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COLUNA VERTICAL



Quarta-feira, 11.02.09

ARTE

por António Belém Coelho

 
Mas a verdadeira questão, nem sequer é bem essa. Então, numa altura em que toda a gente e muitas instituições contam os tostões, é moralmente responsável gastar verbas naquela obra?
 
Não sei ao certo quanto é, porque ainda não me dei ao trabalho de tal, mas, pelo que me informaram, tenho por certo que orçam várias dezenas de milhares de euros. Não há dúvida de que há dinheiro para deitar fora. À custa do contribuinte que tudo vai pagando, mesmo os delírios mais ou menos artísticos de quem manda.
 
E tenhamos em mente que todo o Executivo do Partido Socialista da Câmara Municipal de Abrantes é responsável por esta e por outras! Quer quem sai, quer quem fica e se propõe continuar.

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Terça-feira, 10.02.09

O MUSEU IBÉRICO

por António Castelbranco

 

  
Pareceu-me importante voltar a falar sobre o Museu Ibérico e sobre as consequências que esta construção vai ter sobre o visual e sobre a silhueta da cidade de Abrantes, assim sendo, aqui vai uma montagem da autoria da Arqª Beatriz Noronha, que pela sua exactidão nos permite visualizar o impacto deste edifício.
 
Acrescento ainda mais uma opinião de António Colaço, que é relevante, válida e que por isso transcrevo (retirada de://adufe.net/2008/09/abrantes-esquecam-isto-quanto-antes/), Colaço deixa o seguinte recado ao projectista:

«Senhor arquitecto - que de todo desconheço - autor do projecto, ponha lá os seus talentos ao serviço de um equipamento que nos faça sentir bem a todos, quer quando estivermos dentro do Museu - já viu, um Museu em degraus, dialogando com o rio, ele mesmo ibérico, quer quando estivermos a olhar Abrantes, de longe, e não ficarmos confrontado com o enorme pedregulho, qualquer coisa arremessada de uma distante Meca».
 
António Colaço tem toda a razão quando diz que o edifício deve respeitar as volumetrias em escada que caracterizam a cidade e ter um diálogo com o rio.
 
Em breve, voltaremos a este tema.

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Domingo, 08.02.09

O MONÓLITO

 por Manuel Catarino

 
Armado em tonto, a cantarolar logo de manhã, porque só pode ser tonto quem cantarola com esta crise, meto a chave na caixa do correio e sai de lá de dentro uma molhada de papel. Umas poucas contas e um montão de publicidade de produtos que eram um regalo para os olhos e uma asfixia para a carteira. No meio deste embrulho vejo uma revista com um papel de superior qualidade e uma excelente impressão, seguramente cara.
 
Mas, se a primeira publicidade era gratuita, já esta revista, também ela de publicidade mas encapotada, daquela publicidade subliminar que é proibida aos publicitários, foi-me posta na caixa do correio porque eu, contribuinte, involuntariamente, já a tinha pago e bem cara. O seu interior era um olhar para dentro da obra do executivo e uma afronta a gastos sumptuosos para um concelho com tantas carências. Já a contracapa apresentava uma composição de arquitectura vetusta, elegante e sóbria como é a cidade de Abrantes e, no meio destes “monumentos”, um monólito.
 
Sabem os senhores governantes que esta composição fez-me retroceder aos anos 90, quando o país presidiu, pela primeira vez, à Comunidade e se construiu também um edifício paralelipipédico junto ao Mosteiro dos Jerónimos a que pomposamente chamaram Centro Cultural? Seguramente conhecem as controvérsias sobre a estética e o enquadramento urbanístico, as derrapagens orçamentais na sua construção e as actuais, na manutenção. Estamos todos a pagar essa vaidade e esta afirmação não é populismo.
A sensação que temos é que a falta de criatividade deste executivo para implementar incentivos à fixação de residentes na parte da cidade mais antiga, fomentar actividades e comércio local, recuperar imóveis apalaçados para fins culturais e assim evitar que as ruas da cidade, que tão bem recuperou, sirvam só para sair, levou-os a copiar o modelo de Belém, independentemente de quem pagará a factura.
 
Não temos formação técnica para avaliar do mérito de um projecto arquitectónico assim arrojado. Aliás, pensamos que, mesmo que se trate de um projecto de autor reconhecido, não tem forçosamente de ser do interesse de Abrantes ou do concelho e, que se saiba, ainda não foi explicado aos abrantinos da sua rentabilidade, porque a arte também é um negócio. Já agora, senhores governantes deste concelho, expliquem também aos eleitores a razão da nova geminação. É que, com tantas passeatas a França, Cabo Verde e agora ao Japão é difícil de acreditar que os nossos impostos têm uma razão social. Rejeitamos que identifiquem este discurso com populismo, porque ele assenta, tão só, na consciência do descrédito de setenta por cento dos portugueses na classe política.
 
