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COLUNA VERTICAL


Sábado, 12.05.18

O Bem, o Mal e um Ponto Final

Santana-Maia Leonardo Rede Regional de 10-5-2018

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Desde 1972 que escrevo ininterruptamente e militantemente em jornais locais, regionais e nacionais, acreditando que é possível contribuir para mudar Portugal através da palavra e do exemplo. Eça de Queirós, Antero de Quental e a Geração de 70, “a primeira em Portugal que saiu decididamente e conscientemente da velha estrada da tradição”, como a definiu Antero de Quental, sempre foram as minhas referências, desde a adolescência, neste meu militante combate político pela mudança das mentalidades.

Mas bastaria constatar como, cem anos depois, Portugal mantinha os mesmos vícios criticados por Eça, Antero e a Geração de 70 para ter chegado à conclusão da inutilidade da minha luta. Não é impossível corrigir defeitos. Só que o problema português não é uma questão de defeito, mas de feitio.

Fernando Pessoa, no último poema da Mensagem, retrata Portugal de forma esclarecedora: “Ninguém sabe que coisa quer./ Ninguém conhece que alma tem,/ Nem o que é mal nem o que é bem. / (…) Tudo é incerto e derradeiro./ Tudo é disperso, nada é inteiro./ Ó Portugal, hoje és nevoeiro.../” E, noventa anos depois, quando olhamos para Portugal, o nevoeiro não só não há meio de levantar como se adensa cada vez mais…

Até há bem pouco tempo, vivi convencido de que os portugueses, em geral, tinham uma consciência ética e a perfeita noção do Bem e do Mal, até pela suas constantes e vibrantes manifestações de indignação, quer nas mesas de café, quer nas redes sociais, contra a corrupção, o compadrio e as cunhas. Mas não têm. Ou melhor, para o cidadão português, o Bem e o Mal não são conceitos abstractos que se aplicam a todos por igual mas conceitos bem concretos e relativos que têm, por única referência, os seus próprios interesses. Por exemplo, a cunha tanto pode ser um Bem como um Mal. É um Bem se beneficiar a sua filha num concurso público; é um Mal se beneficiar a filha do vizinho.

Ora, chegados aqui, não podemos deixar de concluir pela inutilidade de qualquer tentativa de regeneração social porque as mesmas pessoas que se colocam ao nosso lado quando denunciamos os vícios dos governantes, autarcas e dirigentes desportivos são as mesmas que defendem e praticam os mesmos vícios quando o seu partido ou clube toma o poder. Como facilmente se constata, os portugueses não criticam os outros porque discordam dos seus métodos. Pelo contrário, criticam-nos por inveja porque, se tiverem a oportunidade, fazem precisamente o mesmo (ou pior). E não só fazem o mesmo como não concebem sequer que alguém pense ou aja de outra forma.

Mesmo com os processos judiciais mais mediáticos se constata esta dualidade de critérios. As mesmas pessoas que invocam a presunção de inocência em benefício dos seus são precisamente aquelas que não respeitam sequer as decisões absolutórias transitadas em julgado que dizem respeito aos adversários.

Portugal é um pequeno país organizado em forma piramidal em que a base da pirâmide assenta em micro-poderes de raiz ditatorial que odeiam o mérito, temem a inteligência e perseguem os livres pensadores. Aliás, os portugueses, como se tem visto ao longo da nossa história recente, são como o vinho: os melhores são para exportação.

Um povo com este tipo de organização e que relativiza a noção do Bem e do Mal aos seus próprios interesses impede, inevitavelmente, qualquer solução que vise a regeneração do sistema na medida em que os comportamentos não se alteram com a mudança de protagonistas, seja de partidos, de dirigentes ou de políticos. Daí o ditado português que resume, na perfeição, a desilusão com a alternância e a mudança: “mudam as moscas mas a merda é a mesma.

Como diz o povo, “se não os consegues vencer, junta-te a eles.” Não me vou juntar a eles, mas decidi, a partir de agora, passar a viver afastado deles.

