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COLUNA VERTICAL



Segunda-feira, 29.02.16

A corrupção

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A corrupção é um tema a que os portugueses são pouco sensíveis, até porque a maioria, a fazer fé no que para aí vamos ouvindo, é da opinião que se lá estivesse fazia o mesmo. E, se todos fazem o mesmo, não adianta muito uma pessoa preocupar-se com isso.

Acontece que a corrupção, para além de ser o imposto mais caro que pagamos, corrompe, corrói e destrói os alicerces das instituições democráticas, levando, a prazo, à derrocada do Estado de Direito democrático. E, pelos danos que causa em todo o tecido social e na organização do Estado, muito mais importante do que punir uma pessoa, em concreto, é conseguir penetrar no esquema e na rede da corrupção, única forma eficaz de a combater. Consequentemente, é sempre preferível perdoar a um corrupto, cuja confissão permite estripar o tumor da corrupção que se desenvolve num determinado organismo público, do que deixar o tumor alastrar provocando danos irreparáveis em todo o tecido social.

Num Estado corrupto, não há justiça, até porque quem faz as leis são precisamente aqueles cujos comportamentos as leis deviam combater. Ou seja, num Estado corrupto, os tribunais não servem para perseguir os corruptos mas para os declararem inocentes, com base nas leis que eles próprios fizeram.

A criminalização do enriquecimento ilícito, a isenção de pena para os arrependidos e a retenção das mais-valias nas operações urbanísticas são três medidas-chave no combate à corrupção. É, por isso, perfeitamente compreensível que os governantes e maioria dos deputados fujam delas como o diabo da cruz.

Janeiro de 2010

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Domingo, 28.02.16

Os exibicionistas

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Sábado, 27.02.16

O militante

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Eu sou um militante inteligente

Sem, todavia, ser dos mais capazes,

Mas basta-me colar só uns cartazes

Pra garantir os tachos cá da gente.

 

O meu "tachinho" deu-me o presidente

E só não estou melhor por não ter bases,

Mas aqui pouco importa o que tu fazes,

Basta, nas eleições, dizer "presente!".

 

A minha vida assim de papo cheio

Às vezes traz-me grandes aflições

E dores de cabeça de permeio.

 

Imagine o leitor (suposições)

Se, por um mero acaso ou caso feio,

O meu partido perde as eleições.

 

Ponte de Sor, 4 de Novembro de 2005

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Sexta-feira, 26.02.16

A rodela de chouriço

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Hoje é ponto assente para o homem comum que os políticos são todos uns aldrabões e que só querem tacho. Todavia também é verdade que a seriedade e a honestidade não são qualidades que os eleitores valorizem num político. Antes pelo contrário. Não é, pois, de admirar que indivíduos condenados, indiciados ou envolvidos em casos de corrupção, favorecimento pessoal ou abuso de poder continuem a ganhar categoricamente as eleições. Ou seja, a falta de honestidade dos políticos (de que os portugueses tanto se queixam) é fruto, afinal, de uma escolha consciente desses mesmos portugueses que consideram, no fundo, a falta de honestidade uma qualidade essencial para um político poder exercer condignamente o cargo para o qual foi eleito. Daí a expressão tantas vezes ouvida, relativamente a pessoas que a opinião pública tem por sérias e honestas: «o senhor é demasiado sério para ser político».

Tudo isto tem uma razão de ser. Num país onde toda a gente sobrevive à conta de cunhas, subsídios e favores, todos têm a consciência do perigo que seria serem governados por alguém que fosse sério. Lá se ia o emprego da filha, o subsídio da agremiação e a adjudicação da obra. Todos sabem na aldrabice em que vivemos. Mas poucos conseguem imaginar-se a viver num mundo diferente.

Para já não falar do estafado argumento da obra feita com que se quer justificar o voto num político menos escrupuloso. Como se, com tantos milhões de euros de fundos comunitários, alguém pudesse não ter feito nada. Neste campo, a questão deveria ser outra: saber se a obra se justifica, se está adequada aos seus destinatários e potenciais utilizadores e se é proporcional ao dinheiro que custou.

