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COLUNA VERTICAL



Sábado, 19.08.17

O espírito guerreiro

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Sexta-feira, 18.08.17

O contrato de swap (explicação simples para quem gosta de saber do que fala e do que se fala)

Santana-Maia Leonardo 

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Hoje não há conversa de café onde os swaps não venham à baila. E toda a gente é contra. Contra porquê? Por uma razão muito simples: porque toda a gente é contra. Nós somos o País da "Maria-vai-com-outras". Se virmos alguém a atirar-se para dento de um poço, vai tudo atrás. Por alguma razão, estamos no fundo do poço.

Mas afinal o que é um contrato de swap? Para aqueles que gostam de perceber as coisas antes de tomarem posição sobre elas, vou tentar explicar em linguagem acessível ao cidadão comum, ainda que necessariamente com alguma falta de rigor para não dificultar a compreensão.

O contrato de swap é um contrato que tem por base uma operação financeira (ex: empréstimo bancário ou contrato de importação e exportação de mercadorias) e destina-se a trocar uma taxa de juro ou de câmbio variável por uma taxa fixa. Funciona, de certa forma, como um seguro de taxa de juro ou seguro de câmbio.

Por exemplo, uma empresa contrai um empréstimo bancário, com uma taxa de juro indexada a um valor variável, e tem receio que a taxa de juro suba para valores que se lhe torne insuportável o pagamento. Ora, o contrato de swap destina-se, precisamente, a fixar a taxa de juro, precavendo-se, assim, a empresa contra as variações da taxa de juro.

Acontece que muitos contratos de swap de taxa de juro evoluíram para contratos meramente especulativos, uma vez que não têm por base qualquer operação financeira (que, pura e simplesmente, não existe), apenas servindo uma finalidade de jogo ou de aposta.

Por exemplo, um banco e uma instituição/empresa fixam um determinada taxa de juro para um capital ficcionado de cinco mil milhões de euros, acima da qual uma parte recebe e abaixo do qual a outra parte paga. Consequentemente, não havendo aqui qualquer operação financeira, uma vez que o capital de cinco mil milhões de euros serve apenas como referência para se calcular o valor a pagar ou a receber por cada uma das partes, consoante a taxa de juro suba ou desça em relação aos valores contratualizados, é evidente que estamos perante um simples jogo de casino de fortuna de azar. E se a taxa de juro fixada for muito alta, é óbvio que, com a descida a pique das taxas de juros, há só uma parte a pagar e outra a receber.

Este tipo de contrato de swap de taxa de juro, que não tem subjacente qualquer operação real, é nulo, uma vez que se subsume no conceito de jogo ou aposta, o que implica a sua ilicitude face à lei portuguesa. Seja como for, mesmo que se entenda que cada um gasta o seu dinheiro como quiser, a verdade é que o Estado e as instituições públicos não podem andar a apostar o dinheiro dos contribuintes em jogos de fortuna e azar, para mais quando o jogo é só de azar para uma das partes, mais precisamente para os contribuintes.

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Sexta-feira, 18.08.17

WE LOVE BARCELONA

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TOTS UNITS FEM FORÇA

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Quinta-feira, 17.08.17

Cresce e aparece

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Quarta-feira, 16.08.17

"A RAIVA E O ORGULHO" de Oriana Fallaci

Extractos do livro "A RAIVA E O ORGULHO" de Oriana Fallaci

*escrito em Setembro de 2001, após os atentados de 11 de Setembro

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«Há momentos na Vida em que calar se torna uma culpa e falar uma obrigação. Um dever cívico, um desafio moral, um imperativo categórico a que não podemos fugir.» (pág. 14)

«Para mim, escrever é uma coisa muito séria. Não é uma brincadeira, uma distracção ou um desabafo. Não o é porque nunca me esqueço que de que as coisas escritas podem fazer um grande bem e também um grande mal, curar ou matar. Estuda a História e verás que, por detrás de cada acontecimento de Bem ou Mal, há sempre um escrito. Um livro, um artigo, um manifesto, uma poesia, uma oração, uma canção.» (pág. 19-20)

