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COLUNA VERTICAL

"Barcelona respira liberdade e harmonia por todos os poros."

COLUNA VERTICAL

"Barcelona respira liberdade e harmonia por todos os poros."

Pensar que o desenvolvimento e crescimento do concelho de Abrantes passa pela concentração dos investimentos na cidade de Abrantes é tão idiota como pensar que o desenvolvimento de Portugal passa pela concentração de investimentos na região de Lisboa.

 
Os países e os concelhos são como as pessoas: se a cabeça crescer à custa das outras partes do corpo, chega uma altura em que o pescoço não pode com o peso da cabeça.
 
Sem um crescimento harmonioso de todas as partes do corpo, a própria cabeça fica em risco de vida que é, aliás, o que está a suceder com a cidade de Abrantes, onde a concentração de investimento na cidade apenas tem conseguido esvaziar as freguesias (ou seja, provocar o definhamento do corpo), sem conseguir inverter a perda de importância regional, quer da cidade de Abrantes, quer do concelho.
 
Veja-se como a política pouco inteligente levada a cabo pelo Partido Socialista e pelo executivo municipal de querer obrigar os jovens das freguesias a transferirem-se para a cidade de Abrantes, esvaziando as freguesias, está a levar os jovens a estabelecem-se, não em Abrantes, mas nas outras cidades do Médio Tejo, com destaque para Entroncamento e Torres Novas.
 
Acresce que a Câmara Municipal de Abrantes, ao agir desta forma, deixa de ter qualquer autoridade para criticar o modelo de desenvolvimento nacional assente na concentração de investimentos na região de Lisboa, uma vez que o seu modelo de desenvolvimento para o concelho, afinal, é rigorosamente o mesmo.

O ministro português Fernando Teixeira dos Santos, é considerado pelo jornal britânico "Financial Times" (FT) como o pior ministro das Finanças entre os 19 países da União Europeia (UE) analisados. O fraco desempenho da economia nacional e o baixo perfil europeu justificam a escolha.

 
A classificação do FT, que tem em conta indicadores económicos e a opinião de um painel de economistas, atribuiu a pior “performance” política ao ministro português (19 pontos). É este o principal factor a justificar a má nota.
 
Teixeira dos Santos está também entre os governantes europeus com pior desempenho a nível macroeconómico.

 

Como todos sabemos, a figura do Provedor Municipal do Cidadão tem como missão informar e apoiar os munícipes na defesa dos seus direitos, designadamente junto dos serviços da administração local, central e regional.

 
Ora, para cumprir a sua missão, é essencial, obviamente, que o nome escolhido dê garantias de distanciamento, imparcialidade, isenção e independência, em relação ao poder autárquico.
 
Só assim poderá desempenhar, sem quaisquer constrangimentos, a sua missão de informar e apoiar os munícipes na defesa dos seus direitos, nomeadamente, em caso de litígio, com os diferentes órgãos de poder autárquico e os diferentes serviços da administração local, central e regional.
 
Aliás, é precisamente na defesa dos direitos dos cidadãos contra o poder autárquico e os serviços da administração local, regional e nacional que o cargo de provedor do cidadão encontra a sua razão de ser.
 
Consequentemente, o Provedor Municipal do Cidadão nunca poderá ser um nome escolhido pelo presidente da Câmara e, muito menos, um autarca do partido no poder e em exercício de funções ou um advogado que tenha realizado serviços jurídicos, em regime de avença, para o município.
 
Caso contrário, o Provedor Municipal do Cidadão não seria mais do que o Provedor do Presidente da Câmara, servindo o nome apenas para iludir os mais ingénuos.
 
Ora, o que se passou com a nomeação do último Provedor Municipal de Cidadão revelou não só a total falta de vergonha do Partido Socialista como a sua manifesta vontade de instrumentalização do cargo.
 
Com efeito, a senhora Provedora foi escolhida pelo presidente da Câmara, é a presidente da Assembleia de Freguesia de S. Vicente, eleita pelo Partido Socialista, e foi advogada, em regime de avença, do município.
 
Era, de facto, impossível encontrar, no concelho de Abrantes, outra pessoa que reunisse tantas incompatibilidades éticas para o desempenho do cargo como a senhora provedora. Mas, nem esse facto impediu a sua nomeação, tendo o PSD, na altura, como não podia deixar de ser, contestado a mesma.
 
Por carta do passado dia 7 de Novembro, a senhora Provedora resolveu, finalmente, pedir a sua demissão do cargo, pondo, assim, fim a esta triste situação, do ponto de vista ético.
 
