Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

COLUNA VERTICAL



Quinta-feira, 21.05.09

TAXAS DE PUBLICIDADE

Carta enviada por e-mail para amarabrantes@live.com.pt

 
Exmo Senhor Presidente da Câmara
 
Venho por este meio reclamar e pedir a V. Exa. que nos esclareça sobre os limites do “centro histórico” desta cidade. Pois soube que os comerciantes do mesmo, este ano não pagaram taxas sobre publicidade dos seus estabelecimentos. O que pedimos, para já, é a suspensão das mesmas até esclarecimento aceitável para todos os comerciantes, sem excepção.
 
 Nós, também somos comerciantes desta terra, alguns há mais de vinte anos, neste caso na Praceta do Chafariz, e não só. O que se pretende saber é o porquê desta discriminação entre comerciantes dentro da cidade, não pretende, V. Exa. como já disse várias vezes dinamizar e incentivar o comércio no centro da cidade? Acha que é desta maneira beneficiando alguns em detrimento de outros, que dinamizamos alguma coisa? Será que escassos “metros” serão justificação para esta discriminação?
 
Até porque além de pagarmos as taxas, estas aumentaram. Estaremos nós a pagar para os outros? Qual é o critério deste não incentivo nas outras zonas centrais da cidade? Onde fica o direito democrático no meio de tudo isto? Serão uns filhos da cidade e outros “bastardos”? Não contribuímos todos com os nossos impostos para o mesmo? Ou seja, para a dinamização de toda a cidade.
 
Neste caso, concreto, na Praceta do Chafariz existe um grande potencial de comércio e serviços que sofre, como todos, a crise, e é desta forma que V. Exa. pretende combatê-la? Com discriminação? Não somos todos comerciantes da mesma cidade? (volto a insistir)
 
Com a chamada requalificação da área central de Abrantes dizem os Srs. que veio reforçar os aspectos de lógica funcional no centro histórico. Esta requalificação, a nosso ver, só teve algum benefício nos edifícios históricos. (igrejas, monumentos). Porque a revitalização e dinamização continuam na mesma. Gostaria de saber se a iniciativa do Projecto Procom, no qual se baseiam, e ao qual quarenta e duas empresas aderiram para requalificar e revitalizar o centro, fizeram na realidade o quê?
 
Se o objectivo era dinamizar os espaços comerciais (a Praceta do Chafariz oferece desde sempre comércio e serviços) não vejo o porquê desta discriminação. Serão apenas três largos e suas ruas paralelas o centro histórico requalificado a dinamizar? Então a todos os outros só nos resta fechar, alguns, as portas ou subsistirmos sozinhos como sempre fizemos, ou seja “morrermos” asfixiados pela ditadura imposta nesta cidade. E com este nosso discurso não estamos contra os comerciantes que não pagam mas sim, com os que pagam.
 
Apesar de nos poder dizer que se orientou pelos limites geográficos do centro histórico, a requalificação, o que está em causa, e volto a afirmar, é a discriminação, pois estamos todos no mesmo “barco”, se me permite a expressão, ou seja incentivar o comércio, combater a crise e dinamizar a nossa cidade.
 
O local em questão, como já referimos, tem comércio e serviços e poderia ter mais, especificamente, no Centro Comercial da mesma zona, se a Câmara ajudasse nesse sentido, incentivando a abertura de lojas que estão fechadas, em vez da expansão que se tem verificado para a periferia da cidade, talvez estivéssemos todos do mesmo lado. Querendo com isto dizer que tudo é necessário, mas com conta peso e medida.
 
Mudando ligeiramente de assunto, porque um problema leva ao outro, uma das grandes agonias deste centro foi o trânsito que se retirou de maneira inqualificável do mesmo, assim como as obras “rocambulescas” que se arrastaram anos e que se continuam a efectuar sem consulta, sem consideração, sem ouvirem a quem de direito. Como é que V. Exa. quer modernizar, promover, desenvolver e melhorar condições habitacionais no centro, se começa, logo, com discriminação do espaço público e comercial? Como é que quer mobilidade urbana, com a geografia da nossa cidade, se não cria acessibilidades para tal?
 
Pelo contrário, destruiu-as. E todas as que tente implantar são conforme a sua vontade e não as necessidades do cidadão. Em vez de museus, paços do concelho, utilizasse esse dinheiro para incentivos concretos de maneira a chamar ao centro/histórico/urbano, serviços e ajudasse com o mesmo as pequenas empresas, talvez a “massa humana” não fosse afugentada deste centro.
 
Não sei porque ainda me espanta a falta de consideração do poder local pelos seus comerciantes. Mas com uma atitude destas da vossa parte, leva mais uma vez a que os comerciantes se revoltem e protestem com a falta do vosso apoio.
 
Sem outro assunto de momento,
Atentamente,
 
Segue-se um abaixo assinado dos comerciantes da Praceta do Chafariz e não só…..

Autoria e outros dados (tags, etc)



Perfil

3.jpg



Visitantes


Pesquisar

Pesquisar no Blog  

Quimeras


Alma, Eléctrico!


Livros

Capa - 3ª Edição.jpg

Capa - Frente.jpg

Capa Bocage.jpg 

Capa.jpg 

Eléctrico - Um Clube com Alma.jpg

Mistério Sant Quat (I).jpg


Livros-vídeo


eBooks




calendário

Maio 2009

D S T Q Q S S
12
3456789
10111213141516
17181920212223
24252627282930
31

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2013
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2012
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2011
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2010
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2009
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2008
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D