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COLUNA VERTICAL


Terça-feira, 12.03.19

Nós somos futebolistas

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Sexta-feira, 08.03.19

O futebol não é para raparigas. Nem para rapazes. O futebol é para futebolistas.

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Sexta-feira, 08.03.19

Barça vs Real Madrid : a democracia e o caudilhismo

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Neste século, FC Barcelona e Real Madrid procederam a duas alterações estatutárias relevantes e que definem bem o ADN de cada clube:

     - nos estatutos do Barça, foi introduzida a limitação de mandatos (máximo: 2 mandatos), impedindo, desta forma, a perpetuação dos presidentes nos cargos e reforçando a democracia interna e a transparência;

     - no Real Madrid, por sua vez, Florentino Peres, como vista à sua perpetuação no poder, introduziu duas condições praticamente impossíveis de preencher para quem se quiser candidatar ao cargo: 20 anos de antiguidade como sócio e obrigatoriedade de dar o aval a 15 por cento do orçamento de despesas.

Ou seja, enquanto o FC Barcelona optou por reforçar a componente democrática, o Real Madrid optou por reforçar a componente caudilhista.

A eterna luta entre a Democracia e a Ditadura.

Como toda a gente sabe e quase todos defendem (menos eu e pouco mais), o modelo caudilhista do Real Madrid é o modelo seguido pelos clubes portugueses, com uma ligeira diferença: enquanto o presidente do Real Madrid tem de ter capacidade para dar o aval a 15% do orçamento das despesas do clube, em Portugal são os clubes que avalizam (e pagam) as dívidas dos seus presidentes.

No entanto, é bom não esquecer que foi precisamente o FC Barcelona da limitação dos mandatos que destronou o Real Madrid ultra-caudilhista.

O FC Barcelona é, hoje, o clube com mais títulos deste século e com tendência para aumentar, o que significa que a perpetuação dos presidentes no poder, como é defendido pela esmagadora maioria cá do burgo, está longe de ser uma garantia de sucesso.

A não ser para a carteira dos presidentes, como é óbvio...

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Segunda-feira, 24.12.18

Boas Festas

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Sábado, 12.05.18

O Bem, o Mal e um Ponto Final

Santana-Maia Leonardo Rede Regional de 10-5-2018

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Desde 1972 que escrevo ininterruptamente e militantemente em jornais locais, regionais e nacionais, acreditando que é possível contribuir para mudar Portugal através da palavra e do exemplo. Eça de Queirós, Antero de Quental e a Geração de 70, “a primeira em Portugal que saiu decididamente e conscientemente da velha estrada da tradição”, como a definiu Antero de Quental, sempre foram as minhas referências, desde a adolescência, neste meu militante combate político pela mudança das mentalidades.

Mas bastaria constatar como, cem anos depois, Portugal mantinha os mesmos vícios criticados por Eça, Antero e a Geração de 70 para ter chegado à conclusão da inutilidade da minha luta. Não é impossível corrigir defeitos. Só que o problema português não é uma questão de defeito, mas de feitio.

Fernando Pessoa, no último poema da Mensagem, retrata Portugal de forma esclarecedora: “Ninguém sabe que coisa quer./ Ninguém conhece que alma tem,/ Nem o que é mal nem o que é bem. / (…) Tudo é incerto e derradeiro./ Tudo é disperso, nada é inteiro./ Ó Portugal, hoje és nevoeiro.../” E, noventa anos depois, quando olhamos para Portugal, o nevoeiro não só não há meio de levantar como se adensa cada vez mais…

Até há bem pouco tempo, vivi convencido de que os portugueses, em geral, tinham uma consciência ética e a perfeita noção do Bem e do Mal, até pela suas constantes e vibrantes manifestações de indignação, quer nas mesas de café, quer nas redes sociais, contra a corrupção, o compadrio e as cunhas. Mas não têm. Ou melhor, para o cidadão português, o Bem e o Mal não são conceitos abstractos que se aplicam a todos por igual mas conceitos bem concretos e relativos que têm, por única referência, os seus próprios interesses. Por exemplo, a cunha tanto pode ser um Bem como um Mal. É um Bem se beneficiar a sua filha num concurso público; é um Mal se beneficiar a filha do vizinho.

