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COLUNA VERTICAL



Domingo, 29.11.15

Cavaco Silva tem razão

Santana-Maia Leonardo - Diário As Beiras de 30-11-2015

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Cavaco Silva não quis terminar o seu mandato sem demonstrar aos socialistas e comunistas de que, afinal, tinha razão: o Presidente da República é efectivamente uma força de bloqueio.

Jorge Sampaio veio hoje relembrar que a revisão constitucional de 1982 limitou drasticamente os poderes presidenciais, ficando o poder de dissolver a Assembleia da República circunscrito a uma situação absolutamente excepcional: quando esteja em causa o regular funcionamento das instituições. E o regular funcionamento das instituições só está em causa, obviamente, quando a Assembleia da República não é capaz de gerar uma solução de governo.

Acontece que Jorge Sampaio excedeu manifestamente os seus poderes presidenciais, como agora os define, ao demitir o Governo de Santana Lopes que tinha apoio maioritário na Assembleia da República. Só que, ao fazê-lo, abriu a caixa de Pandora que permite agora a Cavaco Silva e a quem vier a seguir assumir-se como o Às de Trunfo da Política Portuguesa subvertendo claramente o nosso regime, que a revisão constitucional de 1982 quis transformar claramente em parlamentarista com uma componente semi-presidencial.

Quanto ao novo Governo, se a profecia negra do Presidente da República se cumprir, teremos também de lhe dar razão mais uma vez: a lei de Gresham voltou a funcionar. É o que dá ter má moeda na Presidência da República.

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Sábado, 28.11.15

Cascas de Nós

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Coimbra, 14 de Fevereiro de 1981

 

Afundou-se no Índico do Tempo

A lusa nau que outrora fez a história...

Mas navega ainda na memória

De quem fez da história passatempo.

 

Que importa ter um Dias ou um Gama

Se a chama não reclama a nossa vela?

Que importa já  lutar, morrer por Ela,

Se no berço já  não chora quem se ama?

 

Da cabeça do Mundo até aos pés

O corpo navegámos lés a lés.

Zangão que mais alto voou no mar,

 

Sem nunca se alarmar da altitude,

Povo velho a quem resta recordar

Histórias da sua juventude.

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Sexta-feira, 27.11.15

Com Fernando Tomé e a Taça de Portugal de 1967

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Quinta-feira, 26.11.15

O aluno

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Temos aulas até cair prò chão...

Bastantes disciplinas de fachada,

Outras onde ninguém aprende nada,

Mas que nos vão roubando a atenção.

 

Assim vai esta nossa educação,

Ninguém ainda sabe a tabuada,

O pessoal gosta é da coboiada,

E, aos profes, a gente não dá mão.

 

Mas, sem saber contar, ler e escrever

(Confesso que não sou lá muito afoito),

Aqui alguma coisa hei-de aprender.

 

Na minha sala, somos vinte e oito

E já aprendi hoje (estão a ver?)

Que “mandar uma queca” se diz coito.

 

Coimbra, 6 de Novembro de 2005

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Quarta-feira, 25.11.15

Burros de carga

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Do mundo civilizado, Portugal é o país onde os alunos passam mais tempo na escola, brincam menos, passam mais horas a fazer trabalhos de casa, têm a maior carga horária, têm o maior número de disciplinas, são mais pressionados pelos trabalhos da escola e são mais desconsiderados. Ou seja, os burros dos alunos (é assim que são tratados pelos inteligentes que nos governam, pelos inteligentes que os ensinam e pelos inteligentes que escrevem nos jornais) não se conseguem mexer com a carga que lhes põem em cima. Qualquer burro percebe isto.

E qualquer burro também percebe que, para os burros dos alunos conseguirem andar um pouco mais depressa, tem de se lhe aliviar a carga. Só mesmo os inteligentes deste país é que não percebem isto. Para os inteligentes, o mal reside na cultura do facilitismo, na falta de disciplina, na desvalorização do método e do esforço e a solução para o problema é, obviamente, carregar ainda mais o burro: com mais disciplinas, mais aulas de substituição, mais aulas de apoio, mais trabalhos de casa, mais horas de estudo, com programas mais exigentes, etc. etc. E há já mesmo quem defenda a vergastada, como se fazia antigamente, para fazer o burro andar.

