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COLUNA VERTICAL

"Barcelona respira liberdade e harmonia por todos os poros."

COLUNA VERTICAL

"Barcelona respira liberdade e harmonia por todos os poros."

 

O PSD congratula-se pelo facto de o executivo socialista procurar acompanhar a agenda da candidatura social-democrata à Câmara de Abrantes com a aprovação de diversas propostas há muito reivindicadas pelo PSD e, na maior parte dos casos, da autoria do próprio PSD.
 
Referimo-nos, especificamente, aos protocolos de parceria para a Regeneração Urbana de Abrantes e para a criação do Banco Social de Abrantes. Só é pena que o executivo socialista tenha demorado tanto tempo a acordar para dois problemas centrais do concelho e que, só agora pressionada pelo PSD e pelas eleições, tenha iniciado um processo que bem sabe já não irá ser ele a concretizar.
 
Serão, no entanto, dois projectos a que o PSD irá dar continuidade e enriquecer, caso vença as próximas eleições autárquicas (como se espera), tanto mais que foi o seu mentor e defensor. Desta vez, pelo menos, estes dois projectos não irão correr o risco de esbarrar na reconhecida incompetência socialista de os pôr em prática, uma vez que, como tudo indica, irá já ser o PSD a executá-los, após a vitória nas próximas eleições autárquicas.
 
Por sua vez, quanto à Nova Estratégia para a Programação Cultural, recentemente apresentada no edifício Pirâmide, é ela própria o reconhecimento público, como o próprio nome indica, do rotundo falhanço da política cultural do executivo socialista. Com efeito, durante 16 anos, o executivo socialista limitou-se, como tão bem sabe fazer, a esbanjar o dinheiro dos contribuintes em espectáculos culturais destinados aos tais vinte espectadores que, louve-se a devoção, se esforçam por, com a sua presença, minorar o desperdício.
 
Mas a Nova Estratégia para a Programação Cultural, infelizmente, enferma dos mesmos vícios das anteriores estratégias, o que demonstra bem as dificuldades de aprendizagem do actual executivo. Sendo certo que a retirada avulsa de algumas propostas do programa eleitoral do PSD de 2005 apenas põe a nú as gritantes limitações de um executivo mais vocacionado para a reprodução mecânica do que para o raciocínio. E nas questões culturais, exige-se sobretudo que haja, pelo menos, alguém que pense.
 
O PS é, hoje, manifestamente um partido falido de ideias, de pessoas e de projectos. O PS é incapaz de gerar no seu seio qualquer ideia original: ou copia ou encomenda. Pensar é coisa a que é completamente avesso. Felizmente para o concelho de Abrantes, este executivo está de partida.
 
E até para o PS vai ser bom, depois de tanto tempo no poder e de tantos vícios acumulados, uma cura de oposição para renovar e arejar um aparelho socialista (mal) acostumado a viver, há demasiado tempo, à sombra do poder.