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COLUNA VERTICAL



Domingo, 05.07.09

MOURISCAS - PROGRAMA ELEITORAL

  

Mouriscas e o turismo sénior 

 

Trata-se de uma das soluções apresentadas no estudo da Universidade de Évora e visa a criação de um pólo de Turismo Ambiental e Rural. Esta solução tem por base a criação de micro empresas, dirigidas por mulheres desempregadas, com formação, e assenta em parcerias com um conjunto de entidades que apoiam os projectos, ajudam na procura de financiamentos, acompanham a sua execução, o acreditam e divulgam.
 
Indústrias tradicionais
Apoiar e divulgar as indústrias existentes, nomeadamente a tapeçaria em cairo. Temos para nós que a SIFAMECA é já o último bastião de fabrico desta indústria artesanal em Portugal, sendo pois um imperativo cultural a sua preservação.
Utilizando a mesma metodologia de parcerias, criar uma marca, recuperar o artesanato de Mouriscas, promover novos produtos e a criação de Espaço – fabrico.
 
Uma aposta de investimento no sector agrícola
Em Mouriscas as pessoas amam a terra, embora ela não pague o esforço e o trabalho. Mas, ao contrário de muitas cidades, vilas e aldeias nós temos uma Escola Profissional, a EPDRA e temos cooperativas e associações viradas para o desenvolvimento.
Com uma parceria entre estas entidades, definem-se os produtos mais apetecíveis ao mercado, se este azeite, ou aquela azeitona, os tipos de figo e os possíveis derivados destes ou outros frutos. Cria-se e delimita-se uma zona ou região de produção e certificação do produto final. Com a EPDRA encontram-se seguramente respostas para todas estas questões e bem assim a formação, porque ela estará seguramente ao lado de Mouriscas numa aposta de desenvolvimento sustentável.
 

Benfeitorias 

No levantamento que efectuámos dos melhoramentos mais necessários, constatámos que existirão obras de custos vultuosos mas, outras haverá, de baixo custo e com conciliação de interesses, que se resolvem com diálogo.
É sabido que a Junta de Freguesia não tem dotação orçamental para realizar grandes obras no seu espaço confinante, mas asseguro-vos que, como seu presidente me imponho pugnar por:
         1.      Promover um saneamento abrangente para Mouriscas por se tratar de um direito de todos. Temos consciência que devido a vários factores, não é viável fazer a ligação do saneamento de todas as casas ao colector da Estação de Tratamento, mas também acreditamos que determinados grupos de casas poderão estar ligados a uma fossa colectiva asséptica. Todos o pagam e evita-se a degradação dos solos e águas. O que Mouriscas não pode suportar é a continuação do actual estado de coisas, em que o colector do centro da aldeia vai desaguar numa ribeira que corre para o Tejo.
         2.      Promover a recuperação da Escola Primária, criando uma centralidade política, de serviços e social. Aqui funcionariam a Junta de Freguesia, a Biblioteca, associações, o museu, centros de formação, dinamização e apoio ao cidadão. Esta escola é, para várias gerações um hino e a sua recuperação um sonho. Esta recuperação será o símbolo de uma Mouriscas nova e esse sonho, seguramente difícil de concretizar, ao tornar-se realidade, ajudará também os mourisquenses a transformarem os seus sonhos em realidades.
        3.      Promover a criação de uma centralidade de lazer tendo por base um jardim com um pequeno circuito de manutenção, espaços de lazer e de tempos livres para juniores e seniores.
        4.      Promover a construção de um espaço coberto para actividades desportivas, suportado por uma parceria entre o Ministério da Educação, Câmara Municipal, Junta de Freguesia e associações, dirigido durante o dia a actividades escolares e no restante tempo adstrito a actividades das associações. Mouriscas tem durante o ano lectivo cerca de duzentos e cinquenta estudantes sendo que, mais de cento e setenta, são alunos da Escola Profissional. É da responsabilidade política do governo uma formação educativa com uma componente desportiva, não se podendo também alhear do acompanhamento extra horário lectivo.
Estamos a falar de alunos deslocados do seu habitat natural, alguns deles de países estrangeiros que, se estiverem a praticar desporto, não usarão o tempo em actividades menos sãs ou mesmo perniciosas.
        5.      Promover a recuperação do Largo do Espírito Santo, em Ferrarias.
        6.      O arranjo e a manutenção de ruas e caminhos estarão dependentes do saneamento, não fazendo qualquer sentido arranjar hoje uma estrada para partir no dia seguinte. Aliás, entendemos que a implantação da rede de saneamento é a oportunidade para rever a rede de distribuição de água.
        7.      Melhorar as acessibilidades para o Rio Tejo, o caminho ao longo do rio e colocação de caixotes de lixo.
        8.      Acordar com o Município o aproveitamento da água residual, aquela que agora vemos desperdiçada, da Fonte dos Amores, que daria entrada na rede, com a contrapartida da ligação a determinados fontanários, sem pôr em causa o abastecimento por parte da população. Seguramente, o caudal de água potável que entraria na rede, é muito superior ao consumido nos fontanários. Acreditamos que este acordo, também ele benéfico para todos, onde incluímos primeiramente o aproveitamento de água potável, só não foi ainda celebrado por manifesta má vontade de ambas as partes.
 
