02.15

O novo enfermeiro

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Sábado, 28.02.15

Facadas no Costa

Santana-Maia Leonardo - Nova Aliança

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As facadas nas costas nunca foram um bom cartão de visita, nem uma escada segura para subir na vida porque, como diz o povo, “quem com ferros mata com ferros morre".

António Costa espetou a faca nas costas de Seguro, sublevando o partido, com o argumento de que o PS não descolava nas sondagens, nem tinha programa. Acontece que, dez meses depois de ter espetado a faca, nem Costa descola nas sondagens, nem lhe é conhecida uma ideia sequer, quanto mais um programa. Ficámos, no entanto, agora a saber porquê. Na sua douta opinião, Portugal está hoje melhor do que estava quando era governado pelo partido de que ele era vice-presidente.

Resumindo: provavelmente corroído pelos remorsos, António Costa decidiu, na reunião com os chineses, fazer haraquíri.

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Sábado, 28.02.15

Assembleia Municipal de Abrantes de 20/2/2015 (II)

SAUDAÇÃO AO POVO GREGO

Moção apresentada pelo deputado municipal do BE

Os resultados das eleições legislativas do passado dia 25 de Janeiro na Grécia, para além de escolhas políticas internas que são matéria da exclusiva responsabilidade do seu povo soberano, tiveram ampla repercussão internacional, em particular na Europa.

Os/as eleitores/as gregos/as repudiaram nas urnas as pressões para condicionar as suas escolhas democráticas à vontade de certos agentes internacionais, da Troika e dos responsáveis europeus por cinco anos de austeridade, que conduziram o país ao desastre económico, social e humanitário.

Fica demonstrado que existem ALTERNATIVAS políticas à austeridade em doses mais ou menos duras. Na Grécia, como em Portugal, a austeridade gerou uma espiral recessiva, o aumento do desemprego e da própria dívida, por mais que seja maquilhada pela contabilidade criativa dos governos, das entidades reguladoras e agências de rating – as mesmas que encobriram até ao limite as bolhas financeiras e a falência de bancos como o Lehman Brothers, o BPN e o BES – GES.

As primeiras medidas anti-austeridade do novo governo grego – fim das privatizações e despedimentos na administração pública, reposição do salário mínimo anterior à entrada da Troika – e as propostas de renegociação das dívidas soberanas vão no bom sentido, ao apontarem um novo rumo para a Europa.

O governo PSD/CDS insiste numa pose servil, “mais merkelista que a senhora Merkel” que envergonha Portugal e prejudica a própria recuperação económica europeia, em particular nos países do Sul; ao mesmo tempo que, de forma oportunista, antecipa o possível recuo dos seus tutores para salvaguardar os louros de uma eventual renegociação da dívida que sempre recusou.

Assim, a Assembleia Municipal de Abrantes, reunida em 20 de Fevereiro de 2015:

(a) Saúda o povo grego que, numa situação económica e social dramática, deu mais uma bela lição de dignidade e democracia à Europa e ao mundo;

(b) Saúda as medidas anti-austeridade adoptadas pelo governo grego e apoia a exigência de renegociação das dívidas soberanas a nível europeu;

(c) Repudia o servilismo do governo português face aos poderosos da Europa, exigindo uma nova atitude digna de um povo soberano com mais de oito séculos de História.

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A moção foi aprovada como os votos a favor do Bloco Esquerda, da CDU e um voto da bancada do PS.

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Sexta-feira, 27.02.15

Assembleia Municipal de Abrantes de 20/2/2015 (I)

CONTRA A DEGRADAÇÃO DAS URGÊNCIAS EM ABRANTES

Moção apresentada pelo deputado municipal do BE

Recentemente, sucederam-se as notícias de caos nas urgências do Hospital de Abrantes.

Em 12 de Janeiro, uma segunda-feira, chegaram a estar paradas 12 ambulâncias, de várias corporações de bombeiros, algumas durante várias horas. As macas em que os doentes tinham sido transportados, não eram libertadas. Havia uma fila de espera de ambulâncias e respectivas tripulações imobilizadas, impedidas de acudir a outras situações, inclusive a outras situações de urgência que pudessem ocorrer.

Nesse dia, dentro das urgências o ambiente era de desespero dos profissionais de saúde que tentavam resolver as situações, muitas vezes sem êxito, devido ao excessivo número de pessoas à espera de serem atendidas.

