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COLUNA VERTICAL


Domingo, 15.05.11

O NOSSO COMPROMISSO

Santana-Maia Leonardo - in Nova Aliança 

 

No momento em que os vereadores do PSD são atacados, dentro do seu próprio partido, por aqueles que sempre estiveram contra a nossa candidatura à Câmara de Abrantes e sempre conviveram bem com a poder socialista, importa recordar o nosso compromisso eleitoral, apresentado no dia 29 de Outubro de 2008, na sede do PSD de Abrantes, para o leitor poder avaliar, quer a coerência da nossa conduta, quer a justiça das acusações que nos são feitas, quer o carácter daqueles que estão sempre dispostos a vender-se por trinta dinheiros:

 

«Tal como a maioria dos portugueses, também eu estou profundamente desiludido com a nossa classe política que transformou o Estado e as autarquias num monstro com tentáculos enormes que esmaga, sufoca e asfixia todas as pessoas e empresas que têm a veleidade de querer viver fora da sua dependência. E se o PS é o pai biológico do monstro, o PSD é o seu pai afectivo porque sempre que esteve no poder alimentou-o e acarinhou-o como se fosse seu filho. (...)

 

O concelho de Abrantes é um caso típico de como os milhões e milhões de euros da união europeia que, desde 1993, desaguaram nas nossas autarquias, em nada contribuíram para cimentar aqueles valores que fortalecem as democracias e são o único e verdadeiro motor do desenvolvimento. Ou seja, o espírito crítico, a livre iniciativa, a independência da sociedade civil face ao poder político e a liberdade de expressão e de opinião.   

 

Por alguma razão, estamos na cauda da Europa, excepto no que diz respeito à corrupção, ao clientelismo, ao compadrio e ao esbanjamento de dinheiros públicos em que ocupamos orgulhosamente um dos lugares cimeiros.

 

As obras públicas são importantes, obviamente. Mas mais importante do que as obras é cada um de nós sentir, em cada momento, que é um homem livre. Livre para pensar, livre para criticar e livre para fazer. E a única forma de se viver em liberdade na nossa terra é nunca permitirmos que alguém se sinta senhor do nosso voto ou dono do nosso concelho.

 

O 25 de Abril vendeu-nos a ilusão de que, com a decapitação do regime, o monstro fascista morria, libertando a sociedade civil das suas garras tentaculares. Foi um erro de análise. Ao contrário do que julgaram os militares de Abril, o monstro fascista não era um polvo, mas uma hidra. E com a decapitação do regime, as cabeças da hidra irromperam na nossa sociedade tomando conta do aparelho de Estado, das instituições, das autarquias e das associações.

 

Se queremos um Portugal mais justo, mais solidário, mais livre, onde se permeie efectivamente o mérito e o trabalho temos dematar a hidra. Eu sei que é um trabalho de Hércules. Mas só há uma maneira de o conseguir: através do exemplo. O exemplo é a única forma de ensinar. É no exemplo que se funda a verdadeira autoridade. (...)

 

Tenho a consciência de que o nosso exército é pequeno e que o combate vai ser duro e desequilibrado. Mas isso não nos deve desanimar, nem fazer desistir. O importante num combate não é estar do lado do exército maior e mais poderoso, mas estar do lado certo. (...)

 

A mudança de mentalidades e de comportamentos que protegem os amigos e os medíocres e penalizam quem cumpre e quem trabalha tem de começar por algum lado. E vai começar por aqui.

 

O meu repto vai para o povo de Abrantes, independentemente das suas convicções políticas ou religiosas. Tal como em Aljubarrota, o nosso combate vai ter de ser feito com o povo e os homens livres deste concelho, porque a "nobreza" de Abrantes, cujos cargos, tachos e penachos dependem da câmara e do Governo, está toda ao lado de Castela, ou seja, do poder socialista. (...)

 

Povo de Abrantes! Homens livres de Abrantes! A vossa participação é essencial para vencer este combate decisivo por Abrantes, por Portugal e por cada um de nós. Para se alistarem no nosso exército, só necessitam de três coisas: agarrar na consciência, endireitar a coluna e amar Abrantes 

 

Vide posts relacionados: 

Vereadores do PSD: Uma Unidade Indivisível 

E se o ridículo matasse?...    

PSD Abrantes retira confiança política 

Vereadores e concelhia de costas voltadas 

A minha intervenção no plenário do psd 

Nota explicativa  

Carta aberta aos abrantinos  

As razões da minha desfiliação do PSD  

Em defesa da honra 

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Quarta-feira, 15.12.10

Em defesa da honra

«Nunca irrites um homem paciente» (Confúcio)

 

EXPOSIÇÃO AOS PRESIDENTES DA COMISSÃO POLÍTICA

NACIONAL, DISTRITAL E CONCELHIA DO PSD

 

Eu, Santana-Maia Leonardo, militante do PSD da secção de Abrantes com nº8513 e vereador da câmara municipal de Abrantes eleito pelo PSD, venho, em defesa da honra dos candidatos autárquicos do PSD no concelho de Abrantes, dizer o seguinte:

I

O PRINCÍPIO

 

Quando em Julho de 2008, recebo um telefonema de um indivíduo que se identificou como presidente da concelhia de Abrantes do PSD para tomar um café no Hotel Turismo de Abrantes, estava muito longe de imaginar o que me esperava.

Com efeito, estava afastado de toda e qualquer actividade partidária há mais de dez anos e não tinha intenção nem vontade de regressar até porque tinha ficado com muito má opinião do funcionamento interno do partido.

Foi, por isso, com surpresa e total estranheza que fui confrontado com o convite para ser candidato a presidente da câmara de Abrantes.

Relativamente a Gonçalo Oliveira, que não conhecia, devo, no entanto, dizer que foi de uma grande lealdade comigo no momento em que me fez o convite na medida em que me contou grande com rigor (como pude constatar posteriormente) a história da secção de Abrantes, identificando o seu principal problema e que tem a sua génese no mandato de Humberto Lopes como presidente da câmara de Abrantes (1989-1993), altura em que se geraram dois grupos que se digladiam e odeiam literalmente: um grupo afecto a Humberto Lopes e outro afecto ao Engenheiro Marçal.

E nem o facto do Dr. Humberto Lopes se ter afastado do PSD e do Engenheiro Marçal, por razões profissionais, se ter afastado de Abrantes impediu que os dois grupos mantivessem a sua actividade e hostilidade dentro da secção.