Ora, chegados aqui, não podemos deixar de concluir pela inutilidade de qualquer tentativa de regeneração social porque as mesmas pessoas que se colocam ao nosso lado quando denunciamos os vícios dos governantes, autarcas e dirigentes desportivos são as mesmas que defendem e praticam os mesmos vícios quando o seu partido ou clube toma o poder. Como facilmente se constata, os portugueses não criticam os outros porque discordam dos seus métodos. Pelo contrário, criticam-nos por inveja porque, se tiverem a oportunidade, fazem precisamente o mesmo (ou pior). E não só fazem o mesmo como não concebem sequer que alguém pense ou aja de outra forma.

Mesmo com os processos judiciais mais mediáticos se constata esta dualidade de critérios. As mesmas pessoas que invocam a presunção de inocência em benefício dos seus são precisamente aquelas que não respeitam sequer as decisões absolutórias transitadas em julgado que dizem respeito aos adversários.

Portugal é um pequeno país organizado em forma piramidal em que a base da pirâmide assenta em micro-poderes de raiz ditatorial que odeiam o mérito, temem a inteligência e perseguem os livres pensadores. Aliás, os portugueses, como se tem visto ao longo da nossa história recente, são como o vinho: os melhores são para exportação.

Um povo com este tipo de organização e que relativiza a noção do Bem e do Mal aos seus próprios interesses impede, inevitavelmente, qualquer solução que vise a regeneração do sistema na medida em que os comportamentos não se alteram com a mudança de protagonistas, seja de partidos, de dirigentes ou de políticos. Daí o ditado português que resume, na perfeição, a desilusão com a alternância e a mudança: “mudam as moscas mas a merda é a mesma.

Como diz o povo, “se não os consegues vencer, junta-te a eles.” Não me vou juntar a eles, mas decidi, a partir de agora, passar a viver afastado deles.

Albert Camus foi um dos meus autores preferidos na adolescência. E, tal como ele, também eu acabei por conhecer, por experiência própria, o trabalho de Sísifo: em Portugal, por mais trabalho e esforço que se faça no sentido da regeneração social e política, os resultados são sempre infrutíferos, irrelevantes e frustrantes. Eu que o diga.

Decidi, por isso, colocar também um ponto final nas minhas crónicas, iniciadas no longínquo ano de 1972, com 13 anos de idade. Até sempre!

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Sábado, 12.05.18

Tebas aponta os dois defeitos fundamentais da Liga portuguesa

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Javier Tebas, o presidente da superliga espanhola, esteve em Portugal e apontou à Liga portuguesa precisamente os dois defeitos mais do que óbvios que eu tenho apontado. 

Era bom que benfiquistas, sportinguistas e portistas, antes de me criticarem, olhassem para a Europa e para o Mundo com olhos de ver, em vez de se entreterem em transformar a nossa liga numa pocilga do terceiro mundo.

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Sábado, 05.05.18

Com Cruyff começou tudo

A minha simpatia pelo Barça desde os bancos da escola primária assentava exclusivamente na forma épica como todos os anos nos era contada a história da reconquista da independência nacional no 1.º de Dezembro de 1640 e ao contributo decisivo da rebelião da Catalunha para que o movimento independentista português tivesse sucesso. 

Após o 25 de Abril, a questão política da minha simpatia pelo Barça ganhou peso quando soube das ligações do Real Madrid ao franquismo e a Santiago Barnabéu e do Barça como bandeira do movimento anti-franquista.

Mas foi com a chegada de Cruyjj a Barcelona que a minha simpatia pelo Barça deixou de ser apenas de carácter político para passar a ser também de carácter desportivo. E se hoje sou um adepto incondicional do Barça, devo-o a Johan Cruyff, quer como jogador, quer como treinador. 

Para Cruyff, o futebol resultadista dos italianos e que hoje caracteriza a maior parte das equipas do mundo, designadamente o Real Madrid, não fazia sentido. Futebol sem espectáculo não é futebol.

O Barça é hoje a única equipa do mundo onde se exige a excelência permanente. E isso deve-o a Cruyff.

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Segunda-feira, 30.04.18

Uma década de oiro. Só o melhor é o bastante!

