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COLUNA VERTICAL

"Barcelona respira liberdade e harmonia por todos os poros."

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20 Ago, 2010

O HOMO FREEPORTUS

Helena Matos in Público de 5/8/10 (extracto)

 

O Homo Freeportus nasceu da união entre dois aparelhos reprodutores: o do Estado e o dos partidos. Os nascidos desse cruzamento vivem do Estado e naturalmente sentem o Estado como o seu território. Conhecem-lhe os procedimentos, os regulamentos, as excepções aos mesmos e os anexos às disposições gerais. Aliás, grande parte do poder dos freeportus é exercida através da produção contínua de regulamentos, leis e decretos que trazem os demais hominídeos em constante sobressalto.

 

Os freeportus usam o Estado em seu proveito até ao limite (…).

 

Não há memória de um freeportus ter sido alguma vez punido, até porque após uma situação de risco imediatamente os freeportus detectam o que os levou quase a serem apanhados e logo corrigem a legislação e mudam quem tem de ser mudado.

 

Os freeportus nunca deixam verdadeiramente o Estado, pois, mesmo quando partem para regiões inóspitas, como o sector privado, tal só acontece porque levam consigo o seu conhecimento do ecossistema estatal que os torna valiosos aos olhos de quem os convida.