Por mais que se explique, os inteligentes deste país não conseguem perceber que o peixe cozido não faz bem às crianças, se for comido em cima de um cozido à portuguesa.

 Junho de 2008

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Terça-feira, 24.11.15

Canto

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Coimbra, 1981

 

Canto

como quem fala só no escuro

p'ra não tremer

 

E o canto

é muro

onde me escondo sem me ver

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Terça-feira, 24.11.15

O bolo do 105 Aniversário

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Segunda-feira, 23.11.15

Emblema de ouro (50 anos de associado) colocado na lapela pelo Presidente dos Tempos de Ouro Fernando Pedrosa

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Domingo, 22.11.15

Pais exemplares

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Quero um filho que seja desejado.

Por isso, já fizemos um aborto

Pra que o rebento não nascesse torto,

Já que queremos tudo programado.

 

O meu filho nasceu, já estou cansado,

Não sei se vai chegar mesmo a bom porto,

Que o nosso ensino está mais do que morto.

Entrego-o aos avós (caso arrumado).

 

Sempre que o vejo, trago-lhe brinquedos,

Brinco com ele, acho-lhe muita graça,

Sem, contudo, entender bem os seus medos.

 

Nem entendo hoje, com pais desta raça

(A vida, sabem, tem destes segredos),

Por que é que o rapaz se meteu na passa.

 

Ponte de Sor, 5 de Novembro de 2005

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Sexta-feira, 20.11.15

É hoje o dia de receber, no jantar do 105º aniversário do Vitória, o EMBLEMA DE 50 ANOS DE ASSOCIADO. Eis o meu percurso desde o dia 5 de Junho de 1965 até hoje.

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Quinta-feira, 19.11.15

O peso do chumbo

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As reprovações, pela própria natureza da escolaridade obrigatória, são incompatíveis com um ensino de qualidade e um alto rendimento escolar. Esta é uma constatação de facto que não me tenho cansado de repetir ao longo dos últimos vinte anos. 

Por estranho que pareça, são precisamente as reprovações, na escolaridade obrigatória, que obrigam a que se aldrabem os resultados, se nivele por baixo e se inflacionem as notas. Com efeito, se os professores, com o nosso sistema de reprovações, fossem exigentes e atribuíssem as classificações de acordo com o nível de conhecimentos dos alunos, o insucesso e o abandono escolar atingiriam números impensáveis e inadmissíveis num país da União Europeia.

E o que é que se faz para fingir que temos um ensino exigente e de qualidade? Aldrabam-se os resultados e inflacionam-se as notas, com vista a transmitir a falsa ideia de que os alunos atingiram os objectivos. E como há sempre 20% de alunos que reprovam, isso ajuda a dar credibilidade à aldrabice.

Quanto aos 20% dos alunos que reprovam, por muito que custe ouvir, a verdade é que 99% destes alunos acabam por passar, por antiguidade, no ano seguinte ou dois anos depois, a saberem, em regra, menos do que sabiam no primeiro ano em que reprovaram e com a mesma nota dos que passaram por mérito quando eles reprovaram. Ou seja, sem nada fazerem, acabam por terminar a escolaridade obrigatória com o mesmo nível daqueles que sabiam muito mais do que eles. Ora, isto não só é absolutamente injusto e desmotivador para alunos e professores como faz com que as classificações atribuídas pelos professores não tenham qualquer relevância informativa.

Pelo contrário, se os alunos não reprovassem, as classificações atribuídas pelos professores poderiam reflectir o verdadeiro nível atingido pelo aluno a cada disciplina, permitindo dessa forma a qualquer pessoa (aluno, pai, professor, analista, empregador, ministro, etc.) interpretar os resultados, tomar medidas e extrair daí as consequências.

Neste caso, se um aluno quisesse terminar a escolaridade obrigatória com dez valores, não lhe bastava ficar sentado no seu lugar à espera que o tempo passasse, teria de trabalhar e de se esforçar para isso, caso contrário terminava com a classificação de 3 ou 4 valores.

