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COLUNA VERTICAL



Domingo, 31.12.17

Feliz Ano Novo

Today I'm a Cityzen!

E como cidadão do mundo desejo um FELIZ ANO NOVO a todos os meus amigos e um ano cheio de saúde aos meus inimigos para que sofram, sem se dispersarem por outras mazelas, vendo o meu sucesso.

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Sexta-feira, 29.12.17

Notícia de última hora

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Quinta-feira, 28.12.17

Os clubes e as lojas

Santana-Maia Leonardo

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O problema do futebol português reside numa contradição insolúvel.

Por um lado, os nossos "gloriosos-grandes-de-trazer-por-casa" não querem ser verdadeiramente grandes, caso contrário teriam diligenciado junto da Liga espanhola pela criação de uma Liga Ibérica. Com efeito, com a industrialização do futebol, é impossível ser grande sem participar numa grande liga europeia. E uma grande Liga Ibérica era também do interesse dos clubes espanhóis, como é evidente.

Por outro lado, preferindo o aconchego da liga portuguesa, onde fazem o que querem sem correr riscos, os nossos "gloriosos-grandes-de-trazer-por-casa" também não estão interessados em criar uma liga competitiva como a holandesa. E porquê? Porque Benfica, Sporting e Porto vivem e sobrevivem, hoje, exclusivamente da venda de jogadores.

Veja-se o caso do Sevilha, Atlético de Madrid, Real Sociedade, Valência, Watford, West Ham, Leicester, Marselha, Lyon, RD Leipzig, Nápoles, etc, clubes estes que, não sendo grandes clubes europeus, não vivem para vender jogadores como os nossos "gloriosos-grandes-de-trazer-por-casa". É certo que podem ter de os vender se algum dos grandes clubes europeus os quiser comprar mas não vivem para os vender. E tanto assim que, quando vendem algum jogador, vão buscar outro de valor idêntico. 

Ao contrário do que muito boa gente quer fazer crer, não é a compra do Neymar por 200 milhões que põe em risco a competitividade do futebol mundial, tal como não seria a compra do Jonas pelo Sporting ou do William Carvalho pelo Benfica por 100 milhões de euros que poria em risco a competitividade do nosso campeonato. Bem pelo contrário. Neymar, Jonas e William são bons jogadores mas cada um deles é apenas um jogador. Ainda ficam muitos jogadores livres. O que mata a competitividade do futebol é aquilo que Benfica, Sporting e Porto fazem. Ou seja, pesca de arrasto. Açambarcam praticamente a totalidade de jogadores acessíveis às bolsas dos restantes clubes portugueses, obrigando estes a vir comer-lhes à mão para funcionarem como barrigas de aluguer e controlarem-lhe o voto.

Hoje, Sporting, Benfica e Porto vivem, exclusivamente, para negociar jogadores. E é por isso que têm tanto interesse em ir à Liga dos Campeões. O seu interesse em ir à Liga dos Campeões não é para vencê-la mas para aproveitar a Liga dos Campeões como montra para venda dos seus melhores jogadores.

Aliás, são os próprios benfiquistas, sportinguistas e portistas que não têm vergonha sequer em assumir publicamente o seu estatuto de feirante quando falam das competições europeias como "montra". Sendo certo que os únicos beneficiários desta transformação dos clubes portugueses em lojas e sucursais e da consequente viciação da competição são os agentes e os seus acólitos, também denominados administradores das SAD.

 

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Quarta-feira, 27.12.17

Assine a Petição!

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Segunda-feira, 25.12.17

Mensagem de Natal a todos os vitorianos e à nova direcção do Vitória

Santana-Maia Leonardo - Sócio n.º338 do VFC 

VFC Foto.jpg

Os vitorianos não podem olhar para o Vitória como se o Vitória fosse um pequeno clube de bairro ou uma agremiação de jogo da sueca. 

A Uefa publicou em 2015 três estudos muito importantes para compreendermos a realidade do futebol português e qual o verdadeiro problema do campeonato português, em geral, e do Vitória, em particular.

Esses três estudos são os seguintes: I) Média de assistências a jogos de futebol por país. II) Distribuição das receitas televisivas por país. III) Percentagem de adeptos por clube por país. 

