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COLUNA VERTICAL



Terça-feira, 14.07.09

POLÍTICOS POPULARES E POPULARUCHOS?

por Dora Caldeira

 
Ser candidato a político  na nossa terra e para a nossa terra implica que, realmente, se seja o mais verdadeiro possível porque as pessoas conhecem-lhes os hábitos, os costumes, ou seja, conhecem-nos de «ginjeira». Por isso, não aceitam que, de um momento para o outro e em altura de campanha, se adoptem posturas que nunca foram habituais àquela pessoa. Dançar para quem nunca dançou, cantar para quem nunca cantou e fazer o pino sem ter qualquer flexibilidade corporal é a demonstração da falta de autenticidade do candidato. O eleitor convive bem com o candidato/político brincalhão, alegre, recatado, sisudo, mal-humorado e, até mesmo, o esquisito, desde que seja VERDADEIRO.
 
Há duas causas principais para um candidato cair no ridículo numa campanha eleitoral: por obra dele mesmo ou por obra dos seus adversários. As duas são igualmente graves. A segunda faz parte do jogo e deve-se sempre estar preparado para ela, mas a primeira - cair por obra própria - é fatal. O candidato que, por sua própria acção, expõe-se ao ridículo, seja por comportamentos, declarações ou publicidade, oferece aos adversários e eleitores uma demonstração definitiva da sua desqualificação. Ele é logo percebido como pouco AUTÊNTICO.
 
Há candidatos que conduzem a sua campanha entre a esquisitice, o espalhafato e o ridículo. Existem razões para o candidato situar-se nesta posição perigosa. Antes de tudo, um candidato procura chamar atenção sobre si e nada melhor para destacar-se do que a adopção de um comportamento que não lhe é habitual. Sem dúvida, ele vai conseguir atrair a atenção, mas sempre no limite de tornar-se ridículo ou pouco sério.
 
Daí a diferença de ser-se popular e de ser-se popularucho! Qualquer um dos dois até pode ser aceite, mas há uma coisa que não se tolera é que, antes da campanha, nunca o tenham sido, ou seja, que não sejam VERDADEIROS!

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