Por outro lado, isso valorizava e credibilizava, inevitavelmente, os certificados de habilitações, evitava que os repetentes se amontoassem nas turmas à espera da sua hora de passar sem fazer nada e permitiria à ministra e à escola encaminhar e apoiar os alunos com classificações inferiores a dez valores, com vista à sua recuperação. 

É óbvio que o fim das reprovações na escolaridade obrigatória contará sempre com a oposição da esquerda socialista, porque são as reprovações que garantem o cumprimento de dois dos principais ideais da esquerda: o pleno emprego e a igualdade. O pleno emprego, na medida em que contribuem para dar emprego a mais 20% dos professores; a igualdade, porque obrigam a inflacionar as notas dos alunos que nada sabem (um aluno não pode ficar quinze anos na 1ª classe), fazendo com que a maioria dos alunos termine a escolaridade obrigatória com a mesma classificação, ou seja, nível 3 (três). 

 Maio de 2008

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Quarta-feira, 18.11.15

Monólogo de um chaparro

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Coimbra, 14 de Janeiro de 1980

 

Estiolo no redil dos dôtores

onde as intlegências dã flor e frutes

e onde há penedos e quintas p' alumiar amores

e promovê poetas.

Mas ê cá sô alentejano

e daí que na m’ aveze a estas cavlarias

de subir e descê ladêras,

onde há precisã de esperá p’la noiti

ô de dar um tiro na cornadura

pa s' ouvi falar a quietudi.

 

Como pode um home,

Avezado a verter águas na trasêra dos sobrêros,

Afazê-se às lides da cidade apadralhada

Das capas e batinas?

 

Nasci da charneca

(foi uma alentejana que me pariu)

e cresci como um chaparro.

Sem relógios.

Saltê p'à garupa do Tempo

e acostumê-me a sabê esperari.

 

Mas aqui d’ assim, estes pacóvios

(espertos que nim sobro atascado em água)

na dã credo a isso.

Di e noite atrelados ós pontêros

que nim parelha à charrua!

Homes d’ uma figa,

conhecim melhor as horas c' o cã o dono!

 

Ma n' é só isso que m' infada

Da capital do Bazófias. Antes fora!...

C’o qu' ê n’ atino,

Nim que m´ afocinhim numa cama de tojes,

é c’os desrespêtos à Natureza,

minha senhora e minha mãe.

E atã na é que n’ há aqui filhe da puta

que na bote a boca acima da vista?

Eh! Homes dum corno,

Sã piores c' uma vaca a ruminá palha!

Inda s’ aquilo desse vazão alguma inquietação…

Ma não, só dá vazão às letras e a miolêra da genti.

 

E atã vá-se lá um home ingraçá duma cachopa!...

Já nim sê mêmo pa que Deus fez as fêmeas…

A fêtura dum só sempe dava menos trabalhos

e n’ alevantava desejos.

Se por casa da cobrição,

Os animais tamém tivessim precisã de benzeduras,

já há munto c'os bácros tinhim dêxado de comê landi.

 

Mas estes fadistas letrados

Ô po munto lerim

ô po falta de descorrimento,

na têim a mêma ideia.

 

Mas ê cá continuo c’a minha crença

De que há-de chegar o dia em c' os homes aprendrão

Que na é o home que muda a Natureza,

mas a Natureza que se muda a ela mêmo,

pôs o home tamém é Natureza.

 

A-i-ô!

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Segunda-feira, 16.11.15

Capítulo II - Família, Educação, Justiça e Saúde

in "Bocage, Meu Irmão"

Textos: Santana-Maia Leonardo

Cartoons: Carlos Barradas  

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Domingo, 15.11.15

A excelência e a diferença

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Era bom que os nossos governantes, deputados e comentadores compreendessem uma coisa óbvia: a academia de futebol do Sporting só consegue excelentes resultados porque pode seleccionar os melhores praticantes a nível nacional. Porque, se fosse obrigada a receber todos os praticantes do concelho de Alcochete e a aguentá-los lá até aos juniores, os resultados não seriam os mesmos. Com efeito, por muito boas que sejam as instalações, por muito bons que sejam os treinadores, por muitos treinos que tenham, não se consegue fazer um Figo ou um Cristiano Ronaldo de um “perna-de-pau”. Sem matéria-prima não há resultados. O mesmo se passa nas nossas escolas.