Trata-se, no fundo, de três estudos de mercado essenciais para perceber a nossa realidade. Sem conhecer o doente e a doença, não vale a pena avançar ou sugerir tratamentos.

O futebol português é, aliás, o espelho da sociedade portuguesa. Basta olhar à nossa volta, quer para os clubes, quer para os partidos, quer para as empresas, quer para o sector financeiro, quer para as associações de solidariedade social, quer para as associações de bombeiros, quer para a comunicação social, para constatar, até pelo cheiro, que o nosso país está em adiantado estado de decomposição onde apenas os vermes conseguem sobreviver. E é muito difícil salvar o doente quando o doente já morreu... Esperemos que não seja o caso do Vitória.

Analisando esses três estudos, constatamos que Portugal é o único país da UE onde não existe centralização dos direitos televisivos e o país da UEFA onde é maior o fosso na distribuição das receitas televisivas entre os clubes mais ricos e os restantes.

Quanto à média de espectadores por jogo, a liga portuguesa tem uma média de espectadores inferior à II Liga inglesa e alemã, apesar de a média dos jogos na Luz, Alvalade e Dragão estar próximo da média das ligas com mais espectadores.

Agora passemos à análise da relação entre adeptos e clubes por país.

O clube mais valioso do Mundo é o Manchester United e a sua percentagem de adeptos em Inglaterra é de 14%, a maioria concentrada na região de Manchester. É mais ou menos isso que acontece em toda a Europa. Mesmo em Espanha, o Real e o Barça juntos têm apenas 33% dos adeptos espanhóis e concentrados em redor das respectivas cidades.

E em Portugal como é? Só o Benfica tem 47% dos adeptos e o Sporting e Porto os outros 47%. Com a agravante de a massa adepta do Benfica e Sporting estar distribuída por todo o território nacional. Isto significa que é impossível realizar uma competição limpa em Portugal porque não é possível sequer encontrar clubes que não estejam infiltrados por adeptos, sobretudo, do Benfica e do Sporting. E sem clubes e decisores independentes (conselhos de arbitragem, de Disciplina, de Justiça, árbitros, delegados e observadores) não é possível realizar uma competição limpa. 

Portugal é um caso único no mundo em que não é necessário haver corrupção porque a competição, tal como os concursos públicos nas câmaras e no país, está corrompida à nascença. Isso resulta claramente da leitura dos e-mails do Benfica e, se repararem, da própria defesa do advogado do Benfica. Para haver corrupção, é necessário haver estruturas independentes. Ora, em Portugal, estamos numa fase anterior onde não é necessário haver corrupção porque os decisores são colocados pelos clubes-monopólio (e nos concursos públicos, pelo partido que governa) e agem ao seu serviço.

Deixo-vos aqui, a título de exemplo, a distribuição dos direitos televisivos da melhor liga do mundo: a inglesa. O primeiro não chega a ganhar o dobro do último.

Inglaterra - Direitos tv.jpg

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Domingo, 24.12.17

Feliz Natal

Postal de Natal 2017 c.jpg

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Sábado, 23.12.17

Messi Christmas

Messi Christmas.jpg

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Quinta-feira, 21.12.17

Hoje não é a véspera desse dia

aldeia-vfc.jpg

 

Estamos no ano 17 antes de Cristo. Portugal inteiro, inclusive Setúbal, foi ocupado pelos romanos… Todo? Não! O Estádio do Bonfim povoado por irredutíveis vitorianos resiste ao invasor. E a vida não é nada fácil para as guarnições de legionários romanos nos campos fotificados de Baborum, Aquiaruim, Laudanum e Petibonum.

Os vitorianos apenas temem uma coisa: que o céu lhes caia na cabeça, caso não vençam os guerreiros do Minho. Mas hoje não é a véspera desse dia.

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Quinta-feira, 21.12.17

Petição pela reposição do horário pós-laboral das sessões da Assembleia Municipal de Abrantes

ASSINE A PETIÇÃO PÚBLICA CLICANDO EM:

http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT87821

Abrantes 1.jpg

As sessões da Assembleia Municipal de Abrantes DEVEM SER PÚBLICAS e não apenas formalmente públicas.

Ou seja, devem funcionar sempre em horário pós-laboral de forma a permitir a participação de todos os cidadãos que nela queiram participar, designadamente dos trabalhadores e dos estudantes.