O Barça venceu a SÉTIMA LIGA (2009, 2010, 2011, 2013, 2015, 2016 e 2018) a SEXTA TAÇA DO REI (2009, 2012, 2015, 2016, 2017 e 2018) e a QUARTA DOBRADINHA (2009, 2015, 2016 e 2018) da última década e está há 41 jogos sem perder para a liga o que é um record absoluto em Espanha.

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Sexta-feira, 27.04.18

Gracias, Capitán!

"É uma pessoa tão boa que todos queriam ter um filho como Iniesta"

"Andrés é o jogador mais importante do Barça desde 2004"

Bartomeu, presidente do FC Barcelona

"Iniesta é uma pessoa normal. Tão normal que não tem tatuagens, nem piercings, não pinta o cabelo, e que apenas se conhece pelo seu futebol. E se jogar apenas 20 minutos, não se queixa."

Pep Guardiola

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Terça-feira, 24.04.18

O jornal

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Terça-feira, 17.04.18

Quando a gente se habitua a uma missinha...

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Quinta-feira, 12.04.18

Sou jacobino

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Domingo, 08.04.18

A herança de Salazar

Santana-Maia Leonardo

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Uma verdadeira competição pressupõe que cada competidor dê o máximo de si pela vitória (independentemente de poder vencê-la ou não), que os competidores sejam tratados como iguais (independentemente do tamanho de cada um) e que os juízes (lato sensu) sejam imparciais e independentes.

E em Portugal, sejamos claros, faltam todos estes requisitos. A cultura desportiva nunca foi o nosso forte, nem nunca foi incentivada. Como é típico dos batoteiros, valorizamos mais o ganhar nem que seja com um golo com a mão e em fora de jogo, do que a competição e, consequentemente, o mérito. E sem cultura desportiva, tornamo-nos, como é óbvio, permeáveis e condescendentes com todo o tipo de batota e de corrupção.

Pablo Escobar, um dos maiores narcotraficantes, gostava muito de futebol e de ganhar, tal como a maioria dos portugueses. Segundo conta o seu filho, nunca perdeu um único jogo em toda a sua vida, o que tornava a sua equipa no glorioso dos Gloriosos. Importa, no entanto, chamar a atenção para algumas particularidades, ainda que, para a maioria dos portugueses, sejam absolutamente irrelevantes, porque o que interessa, mesmo, é ganhar seja de que forma for. Os jogos em que participava a sua equipa eram sempre arbitrados por Pablo Escobar, que tinha ainda a faculdade de, no decorrer do jogo, poder integrar na sua equipa os melhores jogadores da equipa adversária. Além disso, os jogos só terminavam quando a sua equipa estivesse a ganhar.

Foi certamente nos jogos disputados pela equipa de Pablo Escobar que se inspirou a liga portuguesa. Mas não pode ser este o modelo defendido por um verdadeiro adepto de futebol. A liga portuguesa mantém a estrutura feudal e classista herdada do tempo do fascismo. Com efeito, uma coisa é a diferenciação resultante do sucesso, através de meios próprios e num livre mercado regulado, que é o que acontece em todas as ligas da União Europeia; outra coisa é a diferenciação assente na discriminação existente nas sociedades fechadas e hierarquizadas em castas que impedem a ascensão social das classes de nível inferior. E, na liga portuguesa, como toda a gente sabe, o sucesso das classes mais baixas depende exclusivamente das relações de vassalagem com os senhores feudais que, inclusive, mantêm o direito de pernada sobre os clubes vassalos.

Face ao modelo feudal e classista da liga portuguesa, o modelo defendido pelos adeptos de futebol tem de ser da mesma natureza do modelo defendido pelas forças democráticas do 25 de Abril. Ou seja, o modelo europeu, mais precisamente o modelo inglês, quer quanto à igualdade de tratamento dos clubes, quer quanto à centralização dos direitos televisivos e distribuição das receitas, quer quanto às garantias de independência da justiça desportiva e do conselho de arbitragem.

O 25 de Abril ainda não chegou ao futebol português. Mas vai ter de chegar até porque não há democracia liberal sem uma verdadeira e sadia cultura desportiva.

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Terça-feira, 03.04.18

Odeio a tirania

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Segunda-feira, 02.04.18

As dinâmicas do poder, segundo Jorge Valdano

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