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COLUNA VERTICAL


Terça-feira, 13.06.17

O mundo pelos olhos da comunicação social

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Segunda-feira, 12.06.17

Muito obrigado, Manuel Henrique Cardoso!

Santana-Maia Leonardo

Manuel Cardoso.jpg

Manuel Henrique Cardoso marcou-me profundamente e contribuiu decisivamente para a minha formação como pessoa, como cidadão e como homem. Eu sei que na hora da morte é sempre fácil o elogio e a assunção das dívidas.

Mas a minha dívida de gratidão a Manuel Henrique Cardoso já foi assumida publicamente há muito tempo e consta expressamente do meu livro "Eléctrico - um clube com alma" que publiquei em Abril de 2004. Por isso, neste momento, profundamente doloroso para mim, deixo aqui o meu testemunho, transcrevendo, precisamente, a passagem do meu livro "Eléctrico - um clube com alma", dedicado a Manuel Henrique Cardoso:

«(...) O objectivo da direcção [do Eléctrico, na época de 1971/72,] era a subida de divisão e o treinador escolhido para cumprir este objectivo foi o consagrado Manuel Henrique Cardoso, antiga glória do Belenenses. Apesar de não ter conseguido cumprir este objectivo, Manuel Henrique Cardoso foi um treinador que deixou obra no Eléctrico.

O Mini-Eléctrico foi, na verdadeira acepção da palavra, um criação sua e que marcou, de resto, a minha geração. No Mini-Eléctrico, vivi a minha primeira experiência democrática e de dirigente desportivo.

O Mini-Eléctrico era constituído por cerca de uma centena de jovens com idades compreendidas entre os cinco e os doze anos. Apesar de ainda vivermos em ditadura, Manuel Cardoso teve a inteligência, a coragem e a intuição de aplicar ao Mini-Eléctrico, provavelmente sem ter consciência disso, mas com inteiro sucesso, o modelo revolucionário das pedagogias não directivas que estava a dar os primeiros passos na Europa democrática.

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O Mini-Eléctrico teve, assim, a sua primeira direcção formada exclusivamente pelos seguintes jovens de 11 e 12 anos: António José Sanganha (tesoureiro), António José de Matos Fernandes, António Manuel de Matos Fernandes, José Manuel de Matos Fernandes, João António, José Rafael de Figueiredo Marques Adegas, José Filipe Cordeiro Batista e eu próprio. A nossa primeira sede foi numa divisão pertencente ao meu avô, existente ao lado da garagem sita no fundo do quintal e que dava para a Rua de Santo António e onde, mais tarde, veio a ser construída a casa do meu tio Armando. Aí reuníamos periodicamente e guardávamos o nosso arquivo.

Numa primeira fase e sempre com a supervisão de Manuel Cardoso, utilizou-se o Campo do Eléctrico, nos Cadeirões, para a prática de várias modalidades e com a improvisação de vários campos. Cada campo contava com equipas formadas por miúdos com as mesmas idades. A preparação física era específica e adequada às idades, conforme o desenvolvimento físico de cada criança, e era levada a cabo no saudoso pinhal, servindo as agulhas dos pinheiros de alcatifa e colchão para a execução de cada exercício.

Numa segunda fase, com o aumento do número de atletas, a direcção teve necessidade de obter novas instalações. A sua sede passou a funcionar então num andar, sito na Travessa das Freiras, cedido por Manuel Matos Fernandes, pai de dois directores do Mini-Eléctrico, e onde funciona hoje a Pontex. 

A direcção conseguiu também que fosse cedido ao Mini-Eléctrico o espaço em frente da Casa do Povo, onde se iniciaram as obras com vista à construção de um mini-polivalente (o primeiro do concelho de Ponte de Sor),  com pista de atletismo, campo de jogos, salto em altura, salto em comprimento, lançamento do peso, etc. Acontece que, quando as obras já decorriam, os proprietários do terreno resolveram loteá-lo.