Albert Camus foi um dos meus autores preferidos na adolescência. E, tal como ele, também eu acabei por conhecer, por experiência própria, o trabalho de Sísifo: em Portugal, por mais trabalho e esforço que se faça no sentido da regeneração social e política, os resultados são sempre infrutíferos, irrelevantes e frustrantes. Eu que o diga.

Decidi, por isso, colocar também um ponto final nas minhas crónicas, iniciadas no longínquo ano de 1972, com 13 anos de idade. Até sempre!

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Sábado, 12.05.18

Tebas aponta os dois defeitos fundamentais da Liga portuguesa

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Javier Tebas, o presidente da superliga espanhola, esteve em Portugal e apontou à Liga portuguesa precisamente os dois defeitos mais do que óbvios que eu tenho apontado. 

Era bom que benfiquistas, sportinguistas e portistas, antes de me criticarem, olhassem para a Europa e para o Mundo com olhos de ver, em vez de se entreterem em transformar a nossa liga numa pocilga do terceiro mundo.

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Sábado, 05.05.18

Com Cruyff começou tudo

A minha simpatia pelo Barça desde os bancos da escola primária assentava exclusivamente na forma épica como todos os anos nos era contada a história da reconquista da independência nacional no 1.º de Dezembro de 1640 e ao contributo decisivo da rebelião da Catalunha para que o movimento independentista português tivesse sucesso. 

Após o 25 de Abril, a questão política da minha simpatia pelo Barça ganhou peso quando soube das ligações do Real Madrid ao franquismo e a Santiago Barnabéu e do Barça como bandeira do movimento anti-franquista.

Mas foi com a chegada de Cruyjj a Barcelona que a minha simpatia pelo Barça deixou de ser apenas de carácter político para passar a ser também de carácter desportivo. E se hoje sou um adepto incondicional do Barça, devo-o a Johan Cruyff, quer como jogador, quer como treinador. 

Para Cruyff, o futebol resultadista dos italianos e que hoje caracteriza a maior parte das equipas do mundo, designadamente o Real Madrid, não fazia sentido. Futebol sem espectáculo não é futebol.

O Barça é hoje a única equipa do mundo onde se exige a excelência permanente. E isso deve-o a Cruyff.

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Segunda-feira, 30.04.18

Uma década de oiro. Só o melhor é o bastante!

O Barça venceu a SÉTIMA LIGA (2009, 2010, 2011, 2013, 2015, 2016 e 2018) a SEXTA TAÇA DO REI (2009, 2012, 2015, 2016, 2017 e 2018) e a QUARTA DOBRADINHA (2009, 2015, 2016 e 2018) da última década e está há 41 jogos sem perder para a liga o que é um record absoluto em Espanha.

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Sexta-feira, 27.04.18

Gracias, Capitán!

"É uma pessoa tão boa que todos queriam ter um filho como Iniesta"

"Andrés é o jogador mais importante do Barça desde 2004"

Bartomeu, presidente do FC Barcelona

"Iniesta é uma pessoa normal. Tão normal que não tem tatuagens, nem piercings, não pinta o cabelo, e que apenas se conhece pelo seu futebol. E se jogar apenas 20 minutos, não se queixa."

Pep Guardiola

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Terça-feira, 24.04.18

O jornal

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Terça-feira, 17.04.18

Quando a gente se habitua a uma missinha...

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Quinta-feira, 12.04.18

Sou jacobino

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Domingo, 08.04.18

A herança de Salazar

Santana-Maia Leonardo

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Uma verdadeira competição pressupõe que cada competidor dê o máximo de si pela vitória (independentemente de poder vencê-la ou não), que os competidores sejam tratados como iguais (independentemente do tamanho de cada um) e que os juízes (lato sensu) sejam imparciais e independentes.

E em Portugal, sejamos claros, faltam todos estes requisitos. A cultura desportiva nunca foi o nosso forte, nem nunca foi incentivada. Como é típico dos batoteiros, valorizamos mais o ganhar nem que seja com um golo com a mão e em fora de jogo, do que a competição e, consequentemente, o mérito. E sem cultura desportiva, tornamo-nos, como é óbvio, permeáveis e condescendentes com todo o tipo de batota e de corrupção.