Esperemos, no entanto, que a sua demissão se deva apenas à consciencialização das suas incompatibilidades éticas para o exercício do cargo.
 
Na verdade, seria escandaloso que o cargo de Provedor Municipal do Cidadão tivesse sido usado para subir mais um degrau na escada do poder local socialista.
 
PALAVRA DE HONRA
 
Comprometemo-nos, desde já, com todos os cidadãos do concelho de Abrantes, caso mereçamos a vossa confiança para dirigir os destinos da autarquia no próximo mandato, a garantir a independência e a credibilidade do cargo de Provedor Municipal do Cidadão da seguinte forma:
 
1.                 o nome será escolhido pela Assembleia Municipal de entre os nomes propostos pelos partidos da oposição;
 
2.                 o exercício de qualquer cargo político ou de relações profissionais com o município será considerado condição de não elegibilidade.

por Emídio Direito

 
19 de Novembro é o Dia Mundial do Xadrez, comemorado nesta data devido ao nascimento de José Raul Capablanca, único sul-americano campeão do mundo.
 
A origem do xadrez é um dos maiores mistérios do mundo. Ela é tanto atribuída ao lendário rei Salomão do Velho Testamento,  quanto aos sábios mandarins da China, contemporâneos do filósofo Confúcio.
 
Mas há quem atribua a origem do xadrez aos egípcios, talvez porque um dos documentos mais antigos sobre o xadrez é a pintura mural da câmara mortuária de Mera, em Sakarah (nos arredores de Gizé, no Egipto). Ao que parece, essa pintura, que representa duas pessoas jogando xadrez, data de aproximadamente 3000 anos antes da era cristã.
 
Na cidade de Abrantes existe no Sporting Clube de Abrantes, uma secção dedicada ao xadrez, nos quais alguns atletas do concelho se dedicam à prática desta modalidade.
 
Já tivemos no passado um open de grande categoria, no qual tínhamos a participação de Grandes Mestres, nacionais e internacionais, levando assim a nossa cidade além fronteiras. Infelizmente esse open deixou de existir.
 
Contudo, existem alguns apaixonados pela modalidade que não se deixam vencer assim tão facilmente. Haverá, no próximo Domingo dia 23 de Novembro, um torneio, na categoria de semi-rápidas, nesta secção pelas 15 horas.

Pode-se dizer que o estado degradado do pórtico de entrada do outrora “Campo de Jogos Eduardo Duarte Ferreira” é apenas um detalhe.
 
É, no entanto, um daqueles detalhes que tem muito de simbólico.
 
Com efeito, da mesma forma que, outrora, este pórtico era um dos símbolos da vitalidade da vila do Tramagal, hoje, pelo contrário, é apenas o símbolo do esquecimento e do abandono a que a vila foi votada pela Câmara Municipal, nos últimos anos.
 
Mas a Junta de Freguesia de Tramagal também não fica bem nesta fotografia.
 
Na verdade, quem não cuida da sua memória, também não é capaz de tratar do presente e do futuro.
 
É, pois, absolutamente incompreensível que a memória altamente prestigiante do Tramagal seja esquecida, ao ponto de se ignorar o estado de degradação em que se encontra um pórtico com um valor tão simbólico.

por António Belém Coelho

 

A actual responsável da equipa do ministério da Educação encontrou, à semelhança dos seus antecessores, (mais) um sector em que efectivamente os gastos são demasiados para os resultados obtidos e que enferma de muitos outros problemas, a começar pelo clima dentro e fora da sala de aula.
 
Para além da riqueza vernácula e da variedade de situações que evidenciam as mais básicas lacunas de educação que são comuns nos espaços não lectivos das nossas escolas, no que respeita à sala de aula, hoje, salvo raras excepções de turmas escolhidas a dedo, é impossível ter um minuto seguido de uma aula produtiva. Mas adiante.
 
É evidente que a equipa ministerial tem conhecimento disto. Ao contrário do que possa parecer, vivem cá, não são alienígenas caídos de repente cá no burgo.
 
Simplesmente, por mera facilidade, para não lhe chamar outra coisa pior, resolveram ignorar esse magno problema, sem a resolução do qual nenhum outro tem resolução no âmbito da educação.
 