Não é a primeira vez que esta situação ocorre nas Urgências do Hospital de Abrantes, fruto das sucessivas “reorganizações” do Centro Hospitalar do Médio Tejo. Actualmente está concentrada neste Hospital a urgência medico-cirúrgica, ao mesmo tempo que as Urgências do Hospital de Torres Novas e Tomar foram esvaziadas. Os utentes são obrigados a maiores deslocações e a maiores tempos de espera. O mesmo acontece com as corporações de bombeiros.

Por vezes, a pressa, a exaustão e a escassez de recursos podem levar a esquecer a necessária humanidade do tratamento de pessoas. E ainda por cima de pessoas doentes, frequentemente de localidades muito longínquas e, portanto, sem família perto.

Existem sérios problemas na prestação de cuidados médicos à população do Médio Tejo e são compreensíveis as preocupações de muitos dos nossos munícipes, receosos de um dia caírem no que já é conhecido pelo “inferno das urgências”, em Abrantes.

Por estas razões, a Assembleia Municipal do Abrantes:

- manifesta a sua grande preocupação pela evidente degradação do atendimento nos hospitais e, em particular, nas Urgências do Hospital de Abrantes;

- exige ao Ministério da Saúde a dotação do Centro Hospitalar do Médio Tejo de todos os recursos necessários para garantir Serviços de Urgência em condições de darem respostas prontas e eficientes, garantindo a segurança  e o trato humano dos doentes e a dignidade profissional dos que neles laboram.

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A moção foi rejeitada com os votos contra do PS e do PSD e os votos a favor da CDU e do BE.

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Sexta-feira, 27.02.15

A derrota do Syriza: não há revoluções grátis.

Rui Ramos - Observador de 24-2-2015

Já todos sabemos o que conseguiu o Syriza: em vez da troika, passou a haver “instituições”; em vez do programa, “acordo”; em vez de credores, “parceiros”; em vez de austeridade, “condições”. Enfim, a transfiguração semântica servirá para muita coisa, mas não chega para esconder que o Syriza enganou os gregos, quando, para ganhar as eleições, prometeu que bastava dar dois berros à Merkel para tudo se tornar fácil. Agora, como todos os mentirosos, resta-lhe continuar a mentir, recorrendo ao delírio verbal consentido pelos seus parceiros europeus para inventar “batalhas ganhas” em guerras perdidas.

Na Grécia, à esquerda e à direita, já muita gente percebeu a “ilusão” encenada por Tsipras e Varoufakis. Manolis Glezos, o patriarca do Syriza, com um sentido da decência que os seus correligionários mais novos não têm, pediu entretanto as devidas desculpas ao povo grego. Há quem diga que ficou tudo na mesma. Não, tudo ficou muito pior, porque o circo do Syriza deixou a Grécia mais isolada, mais desacreditada, mais fraca, e mais longe da recuperação económica. O saldo orçamental primário, por exemplo, já desapareceu. Com inimigos destes, a troika não precisa de amigos. (...)

O truque dos contestatários do ajustamento e das reformas na Europa do sul tem sido o de fingir que toda a população está com eles. Não está. É óbvio que ninguém gosta de cortes e pouca gente está entusiasmada com mudanças. Mas também é óbvio que quase toda a gente sabe que as alternativas são piores. Os programas de assistência evitaram bancarrotas e pouparam os vários países a tormentos muito maiores do que os que infligiram. É por isso que, apesar de todas as dificuldades, a Grécia aguentou cinco anos de troika, e agora, com o Syriza, preferiu continuar sob as “instituições” (para usar o novo vocabulário grego). (...)

O problema da Grécia é que não deseja voltar à desvalorização e à inflação, mas não conseguiu ainda organizar-se para existir de outra maneira. A questão é fundamentalmente política: não há, na classe dirigente, muita gente disponível para se comprometer num projecto reformista. Em França, Hollande teve de recorrer ao poder presidencial para fazer passar a lei Macron, de modo a dispensar os deputados socialista de sujarem as mãos em reformas.

As classes dirigentes falharam, mas o seu falhanço serviu mais uma vez, no caso da Grécia, para tornar manifesta a insustentável irrelevância da chamada “esquerda radical”, a quem a crise emprestou um simulacro de vida. Não há revoluções grátis. Por isso, no mundo actual, onde não há petróleo, não há revolução. (...)

