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COLUNA VERTICAL


Quarta-feira, 15.01.20

Época de saldos

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Sexta-feira, 10.01.20

O VAR e o triunfo dos porcos

Santana-Maia Leonardo - Diário As Beiras de 8-1-2020

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Escrevo esta crónica de Manchester, onde venho todos os anos por esta época para assistir ao vivo à festa do futebol inglês. E, como facilmente se constata, os adeptos ingleses são declaradamente contra o VAR e os cânticos, quando o VAR é chamado a intervir, não enganam: "It's not football anymore!"

Mas a abissal diferença entre a liga portuguesa e a inglesa é a forma como os clubes são tratados. Em Inglaterra, um lance polémico no jogo entre o Burnley-Aston Villa tem o mesmo destaque e o mesmo tratamento dum lance num jogo entre o City-Liverpool e é analisado da mesma forma em todas as televisões e por comentadores especialistas (ex-árbitros, ex-treinadores e ex-jogadores) imparciais e que colocam o futebol acima de qualquer interesse clubista.

Em Inglaterra, todos os clubes são iguais, independentemente da sua classificação, história, palmarés ou poderio económico, sendo extremamente fácil um clube histórico e com palmarés descer de divisão e um clube da II Liga transformar-se num grande clube inglês. Qualquer clube inglês é atractivo para um investidor porque a igualdade de tratamento está garantida.

Em Portugal, tal como no livro "O Triunfo dos Porcos", não existe qualquer possibilidade de isto suceder porque o elevador social, pura e simplesmente, não funciona. E não funciona por imposição legal dos animais que são mais iguais do que os outros. E quais são esses animais? Os Porcos, como não podia deixar de ser.

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Terça-feira, 07.01.20

A HISTÓRIA DA REDESCOBERTA DE ANGOLA

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Sábado, 04.01.20

A Pocilga

Santana-Maia Leonardo 

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Portugal já ultrapassou, há alguns anos, a fase do triunfo dos porcos com que termina a "Quinta dos Animais" de George Orwell.

Portugal é, aliás, a continuação da história.

Com efeito, já há alguns anos que os Porcos transformaram esta Quinta dos Animais numa enorme Pocilga onde só os porcos, os leitões e os leitõezinhos conseguem sobreviver e suportar o cheiro.

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Quinta-feira, 02.01.20

O futebol inglês, americano e português

Santana-Maia Leonardo

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Futebol inglês, americano e português são três modalidades desportivas totalmente diferentes, apesar de usarem o mesmo nome. Em todo o caso, ainda existe algumas semelhanças entre o futebol inglês e americano, apesar de o futebol americano se assemelhar mais ao rugby, designadamente na competitividade das ligas e na forma como os adeptos entendem e sentem o jogo.

O futebol português, pelo contrário, é uma modalidade de cariz religioso que não tem nada a ver com as outras duas. O futebol português é um resquício dos tempos em que os santinhos da devoção dos portugueses iam em peregrinação pelas igrejas e capelinhas desse país fora para que os devotos os pudessem adorar de perto e onde as criancinhas desde o berço eram educadas na devoção do santinho da moda. E sempre que a igreja da terrinha se tornava pequena para tanto devoto, o palco era mudado para um recinto maior.

O futebol português não é nada mais nada menos do que isto. A Senhora da Luz, o Senhor de Alvalade e Santinha das Antas, para além das missas quinzenais nas suas catedrais, vão, durante a época, em peregrinação pelos estádios desse país fora para que os devotos os possam aplaudir e lhes tocar, à espera de uma relíquia. Só Nossa Senhora de Fátima se lhes compara em devoção e na comercialização das relíquias. Não é, aliás, por acaso que os portugueses relacionam sempre o futebol português com padres, Papas, igrejas e catedrais.

