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COLUNA VERTICAL



Quarta-feira, 30.09.15

RIbanho - Luís Afonso (texto) e Carlos Rico (desenho)

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Segunda-feira, 28.09.15

O rebanho

Santana-Maia Leonardo - Rede Regional de 26-9-2015

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Há uma expressão do nosso povo para justificar a permanência dos mesmos no poder que revela muito da nossa conivência com a corrupção e a mentira: "se forem para lá outros, fazem o mesmo." Mesmo admitindo que vão fazer o mesmo, a verdade é que ainda não fizeram pelo que deverão ter, primeiro, a oportunidade de fazer e só depois serem julgados pelo que fizeram. Agora o que não parece honesto é condenar-se uns pelo mal que ainda não fizeram e absolver-se os outros pelo mal que já fizeram.

Além disso, quem quer gente séria no governo não pode premiar nas urnas aqueles que fizeram precisamente o contrário dos compromissos que assumiram. Não é premiando quem mente que se acaba com os mentirosos. Como é óbvio.

Em todo o caso, não são só os portugueses que se comportam como gente que valoriza pouco a seriedade e a honradez. Quem olhar com algum distanciamento e sem qualquer paixão clubística para a forma como a comunicação social tem tratado o tema das eleições não pode deixar de constatar não só a sua falta de isenção e imparcialidade como sobretudo a forma militante e empenhada como tenta condicionar o eleitorado.

É certo que não existe por cá nem um Syriza nem tão-pouco um povo inconformado. Mas é manifesto o descontentamento popular com o actual quadro partidário, tendo, consequentemente, aparecido várias novas forças partidárias que disputam o centro político, algumas das quais concorrem a todos os círculos eleitorais, o que demonstra alguma mobilização e organização. Parecia que cabia à comunicação social dar a conhecer esta gente, promovendo os debates com os candidatos dos partidos do sistema para que os eleitores não só os conhecessem como os pudessem avaliar.

Acontece que os novos partidos que disputam o centro político ao PS e PSD foram, pura e simplesmente, apagados da comunicação social.

Para a nossa comunicação social (comentadores, incluídos), o nosso país eleitoral resume-se a um rebanho de ovelhas, dois pastores e dois cães pastores. O dono do rebanho não é candidato e vive longe daqui. Os pastores são Passos Coelho e António Costa (um conduz o rebanho pela direita e outro pela esquerda). E os cães pastores são a CDU e o BE que têm como função assustar o rebanho para o manter unido e fazer com que este se decida a entrar mais depressa no redil. Não é, pois, de admirar que o nosso destino seja matadouro!

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Domingo, 27.09.15

Eu disse o mesmo há 4 anos. Também desconhecia o potencial da dupla Passos - Portas.

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Sexta-feira, 25.09.15

Perceções nacionais arrastadas pela onda de humanidade

Simon Schama - DN de 6-9-2015

(...) O nosso mundo enfrenta três problemas esmagadores.

Há a implacável degradação do ecossistema do planeta; depois a monstruosa e cada vez mais vasta desigualdade entre ricos e pobres.

E, por fim, está o maior de todos, que aqueles que nasceram no final da II Guerra Mundial não esperavam e que se revelou absolutamente criminoso.

Trata-se da divisão entre aqueles que querem viver com pessoas que se parecem e soam como elas e aquelas que acreditam que as diferenças de cor, de fé e de língua não são uma barreira à partilha do bairro - desde que os novos habitantes adotem os mesmos princípios de tolerância que lhes permitiram ali chegar. (...)

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Quinta-feira, 24.09.15

(Um bom) "Conselho" de Carlos Conde no fado do grande Alfredo Marceneiro.

Quando eles não valem nada
Não se ganha em discutir
Não é bom servir de escada
Para qualquer asno subir


Há gente que só diz mal
Para se impôr, para ser notada
Quem discute menos vale
Quando eles não valem nada 


E quem pouco valor tem
Só se vinga em deprimir
O desprezo chega bem
Não se ganha em discutir 


Quem mal diz por ser ruim
Nunca vence a caminhada
A nulidades assim
Não é bom servir de escada


Quem vence de fronte erguida
Não se dispõe a servir
Como ponto de partida
Para qualquer asno subir

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Segunda-feira, 07.09.15

O crime de empobrecimento ilícito

Santana-Maia Leonardo

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No próximo dia 4 de Outubro, o povo português vai ser o juiz que vai presidir ao julgamento dos responsáveis pelo "crime de empobrecimento ilícito", cujas vítimas foram as populações que vivem a leste da A1 e que foram privadas dos mais elementares direitos de cidadania, em clara violação do preceituado na nossa Constituição.

