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COLUNA VERTICAL



Domingo, 22.03.09

CENTRO SOCIAL DE ALFERRAREDE

 

No dia 4 de Março, Santana Maia, candidato do PSD à Câmara de Abrantes, visitou o Centro de Dia de Alferrarede para se inteirar do trabalho desenvolvido, auscultar as preocupações e dificuldades por que passa neste momento e anotar as sugestões da sua direcção sobre a forma como a autarquia as poderá ajudar.
 
A visita foi conduzida pelos Ex.mos Senhores Fernando Simão (presidente da instituição), Rafael Fernandes, Armando Pires (membros da direcção) e pela Irmã Margarida Tavares. Acompanharam o nosso candidato Dora Caldeira, candidata a presidente da Junta de Freguesia de Alferrarede, Gonçalo Oliveira, presidente da comissão política concelhia do PSD, Emídio Direito, vice-presidente, e Amadeu Lopes.
 
O Centro Social de Alferrarede, recorde-se, começou a sua grande missão em Março de 1955, por iniciativa de um grupo de senhoras da terra e de José Dias Simão, um industrial de Alferrarede. Tudo começou por uma pequena casa onde se distribuía sopa e pão. Em 1958, o Centro foi transferido para uma casa maior na Fonte de S. José, onde começou a laborar com um Jardim-de-infância, com uma sala de trabalho para raparigas e uma sala de estudo para crianças em idade escolar.
 
Em 1962, foi oficializado o Centro de Beneficência e Assistência Social de Alferrarede tendo estatutos próprios. Em 1968, começou a ser construído o edifício actual, que foi inaugurado em 1973, com a presença de um grupo de 4 religiosas da Congregação da Apresentação de Maria que foram chamadas a abraçar a missão de dirigir esta Instituição. O Centro abriu com 180 crianças.
 
Actualmente o Centro Social de Alferrarede desenvolve trabalho em duas áreas distintas: crianças e idosos. Para as crianças, existem as valências: creche, Jardim-de-infância e ATL. Na área da Terceira Idade e funcionando num outro edifício relativamente próximos, funciona o Centro de Dia e Apoio Domiciliário, desde 1999. Recentemente, o Centro Social fez remodelações e melhoramentos nos seus edifícios e dá resposta a 255 crianças, 40 utentes no Centro de Dia e 40 no Apoio Domiciliário.
 
Da análise final, constatou-se o pouco interesse que esta instituição suscita no executivo camarário. A falta de sensibilidade social é, aliás, uma das grandes pechas do actual executivo camarário. Com efeito, é manifesto que as políticas centradas nas pessoas são pouco motivadoras para o actual executivo.
 
Esta candidatura não esquece, no entanto, o esforço tremendo de todos os dirigentes que militam, diariamente, nestas instituições, a título voluntarioso, e que nunca desistem, lutando contra todas as adversidades, que são muitas, a começar pelo abandono a que são votados pelo município.
 
Estas pessoas enchem-nos de orgulho e fazem-nos ter esperança num futuro melhor, sendo certo que solidariedade social é uma dádiva fundamental na construção de uma sociedade equilibrada, harmoniosa e justa. O testemunho do trabalho desenvolvido nesta instituição fez com que Santana Maia desse a sua palavra de que, caso o PSD vença as próximas eleições autárquicas (como se espera), as instituições de solidariedade social do concelho poderão contar com um presidente e uma vereação empenhados em apoiar o seu esforço de tornar mais feliz a vida dos idosos, das crianças e de todos aqueles para quem a vida foi madrasta.

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Domingo, 22.03.09

O COLÉGIO LA SALLE

por Santana Maia

 
Ao olhar a esta distância para a obra do Colégio La Salle de Abrantes na sua curta existência (1959-75), não posso deixar de reconhecer os seus méritos, tanto mais que aquele Colégio representa hoje o modelo utópico da escola moderna: uma escola a tempo inteiro, empenhada na formação integral do aluno.
  
O Colégio La Salle, recordo, tinha dois campos de futebol, vários campos de basquetebol, ringue de patinagem, piscina de 25 metros de competição, ginásio, cine-teatro, salas de estudo, um laboratório moderníssimo, capela e igreja. Estes equipamentos permitiam aos seus alunos desenvolver as suas capacidades artísticas (teatro, tuna, poesia, conjunto musical, etc.) e participar em provas distritais, nacionais e regionais em quase todas as modalidades: basquetebol, futebol, voleibol, ténis de mesa, tiro ao alvo, natação, judo, hóquei em patins, etc. Sem esquecer os grupos de solidariedade social e as viagens de estudo ao estrangeiro.
Além disso, os seus alunos obtinham sistematicamente as melhores notas do distrito de Santarém nos exames dos antigos 2º, 5º e 7º anos dos liceus, sendo esta, aliás, a sua imagem de marca.
 
Com o 25 de Abril, o Colégio deu lugar à escola pública. Basta, no entanto, um simples olhar à vista desarmada para perceber a diferença. A escola apresenta, agora, um ar de desmazelo que entristece quem ali andou e não pode disciplinar interiormente quem lá anda. Sendo certo que, hoje, toda a gente sonha com uma escola pública à imagem do antigo Colégio La Salle. E, para lá chegar, ministra e secretários de Estado alteram e legislam todos os dias, enquanto as escolas se entretêm a fazer e a desfazer, ao mesmo ritmo, os seus extensos regulamentos internos.
 
Querem saber quantos artigos tinha o regulamento interno do Colégio La Salle? Tinha apenas dez: «1º) O espírito lassalista deverá estar presente em tudo o que fazemos. Nunca nos devemos esquecer da nossa identidade própria. 2º) Em tudo o que fazemos, devemos cultivar a justiça, a oração e o serviço aos outros. 3º) Todas as pessoas da nossa comunidade educativa, devem respeitar-se mutuamente tornando a nossa escola um lugar ideal para trabalhar. 4º) Todos devem ajudar a criar um ambiente de inter-ajuda, propiciando uma boa aprendizagem. 5º) Todos têm direito à diferença. Os dons especiais de cada um devem ser encorajados e valorizados para o bem de todos. Devemos trabalhar e partilhar juntos. 6º) Todos têm direito à segurança. Ninguém deve ter medo de ser ameaçado ou importunado. Ninguém deve ter receio de correr riscos, de ser diferente ou de ser sincero. 7º) O auto e hetero encorajamento para a rentabilização das nossas capacidades são essenciais. A existência de uma variedade de temas e de actividades é necessária à realização pessoal. 8º) A atenção vigilante é importante é importante para que nos momentos de crise nos sintamos confiantes a partilhar as angústias ou problemas com uma pessoa de confiança. 9º) Todos devemos saber perdoar e esquecer. Todos merecemos uma segunda oportunidade. 10º) Na nossa escola, as pessoas deverão aprender tanto com os seus êxitos como com os fracassos. Isto permite o crescimento pessoal».
 
Se querem uma escola empenhada na formação integral do aluno, comecem por aqui. Rasguem os regulamentos internos e os estatutos do aluno... E resumam tudo a dez artigos. Segundo me dizem, Deus é perfeito (quem sou eu para duvidar disso, apesar de não ser crente?). Ora, se a Lei de Deus tem apenas dez artigos, por alguma razão é.

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