O futebol inglês não tem nada a ver com isto. Desde logo porque cada jogo é jogado como uma verdadeira final disputada entre clubes que representam cidades ou regiões, sendo absolutamente indiferente a classificação de cada clube, e onde o fair-play é a pedra de toque. O anti-jogo causa repulsa aos adeptos de qualquer equipa. O futebol inglês é jogado por guerreiros destemidos que representam uma cidade ou uma região e não por cobardes, batoteiros ou palhaços. E todos clubes são tratados com a mesma dignidade, seja pela televisão, seja pela imprensa. Em Inglaterra, não há jornais desportivos, nem programas de comentário desportivo com comentadores-adeptos.

Em segundo lugar, porque os adeptos ingleses, como os americanos, detestam provas sem emoção e de baixo nível competitivo. Como dizem os ingleses, só se vê se um cavalo é bom nos obstáculos altos. Por isso, os direitos televisivos são partilhados quase irmamente para que todas as equipas se possam tornar em obstáculos altos para qualquer equipa.

Em terceiro lugar, porque o factor casa aumenta em muito o grau de dificuldade dos jogos para qualquer equipa, uma vez que a massa esmagadora e ensurdecedora dos adeptos da casa empurra a equipa para a vitória. Ao contrário do futebol de sacristia que se disputa em Portugal, os estádios ingleses são feitos à medida da equipa da casa e não para vender bilhetes aos visitantes. Aqueles clubes que dão mais importância às receitas de bilheteira do que ao resultado do jogo deviam ser proibidos competir e ser convidados a montar uma banca na feira ou a dedicar-se ao circo.

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Terça-feira, 31.12.19

Feliz Ano Novo

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Terça-feira, 24.12.19

Feliz Natal

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Domingo, 22.12.19

Esclarecimento público aos meus amigos virtuais

Santana-Maia Leonardo

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No poema o “Poeta é um fingidor”, Fernando Pessoa explica o drama da escrita: o leitor lê no que o poeta escreveu uma “dor” (a dor lida) diferente das duas “dores” que o poeta sentiu (a dor sentida e a dor fingida).

Ora, tenho constatado, nalguns comentários aos meus posts, que algumas pessoas que me lêem extraem conclusões que os meus textos não permitem.

Por exemplo, Paulo Rodrigues ficou muito decepcionado por eu ser do Barça, quando presumia que eu defendesse que uma pessoa fosse apenas do clube da sua terra.

Ora, eu nunca defendi que uma pessoa tivesse de ser disto ou daquilo ou que tivesse de ser obrigatoriamente do clube da sua terra. Cada um tem o direito de ser do clube ou dos clubes que quiser e mudar de clube quando lhe apetecer ou, pura e simplesmente, não ser de clube nenhum.

Tomemos o meu caso como exemplo. Se uma pessoa deve torcer pelo clube da sua terra, era importante definir qual o critério para definir a terra de cada um.

A nossa terra é a terra onde nascemos? Devo desde já dizer que não valorizo muito este critério porque uma pessoa não escolhe o sítio onde nasceu e, para mim, qualquer escolha tem de ser sempre pessoal e consciente. Sou uma pessoa, não sou uma ovelha. Ponto final. Em todo o caso, seguindo este critério, eu teria de ser do Benfica ou do Sporting porque nasci em Lisboa e tenho casa na 2.ª Circular.

Ou a nossa terra é a terra onde vivemos? Neste caso, eu teria de ser de muitos clubes porque já vivi em Setúbal, Ponte de Sor, Abrantes, Nisa, Coimbra e Viseu. Espero não me ter esquecido de nenhuma terra.

Ou a nossa terra, tal como a mulher amada, é a terra que amamos e com a qual nos identificamos? Neste caso, só podia ser, neste momento, do Barcelona. Devo, desde já, dizer que este é o critério que sigo mas aceito que outros sigam critério diferente. Neste ponto, liberdade absoluta.

No entanto, o que eu defendo, quando me refiro à relação dos adeptos com os clubes e à organização do futebol português, é substancialmente diferente e tem a ver exclusivamente com a integridade das competições.