«O Passado é uma escola que não se pode prescindir, porque, quando não se conhece o Passado, não se poderá entender o Presente nem tentar influenciar o Futuro com os sonhos e as fantasias.» (pag.117)

«É um país tão dividido, a Itália! Tão faccioso, tão envenenado pelas suas mesquinhices tribais! Odeiam-se mesmo no interior dos partidos políticos, na Itália. Não conseguem manter-se unidos nem quando têm o mesmo emblema. Ciumentos, biliosos, vaidosos e mesquinhos, só pensam nos seus interesses pessoais. Só se preocupam com a sua carreirinha, com a sua gloriazinha, com a sua popularidade superficial e supérflua. Pelos seus interesses pessoais tornam-se despeitados e traem-se uns aos outros...» (pág.73-74)

«Os budistas nunca usam a palavra "inimigo". Apurei que nunca fizeram prosélitos com violência, nunca efectuaram conquistas territoriais a pretexto da religião e nem sequer concebem o conceito de Guerra Santa.» (pág.125)

«A Itália produz mais cavalieri e commendatori que brutamontes e vira-casacas. Uma vez um Presidente da República queria meter-me nesse montão. Para o impedir, tive de lhe mandar dizer que, se o tentasse, mover-lhe-ia um processo por difamação.» (pág.163-164)

«Porque está definida há muitos séculos e é muito precisa, a nossa identidade cultural não pode suportar uma onda migratória composta por pessoas que, de uma forma ou de outra, querem mudar o nosso sistema de vida. Os nossos princípios, os nossos valores.» (pág.145-146)

«Estou a dizer que não há lugar para os muezins, para os minaretes, para os falsos abstémios, para o maldito chador e o ainda mais maldito burkah.» (pág. 146)

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Sábado, 12.08.17

À sombra da(s) oliveira(s)

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MANEL :

Já viste aquela pouca vergonha no Parlamento? O PS acusa o PSD de serem uns mentirosos e o PSD respondeu que mentirosos eram os do PS... Qual é que é a tua opinião?

TONHO :

Desta vez, estão os dois a falar verdade.

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Quinta-feira, 10.08.17

Nova carta ao presidente da câmara (30-01-2009)

Recordar uma carta escrita em 30 de Janeiro de 2009 ao presidente da câmara de Abrantes da altura para que o leitor possa avaliar da sua actualidade

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Eurico Heitor Consciência

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Caro Presidente,

Cá me tem outra vez. Disse-lhe na carta anterior que os seus serviços de propaganda deverão ser exterminados. Vou dizer porquê: são caros, caríssimos e ineficazes ou contraproducentes e de todo dispensáveis, porque, com proveito para todos, podem ser substituídos por meios que não custarão um tostão à Câmara, que o mesmo é dizer que me não custarão nada a mim nem aos outros contribuintes.

Actualmente, os contribuintes estarão a pagar mais de 125.000,00 € (mais de 25 mil contos) por ano para os seus serviços de propaganda. Fundo-me nas informações oficiais que me transmitiu, a requerimento meu, em Agosto de 2005. Vinte mil contos já não chegarão hoje para os ordenados dos funcionários do serviço de propaganda – devendo somar-se-lhe os gastos materiais, que não serão de pequena monta (instalações, móveis, instrumentos, suportes, luz, aquecimento e “arrefecimento” e outros consumos, deslocações, comunicações, etc.). Não indico o total desses gastos/ano porque Você, caro Presidente, como recordará, não mos forneceu, porque, disse, não seria possível determinar o seu valor, dado que o SDI prestava serviço às diversas Divisões da Câmara, do que resulta que os custos materiais do SDI “se diluem no orçamento por cada Divisão”.