Mas qual é o eleitor que se preocupa se o dinheiro que se gastou no estádio, na rotunda ou na piscina dava para fazer três estádios, três rotundas e três piscinas? Ou com o mamarracho que lhe espetaram na rotunda à porta de casa? Para o povo, o que interessa é que o estádio, a rotunda e a piscina estão feitos. Quanto ao seu preço, ninguém se preocupa com isso. E se o político e a sua rede de amigos se abarbataram com algumas centenas de milhares de euros, pouco importa… O que interessa é que a obra está feita.

Acontece que tudo isto é pago com dinheiro dos portugueses. O dinheiro que esta gente mete ao bolso é dinheiro nosso. O dinheiro gasto na obra inútil, desnecessária e no mamarracho é dinheiro nosso. O dinheiro desbaratado em subsídios, almoços, viagens e electrodomésticos distribuídos ao domicílio é dinheiro nosso. É isto que os portugueses não conseguem entender. Porque ganham pouco ou estão desempregados ou beneficiam de algumas migalhas deste esbanjamento de dinheiros públicos, os portugueses são absolutamente indiferentes à forma como os políticos derretem o nosso dinheiro.

Dizia Pacheco Pereira, outro dia, ao meu lado, numa acção de campanha: «um português que nasça neste momento já deve 15 mil euros». E eu olhava para a plateia e apercebia-me do que ia na cabeça daquela gente: «Eu já estou a dever tanto e a tanta gente que mais ou menos 15 mil euros pouca diferença faz» ou «que me interessa a dívida do Estado se não sou eu que a vou pagar? Eu até só ganho o salário mínimo…»

Os portugueses não percebem (ou não querem perceber) que a sua miséria resulta precisamente da forma como quem nos governa desbarata os recursos que são de todos nós. Se os portugueses valorizassem mais a seriedade na actividade política, hoje haveria menos obras faraónicas ou inúteis, menos cunhas e menos subsídios, mas viveríamos todos muito melhor e a diferença entre pobres e ricos não seria seguramente tão grande.

Infelizmente, a maioria dos nossos eleitores vende-se por uma rodela de chouriço, seja sob a forma do subsidiozinho para a sua associação, seja sob a forma do emprego para o filho ou de um penachozito qualquer, seja sob a forma do electrodoméstico e das telhas para a sua casinha, seja sob a forma do perdão da coima ou da construção do muro… Os nossos políticos fazem tão bem ao povo com o dinheiro que todos os dias lhe roubam que é de partir o coração!

Moral da história: quem se vende por uma rodela de chouriço acaba sempre por ter de pagar o porco.

Setembro de 2009

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Quarta-feira, 24.02.16

Cruzado

 Quarteira, 29 de Março de 1997

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Se tens alma e coração    

Então

No Dia do Juízo

Recusa o teu lugar

No Paraíso

E vai onde és preciso  

    

Ao Inferno

 

Salvar

O teu irmão

Do fogo eterno

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Terça-feira, 23.02.16

Capítulo V - A nobre arte, o clero, a nobreza e o povo

in "Bocage, Meu Irmão"

Textos: Santana-Maia Leonardo

Cartoons: Carlos Barradas  

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Segunda-feira, 22.02.16

Cheque-mate

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Como toda a gente sabe, as eleições autárquicas sempre foram eleições disputadas entre vários candidatos de partidos diferentes, em que um deles tem ao seu dispor um livro de cheques da câmara para comprar os votos necessários para garantir a sua vitória nas urnas. É assim de norte a sul do país, ilhas incluídas, há mais de 40 anos.

Enquanto uns candidatos percorrem o concelho a prometer um mundo melhor e a oferecer canetas e papéis, há um candidato que percorre o concelho com um livro de cheques, oferecendo casas, mobílias, electrodomésticos, subsídios, apoios, excursões, festas, almoços e jantares. Tudo por conta do Orçamento de Estado. E agora adivinhem lá em quem é que o povo vota?

Moral da história: não há dúvida nenhuma de que, nas eleições autárquicas, o povo vota sempre na pessoa e nunca no partido, desde que essa pessoa traga consigo o livro de cheques da câmara, bem entendido.

