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COLUNA VERTICAL

"Barcelona respira liberdade e harmonia por todos os poros."

COLUNA VERTICAL

"Barcelona respira liberdade e harmonia por todos os poros."

por António Belém Coelho

 

Não há dúvida que em termos nacionais tivemos um fim de ano pouco animador. Não bastava a crise financeira e económica que nos afectou seriamente ao contrário de recentes previsões governamentais, tivemos igualmente uma lei, o Estatuto Regional dos Açores, que, pelos vistos, se dá ao luxo de, através de lei ordinária, mudar o disposto constitucionalmente no que respeita aos poderes do Presidente da República.    
 
Muitos constitucionalistas o referiram; mesmo gradas figuras do Partido Socialista, o admitiram. Mas a teimosa maioria absoluta fez andar o absurdo para a frente. Aqui está um óptimo exemplo de que pelo facto de se ter maioria não significa que se tenha razão, muito pelo contrário.       
 
Mas esta lei ainda contém algo de extraordinário: o facto de a Assembleia da República se demitir de poder modificar o referido Estatuto, uma vez que uma das suas disposições prevê que só poderão ser alterados os pontos que o Parlamento Regional permita. Temos assim o Parlamento Regional sobreposto à Assembleia da República e esta subordinada àquele!
 
Mas se as saídas foram boas, as entradas prometem ainda ser melhores. O Orçamento de Estado para 2009, actualmente não vale sequer a pendrive onde está armazenado. Trata-se de pura ficção e todos sabem disso, a começar pelos seus autores.     No entanto, deverá ser promulgado e entrar em vigor, e sabe-se lá quando é que será elaborado um Orçamento rectificativo que dê um mínimo de credibilidade à orientação económica e contabilística do Estado.
 
Não é que não estejamos já habituados. De uma forma geral, a quase totalidade dos orçamentos deste país, a começar nos orçamentos autárquicos e a acabar nos orçamentos de obras públicas, são pura ficção.
 
Dúvidas? Basta compará-los com a realidade! Muito abaixo dos orçamentos, os números reais das contas das autarquias, sobretudo no que toca aos investimentos previstos, já que as despesas, sobretudo as correntes, são quase sempre cumpridas. Muito acima dos orçamentos, os valores finais da maioria das obras públicas, independentemente do seu volume e importância. Enfim, derrapagens.
 
E por falar nelas, o Governo, para não derrapar mais, ensaiou transferir para as autarquias a factura da ligação e pagamento mensal da net relativa ao Magalhães. A resposta tem sido clara e só poderá ser quebrada se alguma autarquia quiser fazer o frete político. Mas cheira-me que no fim serão os do costume a pagar!

«Eu vaticino – é uma previsão e um temor – que um ou mais fundos de pensões da banca passem para a esfera pública. Aí – milagre! – temos um défice abaixo dos 3 por cento, mesmo que se gaste sem limites. (…)
 
Em palavras simples, é transformar a Segurança Social num negócio tipo Madoff: quem entra paga aos que lá estão; quando chegar a vez deles, logo se verá.»
 
Luís Campos e Cunha, ex-ministro das Finanças deste Governo - in Público de 26/12/2008

 

 