Segundo o Gonçalo, o partido estava, no entanto, a viver uma oportunidade única de superar esta rivalidade e de se renovar, uma vez que ninguém na secção estava interessado em disputar a presidência da câmara nas eleições autárquicas de 2009, estando, por isso, criadas as condições para uma candidatura tranquila que lançasse as bases para uma verdadeira alternativa aos socialistas.

Com efeito, sendo as eleições de 2009 as últimas a que Nelson de Carvalho se podia recandidatar, todos os interessados se estavam a guardar para as autárquicas de 2013, uma vez que era reconhecido por todos ser impossível vencer em 2009.

No entanto, como o ódio entre as duas facções estava tão entranhado, era indispensável que o candidato escolhido fosse exterior à história da concelhia, razão por que consideraram ser eu o candidato ideal naquelas circunstâncias: estava ligado a Abrantes familiar e profissionalmente; identificavam-se com os meus artigos de opinião no jornal Primeira Linha; e nunca me tinha envolvido em qualquer actividade da concelhia.

Não fosse o Gonçalo ter-me dito que todos os candidatos a candidato a presidente da câmara se estavam a guardar para as autárquicas de 2013, porque era totalmente impossível ganhar as autárquicas de 2009, e eu teria logo ali recusado o convite.

E o motivo, para quem me conhece, é muito fácil de entender.

Na vida há dois tipos de pessoas: as que nascem para comer os frutos e as que nascem para plantar as árvores.

Eu pertenço claramente ao segundo grupo que, em Portugal, verdade se diga, constitui um grupo muito pequeno.

Quando, em Setembro/Outubro de 2008, o meu nome foi apresentado para aprovação no plenário de militantes, tive a oportunidade de dizer aos militantes ali presentes, entre os quais o Dr. Armando Fernandes e o Eng. José Marçal, que não estava interessado em ser candidato e que se conhecessem alguém que quisesse ser candidato era o maior favor que me faziam.

E pedi a todos os militantes ali presentes para ponderarem bem, razão por que me iria ausentar da sala para que a minha presença não inibisse algum militante de levantar alguma dúvida sobre o meu nome.

Houve não só unanimidade na escolha como também o Dr. Armando Fernandes e o Eng. José Marçal (que eu vi pela primeira vez) fizeram questão de me expressar publicamente o seu apoio.

As autárquicas de 2009 pareciam, assim, condenadas a decorrer num clima de surpreendente acalmia até que dois acontecimentos fizeram emergir, de novo, todas as rivalidades: a não recandidatura de Nelson de Carvalho e o anúncio da candidatura independente de Albano Santos.

Ou seja, aqueles que se estavam a guardar para as autárquicas de 2013 começaram a olhar para as autárquicas de 2009 como a sua oportunidade perdida.

E, a partir daqui, a candidatura «Amar Abrantes» passou a ter uma vida conturbada e complicada, começando eu a aperceber-me de que tudo iria implodir no momento da apresentação das listas e por duas razões:

     (I)  o grupo do Eng. José Marçal de que o Dr. Armando Fernandes é o rosto visível não aceitava que o Gonçalo Oliveira integrasse a lista da câmara em lugar elegível, sendo certo que esse era, pela lógica das coisas, o seu lugar natural, tendo em conta o seu empenho e envolvimento ab initio na candidatura;

     (II)  por sua vez, o Dr. Armando Fernandes exigia ir num dos dois primeiros lugares da lista da Assembleia Municipal, sendo certo que não havia uma única pessoa que aceitasse integrar a lista liderada pelo Dr. Armando Fernandes.

Aliás, todas as pessoas com quem eu falei em Abrantes para integrar as listas ou para simplesmente colaborarem ou me ajudarem, apontaram o Dr. Armando Fernandes como persona non grata: umas não aceitaram colaborar, pelo simples facto de terem de lidar com o Dr. Armando Fernandes; outras não aceitavam integrar uma lista onde ele estivesse; outras acabaram por se afastar, porque não estavam para ser sistematicamente ofendidas por ele nas reuniões em que participavam; e mesmo as pessoas que lhe eram mais próximas me confidenciaram que, tendo em conta os anticorpos que tem em Abrantes, a sua entrada nas listas nas eleições anteriores se deveu apenas ao receio da sua reacção.

A antipatia que o Dr. Armando Fernandes gerava era tal que tive mesmo de inventar uma desculpa para não o convocar para as reuniões da comissão política da candidatura, sob pena de ficar sem nenhum dos quarenta elementos da comissão. 

Relativamente à lista da câmara, o Gonçalo, precisamente na noite 8 de Junho de 2009, ou seja, a quatro dias do jantar da apresentação das listas do PSD, aceitou não integrar a lista da câmara, para evitar que o Dr. Armando Fernandes e o grupo do Eng. José Marçal pusessem o partido a ferro e fogo como se preparavam para o fazer, se isso sucedesse.

Relativamente à lista da Assembleia Municipal, optámos por adiar a sua apresentação, bem sabendo que ou arranjávamos um candidato suficientemente forte capaz de serenar os ânimos ou o partido voltaria a entrar em ebulição, tornando extremamente dolorosa a campanha eleitoral.  

Ora, por muitas voltas que déssemos, o único nome com potencial para pacificar a secção, ainda que temporariamente, era o nome do Dr. Eduardo Catroga.

Por isso, empenhei-me, até ao último momento, em conseguir a sua aceitação para o cargo, recorrendo, inclusive, ao poder de influência da presidente do partido, do Dr. Torres Pereira e do Dr. Morais Sarmento.

Mas em vão.

A partir dali, não havia qualquer hipótese de o partido chegar às eleições unido e sem uma grande conturbação interna, uma vez que, por um lado, o Dr. Armando Fernandes só aceitava um dos dois primeiros lugares e, por outro, ninguém aceitava integrar a lista se ele fosse num dos dois primeiros lugares.

Para conseguir formar a lista da Assembleia e levar o núcleo principal da candidatura unido até às eleições, tive de comunicar ao Dr. Armando Fernandes de que não iria integrar a lista à Assembleia, uma vez que não lhe poderia oferecer nenhum dos dois primeiros lugares da lista.

A reacção do Dr. Armando Fernandes foi a seguinte:

Que eu não sabia com quem estava a falar e do seu peso no PSD concelhio, distrital e nacional, Que me ia destruir politicamente, Que iria arranjar uma coluna em todos os jornais e rádios de Abrantes para me destruir, Que eu nunca mais me atrevesse a andar no mesmo passeio que ele ou de o cumprimentar, etc. etc. (estas, como devem entender, foram apenas as expressões mais suaves).