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Sexta-feira, 27.02.15

Dia da Mulher em Martinchel com jantar e espectáculo

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Quinta-feira, 26.02.15

O Benfica é Portugal

Santana-Maia Leonardo - Nova Aliança

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O futebol é, na verdade, o espelho de um país. Enquanto, em Inglaterra, o Manchester United, que tem um peso universal muito maior do que qualquer clube português, recebe, de direitos televisivos, praticamente o mesmo que todos os outros clubes que disputam o campeonato inglês, em Portugal, pelo contrário, os direitos televisivos são repartidos por Benfica, Porto e Sporting, sendo os restantes clubes tratados como meros figurantes do espectáculo. Ou seja, ao contrário do que acontece em Portugal, em Inglaterra, a distribuição das receitas televisivas é equitativa, independentemente do peso, do historial e do tamanho do clube a nível nacional ou mundial, tal como acontece na Alemanha onde a diferença entre o que recebe o 1º classificado e o último não é significativa.

E se há coisa que me irrita particularmente é afirmação solene e com laivos de superioridade de que Benfica e Sporting são clubes nacionais e o Porto é um clube regional, como se Portugal fosse Lisboa e a província se esgotasse no Porto. Aliás, dos programas e das primeiras páginas dos jornais desportivos, os outros clubes é como se não existissem. Vamos a ver se nos entendemos: Benfica e Sporting são clubes de Lisboa e o FC Porto é um clube do Porto. Ponto final. Da mesma forma que o Manchester é um clube de Manchester, o Real Madrid é um clube de Madrid, o Barcelona é um clube de Barcelona e o Bayern é um clube de Munique.

Na política, a situação é idêntica. Tudo se passa como se Portugal se resumisse a Lisboa e Porto. Até para a comunicação social o resto do país só lhe interessa como pitoresco e anedótico. É claro que, com esta nossa filosofia de vida, só por manifesta hipocrisia e cinismo (onde nós, aliás, somos mestres), se pode falar de coesão territorial ou defender um campeonato competitivo. Infelizmente, somos um povo que não tem o meu feitio, caso contrário, na hora da repartição das verbas, em vez de lutarem por migalhas, os pequenos uniam-se e diziam na cara dos grandes de Lisboa e Porto: se querem ficar com o dinheiro todo, então joguem sozinhos.

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Quinta-feira, 26.02.15

Reunião da câmara de Abrantes de 24/2/2015

ALTERAÇÃO DO INICIO DA CONTAGEM DO PRAZO ADICIONAL DE 2 ANOS ESTABELECIDO NA REVISÃO DO CONTRATO DE CONCESSÃO DO SERVIÇO DE ÁGUAS RESIDUAIS DO MUNICÍPIO DE ABRANTES

Declaração de voto CONTRA do vereador do PSD

1 – Tanto a ETAR dos Carochos não pode ser desligada do contrato assinado em 2007, nem ETAR das Bicas e a rede de drenagem da Barca do Pego pode ser desligada da revisão do contrato feita em Dezembro de 2012, entre a Câmara e a Abrantáqua;

2 – As cláusulas do contrato inicial foram sistematicamente desrespeitadas, muito em especial no cumprimento dos prazos de execução das obras previstas no plano de investimentos proposto pela concessionária e nunca, como agora está a acontecer, o Executivo Municipal fora chamado a dar cobertura a qualquer extensão de prazos;

3 – Invocar o atraso do processo de revisão do contrato, assinado em 2012, pela intervenção de entidades externas (Ersar e Tribunal de Contas) para justificar o pedido de extensão dos prazos para execução das obras previstas no plano, esquecendo o sistemático incumprimento dos prazos previstos no contrato inicial, para mais sem que alguma vez os SMA tivessem denunciado o contrato ou, pelo menos, imposto a suspensão da consignação de verbas à concessionária, não passa de pura fantasia dos responsáveis autárquicos.

O Vereador (em substituição) eleito pelo PSD vota contra esta proposta de deliberação da Srª Presidente da Câmara.

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Quinta-feira, 26.02.15

Assembleia Municipal de Abrantes de 20/2/2015 (II)

“ESPAÇO CIDADÃO”

Declaração dos deputados municipais da CDU

O protocolo assinado entre a “AMA, I.P.” (Agência para a Modernização Administrativa) e a Câmara de Abrantes para a criação do “Espaço do Cidadão” foi apresentado como contribuindo para uma descentralização da Administração Central com o intuito de aproximar os Serviços do cidadão.

A CDU nada tem contra esta intenção, pelo contrário. Mas, no nosso entender, trata-se em vez disso, de atirar para cima do município responsabilidades que devem ser desempenhadas pelos respetivos Serviços Públicos.

