Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

COLUNA VERTICAL

"A coragem é a primeira das qualidades humanas porque garante todas as outras.." (Aristóteles)

COLUNA VERTICAL

"A coragem é a primeira das qualidades humanas porque garante todas as outras.." (Aristóteles)

 

Podia ser uma historia… Era uma vez um menino. Chamava se Miguel e tinha um sonho. Um dia contou o sonho que tinha. Dois meses depois o sonho foi transformado em realidade. Mas esta não é uma história, é a realidade. O Miguel existe. É uma criança com 12 anos. Está no centro de acolhimento temporário, Casa de S. Miguel, em Rossio ao Sul do Tejo.

No Natal disse à professora Carolina que tinha um sonho. Ter uma camisola do Benfica, mesmo que não fosse verdadeira e ir a um jogo ao estádio da Luz. O sonho realizou-se na sexta-feira, dia 27 de Fevereiro. O Miguel foi com dois colegas do centro, o Nilton e o Rendes, ambos de 8 anos, ver o Benfica - Leixões, porque um rossiense, Luís Horta, conseguiu arranjar os bilhetes para fazer estas crianças felizes. E foi na sexta-feira, dia 27 de Fevereiro, que, às seis da tarde, as crianças saíram do Rossio com a directora técnica do centro, Ana Silva, em direcção ao estádio a Luz.

À entrada no estádio, ecoava já o hino do Benfica e o Miguel, olhos esbugalhados, olhava em volta, em todas as direcções, para a imensidão do maior estádio português e onde estavam cerca de 31 mil espectadores. Por entre a agitação do momento, de estar a cinco metros da relva e a dez ou 15 metros dos craques, o Miguel e amigos cantaram e gritaram pela equipa.

Já durante a segunda parte do jogo, ganhava o Benfica, o Miguel lá foi contando afinal, na primeira pessoa, o seu sonho e as suas emoções, próprias, de uma criança. Luís Horta foi quem proporcionou a estas três crianças um momento de sonho, estarem no estádio da luz e explicou à Antena Livre, o seu envolvimento nesta visita. Um gesto simples, de simples contactos, telefonemas. Um gesto simples, mas que transformou um sonho em realidade. Um gesto Simples que deixou 3 crianças mais felizes….ah e o Benfica até ganhou o jogo!!!
 
Texto transcrito da Rádio Antena Livre por Jerónimo Jorge

por Gonçalo Oliveira

 

Foi preciso aparecer a candidatura do PSD à Câmara de Abrantes, chamando a atenção de que mais importantes do que as pedras são as pessoas, para que o PS acordasse, finalmente, para esse evidência. Até a candidata do PS já jura por todos os santinhos que, a partir de agora, o PS vai finalmente começar preocupar-se com as pessoas… Já não era sem tempo! Ou melhor, já não vai tempo.
 
Mas nem tudo é mau nesta despedida socialista, uma vez que todos estes projectos que a Câmara agora está a apresentar, à laia de propaganda pré-eleitoral, vão ser executados, afinal, por quem sempre os defendeu. Ou seja, pelo executivo que sairá das próximas eleições autárquicas e que tudo indica (melhor fora que assim não fosse) será o PSD.
 
E, em boa verdade, até para o próprio PS vai ser bom que isso suceda. Depois de tanto tempo no poder e de tantos vícios acumulados, nada melhor do que uma cura de oposição para renovar e arejar um aparelho socialista (mal) acostumado a viver, há demasiado tempo, à sombra do poder.
 
Os abrantinos agradecem – especialmente as centenas que tiveram de migrar e os milhares que vivem sem qualquer tipo de qualidade vida.

por Manuel Catarino

 
No seguimento do texto divulgado em que assumimos a candidatura à Freguesia de Mouriscas, julgamos oportuno esclarecer os nossos conterrâneos das razões que levam a esta opção de comunicação – a palavra escrita.
 
A primeira razão prende-se com o vínculo que a escrita nos impõe. A nossa postura, as nossas ideias e as nossas propostas, sendo escritas, são uma afirmação de rigor, ao contrário da palavra, que pode ser desdita ou “ leva-a o vento”. A outra razão, é a possibilidade de o texto poder ser, a qualquer momento, o mote para um debate, independentemente da data da sua publicação.
 
Assumido assim este meio de comunicação como o mais correcto e transparente, tentaremos, com alguma periodicidade, dar a conhecer aos eleitores de Mouriscas a visão que temos desta nossa terra, quer através do blog amarabrantes.blogs.sapo.pt, quer pela distribuição dos textos, quer através da colaboração em jornais.
 
Esta candidatura assenta num grupo de trabalho que tem vindo a fazer o diagnóstico das carências da freguesia e acredita ter capacidade para apresentar soluções exequíveis, em estreita colaboração com a equipa a que preside Santana-Maia. Podemos, assim, afirmar que existe uma identificação entre a candidatura à Câmara de Abrantes e a candidatura à Freguesia de Mouriscas e uma comunhão de objectivos.
 