Vou tentar explicar com dois exemplos facilmente compreensíveis para quem não seja um batoteiro.

Uma competição entre clubes pressupõe a existência de clubes, sendo um clube uma associação de adeptos representativa de uma comunidade. Se um clube não tem adeptos ou a maioria dos adeptos torcem por outros clubes que disputam a mesma competição, isso desvirtua a competição e põe em causa a sua integridade.

Quem disputa uma competição não pode ter dois amores, nem desejar que vença outra equipa que não seja aquela que é a sua equipa ou aquela que representa.

Por outro lado, a integridade das competições exige que a todos os participantes sejam garantidas condições mínimas que lhe permitam poder disputá-la e com independência.

Ora, o que se passa em Portugal é que existem três clubes que se apropriam da totalidade das receitas que a competição produz, controlam todas as instituições e a comunicação social, obrigando todos os outros clubes a viverem na sua dependência e à sua sombra, o que desvirtua necessariamente a competição.

Sendo certo que o futebol português reproduz precisamente o que se passa em toda a organização social, a começar na escola onde aos alunos provenientes das classes sociais mais baixas não lhe são dadas as condições mínimas para poderem competir com os filhos das classes mais favorecidas, nem aos partidos da oposição nas autarquias lhe são dadas as condições mínimas para poderem exercer as suas funções com um mínimo de dignidade.

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Domingo, 22.12.19

Não pode um açoriano ser do Benfica num jogo contra o Santa Clara?

Santana-Maia Leonardo

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É desta forma que muitos benfiquistas colocam a questão quando alguém critica o facto de haver mais açorianos a torcer pelo Benfica do que pelo Santa Clara num jogo disputado entre ambos em Ponta Delgada.

Ora a questão não é essa. Qualquer pessoa tem obviamente o direito de ser do clube que lhe apetecer. O que não faz sentido é haver um campeonato de 18 clubes quando efectivamente só existem três clubes porque provavelmente a minoria dos adeptos que neste dia estava a torcer pelo Santa Clara é do Sporting ou do Porto, o que significa que estamos perante uma verdadeira fraude à verdade desportiva.

Com efeito, se uma escola organiza um campeonato inter-turmas ou inter-escolas, não é aceitável que os colegas da minha turma ou da minha escola joguem ou torçam por outra turma ou por outra escola. Se isto suceder, a minha turma ou a minha escola não podem participar no campeonato. Isto é uma evidência porque é a essência de qualquer competição.

Os jogos de um campeonato nacional são jogos entre cidades e regiões e não são jogos entre a selecção nacional representada pelo Benfica, Sporting e Porto e os clubes das aldeias de Portugal. Ou seja, o jogo entre o Santa Clara e o Benfica é um jogo entre os Açores e Lisboa. É assim em qualquer país e campeonato do mundo. Todos os clubes são identificados pela cidade ou região onde têm a sua sede. E se o Santa Clara não consegue encher o seu estádio com os seus adeptos num jogo contra o Benfica, só pode significar que é um clube pária, pelo que não devia ser permitido jogar na liga portuguesa.

Se forem assistir a um jogo do Barça ou do Madrid fora de casa a qualquer estádio espanhol, o estádio vai estar a abarrotar de adeptos do clube da casa num ambiente infernal. O ano passado em Sevilha, os adeptos do Sevilha eram 55 mil e os do Barça 400 e tivemos de pagar 100 euros por cada bilhete. Em Vigo foi a mesma coisa. Os bilhetes são caríssimos e os lugares disponíveis muito poucos e num topo. E é para quem quer.

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Sábado, 14.12.19

E se os eleitores portugueses seguissem este critério?

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O Barça é o único clube do mundo que gera mais de mil milhões de receitas e o único dos grandes clubes onde existe limitação de mandatos.

Nas últimas eleições do Barça apresentaram-se quatro candidatos: Bartomeu, Benedito, Freixa e Laporta.