Pablo Escobar, um dos maiores narcotraficantes, gostava muito de futebol e de ganhar, tal como a maioria dos portugueses. Segundo conta o seu filho, nunca perdeu um único jogo em toda a sua vida, o que tornava a sua equipa no glorioso dos Gloriosos. Importa, no entanto, chamar a atenção para algumas particularidades, ainda que, para a maioria dos portugueses, sejam absolutamente irrelevantes, porque o que interessa, mesmo, é ganhar seja de que forma for. Os jogos em que participava a sua equipa eram sempre arbitrados por Pablo Escobar, que tinha ainda a faculdade de, no decorrer do jogo, poder integrar na sua equipa os melhores jogadores da equipa adversária. Além disso, os jogos só terminavam quando a sua equipa estivesse a ganhar.

Foi certamente nos jogos disputados pela equipa de Pablo Escobar que se inspirou a liga portuguesa. Mas não pode ser este o modelo defendido por um verdadeiro adepto de futebol. A liga portuguesa mantém a estrutura feudal e classista herdada do tempo do fascismo. Com efeito, uma coisa é a diferenciação resultante do sucesso, através de meios próprios e num livre mercado regulado, que é o que acontece em todas as ligas da União Europeia; outra coisa é a diferenciação assente na discriminação existente nas sociedades fechadas e hierarquizadas em castas que impedem a ascensão social das classes de nível inferior. E, na liga portuguesa, como toda a gente sabe, o sucesso das classes mais baixas depende exclusivamente das relações de vassalagem com os senhores feudais que, inclusive, mantêm o direito de pernada sobre os clubes vassalos.

Face ao modelo feudal e classista da liga portuguesa, o modelo defendido pelos adeptos de futebol tem de ser da mesma natureza do modelo defendido pelas forças democráticas do 25 de Abril. Ou seja, o modelo europeu, mais precisamente o modelo inglês, quer quanto à igualdade de tratamento dos clubes, quer quanto à centralização dos direitos televisivos e distribuição das receitas, quer quanto às garantias de independência da justiça desportiva e do conselho de arbitragem.

O 25 de Abril ainda não chegou ao futebol português. Mas vai ter de chegar até porque não há democracia liberal sem uma verdadeira e sadia cultura desportiva.

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Terça-feira, 03.04.18

Odeio a tirania

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Segunda-feira, 02.04.18

As dinâmicas do poder, segundo Jorge Valdano

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Sexta-feira, 30.03.18

O Padrinho

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Quinta-feira, 29.03.18

Pensamento(s) de Edmund Burke

Filósofo e político conservador irlandês

nasceu a 12 de Janeiro de 1729  e faleceu em 9 de Julho de 1797

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«Ninguém cometeu maior erro do que aquele que nada fez só porque podia fazer muito pouco.»

«O mundo é um lugar perigoso de se viver, não por causa daqueles  que fazem o mal, mas sim por causa daqueles que o vêem fazer e deixam acontecer.»

«A aristocracia natural é uma voz permanente, serena mas firme, num oceano de mudança, que simplesmente aguarda o regresso do bom senso e do bom gosto.»

«O rei pode fazer um nobre, mas não um gentleman.»

«É irresponsável sacrificar uma geração em prol do bem da nação, empurrar comunidades inteiras para a pobreza ou destruir instituições que funcionam bem para assegurar um estado supostamente paradisíaco no futuro longínquo»

«Quando a estabilidade do navio é colocada em perigo por um excesso de peso num dos seus lados, estou disposto a levar o pequeno peso que representam as minhas razões para o lado oposto a fim de tentar estabelecer o equilíbrio»

«No meio de um povo geralmente corrupto a liberdade não pode durar muito.»

«A nossa pátria, para se fazer amar, deve ser amável.»

«Todas as sociedades precisam de um poder de controlo vindo de algum lugar: quanto menos ele vem de dentro, da adopção voluntária, mais ele virá de fora, da imposição de um poder central.»

«Quem confunde o bem com o mal é inimigo do bem.»