E voltaram-se para a parte aparentemente mais fraca, lançando mão da questão da avaliação, que é sem dúvida outro problema que urgia resolver, mas nem de longe nem de perto da maneira como o querem fazer, prenhe de injustiças que a serem levadas a tribunais a sério, lá fora a nível europeu, muito penalizariam o Estado português.
 
Mas a dura e triste realidade é a indisciplina na sala de aula; muitas reportagens de televisão o têm mostrado; muitos mais relatos em jornais diários e semanários disso dão conta. Uns mais graves, outros menos.
 
A tendência de desculpabilizar e dizer que essa indisciplina é resultado do meio social, do contexto socio-económico e todas essas balelas terceiro-mundistas e socialistas, a nada conduz, senão à generalização da situação, que a dado momento, nos parece perfeitamente normal.
 
Muitos professores já estranham quando encontram uma turma que se comporta relativamente bem.
 
Desde espreguiçarem-se repetidamente durante a aula, de atirarem papéis, pastilhas e outros objectos que tais para o chão, de se insultarem verbalmente uns aos outros, com adjectivos que não posso nem devo aqui expressar, tal o seu baixo quilate, há de tudo. E estas situações são apenas as mais frequentes e por assim dizer, mais inócuas.
 
Qualquer professor que tente explicar a matéria que está obrigado a leccionar àquele grupo cada vez mais restrito de alunos que quer mesmo aprender, não o consegue. Em cada minuto é interrompido pelos comentários, conversas, toques de telemóvel, chamadas inclusive por parte dos encarregados de educação dos alunos, por objectos que voam pela sala, etc.
 
Se tenta por ordem, por palavras, logo ouve por parte por vezes significativa dos alunos que não lhes interessa nada o que se está a tratar e que só ali estão porque têm que estar. E se alguns mais desesperados indiciam utilizar um meio mais eficaz, logo o catraio lhe diz que é crime tocar-lhe nem que seja com um dedo.
 
E ao contrário da equipa ministerial, os professores, que lidam diariamente com a realidade, não têm nem carros de alta cilindrada, nem portas das traseiras e muito menos segurança e guarda-costas que os protejam de uma grande ovação.
 
Contra isto, nada a fazer; a equipa ministerial decidiu actuar neste aspecto tal como os célebres macacos chineses: cegos, surdos e mudos!
 
E é por aqui que deveriam começar se realmente querem melhorar alguma coisa do ensino! Agora, se simplesmente, como tudo o indica, apenas pretendem que 70% ou mais dos professores não possa aceder ao topo da carreira nem auferir os vencimentos aí praticados, então estão a ter a actuação certa. Certamente para salvaguardar as chorudas reformas, ajudas de custo, vencimentos automóveis, telemóveis, cartões de crédito e todas as outras inumeráveis mordomias de que usufruem e vão continuar quase que vitaliciamente a usufruir.
 
O quadro está traçado; a actuação só pode ser uma: primeiro, fazer regressar à sala de aula o mínimo de disciplina que pelo menos permita ao professor ensinar os cada vez menos alunos que ainda pretendem aprender. Depois e então, tudo o resto será necessário e bem-vindo, desde que regido pelo bom senso.
 
Se assim não for, o ensino público está definitivamente condenado; a favor do ensino privado. E os melhores professores, não todos aqueles que recentemente foram promovidos ao topo da carreira, terão aí lugar. Porque quer se queira, quer não, o mercado funciona. Mesmo na Educação!

por Santana Maia

 

O actual modelo de avaliação dos professores tem, pelo menos, a virtude de avaliar o grau de dureza das cabecinhas que nos governam, expondo à saciedade todos os vícios do sistema.
 
Em primeiro lugar, o seu total desconhecimento do que é uma escola, para que serve e como funciona. Em segundo lugar, o seu total desconhecimento do que é uma empresa, como se organiza e quais são os seus objectivos.
 
Deste duplo desconhecimento, nasceu um projecto de avaliação que, se fosse aplicado numa empresa, levava ao seu encerramento num ápice. Qual era a empresa que aguentaria ter a linha de produção parada vários meses todos os anos para que os trabalhadores, em vez de trabalhar, passassem os dias a inventar e discutir grelhas para se avaliarem uns aos outros? E qual era o trabalhador que aceitaria ser avaliado por um igual (ou pior)?
 
Além disso, basta conhecer o nosso funcionalismo público para saber que qualquer linha que seja deixada nas suas mãos se transforma rapidamente num novelo que ninguém consegue desenlear. E esta cultura de complicar o que é fácil está tão entranhada no nosso funcionalismo público que não se pode deixar ao seu critério a implementação do que quer que seja.
 