E, verdade se diga, começou a cumprir, de imediato, o seu programa de destruição, tendo inclusive usado o seu discurso de despedida como chefe de bancada do PSD na última Assembleia Municipal de Abrantes para elogiar o bom relacionamento institucional com os socialistas e declarar que não votava no PSD nas próximas autárquicas porque eu tinha todos os defeitos e mais alguns.

A partir daqui não há jornal ou rádio do concelho de Abrantes em que não tenha uma coluna com que se entretém religiosa e semanalmente a fustigar, ridicularizar e achincalhar, conforme me foi prometido, os vereadores e demais eleitos do PSD, usando os meios e a informação que os socialistas carinhosamente colocam ao seu dispor para o fazer.

Conhecendo a génese do seu destilado ódio contra mim e demais eleitos do PSD, decidi seguir o prudente conselho de Bernard Shaw, como sempre faço em circunstâncias semelhantes: «Nunca lutes com um porco. Primeiro, porque ficas sempre sujo e, segundo, porque o porco gosta.»

 

II

A CILADA 

 

Acontece que, no passado dia 30 de Novembro, fui convidado, assim como todos os candidatos autárquicos do PSD, para participar numa sessão destinada ao lançamento do 1º Congresso Distrital do PSD, a realizar na sede do partido em Abrantes, sessão essa aberta não só a simpatizantes e militantes do PSD, mas a toda a sociedade civil abrantina.

Segundo nos foi comunicado, o objectivo da sessão seria o de fazer o diagnóstico informativo da situação em que se encontra o concelho da Abrantes para permitir identificar um conjunto de propostas e de ideias comuns que beneficiasse toda a comunidade municipal e inter-municipal dos 21 municípios de Santarém.

Acontece que a oportunidade foi aproveitada pelo Dr. Armando Fernandes para, através de uma intervenção escrita, voltar a abrir fogo sobre os vereadores, deputados municipais e de freguesia do PSD, assim como os demais candidatos do PSD das últimas autárquicas, ridicularizando-os e achincalhando-os, como tão bem sabe fazer, usando, designadamente, termos pejorativos, humilhantes e insultuosos, tendo terminado o seu elaborado discurso aconselhando a distrital nas próximas autárquicas a «escolher candidatos honestos».

E tudo isto perante a passividade da mesa que permitiu que os candidatos autárquicos a quem as estruturas do PSD andaram a pedir por favor para se candidatarem em circunstâncias extremamente difíceis (todos sabemos que é fácil arranjar candidatos para comer os frutos, não é fácil arranjar candidatos para plantar as árvores) fossem ali, perante pessoas estranhas ao partido, alvejados pelas costas por um sniper com o estatuto de convidado da distrital.

Se a distrital ou a concelhia estão arrependidas dos candidatos que escolheram, deviam tê-lo pensado antes de os convidarem, porque nenhum deles se veio oferecer.

Se a distrital ou a concelhia queriam voltar a discutir os resultados das eleições autárquicas, então deviam convocar um plenário de militantes para evitar expor os candidatos escolhidos até porque o PSD vai precisar da maioria deles se quiser concorrer nas próximas eleições.

Se a distrital ou a concelhia queriam discutir o trabalho desenvolvido pelos vereadores ou pelos deputados municipais ou de freguesia, deviam ter convocado a reunião com essa ordem de trabalhos e para esse fim.

Além disso, os presidentes da comissão política distrital e concelhia sabiam que os vereadores do PSD estavam a ser atacados por honrarem dois compromissos que constam não só do seu programa eleitoral como foram expressamente assumidos em conferência de imprensa, quando o Dr. Armando Fernandes ainda fazia parte da comissão política da candidatura:

     - relativamente à segurança, a denúncia pública como único meio de quebrar o círculo do medo que se instalou em Abrantes e obrigar as autoridades públicas e o governo a intervir (conferência no Centro Comercial Millenium em 27 de Abril de 2009);

     - relativamente à requalificação do centro histórico, defender uma solução que não passasse pela deslocalização da Câmara Municipal e do Mercado Municipal, nem pela construção do Museu Ibérico com a volumetria proposta, sem um estudo sério sobre a sua viabilidade económica, o que ainda não foi feito (conferência no Centro Histórico em 18 de Julho de 2009).

Para já não falar, na teoria política de vencer as eleições a qualquer preço, assumida ali pelo Dr. Armando Fernandes, sem qualquer pudor, numa sessão aberta ao público, pondo em causa os alicerces do partido fundado sobre o princípio de que acima dos interesses mais imediatos e mesquinhos do partido e dos eleitores está o supremo interesse de Portugal.

É fácil ganhar votos e eleições satisfazendo os interesses mais imediatos dos eleitores usando o dinheiro dos contribuintes como faz Carlos César nos Açores; é fácil ganhar votos no Continente criticando o que Carlos César faz nos Açores.

Difícil é erguer a voz, em nome do futuro e do superior interesse nacional, contra os Carlos César que proliferam por esse país fora, inclusive no nosso partido, e que continuam a comprar votos com o nosso dinheiro, hipotecando o futuro de todos nós, dos nossos filhos e dos nossos netos.

Ora, face ao silêncio cúmplice e reverencial da mesa, só podemos concluir que os candidatos autárquicos do PSD foram atraídos para uma verdadeira cilada.

Caso contrário, a mesa teria reagido de imediato, após a intervenção do Dr. Armando Fernandes, para expressar, publica e inequivocamente, a sua solidariedade institucional para com todos os eleitos e candidatos autárquicos do PSD, de forma a que ficasse claro para toda a gente que não se revia nem na forma, nem no conteúdo, da intervenção do Dr. Armando Fernandes.

Porque, como diz o povo, «quem cala consente».

Devo-lhes, no entanto, dizer que as feridas nas minhas costas saram depressa.

Não só não me abatem como são a principal fonte da minha energia.

 

III

E O FIM 

 

Hoje é com grande satisfação que vejo renascer nos corações mais empedernidos a sua enorme paixão pelo partido que, durante os últimos anos, andou tão arredia.

Até nestas paixões cíclicas somos demasiado parecidos com os socialistas, o que não indicia nada de bom, ou seja, de diferente.

Irei, no entanto, cumprir o meu mandato até ao fim, honrando o contrato eleitoral que celebrei com o partido e os eleitores do concelho de Abrantes.

Ao contrário do que muita gente pensa, o mandato não acaba no dia das eleições, começa no dia das eleições.

E era precisamente isto e apenas isto que o partido devia exigir sempre aos seus candidatos: que cumpram o mandato e honrem o contrato eleitoral celebrado com os eleitores.