Tivemos assim de recorrer ao presidente da Casa do Povo que nos cedeu o terreno existente ao lado desta para aí construirmos um campo com tabelas de madeira e em terra batida para a prática das várias modalidades. Aqui pudemos contar com a ajuda de João Sanganha, pai do nosso tesoureiro, que nos forneceu as madeiras. Em cada dia praticava-se uma modalidade diferente: futebol de 5, andebol, jogos tradicionais, etc.

Todos nós tínhamos uma preocupação muito grande com a higiene. Todos os atletas, após os jogos, tinham de tomar banho nos balneários e os mais velhos verificavam se os mais novos tinham surro atrás das orelhas e as unhas grandes e sujas. Se isso acontecesse, para além de serem penalizados, não alinhando nas suas equipas, eram obrigados a tomar banho. Todos os atletas do Mini-Eléctrico eram, periodicamente, inspeccionados pelo médico do clube, existindo uma ficha médica de cada atleta. Na escola, todos os atletas tinham que ter aproveitamento, sendo este controlo feito pelos directores que tinham a responsabilidade dessa área.

Foi, entretanto, criado um grupo de teatro que tinha por actores jovens de ambos os sexos. A primeira peça a ser representada foi “As Formiguinhas”. Os ensaios realizaram-se no nosso Teatro-Cinema e eram dirigidos por João Zêzere. A peça foi à cena várias vezes em Ponte de Sor e nos arredores, como por exemplo, em S. Facundo (Abrantes). Nestas saídas, contámos sempre com o apoio e a dedicação de Normando Gandum, presidente da Assembleia Geral e a quem nós carinhosamente chamávamos “O Capitão”, que nos transportava nas carrinhas do clube. Realizámos periodicamente exposições de trabalhos feitos pelos atletas do Mini-Eléctrico (em cera, desenho, pintura e artesanato), cujas receitas serviam para pagamento das nossas despesas.

No âmbito social, o Mini-Eléctrico lutou sempre contra todas as formas de discriminação, aceitando e integrando todas as crianças de ambos os sexos e de todas as classes sociais.

Todo este trabalho teve o apoio dos pais, das instituições locais, de algumas casas comerciais e indústrias. Mas, nunca será demais realçar, todas estas actividades só tiveram êxito graças à dedicação, esforço e amor pela juventude da nossa terra de um homem chamado Manuel Henrique Cardoso que, tendo vindo para Ponte de Sor para levar o Eléctrico à terceira divisão, acabou por fazer muito mais do que isso: ajudou toda uma geração de jovens pontessorenses a ser HOMENS.»

Muito obrigado, Manuel Henrique Cardoso! Muito do que sou a si o devo!

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Segunda-feira, 12.06.17

Por favor, não deite políticos para o mar!

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Sábado, 10.06.17

No Centenário de Abrantes – cidade

Recordar uma crónica do maior cronista do Ribatejo sobre o Centenário de Abrantes dois anos antes da sua celebração

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Eurico Heitor Consciência - Ribatejo de 7/6/2014

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Vai comemorar-se o primeiro centenário da promoção da Notável vila de Abrantes à condição de cidade.

Um centenário importante na vida da comunidade. Que será oportunidade perdida se a comemoração se limitar a festarolas com Quins Barreios ou quejandos.

Abrantes, ao que constou, vai perder a Maternidade que integrava o seu hospital, o que “será um rude golpe para os cidadãos do Concelho de Abrantes, mas não só” – ao que disse a Presidente da Câmara. Será, será, e será mais um, porque os 50 anos que conto d’Abrantes constituem uma narrativa de golpes de sentido único para Abrantes: Abrantes perde sempre. Perde e encolhe-se. E, encolhendo-se, encolhe.

A análise demográfica é esclarecedora (e aterradora): o Concelho de Abrantes perdeu cerca de 10.000 residentes nos últimos 30 anos. Tinha 48.675 em 1970, praticamente os mesmos (48.635) em 1981, 45.697 dez anos depois, 42.235 em 2001 e 39.325 (!!) em 2011.