Antes de prosseguimos, convirá esclarecer os leitores de que a Câmara de Abrantes tem uma organização vasta e complexa. Aposto que das maiores do mundo, em termos relativos, considerando que os residentes no município já serão menos  de  40.000: 2  Gabinetes de  apoio, Serviço de Polícia e Fiscalização e Serviço de Protecção Civil e 4  grandes Departamentos, repartidos por 14 Divisões, que, no total, integram mais de meia centena de Serviços! Caramba! Que grande câmara!

Com tantos Gabinetes, Departamentos, Divisões, e Serviços não pode estranhar-se que Você, caro Presidente, ignore tantas vezes onde terão ido parar (parar mesmo) os requerimentos, as reclamações, as exposições, os protestos e os pedidos dos seus contribuintes. Nem deveremos des/esperar por termos que esperar semanas, meses ou anos por uma decisão da Câmara – como comigo já sucedeu : foram anos. Mesmo que os Chefes de Serviços se apressem, não demorando mais de dois ou três meses a darem o seu parecer, basta que um requerimento tenha que percorrer 10% dos serviços camarários para que o contribuinte tenha que aguardar longos meses, por vezes anos, pela resposta da Câmara. Depois, todos culpam o Presidente da Câmara. Sem razão, como se vê.

(Caro Presidente, nada tem que agradecer: a verdade acima de tudo, doa a quem doer. Para mim, a verdade tem que sobrepor-se a tudo. Até aos partidos, veja lá…).

Vamos então ver por que é que, no meu modesto mas interessado entender, deverão extinguir-se os seus serviços de propaganda ou Informação e Comunicação - SIC. Acrescento que poderá conceder-se que não se lhes ponha termo, desde que sejam reduzidas as suas funções (com radical redução dos seus custos). Os serviços de propaganda foram designados até 2008 por SDI – Serviço de Divulgação e Informação, mas em Janeiro de 2008 mudaram de nome: passaram a chamar-se  Serviço  de Informação e Comunicação  (integrado na Divisão de Comunicação do Departamento de Planeamento, Desenvolvimento e Comunicação, que se reparte por 3 Divisões, que aglutinam 13 Serviços).

Vou passar a designar os serviços de propaganda pela sigla SIC – Serviço de Informação e Comunicação. Por razões de brevidade, certo de que nem o Dr. Balsemão nem o Chefe do Serviço de Inovação e Competitividade da Divisão de Desenvolvimento Económico do Departamento de Planeamento, Desenvolvimento e Comunicação da Câmara Municipal de Abrantes me processarão por usar a sigla SIC sem autorização deles.

Vamos lá então esfolar… Só que não poderá ser agora. A reza acompridou-se, como diria o Couto que Mia, pelo que só p’rá semana poderei dispor de tempo e de espaço p’ró SIC. Terá que aguardar mais uma semana ou duas, caro Presidente. Mas vai ver que vale a pena . Não perderá pela demora. Até lá, pense nisto: quando vi o novo organigrama da sua Câmara, com dezenas sobre dezenas de pomposos serviços, ocorreu-me que a nossa democracia está cada vez mais parecida com uma vaca com inúmeras tetas, rodeada de mamões que não se cansam de mamar. Assim, não há vaca que resista. As tetas acabam por mirrar e a vaca morre. Pense nisso….

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Quarta-feira, 09.08.17

O efeito do osso no ser humano

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Terça-feira, 08.08.17

Fundamentos para a não demolição do antigo Mercado Diário de Abrantes

Armindo Silveira (*)

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No fim do Verão de 2016, a polémica sobre a anunciada demolição do antigo mercado diário de Abrantes estava ao rubro. Populares, indignados, comentavam em surdina esta incompreensível decisão. Nessa altura, por uma feliz coincidência, propus que se fizesse um estudo sobre o mesmo. A proposta foi aceite e eu fiquei com a tarefa de fazer estudo. Assim, foram horas e horas de pesquisa em manuscritos, jornais, fotos e outros documentos dividido entre o Arquivo Municipal Eduardo Campos e na Biblioteca António Botto. O artigo pode ser lido na Revista Zahara nº 29, de Julho de 2017.

