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COLUNA VERTICAL

"Barcelona respira liberdade e harmonia por todos os poros."

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"Barcelona respira liberdade e harmonia por todos os poros."

O Mirante de 1/7/2010 

 

“Eticamente deplorável”, “vista como uma contrapartida pelas facilidades recebidas” e de “manifesta incompatibilidade política”. Foi deste modo que alguns deputados do PSD e do Movimento Independente pelo Concelho de Abrantes (ICA), com assento na Assembleia Municipal de Abrantes reagiram à anunciada contratação de Nelson Carvalho, presidente da Câmara de Abrantes até Outubro de 2009, para o lugar de director de formação e projectos especiais da RPP Solar - uma empresa produtora de painéis solares que se instalou em Abrantes com incentivos concedidos pela autarquia então liderada pelo socialista Nelson Carvalho. A reunião de assembleia municipal teve lugar na noite de sexta-feira, 25 de Junho e este foi um dos assuntos abordados nas intervenções proferidas antes do período da ordem do dia.

 

As maiores críticas foram proferidas pelo deputado Gonçalo Olivieira, da bancada do PSD. “Uma atitude eticamente deplorável e inaceitável que descredibiliza junto da opinião pública os políticos e a política”, salientou numa intervenção sobre o futuro profissional do ex-autarca. (...)

 

Em resposta, a actual presidente da Câmara de Abrantes, Maria do Céu Albuquerque (PS), foi taxativa: “Nelson Carvalho é um cidadão. É uma opção que faz e a autarquia não faz qualquer comentário acerca desta matéria”.

 

Responsável por garantir o investimento da RPP Solar no concelho, Nelson Carvalho aceitou o convite da empresa de painéis solares de Alexandre Alves porque já não tinha esperança de conseguir ocupar um cargo na administração pública devido a um processo que tem pendente em tribunal.

 

O ex-autarca disse a O MIRANTE (ver edição de 24 de Junho) que está de consciência tranquila e que não vê qualquer incompatibilidade em ter, enquanto presidente do município, aprovado incentivos, como a isenção de taxas de licenciamento, ao empresário para instalar o projecto no concelho.

 

Recorde-se que a câmara comprou o terreno, para revender à empresa, por um milhão de euros e vendeu-o por 100 mil euros.