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COLUNA VERTICAL



Quarta-feira, 06.05.09

FALTA DE MÉDICOS NO CONCELHO

 

A situação que se começa viver na área dos cuidados de saúde prestados no Centro de Saúde de Abrantes preocupa demasiado o PSD. Nesse sentido, e porque a candidatura encabeçada por Santana Maia sempre se tem pautado por uma actuação séria, rigorosa e ponderada, foi solicitado ao senhor director do ACES do Zêzere, de que faz parte o Centro de Saúde de Abrantes, que engloba todas as extensões de saúde existentes nas freguesias do concelho, uma reunião para esclarecimentos.
 
Lamentavelmente e até à data, o senhor director do ACES ainda não se mostrou disponível para receber o PSD, o que alimenta e permite todas as especulações que era precisamente o que a candidatura de Santana Maia pretendia evitar. O PSD espera ainda que o senhor director reconsidere, o que os abrantinos com certeza agradeceriam.
 
De qualquer modo, este facto não impediu que o candidato do PSD à Câmara Municipal de Abrantes, Santana Maia, acompanhado por Belém Coelho, membro da Assembleia Municipal, e por Emídio Direito, vice-presidente da Comissão Política, se deslocasse ao Centro de Saúde Abrantes, onde tiveram a oportunidade de ver e ouvir as queixas das pessoas afectadas directamente pela situação.
 
Sobre este assunto, não deixa de ser estranho não só as poucas notícias que vêm a lume na comunicação social como também que as mesmas sejam contraditórias. Com efeito, o senhor director diz que o problema tem tendência a agravar-se no imediato e que, só por volta de 2013, o mesmo tenderá a melhorar. Acontece que o presidente da Associação de Médicos de Clínica Geral diz precisamente o contrário, ou seja, que será em 2013 que o problema se começará a agravar substancialmente, com a passagem à reforma de um grande número de médicos. Por sua vez, o Governador Civil pede calma e desdramatiza a questão, dizendo que o problema está ser devidamente combatido. Afinal, em que é que ficamos?
 
O PSD considera que a comunidade tem o direito de ser esclarecida com rigor, objectividade e seriedade e que o senhor director tem o dever de prestar esse esclarecimento, uma vez que se trata de um problema grave que a todos diz respeito e afecta, especialmente se tivermos em conta o envelhecimento da população no concelho e a elevada dependência verificada em relação a este serviço do SNS.
 
O PSD acredita que algumas das soluções já apresentadas poderão ajudar a atamancar o problema. No entanto, tais medidas, como a contratação de empresas de prestação de serviços médicos e o aumento da disponibilização dos actuais médicos ao SNS, terão de ser encaradas numa perspectiva de âmbito temporário.
 
A raiz do problema está, no entanto, bem identificada: falta de atractividade que os concelhos do interior oferecem aos médicos; uma política de formação destes profissionais da saúde completamente errada; e, por último, a má gestão de que tem sido alvo o sector da saúde por parte da maioria dos governantes e dos seus subordinados nos últimos anos.
 
Quanto à falta de atractividade dos concelhos do interior, em Abrantes a questão é premente, uma vez que é notória a falta de capacidade de atracção, seja de médicos, seja de qualquer profissional com qualificações superiores ou mesmo médias. Esta situação contraria o slogan do actual executivo, quando diz que Abrantes é uma terra boa para trabalhar. Abrantes necessita de se elevar a um patamar superior, situação só atingível com políticas devidamente pensadas e estruturadas e que tenham nas pessoas o principal destinatário das decisões.
 
No que à política de formação diz respeito, é notório o falhanço de décadas de “numero clausus” na medicina em que se sacrificou um país inteiro em benefício de um pequeno número. A saúde é, como facilmente se reconhece, a área que mais preocupa os portugueses. Como tal, a Câmara Municipal deve actuar de forma a minorar o problema causado pela falta de médicos de família. Nesse sentido, o PSD propõe que seja, de imediato, constituída uma rede de transportes municipais ou contratados pelo município para transportar e acompanhar os mais idosos nas deslocações extraordinárias que terão de fazer enquanto o problema perdurar. Esta é a prioridade das prioridades.
 
Combater a insegurança vivida nalgumas zonas do concelho, como já propusemos, diminuir os enormes prejuízos provenientes da falta de médico de família e combater a exclusão social que possa advir do elevado número de desempregados do concelho são objectivos centrais da candidatura de Santana Maia, em prol de um concelho mais justo, solidário, equilibrado e a caminho do desejado desenvolvimento.

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