Participar ou não participar nas sessões da Assembleia Municipal é um direito dos cidadãos, não cabendo ao poder político limitar, restringir ou retirar este direito com base, designadamente, no argumento da pouca participação dos cidadãos nas Assembleias Municipais.

Parafraseando Alexis de Tocqueville, era bom que os deputados municipais de Abrantes percebessem uma coisa: numa democracia liberal, como é constitucionalmente a nossa, "os deputados são os representantes do povo soberano, mas não são os representantes soberanos do povo."

 

OS PRIMIEROS SIGNATÁRIOS

Santana-Maia Leonardo

(advogado e ex-vereador)

João Viana Rodrigues

(advogado e ex-deputado municipal)

António Belém Coelho

(professor e ex-vereador)

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Terça-feira, 19.12.17

Em Barcelona, o meu voto seria em Inés Arrimadas dos Ciudadanos (Cs)

Novo Documento 2017-12-06 (1)_1.jpg

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Segunda-feira, 18.12.17

Mandar e comandar

Santana-Maia Leonardo - in Nova Aliança de 19/7/2009

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Como é fácil de constatar, o grande problema do nosso país reside única e exclusivamente nas suas elites. Basta ver que os trabalhadores portugueses que conseguem elevar o Luxemburgo ao país com maior taxa de produtividade da União Europeia são feitos da mesma cepa daqueles que, em Portugal, nos afundam na cauda da Europa. A diferença não está, pois, nos trabalhadores, mas nos seus directores e dirigentes.

Como dizia ainda recentemente António Cerejeira, director de recursos humanos da IBM: «O que faz a diferença são as pessoas. Se tivermos empregados motivados, isso terá impacto no resultado». Acontece que os nossos dirigentes, mal se apanham no poleiro, transformam-se completamente. Como diz o povo, «se queres ver um pobre soberbo, dá-lhe a chave de um palheiro».

Fui o 1.º classificado do curso de oficiais de Mafra e fiz o serviço militar no BIMec de Santa Margarida. A minha companhia era sempre escolhida para as demonstrações, devido ao seu elevado grau de operacionalidade.

A explicação para o sucesso da minha companhia é muito fácil de perceber. Nas outras companhias, os oficiais distinguiam-se por vestir casaco de cabedal, usar óculos escuros e dar ordens. Na minha companhia, os oficiais não se distinguiam dos soldados por nenhuma peça de vestuário porque só usavam as peças de vestuário que os soldados podiam usar. Na minha companhia, os oficiais distinguiam-se dos soldados por outras razões: nos exercícios, o oficial era o primeiro a fazê-los; nas refeições, o oficial era o último a ser servido.

E é assim que deve ser. Há uma grande diferença entre mandar e comandar. Quem manda dá ordens; quem comanda dá o exemplo. À medida que se sobe na escala hierárquica, devem aumentar as obrigações e diminuir os direitos.

Mas este é um mal português muito antigo. Já Camões se queixava disso mesmo ao rei D. Sebastião, no final do Canto X de “Os Lusíadas”: «Fazei, Senhor, que nunca os admirados/ Alemães, Galos, Ítalos e Ingleses,/ Possam dizer que são pera mandados,/ Mais que pera mandar, os Portugueses

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Domingo, 17.12.17

A prisão fundamentalista

Cartoon de Rui Pimentel (2001) 

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Sexta-feira, 15.12.17

A corrupção mede-se pelo número de leis

Disraeli.jpeg

 Disraeli repete aqui a conclusão a que Platão também já tinha chegado há muitos milhares de anos:

"Um povo digno não carece de leis que lhe digam como agir responsavelmente; ao passo que um povo indigno encontrará sempre maneira de contornar as leis." (Platão).

E foi também seguindo o mesmo raciocínio que Tácito chegou a esta conclusão, baseado na sua experiência:

"Quanto mais corrupta é a República maior é o número das leis."

Portugal, recordo, é o país do mundo com mais leis por m2.

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Sexta-feira, 15.12.17

A corrupção, essa estranha forma de vida

Terreiro do Paço.jpg

Nos paises estruturalmente corruptos, como, infelizmente, é o caso do nosso, os governos, sejam nacionais, regionais ou locais, caem sempre de podre, nunca por força do voto.

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Quarta-feira, 13.12.17

Ladrões

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