Neste ritmo…

E se as próximas perdas se concretizarem, como parece que acontecerá, não quero imaginar o que será Abrantes daqui a 10 anos: além da anunciada morte da Maternidade, teremos em Setembro próximo as mortes ordenadas do Círculo Judicial de Abrantes, da Comarca de Abrantes e do Tribunal do Trabalho de Abrantes, com transferência da maior parte desses serviços para Tomar. E outros irão para Santarém.

O que não lembraria ao Diabo, ocorreu aos eternos predadores de Abrantes.

Que nunca foi presa difícil. Pelo menos nos últimos 40 anos. Em grande parte porque os abrantinos nunca estiveram para se matar por causa de Abrantes – mostrando-se sempre prontos a entregar o governo dos seus interesses a estranhos, naturalmente ignorantes da idiosincrasia dos abrantinos e desconhecedores dos problemas centrais da comunidade abrantina.

O que se diz para lembrar que as comemorações do centenário de Abrantes – cidade só valerão a pena se se centrarem na definição e afirmação da identidade de Abrantes – para finalmente se fixar o núcleo dos valores abrantinos que importa manter, defender e valorizar, para, de seguida se partir com eles à conquista do mundo.

Provavelmente tornarei ao assunto, mas quero deixar já ditas duas coisas, sendo a primeira que só já faltam dois anos para o Centenário (e não é tempo demais – mas chega se for bem aproveitado e se se começar já) e a segunda que há 48 anos se comemorou o cinquentenário de Abrantes – cidade com realizações de repercussão internacional no sector das artes (uma extraordinária exposição dos Mestres de Abrantes e do Sardoal) e do ordenamento do território (o Colóquio sobre o Desenvolvimento Regional).

Abrantes esteve nas bocas (e nas esperanças) de meio mundo. Depois…

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Quinta-feira, 08.06.17

Boa pergunta mas eu também não sei a resposta...

Corruptos.jpeg

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Quarta-feira, 07.06.17

A corrupção e a delação premiada

Santana-Maia Leonardo - Rede Regional de 4-6-2017

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A corrupção, para além de ser o imposto mais caro que pagamos, corrompe, corrói e destrói os alicerces das instituições democráticas, levando, a prazo, à derrocada do Estado de Direito democrático. E, pelos danos que causa em todo o tecido social e na organização do Estado, muito mais importante do que punir uma pessoa, em concreto, é penetrar no esquema e na rede da corrupção, única forma de a combater e de a destruir.

Acontece que o único meio eficaz para combater as organizações mafiosas e o crime de colarinho branco é a chamada "delação premiada", porque conduz os investigadores, em linha recta, sem perdas de tempo e de recursos, aos meios de prova essenciais para o desmantelamento da rede. Todas as outras alternativas importam uma alocação de meios humanos, materiais e de tempo que, para além de tornarem absolutamente incomportável o seu custo, põem em risco o sucesso da investigação, quer por causa da complexidade dos esquemas e da rede de pessoas envolvidas, quer por causa dos prazos da prescrição. Sem esquecer que a "delação premiada" é o meio menos invasivo da privacidade do cidadão em geral, na medida em que delimita logo o âmbito da investigação e as pessoas a serem investigadas.

A "delação premiada" está para o crime de colarinho branco como o teste de alcoolémia está para o crime de condução sob o efeito do álcool. Consequentemente, a pergunta que deve ser feita não é se somos a favor ou contra a "delação premiada" mas se somos a favor do combate à corrupção. Ser-se a favor do combate à corrupção e contra a "delação premiada" só faz lembrar os bebedolas que, defendendo o combate intransigente contra a condução sob o efeito do álcool, consideram, no entanto, inconstitucionais os testes de alcoolémia.

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Quarta-feira, 07.06.17

Trump ama a ecologia, segundo o jornal Charlie Hebdo

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Terça-feira, 06.06.17

Giroflé, flé, flá!

Recordar um post de 6-1-2011 de um homem vertical e combativo.  Como não há muitos.