«O mundo moral admite monstros que o mundo físico rejeita.»

«A duração [das tradições e das instituições] não é valiosa para aqueles que pensam que pouco ou nada foi feito antes do seu tempo.»

«As pessoas não serão capazes de olhar para a posteridade se não tiverem em consideração a experiência dos seus antepassados.»

«As tradições são o banco geral e o capital das nações e das eras.» 

«Nunca  a Natureza afirma uma coisa e a sabedoria outra porque a lei da Natureza é a lei de Deus.» 

«A arte é a natureza do homem.» 

«Odeio a tirania. Mas odeio-a sobretudo quando são muitos os que estão envolvidos nela. A tirania de uma multidão é uma tirania multiplicada.»

«Em todos os governos, o mais seguro teste de excelência é a publicidade da sua administração, porque onde quer que haja secretismo, está implícita injustiça.»

«Sempre que há mistério em qualquer assunto de governação, deve presumir-se que há fraude; sempre que há encobrimento em matéria de dinheiro, deve presumir-se que houve má administração.»

«A harmonia social só é possível quando o povo se tiver esvaziado de toda a cobiça da sua vontade egoísta, coisa que, sem religião, é absolutamente impossível que consiga realizar.»

«A glória e a felicidade de um representante devem consistir em viver em estreita união, na mais estreita correspondência e na mais franca comunicação com os seus eleitores. É seu dever sacrificar o seu repouso, o seu prazer, as suas satisfações às deles e, acima de tudo, sempre e em qualquer caso, preferir o interesse deles ao seu. Mas não deve sacrificar-vos a sua opinião isenta, o seu juízo maduro, a sua consciência esclarecida; nem a vós, nem a homem nenhum, nem a nenhum grupo de homens existente. O vosso representante deve-vos, não apenas a sua diligência, mas o seu discernimento, e trai-vos, em vez de vos servir, se o sacrificar à vossa opinião.»

«Nunca existiu um homem que pensasse que não havia outra lei senão a sua própria vontade, que não descobrisse rapidamente que não tinha outro fim para as suas acções senão o seu próprio lucro. Todos os homens detentores de um poder incontrolado e discricionário que conduzisse ao engrandecimento e proveito da sua própria pessoa, acabaram sempre por abusar dele.»

«O candidato, em vez de confiar a sua eleição ao testemunho do seu comportamento no Parlamento, deve confiá-la ao testemunho de uma larga soma de dinheiro, ao poder de servir e cortejar os dirigentes das corporações, e de conquistar os dirigentes populares dos clubes políticos, das associações e dos bairros. Em quase todas as eleições de que tive conhecimento, era dez vez mil vezes mais necessário mostrar que se era um homem de poder do que se mostrar que se era um homem íntegro.»

«A lei humana pode ser rectamente mudada, na medida em que essa mudança responda a uma utilidade pública. Mas, em si mesma, a mudança da lei acarreta um certo detrimento para o bem da comunidade. Porque para a observância da lei contribui em muito o costume; a ponto que o que se faz contra o costume geral, mesmo que, em si mesmo, seja leve é, na verdade, grave. Porque, quando é mudada, a lei perde a sua força obrigatória, na medida em que destrói o costume. Portanto, a lei humana nunca deve ser mudada, a menos que, por outra parte, haja compensação para o bem comum relativa à parte derrogada da lei. E isto acontece: ou porque da nova disposição legal provém uma utilidade máxima e evidentíssima, ou porque havia máxima necessidade da mudança.»

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Domingo, 25.03.18

Código de Honra da Guarda Vitoriana

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Quinta-feira, 22.03.18

Um Grande contra o Enorme

Santana-Maia Leonardo

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A grande rivalidade entre o Benfica e o Vitória, nunca é de mais recordar, tem as suas raízes, em 480 a.C, na célebre batalha das Termópilas que opôs o rei vitoriano Leónidas I e o imperador lampião Xerxes I.