 Agora que, como candidato a uma junta de freguesia, também estou na política, não gostaria que me identificassem com este carreirismo despesista. Importa pois adoptar uma postura de rigor e ética para com os dinheiros públicos e estabelecer prioridades, tendo em conta as verdadeiras carências das aldeias do concelho e da própria cidade. Olhemos, a título de exemplo, para as povoações que não possuem saneamento básico e que coercivamente o pagam.

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Domingo, 08.02.09

AJUDAR QUEM? (II)

 

«Quando há fundos à disposição dos pobres, dos desempregados, dos marginalizados e dos excluídos,assim como quando há recursos orientados para o desenvolvimento, as perguntas que logo surgem ao espírito são conhecidas. Será que esses recursos chegam realmente onde importam? (…)
Há muitos anos que se sabe que grande parte desses fundos fica pelo caminho Trabalhos muito sérios das Nações Unidas, do Banco Mundial e da União Europeia mostram que, desde os anos 70, grande parte da ajuda fica entre as mãos dos burocratas, dos políticos e de uma longa fileira de oportunistas que se colocam estrategicamente entre doadores e necessitados. (…) É sempre assim: a pobreza de muitos aguça a esperteza de alguns.» 
 
António Barreto – in Público de 1/2/2009

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Sábado, 07.02.09

AJUDAR QUEM? (I)

 

«A administração deveria ter já organizado acções excepcionais que fizessem bem aos desempregados e aos pobres, mas que garantissem uma qualquer utilidade social. Áreas não faltam. Apoio aos lares de idosos, acompanhamento de velhos e doentes, cuidados de crianças em creche. Transporte e deslocação de pessoas carenciadas. Limpeza, reparação e manutenção do património. Classificação de arquivos e documentos. Protecção e vigilância das florestas. Tratamento e amparo dos sem-abrigo. Reparação e calcetamento de ruas. Vigilâncias dos museus (parcialmente fechados por falta de verba…) Abertura de monumentos e bibliotecas até horas mais tardias. Obras locais nos jardins e parques. Acompanhamento de actividades desportivas juvenis. Transporte escolar. Apoio às actividades das organizações não governamentais e de solidariedade O que não faltam são necessidades.» 
António Barreto – in Público de 1/2/2009

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Sexta-feira, 06.02.09

(CON)VENCER COM A MENTIRA

Santana Maia - in Nova Aliança de 6/2/09

 
«Vencer com a Verdade» foi o slogan escolhido pelo PSD para a sua pré-campanha eleitoral. E toda a gente percebe a razão da escolha. Com efeito, sendo nós governados por um primeiro-ministro que falta deliberada e sistematicamente à verdade, Manuela Ferreira Leite pretende diferenciar-se de José Sócrates por dizer a verdade.
 
É, por isso, no mínimo, surpreendente que António Borges, vice-presidente do PSD, em entrevista ao Público, venha declarar, a propósito do caso Freeport, que Sócrates fala verdade e que é nossa estrita obrigação acreditar nele. Ou António Borges acompanhou de perto o licenciamento do Freeport e assistiu às referidas reuniões ou, então, não se percebe de onde lhe vem esta convicção de que José Sócrates, desta vez, está a falar verdade.
 
Não quero dizer com isto que José Sócrates não possa estar a falar verdade. Mas é difícil pôr as mãos no fogo por uma pessoa que mente com demasiada facilidade e demonstrando sempre grande convicção. Aliás, na sua primeira intervenção sobre o caso Freeport, José Sócrates faltou à verdade, ao garantir, com aquela sua habitual convicção, que não tinha tido qualquer intervenção directa no assunto, para, dias depois, perante as evidências, acabar por reconhecer que houve telefonemas e participou em, pelo menos, uma reunião.
 
Acresce que a forma como conseguiu a licenciatura, os seus projectos de engenharia, a manipulação sistemática da informação (vide o recente relatório da Educação pago pelo Governo e apresentado como sendo da OCDE) e o excesso de familiaridade com os seus amigos Hugo Chávez e José Eduardo dos Santos, revelam um homem pouco escrupuloso e determinado a alcançar os seus objectivos, sem valorar muito os meios a que recorre.
 