E, depois, no final do mandato, a seu tempo e desapaixonadamente, se fará a avaliação do mesmo, no tempo próprio, elaborando-se, então, um novo contrato eleitoral e apresentando-se uma nova equipa.

Não pretendo, como já deixei claro, ser candidato ou ser nomeado para o que quer seja.

Só queria que as estruturas do partido tratassem com o respeito devido todos aqueles que, nos terrenos e nas circunstâncias mais difíceis, dão a cara pelos valores do partido, pagando do seu bolso grande parte dos custos da campanha eleitoral.

Difícil não é dar a cara onde se é poder ou onde a vitória está garantida.

Difícil é dar a cara onde se sabe que se vai perder e resistir onde tudo é contra nós: o poder, as sondagens, os jornais, as rádios, os apoios, as associações que vivem dos subsídios, os empresários que vivem das obras e até os filhos da mãe de alguns dos nossos militantes.

 

O expoente

Santana-Maia Leonardo 

 

P.S.: Informo que irei dar conhecimento desta exposição aos 482 candidatos autárquicos do concelho de Abrantes do PSD, para que saibam que há alguém no partido capaz de dar a cara por eles.

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Segunda-feira, 02.11.09

O ARQUITECTO DA MAIORIA ABSOLUTA

por Santana-Maia Leonardo

 
Quando aceitei o convite, em finais de Julho de 2008, para me candidatar a presidente da Câmara de Abrantes pelo PSD, tinha a perfeita consciência das dificuldades que me esperavam. Aliás, a própria comissão política, quando me endereçou o convite, não me escondeu nem as dificuldades internas, nem as dificuldades externas, apresentando-me a possibilidade de discutir a vitória, como praticamente impossível.
 
O português, regra geral, gosta muito de repetir o chavão de que vota nas pessoas e não nos partidos. Mas todos sabemos que isso não é verdade. A esmagadora maioria dos portugueses vê, nos partidos, autênticos clubes de futebol, resumindo a luta política a uma mera disputa entre Benfica e Sporting. Além disso, nas disputas eleitorais, tal como no futebol português, não basta ter a melhor equipa para vencer, é necessário, sobretudo, controlar os bastidores do jogo.
 
Alguém acredita, por exemplo, que a Dr.ª Maria do Céu ganhasse as eleições se concorresse pela CDU, pelo Bloco de Esquerda ou pelo CDS ou que o Coronel Armando Borges as perdesse se se candidatasse pelo PS? Pode haver uma pequena minoria para quem a pessoa é, na verdade, importante mas, no cômputo geral, isso, em regra, não é significativo.
 
Não nos podemos esquecer que o PS partia, para estas eleições, com quase o dobro dos votos do PSD e com treze juntas de freguesia, entre as quais S. Vicente, Pego, Alferrarede, S. Miguel, Bemposta, Rossio e Tramagal.
 
Mas se as hipóteses de derrotar o PS eram, à partida e perante este quadro, muito reduzidas, uma coisa era certa: só era possível equacionar a hipótese de vencer o PS, se o PSD conseguisse federar todo o descontentamento. Daí a minha preocupação inicial em convidar para participar na minha candidatura pessoas dos mais diversos quadrantes políticos, desde o CDS ao Bloco de Esquerda.
 
Acontece que o aparecimento da candidatura independente, ao implodir este esforço de convergência e ao fraccionar o eleitorado descontente, ofereceu de mão beijada a maioria absoluta ao PS, roubando à esquerda os votos que permitiriam ao Bloco ou à CDU eleger um vereador e à direita os votos que permitiriam ao PSD eleger o terceiro vereador e vencer algumas juntas importantes. Além disso, permitiu ao PS reforçar ainda mais o seu peso nas juntas de freguesia (passou a ter quinze), o melhor trampolim para quem quer vencer a Câmara.

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Quinta-feira, 29.10.09

EM FRENTE

 António Belém Coelho

 
Terminou o ciclo eleitoral que o País atravessou, culminando nas eleições autárquicas. Os resultados foram os que foram, com vencedores diferenciados nas Europeias e nas Legislativas, e com 308 vencedores, se a memória não me falha, nas autárquicas.
 
Em Abrantes há que felicitar os vencedores e alertar para o facto de que os próximos quatros anos não irão ser certamente fáceis e exigirão bastante responsabilidade e decisões difíceis. E isto é verdade quer para o poder, quer para as oposições.
 
Abrantes não pode esperar mais quatro anos e ver alguns dos seus vizinhos a aumentar influência e poder (económico e político) em seu detrimento. Há que procurar e implementar as soluções que possam assegurar um melhor compromisso entre recursos empregues e resultados obtidos. E aqui o papel do poder e das oposições terá que convergir, na procura, sugestão e implementação de tais paradigmas. Assumindo e defendendo as respectivas posições, sem tibiezas, mas sabendo discernir o que é mais positivo para a comunidade. Muitas serão as diferenças entre poder e oposições, no entanto, estou certo que haverá pelo menos um objectivo comum: o de ver Abrantes prosperar e (sem qualquer tipo de saudosismo) re-ganhar alguma da influência que já teve.
 
Os Munícipes, quer aqueles que deram o seu veredicto, quer aqueles que não se incomodaram em dá-lo (e muitos foram), estarão certamente atentos; e diz-nos a história recente que as populações estão cada vez mais exigentes e atentas ao que se faz e também ao que porventura se deveria fazer e não se faz. Estão cada vez mais atentos a tudo o que possa contribuir para a melhoria do seu nível e qualidade de vida, sem exclusões, de forma universal, mas também de forma sustentável, sem pôr em causa nem gerações futuras, nem a actual, por via de facturas cada vez mais pesadas, decorrentes de custos originados por decisões menos pensadas, mas sobretudo menos trabalhadas. Em Abrantes e em todo o País, quer a nível nacional, quer a nível local é isso que se espera; mais uma vez. Que possa ser de vez!

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Domingo, 11.10.09

SANTANA MAIA NO DIÁRIO DE NOTÍCIAS

 

Candidatura de Santana Maia à Câmara de Abrantes resume-se em duas palavras: 
 
Amar Abrantes    
 
Durante mais de uma década, Santana-Maia Leonardo deu voz à indignação de um povo. Falou contra os poderes instituídos, os compadrios e a corrupção. Hoje, é o rosto do PSD por Abrantes e fala, em discurso directo, à Revista da Qualidade, explicando o porquê deste desafio e abrindo o livro da sua candidatura.
 