Agosto de 2013

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Sábado, 20.02.16

D. Nuno

 Lisboa, 9 de Fevereiro de 1997

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Ergue a tua espada

Jovem e fero

Cavaleiro

E salva a Pátria amada

Do jugo do Efémero

Rei estrangeiro

 

 

Solta o Fado

Prisioneiro

De um destino magoado

E traiçoeiro

Dá-lhe um génio indomável

Guerreiro

Santo Condestável

Padroeiro

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Quinta-feira, 18.02.16

O clubista

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Trabalho num jornal, Record ou Bola

(Pouco importa), defendo a minha equipa

E, às outras, vou-lhes dando com a ripa,

Que eu escrevo sem despir a camisola.

 

O campeonato ganha-se na escola

Do baixo jornalismo que constipa

E o nosso futebol tresanda à tripa

Do parcial comentador da bola.

 

E se alguém estranha a capa da revista

Por lá vir o meu clube de eleição,

Respondo-lhe na hora, bem trocista:

 

Que mais importante é para a nação

Jogador do meu clube no dentista

Do que ser o adversário campeão.

 

Ponte de Sor, 29 de Novembro de 2005

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Quinta-feira, 18.02.16

O Benfica e os outros

Santana-Maia Leonardo - Rede Regional de 17-2-2016

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A afirmação do Benfica de Eusébio como um dos grandes clubes europeus coincidiu precisamente com o eclodir da guerra colonial e o isolamento do Portugal de Salazar. E o Estado Novo não perdeu a oportunidade de conferir ao Benfica do moçambicano Eusébio o estatuto de símbolo da portugalidade com que quis vender a imagem do Portugal multicultural e da colonização exemplar. É, aliás, a própria Raquel Vaz-Pinto, uma benfiquista fanática (é desta forma que a própria se define) e autora do livro "Para lá do relvado", que reconhece, na sua entrevista ao jornal A Bola de 18 de Junho, aquilo que toda a gente sabe: "nos anos da ditadura, Salazar também instrumentalizou o Benfica".

E não só o Benfica de Eusébio se deixava instrumentalizar por Salazar, no interesse das duas partes, como também os próprios valores do regime eram colocados ao serviço da propaganda benfiquista: o estádio da Luz era a Catedral (Deus), a camisola do Benfica só podia ser envergada por jogadores portugueses (Pátria) e "quem não fosse do Benfica não era bom chefe de família" (Família). E se “a águia imperial” apenas, por mera coincidência, era o símbolo do clube, a expressão “O Glorioso” é retirada declaradamente do cardápio fascista. E tal como na política, também no futebol havia os bons portugueses que eram do Benfica e os outros. Resumindo: o Benfica era Portugal e o resto era paisagem.

Para quem como eu nasceu em Setúbal, uma cidade que nos anos 60 estava em grande crescimento e que aspirava a rivalizar com Lisboa, nada nos dava mais prazer do que ganhar ao Benfica, o que não era fácil até porque o próprio regime não permitia que o poder centralista e hegemónico de Lisboa fosse posto em causa através do futebol. Começa-se no futebol e, depois, nunca se sabe onde é que acaba… Salazar, como se sabe, nunca foi homem de dar abébias.

Com o 25 de Abril, o Benfica abanou mas não caiu. E da mesma forma que muitos portugueses despiram a farda da Mocidade Portuguesa para empunharem a bandeira da Revolução, também o Benfica passou a equipar de vermelho, quando, na véspera da revolução, equipava de encarnado, ao mesmo tempo que marginalizava, de forma absolutamente vergonhosa, o grande Eusébio e pelas mesmas razões que Amália Rodrigues foi marginalizada do mundo do espectáculo: a sua ligação à figura de Salazar.  

Em todo o caso, no que respeita à mundivisão do desporto e ao seu papel na glorificação das nações, as ideologias fascista e comunista não diferem em nada. Ambas alimentam o sonho do clube supranacional, representativo da Nação Gloriosa, e de um campeonato disputado com micro-clubes disponíveis para receberem o Glorioso com a mesma devoção que os portugueses nutrem pela Nossa Senhora de Fátima.