Ninguém espere, no entanto, que a justiça portuguesa consiga fazer luz sobre este caso. Como o deputado socialista João Cravinho já está farto de explicar, as leis portuguesas foram feitas precisamente para que a corrupção ao nível do Estado e das câmaras se processe sem sobressaltos de maior e dentro da mais perfeita normalidade. Por alguma razão, os deputados socialistas rejeitaram liminarmente a proposta de João Cravinho de criminalização do enriquecimento ilícito, a única medida verdadeiramente eficaz no combate à grande corrupção.
 
Mas, como já todos sabemos, a política portuguesa está ao nível do nosso futebol. Não há dia nenhum que altos dirigentes, treinadores e jogadores não clamem contra a corrupção existente nos bastidores do futebol, mas, na hora da verdade, não há ninguém que defenda medidas que permitam apanhar os corruptos e puni-los (Se fosse possível arranjar um sistema em que só fossem apanhados os corruptos das equipas adversárias, seria fácil legislar, mas como essas leis também iriam servir para que os do nosso lado fossem apanhados, ninguém quer correr o risco).
 
A lei portuguesa é, assim, uma espécie de pressão de ar. Ou seja, é boa para caçar passarinhos, mas não serve para a caça grossa. E só um louco é que se atreve a desafiar elefantes com pressão de ar… É que, para além de não os conseguir caçar, ainda acaba por ficar trucidado. O Apito Dourado e a Casa Pia são, de resto, exemplos elucidativos.
 
Quanto ao caso Freeport, o primeiro-ministro, em vez de vir chorar para a televisão, era bom que esclarecesse de uma vez por todas as condições em que, de facto, foi licenciado o Freeport. Porque o que está aqui em causa não tem apenas a ver com o direito criminal. Releva, também e sobretudo, do ponto de vista político. E justificar o seu silêncio com o segredo de justiça só serve para alimentar as suspeitas, porque é a táctica defensiva típica de quem está comprometido e quer esperar para ver. Ora, quem não deve não teme.
 
José Sócrates devia, por isso, esclarecer o seguinte: 1) Por que é que, sendo ministro do Ambiente, afastou directivas europeias de protecção do Ambiente? 2) Por que razão fez uma lei à pressa, redesenhando os limites da ZEP do Tejo exactamente à medida dos interesses do Freeport? 3) Qual a razão por que o seu gabinete despachou com tanta rapidez o processo? 4) Qual a necessidade e a pressa de legalizar o projecto três dias antes da tomada de posse do novo governo? 5) E já agora por que razão não participou ao Ministério Público quando foi informado pelo seu tio de que tinha havido pedido de luvas?
 
Ninguém pense, no entanto, que este caso vai diminuir as possibilidades de José Sócrates de vencer as próximas eleições. Pelo contrário, o envolvimento de José Sócrates no caso Freeport só vai reforçar as suas hipóteses, tal como sucedeu com Valentim Loureiro, Fátima Felgueiras e Isaltino de Morais… A corrupção, o nepotismo e o compadrio são valores inerentes à nossa cultura. E os portugueses sempre gostaram de ser governados por pessoas que se identificam com os seus valores culturais.

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Quinta-feira, 05.02.09

ISTO É UMA ALDRABICE PEGADA!

  

 

Para ouvir a opinião de Medina Carreira sobre o Magalhães e no que se está a transformar a política em Portugal, clique sobre a imagem

  

(Duração:apenas 4m e 20s)

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Quarta-feira, 04.02.09

ANTÓNIO MOUTINHO É O CANDIDATO EM ALVEGA

 

António Carlos Pereira Moutinho é o actual presidente da Junta de Freguesia de Alvega e foi escolhido, por unanimidade, como candidato social-democrata à Junta de Freguesia de Alvega, em resultado do bom trabalho desenvolvido ao longo deste mandato.
 
António Moutinho é natural desta freguesia e desempenha, actualmente, as funções de assistente operacional no Hospital Dr Manuel Constâncio, tendo sido Coordenador do Sector de Apoio e vigilância de Abril de 1999 a Janeiro de 2005.
 
Para além de presidente da Junta de Freguesia de Alvega, exerce actualmente os cargos de Presidente da Comissão Social da Freguesia de Alvega, da Banda Filarmónica Alveguense, da Associação de Pais e Encarregados de Educação da Escola Dr. Solano de Abreu – Abrantes.
 