Qual a razão da sua candidatura à Câmara Municipal de Abrantes?
Do ponto de vista do PSD, penso que foi a vontade de mudar a sério. Durante mais de uma década, fui colunista de diversos jornais e escrevi contra a forma pouco séria de fazer política em Portugal. E o PSD de Abrantes reviu-se nas minhas ideias. Do meu ponto de vista, as razões foram diferentes. Por um lado, senti a obrigação de me entregar de alma e coração a um concelho onde tenho as minhas raízes familiares, seguindo o bom exemplo dos meus tios. Por outro lado, senti a obrigação moral de dar a cara pelas minhas convicções e ideias. A mudança que eu represento e defendo, saliente-se, tem a ver com a forma como se exerce o poder e não apenas com a mudança de partido no poder.
 
Num dos seus recentes discursos referiu que o trabalho a fazer em Abrantes e em Portugal era digno de Hércules. Sente que consegue levar a cabo essa tarefa?
Sim, é preciso realmente um trabalho de Hércules. Referi-me a Hércules porque este lutou contra a Hidra, animal mitológico que ganhava força a cada golpe. E Portugal tem também a sua Hidra: a corrupção. A corrupção é o imposto mais caro que os portugueses pagam. Hoje as autarquias locais são as principais fontes de corrupção, sendo o urbanismo uma área de enriquecimento ilícito incontrolável. Acredito, no entanto, que consigo ter essa força porque candidato-me à Câmara sem telhados de vidro e despido de quaisquer interesses. Com 50 anos, tenho a minha vida resolvida: não tenho família para empregar, nem dívidas para pagar… Exercerei o cargo de autarca de Abrantes de forma livre e sem interesses, apenas em prol da população. Penso que só assim, de forma desprendida, se pode ser um bom autarca.
 
Aborda muitas vezes o tema das verbas comunitárias. Um dos seus intuitos é aproveitar as verbas deste novo Quadro Comunitário para desenvolver Abrantes?
Obviamente. No entanto, o que tem acontecido, em Abrantes e em Portugal, é que todos querem fazer obras faraónicas com vista a perpetuar os seus nomes e a enriquecer os mesmos, sem que haja a preocupação com o verdadeiro retorno para as populações que dizem servir. Abrantes não fugiu à regra. O problema é que, depois, damos uma volta pelo concelho e vemos estradas intransitáveis, centros de dia sem condições, idosos ao abandono, escolas fechadas, populações sem saneamento básico e sem qualquer infra-estrutura de lazer ou desportiva… Ora, isto é inadmissível. A primeira obrigação das autarquias é fazer as pessoas felizes e nenhuma pessoa é feliz com um mega-estádio de basebol, mas sem esgotos. Os concelhos só têm futuro se crescerem de forma equilibrada. Em Abrantes gastou-se muito, mal e em poucos sítios, sem grande retorno sequer para os sítios onde os investimentos foram feitos, e o resto do território ficou completamente ao abandono. Tornar o concelho mais harmonioso, corrigindo as gritantes assimetrias, será um dos nossos grandes objectivos.
 
Qual a razão de querer criar a marca «Abrantes»?
Abrantes tem potencialidades que todos os concelhos gostariam de ter. Abrantes tem um castelo e um património histórico valioso, tem uma barragem e um rio, tem uma gastronomia excelente, uma cultura muito rica e uma localização privilegiada. Estamos no centro do país. E aquilo que se tem verificado é que, ao longo destes anos, Abrantes não tem conseguido atrair visitantes e tem perdido população. Quantas pessoas no país sabem que Abrantes tem um castelo? Quantas pessoas associam a barragem de Castelo de Bode a Abrantes? Os abrantinos consomem-se, muitas vezes, em pequenas rivalidades, fruto, na maioria das vezes, de pequenas invejas. Ora, Abrantes só será grande se não se deixar consumir nestas ninharias. Abrantes precisa de alguém que faça apelo à sua verdadeira alma, que promova Abrantes e a coloque no mapa de Portugal.
 
E se não há visitas, não há atracção de população. Sem população, o concelho fica desertificado…
Exactamente. A minha luta prende-se precisamente com a desertificação e com a forma centralizada de fazer política em Portugal. Invocamos na Europa o facto de sermos um país periférico para recebermos fundos comunitários, mas, quando esses fundos chegam, os governantes de Lisboa esquecem-se da periferia do país. E nas autarquias acontece o mesmo. Reclamam-se investimentos e dinheiros do Estado e da Europa, em nome da interioridade, e, quando as verbas chegam, o dinheiro é todo gasto na sede do concelho. Somos todos filhos de Deus. Este é o princípio que defendo. É preciso que o dinheiro e o desenvolvimento cheguem a todo o lado, para que as pessoas não fujam do interior para o litoral e das pequenas aldeias e vilas para as cidades.
 
Sente-se com força para enfrentar o descrédito da população na classe política?
Só gente sem vergonha não pensa duas vezes antes de entrar na vida política porque, efectivamente, corremos o risco de sermos enxovalhados e de acharem que somos iguais aos anteriores. Mas a verdade é que os políticos portugueses reflectem apenas aquilo que a maioria dos portugueses é. Dou o exemplo do futebol. As regras do futebol são iguais aqui e na Inglaterra mas a seriedade e a competitividade do jogo não são as mesmas. Aqui o jogador simula, descaradamente, faltas, lesões e penaltis, sempre com o apoio dos seus adeptos e a complacência dos árbitros. Ora, isto reproduz a nossa cultura, uma cultura que desculpabiliza a fraude quando a mesma nos favorece ou beneficia. É natural que, sendo nós assim, os nossos governantes também o sejam. É, pois, importante remar contra esta cultura de falta de honestidade. Mas quem manda tem de dar o exemplo. Só assim é possível mudar Portugal.
 
Costuma referir-se às pessoas não como destinatários mas sim como participantes…
Eu defendo as pessoas como os verdadeiros agentes da mudança e não apenas como destinatárias de políticas. O nosso problema é o tractorista, não é o tractor. E o grande falhanço das nossas reformas reside precisamente em andar sempre a mudar de tractor, sem mudar o tractorista. Acredito que a educação, no verdadeiro sentido da palavra, pode mudar as pessoas e que, através das associações desportivas e culturais e das escolas, será possível implementar uma sociedade de valores e um Homem novo. Temos de conseguir que os jovens interiorizem os valores de cidadania, da liberdade de opinião e de expressão, da honra, da solidariedade e do respeito pelos outros. Este é o caminho.
 
