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COLUNA VERTICAL



Terça-feira, 24.03.09

A MARCA «ABRANTES»

por Gonçalo Oliveira

 

Foi só depois da revolução dos cravos que um dos maiores vultos da literatura nacional, Eugénio de Andrade, escreveu a seguinte frase: «É na nossa poesia que se encontra isso que os políticos tão afanosamente buscam: a nossa identidade.»
 
Em Abrantes, o partido socialista há muito que desistiu de procurar a nossa identidade, a nossa “marca”. Por estas alturas, no sítio da Câmara Municipal, anuncia-se a Festa da Primavera, em que o grande evento será o desfile infantil nas ruas da cidade. Sem dúvida que será um dia animado para ao mais novos. Os seus pais e familiares rejubilarão de orgulho, ao verem os mais novos a desfilar. A outrora “Cidade Florida” sê-lo-á novamente, ainda que por breves dias.
 
Entretanto, Rio Maior deslumbrou com as suas “Tasquinhas”, atraindo milhares de pessoas em busca de um bom repasto. Constância prepara a já famosa “Festa de Nossa Senhora da Boa Viagem, onde se esperam os milhares que aqui se deslocam todos os anos, atraídos por um convívio raro nos dias que correm. Em Santarém já decorrem as “Festas de São José”, também elas com uma programação muito abrangente, que denota um verdadeiro planeamento que vai desde o espectáculo mais tradicional ao mais moderno.
 
São só três exemplos de sucesso na nossa região que em muito contribuem para a afirmação da “marca” do respectivo município a nível nacional. Em Abrantes, todavia, continua-se a olhar para o umbigo, teimosamente fazendo jus à pasmaceira por que somos conhecidos: “Em Abrantes tudo como dantes”. Mas não tem de ser forçosamente assim.
 
Hoje em dia, tudo o que se faça neste âmbito deverá ser numa lógica regional e nacional, capaz de cativar não só os locais, mas também e sobretudo outros públicos, especialmente aqueles que estão ávidos por sair dos grandes centros urbanos, em busca do binómio convívio/descanso.
 
Abrantes poderá ser o grande pólo turístico-cultural do Médio Tejo, com um planeamento que se cimente em cima da nossa história, das nossas raízes, do nosso ser, enquanto abrantinos. Nós também temos uma “marca”. Não precisamos de imitar ninguém, mas, verdade seja dita, podemos aprender algo com o sucesso dos outros.
 
Em busca da nossa identidade, de uma verdadeira identidade, vai ser o grande desafio do PSD quando assumir a gestão autárquica no final deste ano. Mas, a partir daí, garanto-vos, nada vai ser como dantes.

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