A CDU considera que só melhorando e desenvolvendo os diversos Serviços Públicos existentes, se conseguirá melhorar a prestação aos cidadãos em termos de equidade e contribuição para a diminuição das assimetrias. Assim, considera a CDU que a concretização destas medidas preconizadas pela assinatura deste protocolo vai contribuir para o encerramento efetivo de centenas de Serviços Públicos – o que até já está anunciado – isolando populações, reduzindo de facto a qualidade do serviço prestado, empobrecendo os territórios, promovendo, enfim, o despedimento de milhares de trabalhadores.

Portugal é um país ainda com grandes assimetrias e estas medidas vão seguramente agravá-las entre municípios e até dentro do mesmo município.

Finalmente, esta associação entre as Câmaras Municipais e a AMA coloca problemas relevantes de vária ordem:

De natureza política local

Este novo espaço será visto como municipal, e por isso, transferirá para a autarquia todas as insatisfações ao seu funcionamento, nomeadamente, problemas que surgem da insuficiência de respostas, uma vez que não passa de um mero balcão de atendimento, pelo que não poderá prestar serviços que decorram de solicitações específicas como por exemplo, a insatisfação relativa a cortes de prestações sociais, situações de desemprego, entre muitas outras.

De expressão financeira

A Câmara Municipal ficará a suportar os custos da instalação do pessoal, dos consumíveis, do material de economato, da segurança e limpeza e manutenção dos equipamentos, ficando, até responsável pelo pagamento de despesas de transporte dos formandos, etc., libertando a Administração Central de qualquer responsabilidade. Trata-se de facto de um presente envenenado para as autarquias.

Pelo exposto, a CDU fará tudo o que tiver ao seu alcance para defender e melhorar os serviços públicos de qualidade e próximos do cidadão.

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Quarta-feira, 25.02.15

Os sacos azuis

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Quarta-feira, 25.02.15

Joana Marques Vidal admite existência de uma rede de corrupção instalada no Estado

Observador de 25-2-2015

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A procuradora-geral da República (PGR), Joana Marques Vidal, admitiu esta terça-feira em entrevista à Renascença e ao Público, que existe “uma rede que utiliza o aparelho do Estado e outro tipo de aparelhos da Administração Pública para realizar atos ilícitos”, muitos na área da “corrupção”.

Desafiada a comentar sobre uma eventual crise de regime, depois de vários casos de corrupção terem sido tornados públicos envolvendo, alegadamente, altos quadros da classe político-económica do país, Joana Marques Vidal começou por dizer que não lhe competia “fazer análises de regime”, mas admitiu que existe uma rede de corrupção instalada no Estado. Mais: a PGR apontou as áreas da “Saúde e da contratação pública” como os terrenos mais férteis onde germinam este tipo de casos. (...)

Joana Marques Vidal pronunciou-se ainda sobre o defecho do “Caso dos Submarinos” e deixou críticas à forma como a Justiça se comportou. “O caso dos submarinos é daqueles que dará uma imagem não muito simpática do MP, mas que envoleu também polícia criminal, órgãos de perícia criminal e outras estruturas (…) O MP terá que reconhecer que podia ter tido um desempenho mais adequado“, confessou a PGR. (...)

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Quarta-feira, 25.02.15

Assembleia Municipal de Abrantes de 20/2/2015 (I)

CINETEATRO SÃO PEDRO

Declaração dos deputados municipais da CDU

O CINE-TEATRO S. PEDRO é um dos exlibris da cidade de Abrantes. Transporta consigo toda uma cultura da arte cinematográfica, do teatro, da música e de outras artes do espetáculo.

 Gerido, nos últimos anos, pela Câmara Municipal de Abrantes, fruto de uma concessão, viu findar a projeção de cinema comercial, mantendo-se no entanto, todas as semanas, às 4ª feiras, as sessões de cinema do Cine Clube Espalhafitas, uma secção de cinema da Palha de Abrantes – Associação de Desenvolvimento Cultural, bem como de outros espetáculos e eventos.

Sabemos que a Câmara Municipal resolveu pôr fim à projeção das sessões do cine clube Espalhafitas no Cine-Teatro S. Pedro, uma decisão, no nosso entender, algo contraditória e obscura.

A CDU considera que é competência da Câmara Municipal manter e melhorar o património cultural e físico consubstanciado no Cine-Teatro São Pedro.