Algumas breves notas sobre o mercado coberto

O mercado coberto de Abrantes, destinado à venda de géneros alimentícios, foi inaugurado a 1 de janeiro de 1933. A localização gerou discórdia e no fim de 1927 e início de 1928, foi amplamente debatida através de diversas reuniões de câmara extraordinárias e o Jornal de Abrantes realizou um inquérito onde foram propostas várias localizações.

Reparação e ampliação do mercado coberto em 1948

O projeto de reparação e ampliação do Mercado Municipal de Abrantes data de novembro de 1948 e é da responsabilidade do Arquiteto António Varela, do Engenheiro Jorge de Sena e do Desenhador Manuel Rodrigues. Os responsáveis do projeto em causa justificam a necessidade das obras, com o mau estado da construção, o seu aspeto arquitetónico absolutamente impróprio e a necessidade de alargar as instalações para fazer face ao crescente movimento comercial.

A  1 de setembro de 1949 a obra foi adjudicada ao construtor abrantino António Serra. O orçamento foi assinado pelo Engenheiro Civil Jorge de Sena.

A 28 de março de 1952,, com a presença do Engenheiro Jaime Pascoal de Brito, da Direção Geral dos Serviços de Urbanização, do Major Manuel Machado, Presidente da Câmara Municipal de Abrantes, e de António Serra, empreiteiro, procedeu-se à receção definitiva obra.

Neste artigo de opinião vou-me focar exclusivamente na reparação e ampliação do Mercado Municipal de Abrantes “datada” de 1948 e porquê? Por causa do Arquiteto e Engenheiro Civil responsáveis pela reparação e ampliação, respetivamente, António Varela, do Jorge Cândido de Sena. Mas afinal que são estas personalidades?

António Varela, arquitecto

Segundo, a tese de Hugo Nazareth Fernandes, Contributos para uma hermenêutica da Tradição no Modernismo Português – António Varela o Legado do Invisível – Composição, traçado e simbólica de um arquitecto à sombra de gigantes (1930-1940) António Jorge Rodrigues Varela, professor, pintor e arquitecto, nasceu em Leiria, a 17 de Novembro de 1903. Estudou desenho, na Escola das Belas Artes no Porto com António Carneiro, Acácio Lino e José de Brito e arquitetura com Marques da Silva que concluiu em 1924.

António Varela foi um “quase anónimo” arquiteto modernista português, que ao contrário de outros colegas de profissão, amigos e colaboradores próximos, entre os quais se destacam Almada Negreiros e Jorge Segurado, não se “manifestou”, não se “promoveu” e, aparentemente, não “falou”.  

Durante quase toda a década de 30, António Varela e Jorge Segurado, formaram uma dupla sólida de trabalho cujo início parece remontar a 1931 e à Grande Exposição Industrial Português. Em 1933 elaboraram o projeto definitivo da Casa da Moeda. O Plano de uma Cidade Olímpica em Lisboa no Campo Grande, em 1934 é mais um dos inúmeros projetos de ambos. A década de 30 ficou ainda marcada pela divulgação da sua proposta para o Mercado de Coimbra, obra que não foi executada, mas que permite compreender a sua ação na remodelação de equipamentos públicos tais como o Mercado de Peniche (1940) e o Mercado Diário de Abrantes (1948).

A sua obra incontornável é a Fábrica de Matosinhos da Algarve Exportador Lda de Matosinhos (1938) pois caracteriza de forma mais exata a figura do arquiteto em torno da reflexão entre a Modernidade e marcou indubitavelmente o apogeu do modernismo no panorama nacional da indústria conserveira.