Qual a adesão das pessoas à sua forma de pensar, ao seu programa eleitoral?
Existe, em Abrantes, neste momento, um grande desencanto. Tenho procurado incutir a esperança nessas pessoas e mostrar-lhes que a mudança é segura. E, apesar de reconhecer que o desencanto está a corroer a alma dos abrantinos, acredito que ainda vão encontrar, dentro de si, uma réstia de forças e de alma para lutar pela mudança.
 
Gostaria de deixar alguma mensagem aos abrantinos?
A única mensagem que posso deixar é de esperança. Vou apresentar nestas eleições uma lista completamente renovada, onde as qualidades humanas foram o primeiro critério de escolha. Parafraseando o meu primo e ilustre penalista Conselheiro Maia Gonçalves, também eu considero que os políticos devem ser, antes de mais, pessoas boas e sensatas. Ponto final. E, se possível, letradas. Por sua vez, a renovação da classe política é sempre importante porque o poder cria vícios.
 
Acha que Abrantes pode ser um exemplo no país?
O exemplo é a melhor forma de ensinar e Abrantes vai ser esse exemplo. E seremos seguramente uma voz contra a forma como se faz política neste país, contra o centralismo de Lisboa e a escandalosa concentração de meios na capital.

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Quinta-feira, 08.10.09

NÓS ACREDITAMOS

por Manuela Ruivo

 

Acreditar que a nossa vontade e dedicação pode mudar algo que não está bem é um sonho, sonho esse que é partilhado por muitas das pessoas que se candidatam às eleições autárquicas do próximo Domingo.
 
Abrantes necessita urgentemente de quem olhe por si. O trabalho da constituição das listas do PSD envolveu um número de pessoas jovens e dinâmicas sem paralelo em nenhuma candidatura. Este factor, conjugado com a elevada experiência de vida de Santana Maia, tem gerado um sentimento de esperança na nossa comunidade sem precedentes. Sinto-o todos os dias, nos contactos que fazemos.
 
A partir de Domingo, nada vai ser como dantes no panorama político de Abrantes. No que diz respeito ao PSD, na próxima segunda-feira, entrarão em cena dezenas de novos actores, conhecidos nas suas comunidades, sérios e competentes, que são a garantia da defesa dos interesses dos abrantinos por muitos e bons anos.
 
O PSD governa os municípios vizinhos de Tomar, Mação, Sardoal e Entroncamento. Em comum, todos eles, partilham um ímpeto reformista e de desenvolvimento que Abrantes nunca foi capaz de acompanhar. Abrantes necessita de uma mudança estrutural, feita por novas pessoas com novas mentalidades, que eleve o animo de todo um concelho e de cada uma da suas 19 freguesias.
 
Um Grande Concelho, justo, harmonioso e solidário. Todos os abrantinos ganham.

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Quinta-feira, 08.10.09

MEUS AMIGOS

 

Meus amigos
 
O concelho de Abrantes começa a registar graves problemas ao nível da sua coesão territorial, da segurança dos cidadãos e dos direitos, liberdades e garantias dos munícipes, fruto de políticas camarárias que agravaram, de forma escandalosa, as assimetrias entre pobres e ricos (pessoas, empresas e freguesias), aumentaram a burocracia e as dependências e criaram as condições propícias para o florescimento da marginalidade, do favorecimento pessoal, do compadrio e da corrupção.  
 
O concelho de Abrantes precisa urgentemente de um presidente que seja capaz de unir o concelho em torno de um projecto comum, sem excluir ninguém, e que seja capaz de dar a cara por cada um dos habitantes das dezanove freguesias, pondo travão à deplorável situação a que chegámos.
 
Sabem que podem contar comigo e com a minha equipa. Uma equipa totalmente renovada, que vem de fora do sistema e em que as qualidades humanas precederam as qualidades técnicas, como critério de selecção.
 
Um presidente e uma equipa ao serviço de um concelho justo, solidário e harmonioso. UM GRANDE CONCELHO!

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Quarta-feira, 07.10.09

DECLARAÇÃO FINAL DE SANTANA MAIA

 Debate promovido pela Rádio Antena Livre no dia 6-10-2009

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Domingo, 04.10.09

ENTREVISTA NO DIÁRIO DE NOTÍCIAS

Leia na «Revista da Qualidade», revista que acompanha a edição da passada 6ªFeira do "Diário de Notícias", a entrevista de Santana Maia, candidato do PSD à Câmara de Abrantes.

 

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Terça-feira, 29.09.09

CÂMARA MUNICIPAL - PROGRAMA ELEITORAL

 

MENSAGEM DA LISTA CANDIDATA À CÂMARA MUNICIPAL
Abrantes reúne quatro qualidades que a colocam numa posição privilegiada relativamente a qualquer concelho: a história (Castelo e Património Religioso), a água (o rio Tejo e a albufeira do Castelo de Bode), as tradições (gastronomia e culturas locais) e uma localização privilegiada (junto do eixo A1 e A23).
Nos últimos dezasseis anos, fruto dos milhões e milhões de euros de fundos comunitários, a câmara de Abrantes, à semelhança do que aconteceu por todo o país, levou a cabo um grande número de obras de vulto, sobretudo na cidade. O dinheiro está gasto e a obra está aí à vista de todos. No entanto, como todos reconhecem, quer o concelho, quer a cidade, não colheram o benefício esperado que esses investimentos prometiam. Nem de perto, nem de longe.
Queremos, agora, abrir um novo ciclo, assente nos valores da solidariedade social e do serviço público, na participação efectiva das pessoas nas decisões da sua freguesia e do seu concelho, no respeito pelas diferentes correntes de opinião e numa sociedade civil forte e dinâmica, liberta do jugo tutelar do poder político.
As pessoas, na sua individualidade e enquanto titulares de direitos e de deveres, são a razão de ser da nossa candidatura e o princípio e o fim de toda a nossa actividade política.
Com as medidas propostas neste programa, envolvendo as escolas, as instituições de solidariedade social e as associações desportivas, culturais e de pais do concelho, em particular, e a comunidade, em geral, pretendemos criar uma cultura cívica que valorize e ajude a interiorizar nos jovens os valores da honra, da solidariedade, da honestidade, da lealdade, da liberdade de opinião e de expressão e do respeito pelos outros, criando, assim, em conjunto, as condições que permitem qualificar e preparar os nossos jovens para o futuro, melhorando, consequentemente, a qualidade de vida da comunidade.
É o nosso compromisso.
Programa eleitoral do PSD à Câmara Municipal de Abrantes

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Segunda-feira, 28.09.09

A NOSSA PRIMEIRA MEDIDA

 

Quem percorre o concelho, e nós percorremos a pé todas as ruas do concelho, sente que existe uma grande desunião e um sentimento de revolta e de rancor em relação à cidade de Abrantes, em virtude do tratamento absolutamente desigual, como se uns fossem filhos e outros enteados. Mesmo na Chainça isso se verifica esse sentimento.
É importante unir o concelho.
E a nossa primeira medida será precisamente a de instituir todos os meses uma freguesia capital do concelho, com vista a democratizar e unir o concelho.
Nesse mês, pelo menos, uma das reuniões da câmara será realizada na freguesia e serão levadas a cabo iniciativas culturais e desportivas, estimulando-se, assim, o intercâmbio cultural e desportivo entre as freguesias. Eu próprio, comprometo-me, a passar alguns dias nessa freguesia de forma a me inteirar e a sentir os problemas e as dificuldades dos munícipes.
Isso sucederá até ao final do mandato e não apenas nos primeiros dezanove meses até para se poder fazer a avaliação do que foi feito nessa freguesia nos dezanove meses anteriores.