Neste momento, só em território nacional, segundo as suas contas, já vão em seis milhões de devotos. E eu acredito nisso, tendo em conta a forma como os estádios da província se enchem de benfiquistas para rejubilarem com a derrota do clube da sua terra ou da sua região, numa das maiores manifestações do nosso provincianismo saloio e de subserviência a Lisboa.  

Acontece que, quando um clube tem seis milhões de adeptos, num universo de 9 milhões, o campeonato fica automaticamente viciado, sem haver sequer necessidade de corromper ninguém: basta que cada um dos seus seis milhões de adeptos aja por amor à camisola. Os outros, se quiserem ganhar alguma coisa, é que precisam de corromper…

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Terça-feira, 16.02.16

A diferença entre o "trabalho" e o "capital"

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Segunda-feira, 15.02.16

A colheita

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É bom, para a saúde do sistema democrático, que os presidentes de câmara não permaneçam muito tempo nos seus cargos. Os presidentes de câmara, tal como os deputados e governantes, são como os frutos: se ficarem muito tempo na árvore acabam por apodrecer. Por isso, é higiénico substituí-los, antes que apodreçam. Ou seja, antes que se julguem os donos do concelho, que comecem a confundir-se com a própria câmara e passem a usar o dinheiro dos contribuintes como se fosse seu.

Como dizia Lord Acton, «todo o poder corrompe e o poder absoluto corrompe absolutamente». Por isso, se gostamos muito do nosso presidente de câmara devemos evitar que seja reeleito mais do que duas vezes para que não se estrague. As reeleições sucessivas dos presidentes de câmara têm levado a que indivíduos adoráveis, humildes e trabalhadores se transformem, com o passar dos anos, em autênticos déspotas que usam o seu poder de uma forma absolutamente arbitrária, perseguindo todos aqueles que têm a ousadia de discordar ou de criticá-los.

E fiquem descansados que, se o senhor presidente perder as eleições, o mundo não vai acabar. Obras? Todos fazem. Empregos? Todos dão. Desde que haja dinheiro, bem entendido. Sem dinheiro é que é difícil fazer obras e dar emprego. E com a chegada dos fundos comunitários, dinheiro foi coisa que nunca faltou. Pena que nem sempre seja bem gasto. Mas isso também já era pedir muito.

No entanto, nem só de obra feita vive o homem. Mais importante do que as obras é cada um de nós sentir, em cada momento, que é um homem livre. Livre para pensar, livre para criticar e livre para fazer.

E a única forma de se viver em Liberdade na nossa terra é nunca permitirmos que alguém se sinta senhor do nosso voto ou dono do nosso concelho. E, para isso, só há um antídoto seguro: nunca deixar que um presidente apodreça na árvore.

Setembro de 2005

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Segunda-feira, 15.02.16

Os banqueiros

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Sábado, 13.02.16

Os judeus do fim do século

 Roma, 31 de Dezembro de 1996

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Somos o povo anónimo que trabalha

 

A maralha

Que estiola

E que se imola

Junto às portas da muralha

 

Somos o povo anónimo que trabalha

 

O soldado desconhecido

Caído

E esquecido

Sob os escombros da batalha

 

Somos o povo anónimo que trabalha

 

A canalha

Que luta

E que labuta

Sobre o frio cortante da navalha

 

Nós somos o povo anónimo que trabalha!

 

De todas as revoluções

A letra das canções

E a bandeira

E a sua vítima derradeira

 

Nós somos o povo anónimo que trabalha!

 

Gentalha

Que se agacha, esperando

Pela sorte que não volta,

Mas que, de vez em quando,

se revolta

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Sexta-feira, 12.02.16

Analistas

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Os analistas sabem mesmo tudo:

Política, fado, arte, economia,

Justiça, futebol, gastronomia,

Educação, saúde e até judo.

 

De os ouvir e ler fico parvo e mudo

Com tamanha instrução, sabedoria,

Deixando-me intrigado todo o dia:

Onde terá tirado o seu canudo?

 

Mas reparei, aqui há um bocado,

Que um analista ilustre desta praça

Falhou num tema onde eu estava informado.

 

E pensei cá pra mim com certa graça:

Afinal o gajo é bem apanhado,

Só sabe tudo onde a ignorância grassa.

 

Lisboa, 16 de Outubro de 2005

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