Merece destaque também a Casa da Rua de Alcolena. Projetada em 1951-1955 integrava onze paredes revestidas de azulejos e um vitral da autoria de José de Almada Negreiros, uma escultura e dez baixos-relevos de António Paiva. Com respeito à conjugação das artes na Casa da Rua de Alcolena, o papel e o peso do arquitecto estão ainda por definir. A sua presença mais discreta e silenciosa, face à do proprietário [José Manuel Mota Gomes Fróis Ferrão] e do pintor, levanta inúmeras hipóteses acerca das suas tarefas e da sua influência nas decisões que brotaram na edificação desta obra de Arte Total que é a Casa da Rua de Alcolena.

António Rodrigues Varela faleceu precocemente a 3 de Julho de 1962, na solidão do hospital, sem avisar a família do estado terminal do tumor que o tinha atingido.

A Remodelação do Mercado Diário de Abrantes

 A «obsessão» modernista de Varela em torno do diálogo entre o  «círculo»  e  o  «quadrado»  reemerge  no  caso  da  sua remodelação  do  Mercado  de  Abrantes  (1948)  e  parece revelar a sua preocupação modernista de redefinir o espaço, procurando a sua «concisão» racionalista, sobrepondo-se a uma retórica regionalista da pré-existente.

 Aqui, para além do recurso a uma nova estrutura interior composta por pilares e vigas em betão armado, os tectos abobadados com entradas de luz zenitais (invisíveis do lado da fachada de rua) e as leituras sígnicas dos óculos, que  se  repetem  num  gesto  «quase  hipnótico»,  parecem  querer retificar  o  desenho  das  antigas  fachadas  em  tijolo  numa  interpretação moderna  e  renovada,  revelando  a  necessidade  do  autor  em  conferir  uma expressão  mais  geométrica  e  abstracta  a  estes  pequenos  equipamentos públicos de província.

Jorge Cândido de Sena, engenheiro civil

Jorge Cândido de Sena, escritor, professor universitário, tradutor, poeta e ensaísta, nasceu em Lisboa. Formou-se em Engenharia Civil pela Faculdade de Engenharia do Porto e desenvolveu a sua  carreira profissional (1948-1959)  na Câmara Municipal de Lisboa, na Direcção-Geral dos Serviços de Urbanização e na Junta Autónoma de Estradas. Em 1959 partiu para o Brasil, onde fez o doutoramento na área de Literatura Portuguesa (1964). E a partir de então ensinou como catedrático de Literaturas Portuguesa e Brasileira e Literatura Comparada, também nas universidades de Santa Bárbara e de Wisconsin (EUA).

É, hoje, considerado uma das figuras centrais e influentes da cultura do nosso século XX, mas grande parte da sua existência foi vivida no exílio, no Brasil e nos Estados Unidos da América, por oposição ao regime de Salazar e do Estado Novo, que impediram a sua criatividade crítica e de rara frontalidade: Jorge de Sena (1919-1978), autor de "O Físico Prodigioso", "Sinais de Fogo" e "No Reino da Estupidez", morreu há 37 anos, a 4 de Junho, no seu refúgio de Santa Bárbara (Califórnia).

A Sra Maria do Céu Albuquerque, Presidente da Câmara Municipal de Abrantes, afirmou, diversas vezes, que o antigo mercado diário de Abrantes não tem qualquer valor arquitetónico baseando-se na opinião de alguns arquitetos mas nunca revelando o seu nome nem apresentado qualquer documento assinado pelos mesmos.

Na sessão de Assembleia Municipal de 29 de Setembro de 2016 foi aprovado, pela maioria PS, o Plano de Urbanização de Abrantes (PUA) onde consta a demolição do antigo mercado.  Nesta sessão, o membro do Bloco de Esquerda apresentou diversas propostas, onde se incluía a não demolição do antigo mercado. Foi em vão!