Não fazemos esta consideração por acaso, a maioria dos cine clubes, em Portugal, têm casa em edifícios municipais – os Cine-Teatros, o que confirma o papel que, a nosso ver, os municípios devem ter no apoio à Arte do Cinema

 Acrescente-se ainda que a saída da arte cinematográfica deste espaço irá contribuir também para uma maior desertificação do centro histórico da cidade, sabendo nós que esta é, uma das grandes preocupações da câmara.

Por outro lado a manutenção do Cine-Teatro São Pedro reveste-se de relevante importância dado que, é ministrado na Escola Superior de Tecnologia de Abrantes – ESTA, a licenciatura de Vídeo e Cinema Documental, podendo ser, se é que já não é, um espaço de enriquecimento educativo.

Face ao exposto, a CDU entende que:

  • Se mantenham e desenvolvam todas as atividades artísticas – Cinema, Teatro, Música e outras, que fazem parte do património cultural do Cineteatro S. Pedro.
  • O Espalhafitas continue a desenvolver as suas atividades no Cine-Teatro S. Pedro, atendendo à sua intensa e meritória atividade desenvolvida ao longo dos anos, não só a nível das projeções do Cine Clube, mas também na formação, promoção e divulgação da 7ª Arte.

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Quarta-feira, 25.02.15

Reunião da câmara de Abrantes de 24/2/2015

PROTOCOLO COM O INSTITUTO POLITÉCNICO DE TOMAR

Declaração de voto CONTRA do vereador da CDU

A CDU tem votado, desde sempre, favoravelmente os apoios da Câmara Municipal de Abrantes ao Instituto Politécnico de Tomar - Polo de Abrantes, concretamente no que diz respeito a vários investimentos, nomeadamente por intermédio da Tagus Valley – Tecnopolo.

É agora proposto um protocolo com o IPT, bem como a aprovação de uma série de novos cursos a serem ministrados em Abrantes, em relação aos quais os quais a CDU nada tem a obstar. Embora anunciado como sendo uma intervenção supletiva, vem consignado no protocolo, como deveres da CMA, a sua responsabilidade no que respeita às infraestruturas necessárias à lecionação desses mesmos cursos, bem como o suporte financeiro relativamente à energia, manutenção e adaptação dos espaços e ainda as despesas com o pessoal técnico-administrativo.

A CDU sempre entendeu que o apoio ao IPT seria uma situação temporária, porquanto o Instituto Politécnico de Tomar faz parte da rede do Ensino Superior Público e, pertencendo a sua tutela ao Poder Central, cabe a este exercer as suas competências na implementação e desenvolvimento de todos os Institutos Politécnicos.

Porém, não é isto que se tem verificado nos últimos anos; além do aumento da uma enorme carga fiscal que este Governo tem feito recair sobre os cidadãos, temos assistido a um desinvestimento na Saúde, na Educação - nomeadamente nos Institutos Politécnicos -, e também no Poder Local.

Perante esta situação, a Câmara Municipal de Abrantes tem tomado uma atitude, por um lado, de reconhecer que está a substituir as competências e funções que são devidas ao Poder Central, mas, por outro lado acaba por colmatar com financiamento municipal os buracos deixados por esse mesmo Poder Central.

Assim, as verbas que poderiam e deveriam ser canalizadas para concretizar competências do Poder Local, são utilizadas para colmatar as falhas do Poder Central. Tem sido assim no campo da Saúde, no campo dos Espaços do Cidadão, etc.

Porque consideramos que a Câmara Municipal não deve continuar a assumir as competências que pertencem ao Poder Central, a CDU vota contra a ratificação deste protocolo.

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Terça-feira, 24.02.15

Já estás reformado?

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Terça-feira, 24.02.15

Gato furtado com orelhas de fora

Artur Lalanda

Artur Lalanda 1 (2).jpg

Que me perdoem a Santa Patrícia (versão portuguesa da de Constantinopla) e o Papa Bento, que na Terra tanto enalteceram as virtudes do Céu, mas vou utilizar os seus nomes para personalizar os actores de uma hilariante comédia. Mais uma.