No entanto, o rigor obriga-nos a afirmar que é impossível produzir em quatro anos o que deveria ter sido feito em vinte. Mas foi precisamente por termos a consciência de que só teremos pela frente cinco anos de verbas comunitárias (este último Quadro Comunitário termina em 2014), aliada à constatação de carências de ordem social e económica de uma parte significativa da população, assim como a inexistência de alguns serviços de proximidade entre o cidadão e o Estado e uma rede de saneamento, entre outros, que nos impôs esta participação cívica através de uma candidatura.
 
Relevamos como importantes todas as obras realizadas pelo actual executivo da Junta de Freguesia e acreditamos que mais não fez porque não pôde… Gradualmente e, como acima foi dito, difundiremos em posteriores escritos um conjunto de propostas que esperamos serem melhoradas com sugestões dos mourisquenses, cabendo aqui afirmar que o envolvimento dos mourisquenses é outra das traves mestras desta candidatura. A tarefa é tão difícil que só uma participação de todos permitirá conduzir ao êxito.
 
Outro tanto não se passou com o executivo camarário. Durante anos, foi arrastando o projecto de saneamento básico e, há algum tempo, por artes mágicas, tirou da cartola um projecto que abarca uma parte de Mouriscas. Ficámos boquiabertos com o descaramento do executivo da Abrantes de propor para Mouriscas, uma freguesia, com um território e um povo que todo ele paga saneamento, um tratamento diferente para um mesmo direito. Não meus senhores, isso não se faz, os senhores prometeram um saneamento para Mouriscas e uns troços de esgotos a entroncar em ribeiras que levam os dejectos para o Tejo, já vocês aqui fizeram. E também não aceitamos que tentem dividir esta terra para contentar uns quantos e caçar os votos de alguns contemplados. Aceitamos, isso sim, um projecto de saneamento integral, independentemente de a sua construção ser faseada. Já agora, e porque preservamos os dinheiros públicos, sugerimos que confirmem o estado de conservação das condutas da água e se não se justificará a passagem das duas tubagens pela mesma vala. É que com uma cajadada, matavam dois coelhos.
 
Este pequeno exemplo afere da importância da nossa candidatura. Estamos presentes no quotidiano, tentamos aperceber-nos do que nos rodeia e, com frontalidade, respeito para com todos os intervenientes em Mouriscas e consciência da responsabilidade que assumimos, transmitimos aquilo em que acreditamos. Fizemos opções difíceis: ser frontais e directos mas também cordatos e dialogantes, manter a firmeza nas decisões mas também flexíveis para gerar consensos.
01 Mar, 2009

O ROBIN DOS TOLOS

 

«Não incomoda o socialista José Sócrates que o seu ministro Mário Lino gaste meio milhão de euros em festas de inauguração de cada novo troço de auto-estrada. Não incomoda o socialista José Sócrates que os dinheiros públicos sirvam para acorrer ao salvamento de negócios bancários irresponsáveis e inviáveis, como o BPP ou o BPN, em lugar de os deixar afundar, como, além de mais, exigia a credibilidade do mercado. Não incomoda ao socialista José Sócrates que o que resta do património natural ainda preservado do país seja vandalizado ao abrigo dos projectos PIN e com a chancela de interesse público dado pelo Governo. Não. O que incomoda o socialista José Sócates é que os “ricos”, como ele lhes chama (isto é, a ínfima minoria que declara os seus rendimentos e paga 42% de IRS, em lugar de criar empresas fictícias para lá enfiar despesas pessoais ou abrir contas em offshores estrangeiras), possam deduzir com a saúde ou a educação as quantias que o próprio Governo definiu como razoáveis. Vai, pois, conforme anunciou, subir ainda mais o IRS para quem mais paga e cumpre, para o “redistribuir” pela “classe média” – contas feitas, e se alguma vez devolver dinheiro a alguém, parece que caberão 4 euros a cada representante da “classe média”. Eis o socialismo, tal como José Sócrates acaba de o descobrir. Dá vontade de ir pagar impostos para outro lado… (…)
 
Se não pode impedir o crescimento do desemprego, se não quis ou não quer enfrentar o poder do capital, resta ao socialista Sócrates rapar no caldeirão da demagogia: eutanásia, casamento de homossexuais, Robin Hood fiscal e, para acabar, senhoras e senhores, tomem lá outra vez com a ameaça da Regionalização – essa medida “socialista” tão cara ao aparelho do PS.
 
Eu penso que José Sócrates está a ver mal as coisas: os portugueses têm muitos defeitos, mas nunca foram politicamente tolos.»
 
Miguel Sousa Tavares, in Expresso de 14/2/2009

Pág. 4/4