Perante estes dados, a maioria do PS Abrantino, dificilmente poderá continuar a defender a demolição do antigo mercado diário de Abrantes. Sugiro que a revisão urgente do projeto “Nó do Mercado” é fundamental para salvar uma das obras do arquiteto modernista português António Varela que, realço novamente, privou com Almada Negreiros, Jorge Segurado e Jorge de Sena. Aguardamos por essa revisão!

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(*) Candidato a presidente da Câmara de Abrantes pelo BE

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Domingo, 06.08.17

O clube do coração: Honra e Paixão

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Com a morte do meu pai, quando tinha 9 anos de idade, fui viver para casa dos meus avós maternos em Ponte de Sor que passou a ser, a partir daí, a minha terra e onde ainda hoje resido. Quando tinha 15 anos, em 1975, a minha mãe foi colocada no Tribunal de Nisa, como delegada do Procurador da República, e eu vivi, durante esse ano, em Nisa.

Nesse ano, o campeonato distrital de futebol de juvenis decidiu-se entre o Sport Nisa e Benfica, onde eu joguei nessa época, e o Eléctrico Futebol Clube, clube da minha terra, de que eu era sócio e onde jogavam todos os meus amigos.  E o último jogo foi precisamente entre o Nisa e Benfica e o Eléctrico FC e quem ganhasse esse jogo sagrava-se campeão distrital. O Nisa e Benfica ganhou 4-1 e eu marquei o segundo golo que desfez o empate de 1-1 que havia na altura. E festejei não só o meu golo como todos os golos marcados pela minha equipa porque a minha equipa naquele momento era o Nisa e Benfica. Mais nenhuma. 

Joguei por muitas equipas. Quer a sério, quer a brincar. E não houve uma única vez em que eu gostasse menos de vencer. Acho, por isso, surpreendente que haja jornalistas que perguntem a jogadores profissionais o que sentem quando jogam com o seu clube do coração ou que haja jogadores profissionais que não festejem os golos quando jogam contra o seu clube do coração. Um jogador a sério, amador ou profissional, só tem um clube no coração quando entra em campo: o clube da camisola que enverga. Mais nenhum. E é precisamente esta a fronteira entre a gente honrada e os canalhas.

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Domingo, 06.08.17

O grande dilema dos gregos

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Sexta-feira, 04.08.17

A cultura da exigência

Santana-Maia Leonardo

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"Diz o roto ao nu". Esta expressão popular resume na perfeição as intervenções a que assistimos no espaço público: seja no Parlamento, na comunicação social ou nas redes sociais.

O nosso grande e grave problema tem a ver precisamente com a chamada CULTURA DA EXIGÊNCIA. E a única forma de a ensinar é com o exemplo. 

Acontece que os portugueses, de uma forma geral, apenas são exigentes quando se trata de cobrar aos outros, ao ponto de se lhes exigir aquilo que, em idêntica situação, não praticam nem exigem aos seus. Aliás, a si e aos seus, toleram e justificam tudo, não tendo sequer pejo de usar a expressão mais cínica de todas e típica dos canalhas: "os outros, se cá estivessem, faziam o mesmo".

Por exemplo: como pode Passos Coelho ou algum dos seus apoiantes pedir a demissão de quem quer que seja quando a ministra da Justiça se manteve no lugar após a tragédia da reforma do mapa judiciário? (Para já não falar do resto...). O descrédito da política portuguesa reside precisamente nesta dualidade de critérios: exige-se aos outros o que não se pratica em casa. 

No futebol, passa-se precisamente o mesmo ou não fossem os protagonistas feitos da mesma massa, quando não são os mesmos: os maiores críticos e os que mais se indignaram e indignam com os comportamentos do Apito Dourado são precisamente os que mais toleram comportamentos idênticos do seu clube. No campeonato da hipocrisia e do cinismo, os portugueses são imbatíveis.