E as reuniões e os eventos não se limitarão apenas à sede da freguesia até para evitar que suceda, ao nível da freguesia o que já sucede no concelho, com a valorização excessiva da sede. Para nós, todos são filhos de Deus, esse é o princípio a seguir, e todos têm direito a viver com um mínimo de qualidade de vida.

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Quinta-feira, 24.09.09

MEUS AMIGOS

 
É por vossa causa que nos candidatamos.
As nossas propostas são sérias e para cumprir. Queremos que os Abrantinos recuperem a esperança há muito perdida e voltem a acreditar que um futuro melhor para os seus filhos é possível.
Queremos um concelho mais solidário para com as pessoas mais necessitadas, devendo a Câmara Municipal, designadamente, comparticipar o pagamento dos medicamentos às pessoas de menores rendimentos e garantir o transporte dos utentes ao Centro de Saúde, nas freguesias onde não exista médico.
Queremos que os nossos jovens se fixem no concelho e, por isso, tudo faremos para incentivar a educação, o emprego e a habitação.
Também queremos um concelho mais seguro, onde os marginais não se sintam donos e senhores, perante a passividade do Presidente da Câmara e das autoridades públicas.
Acreditamos que a educação pode mudar as pessoas. Iremos, por isso, envolver as escolas e as associações nessa tarefa de cimentar valores essenciais para a vida em sociedade.
Abrantes tem também de conseguir federar toda uma região, afirmando-se como uma marca turística, cultural e social de qualidade e com uma identidade própria, tanto ao nível regional como nacional.
 
Mas tudo isto só é possível se concelho de Abrantes crescer e se desenvolver harmoniosamente, sem excluir ou privilegiar pessoas ou localidades.
 
Contem connosco para vos servir com dedicação, humildade, honestidade, justiça e lealdade.   

                                                                  

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Sábado, 29.08.09

ASSEMBLEIA DE FREGUESIA DE S. MIGUEL

 

Raquel Alves é natural de S. Miguel de Rio Torto, onde reside, tem 40 anos de idade, o Curso Superior de Tecnologia e Artes Gráficas pelo Instituto Politécnico de Tomar, e é sócia gerente da empresa Prova de Cor, desde a sua fundação em 1997.
  
Raquel Alves trabalhou na Junta, nos serviços administrativos, e fez parte, desde a sua fundação e durante quase dez anos, do Rancho Folclórico da Casa do Povo de S. Miguel. Fez também parte do Aresta Motor Clube, cujo objectivo principal era a divulgação e promoção da freguesia de S. Miguel do Rio Torto, através de actividades motorizadas, tendo também colaborado com a Associação Rio Torto, em diversos eventos e actividades.
 
Representou ainda a Associação de Pais do Jardim de Infância que, juntamente com o executivo PSD da junta de Freguesia de então, conseguiu celebrar um protocolo com a Câmara Municipal de Abrantes, para fazer obras e fornecer almoços às crianças que frequentavam (e frequentam) a escola EB1 e o JI de S. Miguel do Rio Torto.
 
EFECTIVOS:
Raquel Maria do Sobral Alves, Técnica de Design Gráfico, 40 anos
Silvestre Henrique de Matos Gomes, Aposentado, 59 anos
Manuel Pedro Cardoso Pereira de Oliveira, Economista, 25 anos
Vera Sofia Pedro Catarino, 26 anos
João António Vilela Catarino, Aposentado, 56 anos
Nélson Manuel Vaz Lourenço Ferreira, Gestor Financeiro, 39 anos
Ana Maria Pires Duarte, Estudante, 20 anos
Élio Fernando Gaspar de Matos, Torneiro Mecânico, 29 anos
Fernando Marques Cardoso Rabeca, Desenhador, 71 anos
 
SUPLENTES:
Ana Raquel do Nascimento Ferreira Duarte Lopes, 25 anos
Nuno Miguel Maia Farinha, Empresário, 39 anos
Fernando Manuel Graça de Matos Lopes, Funcionário Púbico, 57 anos
Maria Clementina de Matos Maurício Gaspar, Empregada Doméstica, 40 anos
Hélio Henrique Matias da Luz, Empresário, 28 anos
Vitorino do Rosário da Silva, Empresário, 73 anos
Isabel Maria Mendes Batista Neves, Empresária, 43 anos
Duarte Miguel Velez Morgado, Técnico de Centrais Hidroeléctricas, 26 anos
Manuel Maria Madeiras Orvalho, Empresário, 52 anos
Dora Cristina Dias Serrano Raimundo, Empregada de Balcão, 28 anos
Rui Jorge de Almeida Catarino, Mecânico, 30 anos
Pedro Miguel Conceição Henriques, Comerciante, 36 anos
Anabela Areias Martinho, Técnica Superior de Emprego, 36 anos
Manuel Ferreira Fernandes, Caixeiro, 41 anos
António Fernando Massa Tavares, Motorista, 55 anos
Alzira Cardoso Matos Lérias Matias, Cozinheira, 54 anos
José de Oliveira Rabeca, Aposentado, 52 anos
Fernando Manuel Gaio Ferreira, Bancário – Aposentado, 61 anos
Marisa Isabel Claro Lourenço, Técnica de Análises Clínicas, 27 anos
Alberto Miguel Pernadas Marchante Francisco, Estudante, 29 anos
José Maria Lopes Neves, Motorista, 45 anos
Paula Cristina Arega Mendes Ferreira, Comerciante, 40 anos
Duarte André Delgado Lopes, Engenheiro Civil, 31 anos
Ricardo João Rosa de Oliveira, Empregado de Balcão, 29 anos
Maria José Vilela Pereira Catarino, Comerciante, 56 anos
Rogério Fernando Alves da Silva, Pintor, 42 anos
Fernando José Pires Alfaiate, Empresário, 56 anos
Vera Lúcia das Neves, Caixa, 26 anos
Pedro Gonçalo Nascimento Oliveira, professor, 30 anos
João Maria Dias Apura, Sapateiro, 48 anos
Deolinda Florinda Fernandes Gaio Pires, Educadora de Infância 57 anos
Rui Alexandre Mira de Oliveira, Técnico Administrativo, 22 anos
André Guilherme Belém Carrilho Lopes Bicho, Estudante, 23 anos
Isabel Maria do Sobral Alves, Arquitecta paisagística, 38 anos
Luís Filipe Areias Coelho, Técnico Superior de Comunicação, 24 anos
Marco Paulo da Silva Pires, Vendedor, 28 anos
Regina Bárbara de Almeida Catroga, Enfermeira, 31 anos
Carlos Filipe Carrilho Ansiães, Estudante, 19 anos
José António Rosalino de Sousa, Comerciante, 37 anos
Maria Graziela de Oliveira Nascimento Ferreira, Assistente Administrativa, 63 anos
Mário Rui Apura Gomes, Operador de dados, 36 anos