Com suporte em duas “deformações” internas, uma dos serviços jurídicos, datada de 13 de Fevereiro de 2015 e outra da auditoria interna, datada de 19 de Fevereiro de 2015, foi aprovada, por proposta da presidente da Câmara, na reunião do executivo municipal de 24 do corrente, “a alteração do início da contagem do prazo adicional de 2 anos estabelecido na revisão do contrato de concessão do serviço de águas residuais do concelho de Abrantes, para efeitos da conclusão do plano de investimentos, transferindo-se o mesmo para 15-03-2013, e aprovar a extensão dos prazos para conclusão das obras das ETAR dos Carochos e Bicas (31-12-2015) e da rede de drenagem da Barca do Pego (31-07-2015, nos termos e com os fundamentos sugeridos pelos Serviços Municipalizados de Abrantes  e nos termos da informação dos serviços jurídicos”

A mesma pessoa que, em 2009, prometeu instalar, imediatamente, uma etar compacta nos Carochos, para encobrir a obrigação da concessionária de construir uma etar nova até 2008, orçada em 752.310,00 euros, que em 2012, renegociou o contrato por forma a que a nova etar, agora orçada (dois anos anos de haver projecto) em 1.766.952,00 euros,fosse construida até Dezembro de 2014, que em 19 de Dezembro de 2014 ditou para a acta que a intervenção que estava em curso na antiga etar rejeitada, há mais de 15 anos, constituia a solução definitiva, vem, agora, dar cobertura à extensão do prazo para conclusão (?) das obras da etar dos Carochos, até 31 de Dezembro de 2015. Certamente nunca lhe ocorreu denunciar o contrato ou, pelo menos, suspender a consignação das receitas à concessionária, em função dos sistemáticoa atrasos na conclusão das obras previstas no plano de investimentos. E porquê, agora, esta preocupação em oficializar a cobertura das falhas da concessionária quando, antes, em circunstâncias idênticas, nunca foi manifestada?

Considero impensável que, em quaisquer serviços jurídicos, fosse  possível substituir uma jurista pela empregada da limpesa, que em vez de produzir uma informação  juridica honesta e devidamente fundamentada, que certamente não estaria ao seu alcance, nos apresenta uma verdadeira história de embalar, para entreter as criancinhas, na qualidade de munícipes.

Claro que a empregada da limpesa não tinha acesso ao contrato assinado em 2007 nem à revisão do mesmo contrato negociada em 2012, porque se tivesse, não aceitava  que o processo de revisão, atrasado pela prévia intervenção da ERSAR e Tribunal de Contas, servisse de pretexto para justificar a extenção de quaisquer prazos para conclusão do plano de investimentos, nem sequer estranharia que os SMA afirmassem que, nesta altura, se encontram executados 78% desse mesmo plano, confirmando, assim, ingenuamente, o fracasso da concessão.

“UM DOS PRINCIPAIS OBJECTIVOS DA CONCESSÃO É A EXECUÇÃO DE INFRA ESTRUTURAS DE RECOLHA E TRATAMENTO DE ÁGUAS RESIDUAIS DE MODO A ALCANÇAR 90% DA POPULAÇÃO DO CONCELHO DE ABRANTES, ATÉ 1 DE JANEIRO DE 2010” (nº 4 dos Objectivos Gerais da Concessão) Repito, 1 de Janeiro de 2010.

Antes de ter sido negociada a revisão do contrato, estava em vigor o contrato assinado em 2007, que nunca foi respeitado, pelo que invocar o atraso da revisão para encobrir todos os atropelos ao contrato inicial e justificar a extensão dos prazos para conclusão do plano de investimentos da responsabilidade da Abrantáqua, que incluia obras, com carácter obrigatório,(anexo II do contrato) abrangidas pelos objectivos iniciais da concessão, bem como as obras novas que serviram de pretexto ficticio para a renegociação do contrato, não lembra nem ao diabo, quanto mais à empregada da limpesa.

Como não podia deixar de acontecer, o Papa Bento, na qualidade de técnico superior da auditoria interna, subscreveu a “deformação” datada de 19 de Fevereiro, abençoando  o cozinhado.

Só que, pasmai óh gentes, o que a presidente da Câmara apresentou na reunião de 24 de Fevereiro, para aprovação, foi acordado em reunião realizada em 14 de Janeiro, na qual estiveram representados a Agência Portuguesa do Ambiente (Delegação das Caldas da Rainha), a Abrantáqua e os Serviços Municipalizados de Abrantes, portanto muito antes de terem sido produzidas as duas ”deformações” internas acima referidas.

Se a hipocrisia pagasse imposto, a Câmara Municipal de Abrantes bem podia substituir os 50 mil metros quadrados de solo argiloso do Cemitério de Santa Catarina, por terra permeável importada de Proença a Nova, a dois mil euros a tonelada, porque ainda sobravam uns trocos para contemplar os intermediários.

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