Nós já sabemos como funciona a Justiça portuguesa pelo que não é de estranhar que o juiz popular acabe, também ele e mais uma vez, por absolver nas urnas os responsáveis por um dos crimes mais hediondos que foram cometidos pela democracia portuguesa: a redução de Portugal à Cidade Estado Lisboa-Porto.

Actualmente, quem vive a leste da A1 já não tem sequer direito a voto. O direito a voto, ou seja, o direito a decidir é um direito exclusivo dos residentes nos seis bairros da Cidade Estado Lisboa-Porto, a saber: distritos de Setúbal, Lisboa, Leiria, Aveiro, Porto e Braga.

Com efeito, a maior extensão de território português apenas elege uma pequena minoria de deputados que vai paulatinamente sendo cada vez mais reduzida, à medida que o Governo da Cidade Estado vai pondo em prática as suas políticas cada vez mais agressivas de desertificação do território. Em Portugal, o crime compensa. Neste momento, só o distrito de Lisboa já elege o dobro dos deputados dos distritos de Beja, Évora, Portalegre, Castelo Branco, Guarda, Bragança e Vila Real juntos. E, como se isto não bastasse, a maioria dos cabeças de lista elegíveis pelos distritos do interior ainda são residentes na Cidade Estado Lisboa-Porto, apenas se lembrando do sítio onde nasceram ou onde nasceu a sua avozinha no momento em que são nomeados pelo partido para encabeçar a lista.

Santarém espelha na perfeição estes dois países (o país dos cidadãos e o país do metecos) em que os sucessivos governos e este, de uma forma muito particular, dividiram Portugal. O distrito de Santarém, recorde-se, acaba de perder um deputado para o distrito de Setúbal, precisamente por ter perdido população nos concelhos situados a leste da A1.

No entanto, a população do distrito de Santarém que vive a leste da A1 tem, nestas eleições, uma oportunidade de oiro para mostrar o seu descontentamento e o seu desagrado, uma vez que PSD e o PS apresentam como cabeças de lista no distrito dois lídimos representantes da Cidade Estado Lisboa-Porto: Teresa Leal Coelho e Vieira da Silva. Nos últimos vinte anos, nunca é demais repetir, PS e PSD, sempre que são governo, têm tratado as populações a leste da A1 abaixo de cão. Veremos, nestas eleições, de que raça é o cão, se é de abanar a cauda e lamber a mão de quem o maltrata, se é de rosnar e morder.

Diga-se, desde já, que também não concordo com o discurso paroquial de certos candidatos que querem ser deputados para defender a sua terrinha. A função do deputado é defender o interesse nacional e não ser o deputado do queijo limiano, do porco alentejano ou da palha de Abrantes. E, numa verdadeira democracia, o interesse nacional deve passar pela defesa intransigente dos valores sagrados inscritos na nossa Constituição, designadamente, "promover a igualdade real entre os portugueses (...) e o desenvolvimento harmonioso de todo o território nacional" (artigo 9º e 90º), incumbindo-lhe prioritariamente "orientar o desenvolvimento económico e social no sentido de um crescimento equilibrado de todos os sectores e regiões e eliminar progressivamente as diferenças económicas e sociais entre a cidade e o campo." (artigo 81º/e).

Tenho, no entanto, a perfeita consciência de que o povo português, que tanto critica a nossa justiça, vai absolver nas urnas os responsáveis pelo crime mais hediondo cometido contra Portugal e uma parte muito significativa da sua população: o crime de empobrecimento ilícito. Ou seja, o mesmo povo, que tanto reclama por mão pesada da justiça na condenação dos criminosos, é o mesmo povo que vai absolver nas urnas os responsáveis por tão hediondo crime.

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