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COLUNA VERTICAL



Segunda-feira, 02.03.09

DECLARAÇÃO DE PRINCÍPIOS

por Manuel Catarino

 
No seguimento do texto divulgado em que assumimos a candidatura à Freguesia de Mouriscas, julgamos oportuno esclarecer os nossos conterrâneos das razões que levam a esta opção de comunicação – a palavra escrita.
 
A primeira razão prende-se com o vínculo que a escrita nos impõe. A nossa postura, as nossas ideias e as nossas propostas, sendo escritas, são uma afirmação de rigor, ao contrário da palavra, que pode ser desdita ou “ leva-a o vento”. A outra razão, é a possibilidade de o texto poder ser, a qualquer momento, o mote para um debate, independentemente da data da sua publicação.
 
Assumido assim este meio de comunicação como o mais correcto e transparente, tentaremos, com alguma periodicidade, dar a conhecer aos eleitores de Mouriscas a visão que temos desta nossa terra, quer através do blog amarabrantes.blogs.sapo.pt, quer pela distribuição dos textos, quer através da colaboração em jornais.
 
Esta candidatura assenta num grupo de trabalho que tem vindo a fazer o diagnóstico das carências da freguesia e acredita ter capacidade para apresentar soluções exequíveis, em estreita colaboração com a equipa a que preside Santana-Maia. Podemos, assim, afirmar que existe uma identificação entre a candidatura à Câmara de Abrantes e a candidatura à Freguesia de Mouriscas e uma comunhão de objectivos.
 
No entanto, o rigor obriga-nos a afirmar que é impossível produzir em quatro anos o que deveria ter sido feito em vinte. Mas foi precisamente por termos a consciência de que só teremos pela frente cinco anos de verbas comunitárias (este último Quadro Comunitário termina em 2014), aliada à constatação de carências de ordem social e económica de uma parte significativa da população, assim como a inexistência de alguns serviços de proximidade entre o cidadão e o Estado e uma rede de saneamento, entre outros, que nos impôs esta participação cívica através de uma candidatura.
 
Relevamos como importantes todas as obras realizadas pelo actual executivo da Junta de Freguesia e acreditamos que mais não fez porque não pôde… Gradualmente e, como acima foi dito, difundiremos em posteriores escritos um conjunto de propostas que esperamos serem melhoradas com sugestões dos mourisquenses, cabendo aqui afirmar que o envolvimento dos mourisquenses é outra das traves mestras desta candidatura. A tarefa é tão difícil que só uma participação de todos permitirá conduzir ao êxito.
 
Outro tanto não se passou com o executivo camarário. Durante anos, foi arrastando o projecto de saneamento básico e, há algum tempo, por artes mágicas, tirou da cartola um projecto que abarca uma parte de Mouriscas. Ficámos boquiabertos com o descaramento do executivo da Abrantes de propor para Mouriscas, uma freguesia, com um território e um povo que todo ele paga saneamento, um tratamento diferente para um mesmo direito. Não meus senhores, isso não se faz, os senhores prometeram um saneamento para Mouriscas e uns troços de esgotos a entroncar em ribeiras que levam os dejectos para o Tejo, já vocês aqui fizeram. E também não aceitamos que tentem dividir esta terra para contentar uns quantos e caçar os votos de alguns contemplados. Aceitamos, isso sim, um projecto de saneamento integral, independentemente de a sua construção ser faseada. Já agora, e porque preservamos os dinheiros públicos, sugerimos que confirmem o estado de conservação das condutas da água e se não se justificará a passagem das duas tubagens pela mesma vala. É que com uma cajadada, matavam dois coelhos.
 
Este pequeno exemplo afere da importância da nossa candidatura. Estamos presentes no quotidiano, tentamos aperceber-nos do que nos rodeia e, com frontalidade, respeito para com todos os intervenientes em Mouriscas e consciência da responsabilidade que assumimos, transmitimos aquilo em que acreditamos. Fizemos opções difíceis: ser frontais e directos mas também cordatos e dialogantes, manter a firmeza nas decisões mas também flexíveis para gerar consensos.

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1 comentário

De casaspretas a 04.03.2009 às 19:00


O saneamento básico constitui, desde há muitos anos, a principal necessidade da freguesia de Mouriscas e das suas laboriosas gentes. Mas a sua implantação no terreno continua por concretizar, mais, cremos, por razões de ordem política do que de natureza económica. A dimensão territorial, a geografia e a dispersão do povoamento de Mouriscas têm sido as principais razões aduzidas para a não concretização da obra, que, por tais motivos, teria custos muito elevados. Mas se tivesse havido vontade política e desejo de resolver um problema, de tão graves consequências para o ambiente, há muito que os habitantes Mouriscas teriam deixado de poluir as águas do Tejo.
Mouriscas reclama um ambiente saudável e exige do novo executivo, a eleger, em breve, a solução do problema do saneamento. É um direito que lhe assiste.


Carlos Bento

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