É pessoa idónea, de bom trato e educado, com grande capacidade de organização de eventos e da realização de projectos, e com formação adquirida ao longo da vida, nomeadamente: curso de formação de comunicação interna; curso de formação de melhoria continua; curso de higiene e segurança no trabalho; curso de primeiros socorros (T.A.T.) – C.V.P. /I.N.E.M.; curso de formação de Kits de 1ª Intervenção de combate a incêndios; curso de formação profissional do pocal simplificado para Juntas de Freguesia; curso de Formação para motoristas de transporte colectivo de crianças; etc.
 
Entre os diversos cargos que já exerceu, destacam-se o de Presidente da Assembleia da B.F.A., tesoureiro e vogal da Direcção do Núcleo de Abrantes da Cruz Vermelha Portuguesa, comandante da Unidade de socorro da C.V.P. de Abrantes.

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Terça-feira, 03.02.09

INFORMAÇÃO E TAXAS

por António Belém Coelho

 
O último recibo de consumo de água chegado a casa via CTT, por parte dos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento, calhou ser eu a recebê-lo. Logo me chamou a atenção o volume do mesmo. Aberto o sobrescrito, desfez-se o mistério: vinha uma folha anexa, na tentativa de explicar mais uma taxa, desta vez a TRH, poeticamente definida como taxa de recursos hídricos.
 
Na tal folha anexa era explicado ao consumidor que a mesma se destinava a compensar os custos associados às actividades de planeamento, protecção e gestão dos recursos hídricos e potenciar um uso eficiente dos mesmos, sendo a contribuição de cada utilizador proporcional ao uso que faz desses recursos.
 
Confesso que depois de ler isto só fiquei a perceber que iria pagar mais uma taxa. Mas quando olhei para os parágrafos abaixo, explicativos, decidi continuar! Aí era explicado que esta taxa visava compensar o benefício da utilização privativa do domínio público hídrico e era dado como exemplo a captação de água na Albufeira de Castelo do Bode.
 
Assaltou-me uma dúvida: mas então, há tanto tempo que esta captação é efectuada e só agora aparece esta taxa? E mais outra: a água que é captada em Castelo do Bode não é só para nós! Aliás, é maioritariamente dirigida a outros Municípios, incluindo o de Lisboa! Será que lá e noutros locais, também já estão a pagar esta taxazinha?
 
Mais abaixo outra explicação: compensar os custos administrativos inerentes ao planeamento, gestão, fiscalização e garantia da quantidade e qualidade da água!
 
Bom, pensava eu que estas obrigações seriam competência dos órgãos autárquicos e outros que se responsabilizam pelo abastecimento. E pensava mais: que os impostos que pago, também seriam mais que suficientes para garantir tais premissas! E que, devendo existir esse planeamento anteriormente, certamente que esses custos já estariam repercutidos no preço, taxas e tarifas a pagar. Então só agora? Tudo bem!
 
Mas aí lembrei-me de ir olhar bem para o recibo e compará-lo com aquele modelo anterior em tons de azul que, durante tantos anos, recebemos. E aí percebi o porquê da alteração para folha A4. Qual informação, qual quê! Mudou-se para folha A4 porque, no outro modelo, não havia espaço para tantas taxas e tarifas!
 
São nada menos que 7 (sete): (1) tarifa de disponibilidade (ex-taxa de aluguer de contador); (2) tarifa de saneamento variável; (3) tarifa de saneamento fixa; (4) tarifa de saneamento adicional; (5) tarifa de resíduos sólidos fixa; (6) tarifa de resíduos sólidos variável; (7) taxa de recursos hídricos.
 
Mas o que é certo é que qualquer consumidor que se fique abaixo da fasquia dos 20 metros cúbicos mensais paga sempre mais taxas e tarifas do que água consumida. Basta fazer a simulação!

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Segunda-feira, 02.02.09

EU TAMBÉM TOMO OMEOPRAZOL

 por Manuel Catarino

 

