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COLUNA VERTICAL

"Barcelona respira liberdade e harmonia por todos os poros."

COLUNA VERTICAL

"Barcelona respira liberdade e harmonia por todos os poros."

por João Salvador Fernandes

 
Segundo Edmund Husserl : «Os estados de consciência são estados intencionais.»
 
Não pretendo discorrer sobre a fenomenologia husserliana, mas aproveito a frase para fazer um pequeno trocadilho e dizer: o político deve ter consciência das suas intenções. E faço-o porque quero abordar a temática do perfil do líder político.
 
Optei por tratar deste assunto, visto que, sendo esta a minha primeira colaboração com o blogue amar Abrantes, creio ser necessário analisar o papel de um líder nos meandros da política. Estamos num espaço de opinião e de apoio a um candidato à Câmara Municipal de Abrantes; um candidato que se tem de mostrar forte e capaz de enfrentar a batalha que se avizinha; um candidato que já é o comandante das hostes social-democratas abrantinas.
 
Como dispõe um antigo adágio chinês: «Corta-se a árvore e os macacos fogem.» Ou seja: se se eliminar o líder, todos os outros membros de uma determinada organização ficam fragilizados.
 
Então, o que fazer para evitar que o timoneiro da barca se afogue na rota que pode terminar numa vitória eleitoral? A resposta é mais simples do que parece:
 
A sua acção política deve revestir-se de um cariz teleológico que assenta no dever cívico; na procura pela construção de um futuro melhor e na preterição dos benefícios pessoais que o poder lhe pode granjear. Tem de almejar, acima de tudo, por bem governar e por usar as suas atribuições e competências para o desenvolvimento social, económico e cultural das áreas e populações que lhe estão adstritas.
 
Por outras palavras, para que um líder seja inabalável, tem de saber prever as consequências dos seus actos; tem de ter conhecimentos práticos e precisos; ou seja: tem de agir tempestivamente e com conhecimento de causa. Tem de ser um homem controlado, que não se deixe levar por excessos emocionais, pois, de outro modo, arrisca-se a perder a racionalidade quando toma decisões. Tem de ser um homem que saiba, honestamente, atribuir a cada um o que é seu, e que tenha um espírito capaz de aguentar todos os ataques vitríolicos dos quais poderá vir a ser alvo, muitas vezes imerecidamente, resultantes do acinte e dos intentos soezes daqueles que se lhe opõem.
 
Em suma, um grande líder político deve coligir quatro características essenciais: a prudência, a temperança, a justiça e a fortaleza do ser.
 
Assim, porque acredito que o Dr. Santana Maia reúne todas as qualidades que referi, neste breve discurso sobre as virtudes de um político, passarei a escrever com frequência neste blogue e apoiarei a sua candidatura à presidência da Câmara Municipal de Abrantes. Sei que pautará as suas condutas por estas traves mestras e fará tudo o que lhe for possível para que Abrantes deixe de ser um mero ponto no mapa, desconsiderado por muitos e desconhecido por tantos outros.