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COLUNA VERTICAL

"Barcelona respira liberdade e harmonia por todos os poros."

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"Barcelona respira liberdade e harmonia por todos os poros."

04 Ago, 2010

A lei da selva

Há cerca de dez anos escrevi o seguinte texto a propósito do crescimento dos partidos fascistas e dos sentimentos xenófobos na Europa, sentimentos esses que agora também começam a aparecer em Abrantes, relativamente à comunidade cigana:

 «Como já devem ter reparado, hoje quase toda a gente é de esquerda. Da tal esquerda não praticante, bem entendido, que gosta de falar dos pobrezinhos e dos excluídos para aliviar a consciência e ajudar a digestão. E hoje em dia, não há melhor digestivo para um requintado banquete do que as preocupações sociais. Acontece que quem quiser continuar a ser antifascista não pode ser de esquerda. Porque esta esquerda mole, lassa, barriguda e viscosa que se reproduz nos órgãos de comunicação social e engorda nas repartições públicas, é a mãe de todos os fascismos. E, quer se queira, quer não, mães e filhos são tudo farinha do mesmo saco».

Não é, pois, de estranhar que os europeus, ao verem os seus líderes a tremer de medo e incapazes de enfrentar os monstros que as suas teorias modernistas conceberam, comecem agora a dar ouvidos aos líderes populistas dos partidos neonazis e fascistas. É no que dá o modernismo, o multiculturalismo e as lideranças frouxas.

Santana-Maia Leonardo - in Nova Aliança 

4 comentários

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    Rexistir 06.08.2010

    Pedro Oliveira

    Ou sou eu que me expresso mal ou o senhor que não sabe ler. No entanto, já li várias vezes os dois textos que escrevi e não vejo onde defendi a eliminação dos ciganos, dos barrigudos e dos estúpidos...Pelo contrário, responsabilizo é certos "barrigudos", em sentido metafórico, pelo recrudescimento dos movimentos neofascistas e xenófobos.
    Aconselho-lhe a ler, a este propósito, os seguintes livros: «UM MUNDO SEM REGRAS» do escritor libanês Iman Maalouf e «A OBESIDADE MENTAL» de Andrew Oitke. E provavelmente vai descobrir, para sua surpresa, que o seu comentário encerra um comportamento de apartheid, segundo a definição de Amin Maalouf, apesar de o ter feito com as melhores intenções.

    Santana Maia
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    pedro oliveira 06.08.2010

    Tive de ler há uns anos «As cruzadas vistas pelos árabes» (por motivos académicos) e não fiquei com grande apreço intelectual por Maalouf, a impressão que fiquei, posso estar errado, é que tem uma tese, uma premissa se preferir e depois molda a realidade de modo a encaixá-la aí. Desonestidade intelectual, diria.
    Os seus textos, na minha opinião, generalizam.
    Os ciganos, os arianos, os pretos não são todos iguais esse é o «pecado» daquilo que escreve.
    Há um cigano que é presidente eleito da câmara municipal de Torres Vedras.
    Há um cigano - Quique Flores - que é um dos melhores treinadores de futebol do mundo, venceu a última Liga Europa e um dos seus jogadores, Fórlan, foi considerado o melhor jogador do Mundial da África do Sul.
    Há um cigano - Ricardo Quaresma - que é um dos melhores jogadores do mundo, tendo vencido no Sporting, no Barcelona, no Porto e no Inter de Milão quase todos os títulos a nível de clube que um jogador de futebol pode conquistar; agora brilha na Turquia (marcou um golo hoje/ontem) para as competições europeias.
    Logo os ciganos não são uma «comunidade que tem por referências morais indivíduos que se dedicam à criminalidade, que não têm o mínimo respeito pelas autoridades, que desprezam a vida humana, que aterrorizam a cidade, que vivem na mais absoluta impunidade, que apresentam sinais exteriores de riqueza sem trabalhar e que ainda são premiados pelo Estado com casa e rendimento social de inserção» como o senhor os define, ou pelo menos nem todos são assim.
    Depois generaliza com a esquerda e com o fascismo; dois conceitos do séc. XX, completamente disfuncionais para uma sociedade justa, equilibrada solidária e livre que pretendemos construir no séc. XXI.
    O senhor parece defender um Estado que funcione à mestre-escola do antigamente; orelhas de burro e palmatória, sobre isso dizia Luiz (Lula) da Silva «se porrada educasse os presos brasileiros quando saíssem da prisão seriam santos»
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    Rexistir 06.08.2010

    Pedro Oliveira

    O meu amigo está a fazer uma enorme confusão. Eu referi-me no meu texto «A Morte Saiu à Rua» alguma vez aos ciganos ou às comunidades ciganas?
    Deve estar a fazer confusão. Eu referi-me a uma comunidade de marginais, não a comunidades ciganas até porque, segundo sei, os jovens que cometeram o crime não eram todos ciganos. Pelos vistos, o meu amigo é que identifica marginais com ciganos, não eu. Até porque nem o podia fazer, uma vez que o meu pai foi amamentado ao peito por uma cigana, a quem tratou sempre carinhosamente, toda a vida, por mãe cigana.
    E essa do mestre-escola dá-me vontade de rir. Fui professor durante 26 anos e sempre eduquei para a liberdade. O exemplo é a melhor forma de ensinar. Mas a liberdade pressupõe responsabilidade e exigência. E é isso que eu defendo.
    As pessoas devem ser responsabilizadas pelos seus actos e não pelas suas origens ou etnias. É apenas isto que eu defendo.

    Santana Maia



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