Nome

Freguesia

Profissão

Idade

1

Manuela Ruivo

S. Vicente

Engenheira Agrónoma

38

2

Gonçalo Oliveira

S. Miguel

Jurista

31

3

Carlos Horta Ferreira

Tramagal

Técnico Administrativo

50

4

Ana Rico

S. Vicente

Professora

48

5

Nuno Gil

S. Vicente

Professor

34

6

Manuel Nogueira

S. João

Aposentado Função Pública

68

7

Anabela Martinho

S. Miguel

Tec. Superior de Emprego

36

8

Cláudio Machado

S. Vicente

Estudante

21

9

Carlos Natálio

Souto

Engenheiro Civil

34

10

Margarida Simplício

Tramagal

Advogada

41

11

Carlos Luís

Bemposta

Empresário

57

12

Sofia Pita

Mouriscas

Estudante

27

13

Emídio Direito

Bemposta

Orçamentista

32

14

João Luís Dias

Alferrarede

Aposentado

66

15

Raquel Marques

Rio Moinhos

Técnica Superior Acção Social

23

16

Andreia Albino

Alferrarede

Estudante

22

17

Carlos Alberto

Alvega

Professor Aposentado

76

18

Ana Costa

Rossio

Estudante

23

19

João Vilela

S. Miguel

Aposentado

56

20

Henrique Remígio

Rossio

Fiscal de Obras

30

21

Ana Rita Rodrigues Pires

S. Facundo

Estudante

18

22

Susana Martins

S. Vicente

Técnica Superior de Emprego

37

23

José Silva

Rossio

Militar Aposentado

61

24

Rui Santos

S. Vicente

Oficial de Justiça

37

25

Conceição Estácio

Rossio

Educadora

52

26

Manuel Aparício

S. João

Assistente Operacional

46

27

Fábio Guia

Souto

Engenheiro Civil

24

28

Maria Fatima Burguette

S. Vicente

Psicóloga

48

29

Nuno Lopes

Rossio

Engenheiro Electrotécnico

32

30

José Oliveira

Bemposta

Médico Veterinário

27

31

Ana Dias

S. Vicente

Técnica Superior Acção Social

22

32

Augusto Maia Alves

Alferrarede

Engenheiro Electrotécnico

59

29 Dez, 2008

QUE FUTURO?

por Gonçalo Oliveira

 

Mais um ano que está a chegar ao fim, e nós por cá… Estaremos melhor ou pior que há um ano atrás?
 
Dou uma volta pela periferia da cidade e paro num café, encosto-me ao balcão, como faço habitualmente, e cumprimento uns conhecidos: «Então, tudo bem?». As respostas vêm com um sentimento de frustração: «Cada vez pior.», «Oh pá, isto não interessa ninguém».
 
Rapidamente vem-me à memória que ambas as frases me são familiares. São as mais proclamadas pelos abrantinos, especialmente, pelos jovens que não encontram nenhuma perspectiva de desenvolvimento real no seu concelho que lhes permita sonhar em ficar a trabalhar e constituir família na nossa terra e, por isso, são literalmente empurrados para fora.
 
O local mais frequentado de uma cidade, que se quer desenvolvida, não pode ser a estação dos caminhos-de-ferro, quando se enche de pessoas ao domingo à tarde.
 
A não ser que queiram ganhar o salário mínimo, e mesmo esses que a isso são obrigados, fazem-no com a resignação de quem, para ver o seu rendimento crescer no fim no mês, são levados a fazer horas extraordinárias todos os dias da semana – numa fábrica –. Ora, ao fim do mês, é algo que cansa.
 
Olho para o rosto dos meus amigos, na casa dos trinta, e vejo nos seus rostos cansaço, resignação, e falta de vontade em lutar por um futuro melhor…fico triste, por eles, por mim, por todos…mas acredito que é possível melhorar.
 
A aposta na formação é fundamental. Alegra-me o facto da ESTA, todos os anos, melhorar a sua oferta. Mas será que não seria possível protocolar com esta instituição a criação de mais cursos, com perspectivas reais de emprego, devidamente adequados às necessidades regionais? Claro que sim.
 
Esqueçam as borboletas e lembrem-se das pessoas. Uma das características dos políticos é a visão. Eu acredito que Abrantes pode melhorar. E muito. Não desistam. E Bom Ano.

 

S. Miguel de Rio Torto tem razões para estar orgulhosa: Rui Lopes, nascido e criado nesta freguesia, acaba de lançar o livro da colecção Coimbra Património “Lucas Junot: o Estudante Brasileiro que cantou Coimbra – Fotobiografia”.
 
A apresentação teve lugar no dia 13 de Dezembro, pelas 16H00, na Casa Municipal da Cultura, em Coimbra, com apresentação do Dr. Augusto Camacho Vieira.
 
Rui Lopes nasceu em 1976 em S. Miguel do Rio Torto (Abrantes) onde fez os seus estudos primários. Em 1997 ingressou no Curso de História na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra tendo terminado o Curso em 2001. O seu grande amor à cidade e ao fado de Coimbra acabou por fazê-lo fixar-se em Coimbra onde ainda hoje reside.
 
Actualmente o seu principal interesse de Investigação é a História da Canção de Coimbra. O livro agora publicado é precisamente o resultado dessa investigação sobre a figura do Dr. Lucas Junot, um brasileiro que estudou em Coimbra na década de 20 do século passado e que cantou e tocou a Canção de Coimbra.
 
Um livro a não perder não só para quem gosta do fado e da canção coimbrã mas também para todos os abrantinos que não podem deixar de estar reconhecidos com a importância e a qualidade do trabalho de investigação deste um seu conterrâneo.
 
Quem não pôde estar na apresentação do livro em Coimbra, vai ter a oportunidade de ter o seu livro autografado na sessão de autógrafos que se vai realizar, no próximo dia 30 de Dezembro, pelas 21, no edifício das antigas escolas primárias de S. Miguel de Rio Torto.
 
Não falte! O Rui e o livro merecem!

por Dora Caldeira

 

Se ainda me dá entusiasmo falar do Natal, depois de tanta promoção comercial do mesmo, de tantas luzes ofuscantes, de árvores gigantes espampanantes (em que cidades concorrem entre si para verem quem tem a maior), de tantos jantares de Natal e trocas de prendas da loja dos Chineses, esse entusiasmo posso atribuí-lo à Festa de Natal, realizada no passado dia 21 de Dezembro, no Centro Cívico de Alferrarede Velha.
 