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Artur Lalanda

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Abrantes, 6 de Janeiro de 2011 (11 horas)

De passagem, acidental, pela Praça Raimundo Soares, constatei a chegada dos miúdos da escola dos Quinchosos, acompanhados pelas professoras e auxiliares, que se alinhavam frente ao Palácio Falcão, enfeitados com coroas improvisadas.

Foram recebidos pela vereadora Celeste Simão, que cumprimentou as professoras e alguns miúdos. A cerimónia, previamente encomendada aos reporteres e fotógrafos, foi devidamente registada. (como não fui avisado, não levava a máquina).

Com o aparecimento da senhora presidente deu-se início ao comício: Boas Festas vimos dar, giroflé, giroflá… Em troca, receberam um livro do D.Francisco de Almeida e votos de tudo bom para eles e para as famílias.

Tudo lhes serve para o foguetório. Mas as crianças, Senhor… porque padecem assim?

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Domingo, 04.06.17

Explicar a democracia às crianças... sem mentiras

Democracia.jpeg

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Sábado, 03.06.17

Soneto de Fidelidade

Vinicius de Moraes

Vinicius de Moraes.jpg

De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

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Quarta-feira, 31.05.17

El magia del D10S

Quem gosta de futebol não pode deixar de ficar deslumbrado ao ver jogar Messi.

Messi é um jogador único.

Quando se compara Messi com Cristiano Ronaldo, está-se a pensar na finalização, na capacidade goleadora, no chamado killer instinct. E Messi não sendo um goleador, um homem de área, é o maior goleador de todos os tempos do FC Barcelona, da Liga espanhola e da Argentina. 

Quando se compara Messi com Iniesta ou Xavi, está-se a pensar na visão de jogo e na qualidade do passe. E Messi é o recordista das assistências. São mais as oportunidades de golo que cria do que os golos que marca.

Quando se compara Messi com Maradona, está-se a pensar no virtuosismo, nas surpreendentes mudanças de velocidade e de direcção, na imprevisibilidade do passe e no repentismo, na colocação da bola na marcação dos livres.

E Messi faz tudo isto com uma regularidade impressionante desde 2004.

Messi reúne, em si, as melhores qualidades de Cristiano Ronaldo, Iniesta, Xavi e Maradona.

É um caso único no futebol mundial. 

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Ti amo, Barça.jpg

Golo 500.jpg

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Terça-feira, 30.05.17

A verdade ou a batota desportiva

Santana-Maia Leonardo - Diário As Beiras de 1-6-2017

a-corrupo-vs-verdade-desportiva-10-638.jpg

1. É mais importante para a verdade desportiva garantir a independência dos árbitros ou dos clubes participantes?

2. Pode haver verdade desportiva se três clubes compram a totalidade dos jogadores que sabem dar um chuto direito na bola (200 inscritos pelo SLB, FCP e SCP) e depois os emprestam a clubes que participam no mesmo campeonato do que eles mas que não só não podem jogar contra o clube que os empresta como podem esses clubes a qualquer momento ficar sem os jogadores?

3. E pode haver verdade desportiva quando um clube compra os três melhores jogadores de uma equipa cuja única utilidade é reforçar essa equipa quando defronta os seus rivais e enfraquecê- la quando joga contra si?  

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Segunda-feira, 29.05.17

Não duvide...

R. Follereau.jpg

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Domingo, 28.05.17

Obrigado, Lucho!

Em 3 épocas, como treinador do Barça, Luís Henrique ganhou 7 dos 9 títulos de Espanha. E ainda ganhou 1 Liga dos Campeões, 1 Supertaça Europeia e 1 Mundial de Clubes... Não é fácil fazer melhor.

Na final da Taça do Rei deste ano que o Barça ganhou naturalmente pelo terceiro ano consecutivo, apenas a curiosidade de a Taça do Rei ter sido disputada no coração de Madrid, na despedida do histórico estádio Vicente Calderón, por uma equipa basca e uma equipa catalã.

Obrigado, Lucho!.jpg

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Eibar 20-5-2017.jpg

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Sexta-feira, 26.05.17

A equação de Al-Khwarizmi

Al Khawarizmi.jpg

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