REUNIÃO DA CÂMARA DE 23/8/10 (extracto II)
ENCERRAMENTO DE ESCOLAS NO CONCELHO
Pedido de esclarecimento dos vereadores do PSD
É hoje praticamente unânime, basta ler os jornais, a opinião de que o encerramento das escolas do ensino básico constitui um verdadeiro assassinato da vida nas comunidades mais pequenas e um contributo decisivo para a desertificação do país.
Apenas os autarcas, como se pode ler no editorial do Público de sábado, «estão convencidos de que, na sua essência, a ideia de encerrar 701 escolas de ensino básico até nem é má de todo, desde que o Governo aumente a verba destinada aos transportes. (…) Em muitas localidades, a última figura que resta a representar o Estado é o professor (…). Ao dispensar a prazo os professores, os autarcas sabem, ou deviam saber, o risco que correm: o de acelerarem o fim do mundo rural português.».
Ora, basta ter em conta o que sucedeu às nossas florestas neste verão, para perceber que o caminho que o Ministério da Educação está a percorrer é absolutamente errado e que terá custos incalculáveis para as próximas gerações.
O caminho deve ser precisamente o contrário: criar condições para a fixação das populações nas aldeias e para o seu repovoamento.
O fecho da Escola EB 2,3 Fernando Loureiro de Alvega é, então, absolutamente incompreensível porque condena à morte, a prazo, uma das mais importantes freguesias rurais do concelho.
Face ao exposto, gostaríamos de saber:
1. quais os esforços e iniciativas que a Câmara tenciona desenvolver, a curto prazo, para levar a que o Governo a reconsiderar o fecho da Escola EB 2,3 Fernando Loureiro de Alvega?
2. quais as iniciativas que a Câmara tenciona desenvolver, a curto prazo, para fixar as populações nas aldeias do concelho, repovoá-las e voltar abrir as escolas do ensino básico que foram agora encerradas?