O rei Xerxes I, de cognome O Glorioso, era detentor, na altura, de metade do mundo conhecido e de um exército com mais de seis milhões de soldados. Conta-se que terá escolhido as armas do seu escudo quando viu uma águia a sobrevoar o seu palácio, tendo exclamado para a sua esposa: “Que bem fica!” E, a partir daqui, o escudo de Xerxes passou a ser conhecido por "Bem-Fica" e os seus soldados por benfiquistas.

Com o objectivo de conquistar a Grécia, uma pequena parte do mundo que lhe faltava, Xerxes reuniu, em 480 a.C., um vasto exército de seis milhões de benfiquistas. A invasão da Grécia, apanhou, no entanto, as cidades gregas desprevenidas, pelo que se tornava urgente travar o avanço do exército benfiquista para dar tempo às cidades gregas de organizarem a sua defesa.

Para cumprir esse desígnio, foi mandatado Leónidas, rei de Esparta, que usava no seu brasão uma frase que veio a ser tornada célebre por Virgílio: “Vence quem crê no Vitória”. Era, aliás, precisamente por esta razão que a sua guarda pessoal era conhecida por Guarda Vitoriana.

Acompanhado apenas pela Guarda Vitoriana, composta por 300 vitorianos, Leónidas deslocou-se para o desfiladeiro das Termópilas, lugar escolhido para enfrentar e retardar o avanço dos seis milhões de lampiões comandados por Xerxes. Perante a desproporção dos dois exércitos, Xerxes, num gesto de generosidade, resolveu enviar os cartilheiros Ruy Silva, Paulo Gonçalves e Pedro Guerra para lerem em voz alta a Leónidas a cartilha enviada por Carlos Janela com vista à sua rendição imediata e incondicional.

Ruy Silva era natural do Porto mas o poder e os títulos de Xerxes fascinaram-no, tendo-se tornado num dos benfiquistas mais ferrenhos, ao ponto de Xerxes o ter nomeado para o cargo de Vice-Cartilheiro, quer na imprensa falada, quer na imprensa escrita. Convencido de que Leónidas era feito da sua cepa, os cartilheiros enviados por Xerxes tentaram deslumbrá-lo com o poder e os títulos do império benfiquista.

Acontece que Leónidas tinha nascido em Setúbal, um dos bairros mais nobres da cidade de Esparta, onde a lealdade às suas raízes era inquebrável, por muito poderoso, glorioso ou fascinante que fosse o exército adversário.

Como último argumento para demover Leónidas, Pedro Guerra disse-lhe: “O número de benfiquistas é tão grande que lançaremos sobre os teus 300 vitorianos tantos very-light que taparão o sol”. Respondeu Leónidas: “Melhor, jogaremos à sombra”.

Durante sete dias, os 300 vitorianos conseguiram vencer as sucessivas investidas do poderoso exército de seis milhões de benfiquistas. E a resistência só foi quebrada porque um pastor chamado VAR, a troco de uns vouchers, mostrou aos invasores um pequeno caminho que podiam utilizar para aceder à baliza do Vitória. No final, já cercado pelos seus inimigos, o rei Xerxes dá uma ordem a Leónidas: "Deponham armas e entreguem-se". Leónidas respondeu-lhe: "Venham buscá-las". São as últimas palavras do rei vitoriano, fazendo jus ao pedido das mães vitorianas na hora da despedida dos seus filhos para a guerra: "Meu filho, volta com o teu escudo, ou em cima dele" (ou seja, ou vitorioso ou morto). Atacados por todos os lados, foram massacrados sem piedade.

No entanto, perante a fibra e o carácter demonstrado pela Guarda Vitoriana no campo de batalha, ficou célebre a frase do Rei Xerxes: "nós somos grandes, porque somos muitos, mas eles são ENORMES pelo seu carácter."

Não foi, no entanto, uma derrota inglória. A resistência heróica dos vitorianos permitiu às cidades gregas disporem do tempo necessário para se organizarem e derrotar o exército invasor. E ainda hoje, no local onde morreram, se pode ler numa lápide: "Caminhante, vai dizer ao povo de Setúbal que glória não é seis milhões vencerem trezentos. Glória é trezentos terem a coragem de enfrentar seis milhões, por amor à sua terra e ao clube que a representa."

 

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