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Quarta-feira, 02.08.17

O governo persegue a corrupção (mas não a consegue apanhar)

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Terça-feira, 01.08.17

Outra carta ao presidente da câmara

Recordar uma carta escrita em 25 de Janeiro de 2009 ao presidente da câmara de Abrantes da altura para que o leitor possa avaliar da sua actualidade

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Eurico Heitor Consciência

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Meu caro Presidente,

Prometi por duas ou três vezes falar dos seus serviços de propaganda mas ainda não cumpri. Estou como os políticos: generosos e prontos nas promessas, mas lentos e avaros ou esquecidos no cumprimento das mesmas. Mas tarde é o que nunca chega e hoje vou finalmente falar dos seus serviços de propaganda. Mas, antes de apontar ao âmago da questão, há que fazer duas ou três advertências, e apresso-me a fazê-las, porque sei que alguns leitores são desconfiados e estão sempre a tresler-me e a rosnar em surdina: Vês “agreiros” nos olhos dos outros mas não reparas nas traves dos teus.

Quando refiro os seus serviços de propaganda não quero dizer que Você (começa a agradar-me o Você), que Você montou serviços de propaganda pessoal com os dinheiros dos seus contribuintes. Não. Os serviços de propaganda foram certamente criados para propaganda de Abrantes (e alguma terão feito) mas sobretudo para propaganda das actividades da sua Câmara Municipal. Sua, de Abrantes, entenda-se. Mas, como não sou de arcas encouradas, declaro já que penso que da Câmara Municipal de Abrantes se poderá também dizer que é sua, caro Presidente, no sentido de que a Câmara se confunde consigo, expressando unicamente o seu pensamento e a sua filosofia de vida. Porque Você  (o  raio do Você  começa a sair-me naturalmente. E sempre  embirrei  com o Você. Você é de estrebaria. De quem come sete molhos de palha por dia – dizia-se na minha meninice aos que tratavam por Você quem, por sua idade ou prestígio social, deveria ser tratado por Senhor ou Vossa Senhoria, quando não Vossa Excelência, de mais raro uso, praticamente reservado aos Magistrados, aos generais e aos Ministros).

Porque Você, começara a dizer, foi sempre o clou, o sol, o pivot, o princípio e o fim (passando pelo meio) de todas as decisões camarárias com algum relevo - com ressalva das do tempo em que o Engº Couceiro da Costa foi vice-presidente da Câmara, porque, ao que parece, nesse tempo, o verdadeiro pivot era ele. Mas não gostava de sobressair, de dar nas vistas. Não gostava de propagandas. E ficava na sua sombra.

E as coisas também terão sido diferentes no breve tempo em que o Arquitecto Albano Santos foi vice-presidente da Câmara. Ao que consta, tinha uma personalidade vincada e até pensava. Terá sido por isso que Você e ele se esmurraram (em sentido figurado – entenda-se. Naturalmente).

A outra advertência refere-se ao pessoal dos seus serviços de propaganda. Dos que conheço ou de que tenho referências deverá dizer-se que são pessoas capazes – que poderiam servir a comunidade em tarefas úteis, necessárias e interessantes de forma competente. Com o que quero dizer que não me passa nem nunca me passou pela cabeça pôr em questão o trabalho competente das pessoas que foram postas no seu serviço de propaganda. Por isso, consequentemente, não poderia ter-me ocorrido nunca o seu despedimento (que nem seria possível legalmente – ao que suponho). O que vou propor, caro Presidente, o que vou propor, como contribuinte  que  sustenta os seus serviços  de propaganda, o que proponho é que os funcionários dos seus serviços de propaganda sejam transferidos para outros serviços, com funções úteis, porque os serviços de propaganda devem ser abolidos, apagados, desfeitos, arrasados, destruídos , definitivamente banidos da Câmara.

Concluídas que foram as advertências, vamos ao âmago, ao cerne, ao centro, ao fundo da questão. Vamos, vamos, mas noutro dia, porque hoje já gastei o tempo e o espaço de que dispunha. Veremos o dito cerne na próxima semana.

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