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COLUNA VERTICAL



Quinta-feira, 20.05.10

REUNIÃO DA CÂMARA DE 17/5/10 (extracto II)

O MUSEU IBÉRICO - A NOSSA POSIÇÃO

Declaração dos vereadores do PSD

 

Face à cortina de fumo que certas forças políticas e certas pessoas procuram lançar sobre as nossas intervenções a propósito do Museu Ibérico, os vereadores do PSD vêm, mais uma vez, explicitar a sua posição sobre este assunto.

 

Relativamente à construção de um museu ou adaptação de um espaço para albergar colecções de reconhecido valor, como nos garantem ser o caso, os vereadores do PSD são a favor, desde que o projecto não ponha em risco, obviamente, a coesão territorial e o tecido económico do município, como sucederia se o projecto consumisse recursos essenciais e não fosse capaz de gerar o retorno equivalente.

 

É, por esta razão, que defendemos, desde o início, que, pretendendo avançar com um projecto megalómano que vai mobilizar e consumir recursos essenciais do município, para mais num tempo de grave crise económica e financeira, a Câmara não o deveria iniciar sem, primeiro, fazer um estudo sério sobre a sua viabilidade e sustentabilidade económica.

 

A Câmara não pode correr o risco de um projecto destes falhar, sob pena de os abrantinos virem a pagar um preço demasiado elevado e que os pode arruinar.

 

Esta é, de facto, a questão política que nos separa: nós não aceitamos apostar o destino do concelho de Abrantes numa qualquer roleta russa, por muito elogiada que seja.

 

Sem informação, não pode haver decisão.

 

Relativamente ao nosso pedido de esclarecimento sobre a colecção de João Estrada, a questão coloca-se a outro nível, porque nunca nos passou sequer pela cabeça que a Câmara tivesse avançado para um projecto com a dimensão proposta para o Museu Ibérico sem que, antes, tivesse havido o cuidado de fazer a certificação, segundo os critérios de verificação científica, da viabilidade artística da colecção nuclear do museu.

 

Foi, assim, mais por descarga de consciência do que por acreditar que as mesmas tivessem algum fundamento, que colocámos aqui questões que, em Abrantes, pessoas com credibilidade, inclusive, comentam ou dão como assentes.

 

Tanto mais que não nos parecia crível que a Câmara tivesse sido tão inconsciente que se lançasse num projecto tão arriscado como este sem, antes, ter tido o cuidado de limpar a colecção nuclear das peças falsas.

 

Por outro lado, não colocávamos sequer a hipótese de a Câmara ter aceitado a colecção se tivesse constatado que a mesma era constituída por algumas "peças preciosíssimas retiradas aos seus legítimos proprietários" (sic) por pessoas sem escrúpulos.

 

 Isto, repetimo-lo, nunca nos passou sequer pela cabeça.

 

No máximo, pensámos que poderia ter havido alguma incorporação de espólio arqueológico municipal na colecção, fruto da tal colaboração “técnica” entre o município e a fundação de que algumas pessoas falavam. Mas não mais do que isto.

 

Acontece que, apesar da senhora presidente ter preferido refugiar-se em ambiguidades, em vez de ter respondido de forma clara e objectiva ao nosso pedido de esclarecimentos, o Dr. Alves Jana foi categórico na resposta que nos resolveu dar em directo da rádio, resposta essa que ultrapassou em muito o âmbito das dúvidas aqui levantadas.

 

Ora, a partir das declarações do Dr Alves Jana, a questão deixou de se situar no campo da discussão da sustentabilidade económica do museu para passar para o campo da defesa dos valores e princípios estruturantes do nosso sistema jurídico e de todas as democracias ocidentais. Ou seja, a defesa do Estado de Direito e que se resume no seguinte: ninguém está acima da lei e do direito.

 

Consequentemente, se, como diz o Dr Alves Jana, existem na colecção "peças preciosíssimas que foram retiradas aos seus legítimos proprietários" (sic), as mesmas devem ser devolvidas a estes e quem assim procedeu deve responder por isso até para evitar que continuem a sua actividade criminosa; se, por outro lado, tudo isto não passa, afinal, de calúnias, como garante a senhora presidente, quem as profere e quem lhes deu origem também deve responder por isso para evitar que sobre a colecção, o coleccionador e os arqueólogos continuem a ser lançados todo o tipo de suspeições e indignidades.

 

Esta é a nossa posição.

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