Depois de vários meses de grande união e trabalho conjunto dos residentes desta terra, coordenados pelo entusiasta e dinâmico Presidente do Centro Cívico, João Luís Conceição, foi inaugurado um Centro Cívico com roupagem nova. O espaço foi remodelado com o esforço de todos e transformado num local capaz de acolher várias iniciativas e projectos do povo de Alferrarede.
 
Se este espaço novo e diferente foi resultado desta gente, também a ela coube organizar a festa e foi lindo de ver que todos se esmeraram por apresentar o que de melhor sabiam fazer! Desde danças, teatros e cantores que ao contrário de certos profissionais da canção nem de playback precisaram, as variedades fizeram-se suceder, sempre com a mesma alegria e simplicidade de quem está no que é seu e por isso ama o que faz.
 
E para terminar, mais vos digo, esta festa até podia ter sido no mês de Agosto, que para mim teria todo o sentido do verdadeiro NATAL, onde a união, o amor, a vizinhança, a solidariedade entre aquelas pessoas fizeram NASCER algo dentro de si visível aos olhos de quem sabe ver!

Fernando Ulrich in Público de 22/12/2008
 
«A Caixa Geral dos Depósitos não pode ser o saco azul do partido que está no Governo ou não pode deixar que se fique com essa ideia.
 
A CGD serve para financiar a economia? Ou é para cobrir os prejuízos que tem no financiamento de acções cujo sentido não se entende? Ou é para cobrir prejuízos de posições accionistas em empresas de sentido duvidoso? (…)
 
A CGD tem um conjunto de operações de que se desconhece qual o interesse público que visam satisfazer.»

por António Belém Coelho

 

Há alguns dias atrás, todos fomos surpreendidos pela intervenção da Srª Ministra da Educação, anunciando que estaria disponível para negociar um outro modelo de avaliação, não este ano, mas apenas no próximo ano, mais ou menos em Junho ou Julho!
 
Passado o primeiro momento de estupefacção, derivado da mudança de opinião de quem até aqui jurava a pés juntos que daqui não saio e daqui ninguém me tira. Ou seja, que deste modelo não abdico e que terá que ser levado até ao fim independentemente das consequências para os diversos agentes do processo educativo, importa analisar o sumo da questão. O que implica ceder ou repensar o modelo e negociar em Junho ou Julho?
 
Apenas que se tentará arrefecer a contestação pouco antes das eleições legislativas, que são efectivamente aquelas que verdadeiramente interessam ao Governo. Assim, esvaziaria um balão em crescendo e atenuaria uma contestação justa e fundada de toda uma classe. Mas de manobras destas já estamos fartos. E de que nos queiram tomar por tolos, também!
 
Já não estamos na época em que o cidadão ignorante se deixava enganar por qualquer processo negocial que mais não visava do que dilatar, evitar e diluir no tempo as acções de reivindicação e manifestação dos seus direitos. Os cidadãos de hoje, de uma maneira geral são cidadãos formados e informados e os professores, se possível ainda mais.
 
Uma vez que essa formação e informação deriva do espezinhamento a que têm sido sujeitos, a começar na divisão da carreira de Professor em duas: professor e professor titular. Façam, por favor, isso a outras carreiras: por exemplo, secretários de Estado titulares e secretários de Estado; ou aos ministros; ou aos médicos; ou aos juízes; ou aos advogados. A ver a volta que não levavam.
 
Mas, no entanto, querem impô-la aos professores, juntando a essa acção que tantas injustiças criou, um esquema de avaliação perfeitamente surrealista. Tão surrealista que o próprio ministério da Educação o reconheceu, tendo tido recuos sucessivos sobre ele. Mas sempre com carácter temporário, frise-se ?!..
 
Trata-se da táctica de mudar por agora alguma coisa, para que todo o resto fique na mesma. E que sentido faz insistir num modelo para hoje, anunciando que, para o ano que vem, estão dispostos a negociá-lo e quiçá a mudá-lo?
 
A única resposta volta a ser política: a de que se pretende minimizar o desgaste e na altura própria, pouco antes das eleições legislativas, tentar esvaziar o balão, com a ajuda dos cães de fila do costume.Que só ladram quando são atiçados, porque não têm coragem para ladrar de motu próprio! E já agora, recordem a alguns dos actuais secretários de Estado o seu passado sindicalista e as posições e medidas que tomaram anteriormente, porque a memória individual poderá ser curta, mas a memória colectiva naturalmente persiste.

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