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Sábado, 29.08.09

ASSEMBLEIA DE FREGUESIA DE BEMPOSTA

 
José Lourenço tem 55 anos e é natural da freguesia de Bemposta.
É empresário do ramo automóvel, tendo exercido sempre a sua actividade nesta freguesia (em Bemposta e Chaminé).
Entre 1993 e 2005, foi membro da Assembleia de Freguesia de Bemposta e, actualmente, é membro do conselho de disciplina da Associação de caçadores e pescadores da Freguesia de Bemposta.
 
 
Efectivos:
José de Matos Lourenço, Industrial, 56 anos
Simão Silva Matos, Eng. Técnico, 39 anos
Alice Maria Lopes Rosa, 42 anos
António Manuel da Silva Nunes, 49 anos
Manuel António Lopes, 39 anos
Susana Margarida Pimenta Santos, 23 anos
Fernando Miguel Nunes Pires, 39 anos
Luís Manuel Albino Moura, 37 anos
Sónia Patrícia Nisa Silvestre, 26 anos
 
Suplentes:
Joaquim da Silva Calado, Cabo chefe da GNR, 58 anos
José Marques, 65 anos
Clara Isabel Casaca Jerónimo, 31 anos
Emídio Manuel Martinho Direito, Orçamentista, 32 anos
António Manuel Luís Maria, 48 anos
Maria Fernandes Rodrigues Neves, 52 anos
José Manuel Mendes de Oliveira, Veterinário, 27 anos
Fernando Manuel Batista Pires, 53 anos
Marta Filipa Pires Teles, Psicóloga, 29 anos
Fernando Miguel Cardoso Catarino, 37 anos
Rui Carlos Duarte dos Santos, Empresário, 32 anos
Maria Florinda Godinho Duarte Nogueira, 48 anos
Vítor Manuel Daniel Pires, 34 anos
Carlos Manuel Guimarães Bispo, Eng. Civil, 29 anos
Maria José Lopes de Oliveira Santos, 50 anos
João Manuel Lopes, 44 anos
Manuel Luís Nogueira, 46 anos
Ana Rita Pratas Lizardo, Estudante, 21 anos
Mário Lopes de Oliveira Costa, 38 anos
Mário Manuel Filipe Ferreira, 38 anos
Teresa Maria Daniel Pires, 32 anos
Gonçalo Manuel Salvador de Matos, 24 anos
Carlos Manuel Nobre Esteves, 32 anos
Sónia Cristina Alves Leitão, Op. Fabril, 27 anos
Isidoro Miguel Balasteiro Cardoso, 37 anos
Carlos Alexandre Marques Madeira, 34 anos
Susana Isabel Oliveira Casimiro, 32 anos
António Luís Nogueira, 51 anos
Marco Miguel Marques da Silva
Ana Isabel Espadinha Lourenço, 25 anos
Augusto de Matos Fernandes, 62 anos
Tiago Filipe Correia Fernandes, 19 anos
Helena Isabel Oliveira Santos, Técnica Superior, 24 anos
Manuel Luís Balbino Alves, 31 anos
Nelson Miguel Gertrudes Rodrigues, 29 anos
Maria Fernanda Duarte Bandarra Pires, Doméstica, 52 anos
Ricardo Miguel Martins Bispo, 30 anos
Henrique Manuel Fernandes Bispo, Motosserrista, 42 anos

 

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Sábado, 29.08.09

ASSEMBLEIA DE FREGUESIA DE TRAMAGAL

 

Joaquim Simplício tem 50 anos, é solicitador (curso que concluiu em 1980), presidente da delegação do Círculo de Abrantes da Câmara dos Solicitadores e funcionário da Silvicaima, como técnico jurídico, desde 1988.
 
Foi director do Tramagal Sport União, presidente da Assembleia de Freguesia de S. João, vice-presidente e tesoureiro do núcleo de Abrantes da Cruz Vermelha, vogal do Conselho de Disciplina da Associação de Futebol de Santarém, sendo actualmente tesoureiro do Conselho de Arbitragem da Associação de Futebol de Santarém. 
 
EFECTIVOS:
Joaquim Manuel Gomes Leitão Simplício, Solicitador, 50 anos
Francisco da Conceição Ferreira Fernandes, Pintor, 53 anos
Telma Patrícia Raimundo de Matos, Bancária, 28 anos
João Manuel Cordeiro Mendes, Soldador, 40 anos
António de Sousa Ferreira, Encarregado Geral, 43 anos
Ana Catarina Marques Aparício, Encarregada de refeitório, 24 anos
Lucília Maria Martins Baião, Professora, 57 anos
Renato José Lopes Brazão, Empresário, 30 anos
Sandra Isabel Carrapeto Guarda Brás, Engenheira Industrial, 31 anos
 
SUPLENTES:
Jorge de Jesus Brunheta, Serralheiro, 48 anos
José Maria Luís, Aposentado, 77 anos
Magda Sofia Ferreira Brás, Operária Fabril, 25 anos
João Rodrigues Brás, Aposentado, 75 anos
Ricardo António Ferreira Padre Santos, Aposentado, 54 anos
Fidélia Costa Godinho Cordeiro Corregedor, Assistente Técnica, 53 anos
Vítor Manuel Silva Caroço, Aposentado, 72 anos
João Manuel de Oliveira, Aposentado, 61 anos

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