Evarist Murta, ex-dirigente culé de referência, antes das eleições, explicou ao jornalista Joan Vehils porque não temia que viesse alguma vez a ganhar as eleições do Barça algum candidato menos sério.

Disse ele: "o sócio do Barça, quando vota, também valoriza o facto de o presidente eleito ser boa pessoa ou, pelo menos, que o aparente. E tu em com qual dos quatros candidatos deixarias os teus filhos para passar um fim de semana?"

Pois aqui está um bom critério para elegermos uma pessoa. Ou seja, ser uma boa pessoa, em vez de ser um m oportunista, um tiranete e um vendedor de banha-da-cobra, que são precisamente as três "qualidades" mais valorizadas pelo eleitor português num político ou num dirigente desportivo.

Por isso, chegámos onde chegámos. E, também por isso, não vamos conseguir sair do círculo vicioso onde nos encontramos.

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Domingo, 08.12.19

Messi oferece, pela sexta vez, a Bola de Ouro aos sócios, peñistas e adeptos do Barça

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Sexta-feira, 06.12.19

Sabe a diferença entre transparência e batota? Eu explico.

Santana-Maia Leonardo 

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Tal como acontece em Portugal, os jogos que têm maior valor de mercado em Espanha e no mundo são os jogos entre Barcelona, Real Madrid e Atlético de Madrid. Com efeito, um torneio oficial que envolva estes três clubes gera receitas astronómicas, como toda a gente sabe.

Qual a diferença entre Portugal e Espanha?
Espanha, percebendo isso, passa a organizar a Supertaça Espanhola no modelo Final Four entre os vencedores da Liga e da Taça e o terceiro e quarto classificado da Liga Espanhola (não é rigorosamente assim, mas na prática é assim), o que implica a presença dos três colossos espanhóis e uma terceira grande equipa que este ano é o Valencia.

O Barça corre o risco de perder um troféu mas a competitividade da prova e as receitas que gera é o que é mais importante até para a implantação e fidelização da Liga Espanhola no mercado global.

Em Portugal, a liga também chegou à conclusão que no mercado do Portugal dos Pequeninos apenas têm interesse comercial os jogos entre Benfica, Sporting e Porto. E então o que congeminou para conseguir o resultado que os espanhóis conseguem de forma directa e transparente?

Conceber a Taça da Liga com uma fórmula altamente rebuscada e intencionalmente viciada que no final garanta o resultado pretendido. Ou seja, uma Final Four com Benfica, Sporting, Porto e Braga.

O problema é que os portugueses nunca foram bons a Matemática e, à excepção do ano passado, o resultado nunca é o esperado pelos autores da mágica fórmula.

Ora, não era possível, numa questão tão simples, os máximos dirigentes portugueses serem transparentes e fazerem como os espanhóis, em vez de andarem a inventar fórmulas que nunca dão o resultado esperado? Até para fazer batota é preciso ter um mínimo de inteligência e destreza intelectual.

Mas isso talvez seja pedir muito aos nossos super-batoteiros que estão habituados a fazer tudo às claras, sem grande esforço intelectual porque sabem que nada lhes sucede.

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Sábado, 30.11.19

120 anos

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Sábado, 30.11.19

Os valores do Barça

Santana-Maia Leonardo 

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Junto à Basílica de Santa Maria del Mar que tem o escudo do Barça num dos seus vitrais em reconhecimento à ajuda na sua construção após o incêndio que a devastou, é altura de falar dos dois valores que faltam.

Já vimos dois: AMBIÇÃO e RESPEITO, o terceiro e o quarto, respectivamente. Falta ver o primeiro, o segundo e o quinto: HUMILDADE, ESFORÇO e TRABALHO EM EQUIPA.

Estes cinco valores são a trave mestra do clube e são ensinados, praticados e cultivados em todos os escalões de formação.

Vou dar alguns exemplos para perceberem a diferença.