As pessoas, em geral, e as nossas elites, em particular, confundem escolaridade obrigatória com a obrigação de ir à escola. São duas coisas completamente diferentes. A escolaridade obrigatória, ao contrário da obrigação de ir à escola, impõe que a escola se adapte ao tipo de alunos que recebe de forma a ser capaz de dar resposta às suas necessidades e capacidades. Na escolaridade obrigatória, não pode haver objectivos antecipadamente fixados. Os objectivos têm de ser fixados tendo em conta cada aluno em concreto, consoante as suas capacidades, aptidões, nível de conhecimentos e ritmo de aprendizagem.

Ser exigente, neste caso, não pode passar por impor uma fasquia igual para todos os alunos, por uma razão muito simples de perceber: não se pode exigir a um aluno aquilo que ele não pode dar. Se um aluno não consegue levantar os pés do chão, não se lhe pode colocar a fasquia a dois metros de altura, mesmo que seja essa a altura que os seus colegas conseguem saltar. Mas é precisamente isso que se faz nas nossas escolas. E depois admiram-se de que haja abandono escolar.

Além disso, a colocação de fasquias de conhecimento por anos de escolaridade, com base no aluno médio, tem um efeito perverso, uma vez que elimina precocemente indivíduos cujas capacidades ainda não desabrocharam completamente. É totalmente falsa a ideia de que as qualidades e as capacidades dos alunos podem ser comparadas nas mesmas idades. Ou seja, o facto de um aluno aos dez anos ser um aluno brilhante e outro da mesma idade ser um idiota não significa que, aos dezoito anos, as posições não se possam inverter completamente. Não é impossível que um aluno que só salte meio metro de altura, quando os seus colegas saltam um metro, possa vir, dentro de dois ou três anos, a saltar mais alto do que os seus colegas, se tiver o acompanhamento adequado. Agora não se pode é atirar o desgraçado para um canto da sala, porque o professor não tem tempo para lhe dedicar, uma vez que só tem duas horas de aula por semana, tem um programa a cumprir e a maioria dos alunos da turma está numa fase muito mais adiantada.

Por outro lado, as reprovações, ao contrário do que por aí se diz, para além de não resolverem o problema dos alunos com menos aptidões (que, o mais certo, se houver rigor, é reprovarem, de novo, no próximo ano), só servem para uma coisa: para desestabilizar, por completo, a turma onde irão ser integrados no ano seguinte, tornando-a ainda mais heterogénea e qualitativamente pior.

Acresce que os alunos reprovados, para além de aumentarem a sua animosidade em relação à escola, acabam inevitavelmente por liderar a turma, por força da idade, com toda a carga negativa que isso tem, quer em termos disciplinares, quer da qualidade do ensino, acabando, quase sempre, por descarregar nos mais novos as suas frustrações pelo seu insucesso. As reprovações na escolaridade obrigatória têm o mesmo efeito numa turma que as pedras num carrinho de mão: quanto maior for a carga de pedras, mais dificuldade tem o professor em andar com o carrinho.

Consequentemente, quem defende (como eu) a escolaridade obrigatória tem de defender, necessariamente, uma escola preparada para dar resposta a todos os alunos que recebe, tendo em conta as suas capacidades, aptidões, nível de conhecimentos e ritmos de aprendizagem. Tem de ser uma escola para todos: para os super, para os médios e para os mais limitados. E o sucesso desta escola tem de ser medido por aquilo que acrescenta a cada aluno em concreto e não pelos resultados dos exames em abstracto.

Novembro de 2007

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Sábado, 14.11.15

Capa do Expresso de 26 de Setembro de 2015. António Costa não podia ter sido mais explícito.

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