A Junta de Freguesia, o Presidente da Junta e a Comunidade
Aqui chegados, vou abordar o que entendemos ser a postura e desempenho da Junta de Freguesia e do seu Presidente para com a Comunidade.
A Lei não é redutora na definição das suas competências, limitando-se a enumerar aquilo que obrigatoriamente lhes cabe. Não poderemos vir a dizer que a Junta de Freguesia não disponibilizará um determinado serviço de apoio aos cidadãos, porque não cabe nas suas atribuições. A Junta de Freguesia tem que se moldar às necessidades dos fregueses e obriga-se a disponibilizar um conjunto de serviços, que dêem resposta às necessidades das pessoas e que agora são tratados noutros locais. Isto é um imperativo porque temos uma população envelhecida e dispersa numa terra onde quase não existem transportes públicos.  
Relativamente à relação com a Comunidade, assumimos uma postura de equidistância, onde todos os cidadãos serão vistos da mesma forma, quer no que toca aos direitos quer no que respeita aos deveres.
Como ainda não abordámos alguns dos objectivos desta candidatura, irei reproduzi-los sucintamente, uma vez que esta exposição vai demasiado longa:
         -        Constituir uma “Comissão para o Levantamento do Património Imobiliário a Recuperar”. Não faz sentido estar a debater o PDM sem este levantamento.
-        Proagir permanentemente junto do Poder Local (Município) e do Poder Central (Governo e Institutos públicos) na busca permanente das melhores soluções para o desenvolvimento de Mouriscas, a preservação da sua memória e identidade e a melhoria da qualidade de vida dos seus habitantes
         -        Criação de um espaço/centro de apoio ao cidadão (encaminhamento/facilitamento de assuntos relativos a segurança social, serviços centrais, pagamento de serviços, etc;
         -        Promover um protocolo com a ACATIM e o Centro de saúde visando a facilitação de pequenas necessidades de saúde dos idosos;
         -        Colaborar com a Câmara no sentido de se resolver a questão da mobilidade e transportes públicos dentro da freguesia e acessos ao Município, tanto no horário escolar como fora dele;
         -        Procurar articular os vários esforços associativos, eventualmente dispersos, no sentido da sua integração e complementaridade para a viabilização de projectos de interesse comum e sua rentabilização.
         -        Criar uma página na Internet. Numa sociedade de informação, em que a nossa terra pode chegar a casa de cada mourisquense, residam em que parte do mundo residirem, numa terra com tamanha capacidade cultural, nada foi feito pelos últimos executivos, para que os oriundos de Mouriscas pudessem partilhar os acontecimentos que aqui se registam. Por outro lado, este será, com outras formas de divulgação o meio preferencial de dar a conhecer o que de bom Mouriscas tem para oferecer.
         -        Colaborar com a Câmara na feitura de um folheto de divulgação da Freguesia de Mouriscas.

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2 comentários

De Cidadão residente a 27.08.2009 às 23:03

Só uma pequena correcção:
As fossas para tratamento dos esgotos não são assépticas; pelo contrário, são 'sépticas'. Se fossem 'assépticas' isso significaria que nenhum tratamento biológico era dispensado aos afluentes, o que dispensaria a sua utilização!

De Susana Santareno a 02.10.2009 às 14:46

Programa muito interessante dado o actual estado de coisas em Mouriscas e o completo abandono por parte da Câmara Municipal desde há muitos anos atrás... talvez porque também a JFM não tenha sabido "gerir" e "pedir" algo para esta freguesia.
Deixo apenas uma sugestão.. porque não pensar também na reabilitação do centro da freguesia e "obrigar" os proprietários a mudar o actual estado de coisas? Criar um programa de apoio aos pequenos empresários / comerciantes? Quem sabe recuperar uma área junto ao Rio Tejo e dotá-la de quipamentos turísticos que promovessem a freguesia, se temos tão boas condições para isso (ex. antiga estação da CP de Mouriscas)?
Espero que não sejam apenas promessas e que efectivamente haja empenho em mudar a realidade... há que dar o voto de confiança, espero que consigam passar essa mensagem a todos os mourisquenses! Cumprimentos!

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