Creio eu que em finais do ano que já lá vai, vi escrito algures que, no nosso país, havia um consumo excessivo de omeoprazol, químico que é um dos produtos prescritos para o tratamento de úlceras e gastrites. Eu também o tomo de há uns anos a esta parte, por causa de umas maleitas parecidas.
Ora, acontece que muitas destas gastrites e úlceras têm a ver com o nervoso e, dizem para aí que é do stress e da nossa sociedade. Verdade verdadinha é que a venda de anti depressivos, calmantes e chás é um negócio do caneco.
Eu cá para mim tenho que, os governantes só nos permitem alguns descontos na saúde, porque reconhecem que são grandes responsáveispor estas doenças. Esses senhores não são despudorados de todo e, bem lá no fundo, ainda têm uns laivos de consciência.
Também tenho para mim que, além dos problemas que afectam a maioria dos portugueses, os mourisquenses têm outras razões que os levam a sofrer destas enfermidades, e não ficaria pasmado, se aqui a taxa destas doenças fosse superior à média nacional.
Senão vejamos…
Uma família de Mouriscas mete-se no seu automóvel, percorre a sede de concelho e vê que, por onde passa, os semáforos funcionam, vê passadeiras de peões junto das escolas e, nas zonas urbanas os edifícios públicos apresentam-se em razoável estado de conservação e as estradas até têm um ar cuidado e sem buracos.
Regressa a Mouriscas pela variante, e dá com dois semáforos que há anos não vêm réstia de electricidade! Claro que não atropela nenhuma criança à saída da escola porque sabe que os pirralhos são capazes de sair disparados do portão que, às vezes até está aberto, para virem buscar a bola à estrada e as crianças jogam à bola uma vez que a Associação de Pais só conseguiu arranjar dinheiro para dois baloiços e a câmara da Abrantes tem mais em que pensar que nos putos de Mouriscas! Ah, e por falar em escola, lembra-se da ESCOLA VELHA, essa, a verdadeira escola, a que está a cair e que o senhor Presidente da Câmara, espertalhão, emprestou a uma associação da terra para a recuperar, e…
Toca de ir à farmácia comprar uns omeoprazóis e uns xanax porque não tinha nada que sair de casa e ver e, muito menos de comparar Mouriscas com outras terras e com a sede de concelho.
Mas houve um dia em que se sentiu mesmo mal do aparelho digestivo, foram dores de cabeça, era o coração aos pulos, foi um problema de deglutição que ainda perdura, e tudo isto aconteceu quando a vereadora da cultura e acção social votou contra o Lar de Mouriscas, porque a terra não evidenciava capacidade económica para cumprir com a sua parte do projecto. Toca de correr para a farmácia, receita reforçada e mais umas pastilhas para a azia.
Mas, de repente a mente ilumina-se-lhe. Todos os meses paga na factura da água uma pipa de massa de coisas que não consome. São taxas de saneamento que não tem e mais um rol de linhas de uns palavrões que não sabe o que são e que quando o papel lhe chega à mão, é azia pela certa. Ah, pois, lembrou-se de pedir aos senhores de Abrantes se também poderia descontar naquela factura pelo menos uma parte dos medicamentos que toma, destes só, do omeoprazol e os dos nervos! É que, se os senhores de Lisboa faziam descontos nos medicamentos e se as suas governações lhe faziam menos mal que as governações de Abrantes, era justo que lhe descontassem também uma percentagem dos medicamentos, mas esses descontos só incidiriam nas tais taxas porque a água, essa, queria pagá-la por inteiro.

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Domingo, 01.02.09

A QUESTÃO ESSENCIAL

 

«Resta a questão essencial, a questão política: as condições em que, de facto, foi licenciado o Freeport. Por que é que um ministro do Ambiente (que é suposto defender o Ambiente contra os interesses imobiliários), acaba por aparentemente defender com zelo o contrário disso, chegando ao ponto de afastar directivas europeias de protecção do Ambiente? Porquê fazer uma lei ad hoc, redesenhando os limites da ZEP do Tejo exactamente à medidas dos interesses do Freeport? Porquê a insólita rapidez com que o processo é despachado, assim que chega ao gabinete de José Sócrates? Porquê a leviandade e o abuso de tudo legalizar três dias antes de umas eleições que o governo de então já sabia perdidas? E por que é que José Sócrates começou por dizer que não tinha tido intervenção directa no assunto, para depois acabar a confessar telefonemas e reuniões?
 
Estas são as questões essenciais q que José Sócrates tem de responder e que, salvo melhor opinião, ainda não vi que tenha feito satisfatoriamente. O resto – dizer que está à disposição da justiça, que espera que ela seja rápida e faça o seu caminho – tudo isso são trivialidades.» 
Miguel Sousa Tavaresin Expresso de 31/1/2009

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Domingo, 01.02.09

A INSUSTENTÁVEL INCOMPETÊNCIA DO GOVERNO

 

«O primeiro-ministro fala agora em apoiar as pequenas e médias empresas, mas o que é espantoso é que há dois anos que tem dinheiro disponível em Bruxelas para dar esse apoio e o seu Governo não teve, até hoje, capacidade para mobilizar um único cêntimo para esse fim.
  
Se essa capacidade existisse, por certo que as empresas estariam em melhor situação para enfrentar a crise. A isto chama-se incompetência.»
 
José A. Silva Peneda, in Público de 31/1/2009

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