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COLUNA VERTICAL

"Barcelona respira liberdade e harmonia por todos os poros."

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14 Mar, 2009

A TEIA

por António Belém Coelho

  
A Procuradora que investiga o caso Freeport, Directora do DCIAP, fez parte da Comissão de Honra da candidatura de Mário Soares em 2006, onde conheceu um advogado, pessoa fundamental do gabinete de advocacia ligado ao caso. Tem ligação directa com o perito nacional destacado na Eurojust, nomeado em Outubro de 2007 pelo actual primeiro-ministro, e reuniu-se em Haia com o DCIAP para acertar estratégias na investigação entre Portugal e Inglaterra. Teve nas mãos a recente carta rogatória enviada pelas autoridades Inglesas.
 
O irmão, presidente do ICN na altura da aprovação, esteve na reunião considerada como suspeita. Em 2005 regressou pelas mãos do PS para o PRODER; entre Fevereiro e Setembro de 2004 colaborou com a firma Smith & Pedro. O promotor inglês do projecto Freeport e sócio da Smith & Pedro, conheceu o outro sócio em 1997, na altura da expropriação para a construção da Ponte Vasco da Gama, quando trabalhava para a empresa Lusoponte. É vizinho do Tio do actual primeiro-ministro, na Quinta do Lago. Esteve presente, na reunião com o actual primeiro-ministro, então ministro do Ambiente, em 2002.
 
O presidente da Eurojust, nomeado também pelo actual primeiro-ministro, juntamente com o perito do segundo parágrafo, foi colega de Governo do citado, que lhe renovou o mandato em 2007. Foi Secretário da Justiça do Governo de António Guterres. O tio do actual primeiro-ministro, vizinho do sócio inglês da Smith & Pedro na Quinta do Lago, foi convidado por este para jantar, onde lhe foram apresentados alguns negócios imobiliários. Posteriormente voltaram a falar por causa do Freeport, onde o inglês lhe terá dito que estava preocupado por não conseguir a sua aprovação.
 
O secretário de Estado do Ambiente do actual primeiro-ministro, enquanto ainda ministro do Ambiente, esteve na reunião suspeita. Em Setembro desse ano, é eleito presidente da Resistrela, empresa onde o actual primeiro-ministro tem raízes. Faz parte do conselho da Empresa Geral do Fomento e conhece o actual primeiro-ministro desde os anos oitenta, no PS.
 
O presidente da Câmara de Alcochete, também presente na reunião suspeita é conterrâneo do sócio português da Smith & Pedro e teve sempre o contacto facilitado com o poder. O sócio português da Smith & Pedro, é conhecido como uma pessoa influente e com ligações no PS. Esteve na Lusoponte e foi nomeado por Guterres em 1999 para assessor da missão para a protecção das salinas do Samouco e confirmou a presença do seu sócio inglês na reunião com o actual primeiro-ministro e com o então presidente da Câmara de Alcochete.
 
O advogado, cujo escritório tem sido referido a propósito deste caso, é tido como pessoa com conhecidas ligações ao PS, foi porta-voz da campanha de Mário Soares e esteve do lado do Governo na concessão da ponte Vasco da Gama à Lusoponte, onde o sócio inglês da Smith & Pedro era engenheiro e o sócio português, colaborador.
 
Palavras para quê? São artistas portugueses e certamente que daqui nada resultará! Todos teremos que pagar os estragos, nada mais! Estará provada a teoria da cabala! O resto nada mais são que infelizes coincidências! A juntar a muitas outras, o que faz do nosso país um verdadeiro fenómeno estatístico.
 
O País está minado destas teias, com as aranhas sempre à espreita. Cá também! Queremos em Abrantes fazer parte destas estatísticas? Não o creio. Ajamos em conformidade!