Não é permitido a qualquer jogador do Barça das camadas jovens receber troféus individuais em qualquer competição, seja melhor jogador, melhor guarda-redes, etc.

Todos os jogadores, independentemente da sua valia, devem intuir que o futebol é um jogo de equipa e que o sucesso ou insucesso é sempre o resultado do trabalho em equipa, é responsabilidade de todos e que nada se consegue sem muito trabalho e sem esforço. Por isso, não é possivel encontrar no Barça, em qualquer escalão, o discurso centrado no "eu".

E reparem na forma como os jogadores do Barça festejam os golos. Todos os golos são festejados colectivamente e com a mesma felicidade, independentemente de quem o marque. A cara dos jogadores não muda se o golo for marcado por ele ou por outro colega.

Mesmo Messi nunca fala na primeira pessoa, colocando sempre a tónica no colectivo. E a melhor prova disso é que todos os prémios individuais ganhos por Messi (5 Bolas de Ouro e 6 Botas de Ouro) fazem parte do espólio do Museu do Barça.

Iniesta é o símbolo da Masia. Tem as suas opiniões mas nunca se põe em bicos dos pés, reclama protoganismo ou critica os adversários. É o exemplo a seguir.

Também nunca ninguém ouviu Puyol, Xavi, Messi ou Busquets auto-elogiarem-se, pôrem-se em bicos dos pés, dizerem que são os melhores do mundo ou declararem que querem ganhar prémios individuais.

Piqué só este ano entrou na lista dos capitães precisamente por ter um perfil de excesso de protoganismo com declarações bombásticas que não agrada a um plantel onde a discrição e a humildade são valores a praticar.

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Terça-feira, 26.11.19

Barça: a poesia no futebol

Santana-Maia Leonardo 

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Na vida há os poetas e os outros. E para se ser do Barça tem de se gostar de poesia e ter alma de poeta.

Ontem vimos a diferença ideológica entre ser do Barça e ser madridista, onde pudemos constatar que a estrutura organizativa dos nossos clubes e a ideologia do adepto português se identifica com Madrid e não tem nada a ver com o Barça.

Hoje vamos ver a diferença estética entre o Barça e os outros. E para isso temos de falar de Criujjf, o poeta do futebol que revolucionou o futebol do Barça e lhe impôs a dimensão estética da poesia que é hoje a sua imagem de marca.

E basta recordar três frases históricas de Criujjf, para perceberem a que me refiro: 1. "O futebol é um jogo que se joga com a mente. 2. Prefiro ganhar por 5-4 do que ganhar por 1-0. 3. O futebol é um espectáculo em que não basta ganhar, é necessário jogar bem.

Enquanto, para um adepto do Madrid, o importante é ganhar e, para os resultadistas italianos, o importante é não sofrer golos, para um adepto do Barça não basta ganhar é necessário jogar bem e dar espectáculo, correndo todos os riscos que isso comporta. Ser do Barça é assumir a dimensão estética da Poesia.

Ganhar por 1-0 e jogar mal não satisfaz um adepto do Barça que aceita melhor perder se a equipa jogou bem e fez tudo para merecer a vitória.
E aqui chegados temos outro dos valores do Barça que é ensinado e cultivado em La Masia.

Ontem vimos o RESPEITO, um dos valores fundacionais e uma das imagens de marca do clube e que é praticado e cultivado por todos os jogadores, dirigentes e sócios do clube, constando expressamente dos estatutos para admissão de sócio.

Hoje vimos outro dos cinco valores do clube: A AMBIÇÃO. Porque é necessário ter a ambição desmedida dos poetas para apenas ficar satisfeito com a vitória, assumindo o risco de jogar de peito aberto, dando espectáculo e jogando bem.

Como vêem, basta ouvir falar os treinadores e os adeptos portugueses em que o importante é ganhar seja lá como for, para se constar que não têm nada a ver com o Barça e têm tudo a ver com a escola resultadista italiana.

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