Basta, aliás, ler um regulamento interno de uma escola para se ficar logo elucidado. Só gente com um espírito muito tortuoso e complicado é que consegue transformar um regulamento interno que devia caber numa página num autêntico e intragável código civil, com centenas de artigos e de alíneas, que ninguém, no seu perfeito juízo, consegue ler.
12 Nov, 2008

DIFERENÇAS

por António Belém Coelho

 

Começa o ano escolar. Em todas as Escolas públicas a data é celebrada como se fosse um feriado nacional cheio de significado. Alunos, professores, pais e encarregados de educação participam empenhadamente na cerimónia, que contempla a evocação da história do país (incluindo o hino nacional), uma vertente religiosa e a interiorização da importância de adquirir conhecimentos quer para o indivíduo, quer para a comunidade e o respeito devido à Instituição e a quem nela trabalha.
 
Os alunos chegam nas suas fardas ou em roupa de cerimónia; muitos professores vestem trajes tradicionais; toda a comunidade faz gala se apresentar impecavelmente neste dia. Sector público e sector privado libertam os Pais e Encarregados de Educação para que possam estar presentes.
 
A cerimónia que se estende por boa parte do dia é levada de princípio a fim com o máximo de ordem, civismo e mesmo com uma emoção que se sente no ar.  A escola, embora já antiga e um pouco degradada, está imaculada. Não há graffitis, não há um risco nas mesas ou cadeiras dos alunos. Nem nunca houve, não se trata de qualquer maquilhagem de ocasião.
 
A escolaridade obrigatória é de 11 anos e vai agora passar para 12 anos. Os alunos faltam muito pouco e devem avisar antecipadamente quando tal aconteça; os professores idem e são obrigados a assegurar a própria substituição. Os alunos não compram livros; estes passam de mão em cada ano lectivo. E embora se apresentem com um ar gasto, a sua conservação é cuidada. Toda a comunidade está ciente desse facto. No seu interior, poucas imagens e poucos desenhos, apenas os estritamente indispensáveis aos objectivos, que isto de ensinar e aprender é um processo muito sério.
 
A escala de avaliação é de 0 a 12. É efectuado exame de admissão e nem todos conseguem entrar, tendo de procurar outra escola de tipo profissional. Os alunos não reprovam na escolaridade obrigatória, mas quem tem 4 ou menos de classificação sai da escola (que prepara o acesso à Universidade) e vai para as escolas profissionais. 99,7 da população tem 11 anos de escolaridade; 31,6% são detentores de cursos profissionais, 1,6% tem o bacharelato e 11,7% tem curso superior. 16% não acabaram o ensino superior!
 
Esta realidade passa-se na Ucrânia e repete-se em muitos dos Países ditos de Leste, que há cerca de uma década começaram a mudar o seu destino. E por cá sente-se pontualmente quando temos nas nossas escolas alunos dessas origens.
 
Talvez que esta realidade (e certamente muitas outras variáveis) possa ajudar a explicar o sucesso que têm tido e também o facto de alguns deles já nos terem ultrapassado em diversos domínios e outros existirem com previsão de ultrapassagem a curto prazo.
 
Não vou enumerar as diferenças. Qualquer um de nós as pode ver a olho nu. E meditar!

por Gonçalo Oliveira

  

  

 

 Nos últimos tempos, muitos têm levantado a questão do elevado estado de degradação a que chegou a outrora pujante Moagem de Abrantes.
 
O meu falecido avô Eduardo Cardoso, no último artigo que escreveu para o Jornal de Abrantes, referiu-se, em concreto, ao mau estado da Estrada Nacional nº2, naquele local, e aos incómodos que causa aquele autêntico “troço de rally”, tanto para os transeuntes como para a saúde dos automóveis.
 
Mais recentemente, o vereador Pedro Marques, na reunião de Câmara, fez referência ao edifício da Moagem, por se encontrar em muito mau estado, tendo sugerido que se contactasse o proprietário para proceder a obras de conservação. Sem dúvida, uma iniciativa necessária.
 
Para não me alongar sobre o destino do espólio de maquinaria que compunha esta fábrica e que, ao que sei, foi desbaratado, sem que dele reste uma única peça, lembro somente as potencialidades, tanto do edifício em si como da área envolvente.
 
Uma nota final para a Junta de S. Miguel: afinal, aquele local é a porta de entrada da freguesia e merecia maior dignidade.