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COLUNA VERTICAL

"Barcelona respira liberdade e harmonia por todos os poros."

COLUNA VERTICAL

"Barcelona respira liberdade e harmonia por todos os poros."

04 Mai, 2009

XXXV

por António Belém Coelho

 
Estamos a comemorar 35 anos de vida do regime democrático que os protagonistas do 25 de Abril de 1974 felizmente nos possibilitaram conhecer e viver. Fazemo-lo no meio de grave crise a todos os níveis: económico, social, político, dos próprios pilares do Estado de direito, de liderança, etc. Parece que nada escapa à enumeração.
 
Quando referi crise, faria mais sentido dizer crises, pois efectivamente atravessamos duas crises em simultâneo: uma, de carácter exógeno, experimentada por todo o mundo, com as causas já determinadas e apontadas mas ainda sem remédio eficaz que permita vislumbrar o seu fim e o início da recuperação; outra, doméstica, de índole estrutural, que nunca soubemos efectivamente ultrapassar e que se manifesta quase permanentemente, agudizando-se terrivelmente quando coincide com crises regionais ou mundiais, como agora acontece.
 
Efectivamente a nossa saúde, a saúde do país, nunca foi grande coisa. De vez em quando, lá arribava, mas quando de fora vinham injecções salvadoras; mas por dentro, as coisas mesmo parecendo por vezes correr bem, logo voltavam ciclicamente a prostrar o paciente. Convirá aqui dizer, em todo o caso, quer para aqueles que não viveram tempos anteriores ao 25 de Abril, quer para aqueles que esqueceram ou engavetaram as memórias desse tempo, que as diferenças em termos de vida quotidiana e de acesso a muita coisa são abissais. Ou seja, muito de positivo foi feito, mas também muitos domínios, talvez importantes, foram deixados para trás.
 
Os Capitães de Abril abriram-nos uma porta que conduzia a caminhos ligados de forma siamesa: a Liberdade e a Responsabilidade. E nunca será demais realçar o nosso agradecimento colectivo cuja melhor expressão seria vivermos hoje num país mais desenvolvido, mais justo, mais solidário, menos dependente, menos inconsequente. Numa palavra, mais feliz.
 
Soubemos agarrar e percorrer o primeiro caminho, o da Liberdade, com ambas as mãos. Do segundo, já não poderemos dizer o mesmo. Porque em Liberdade, em Democracia, temos sempre os Governos que merecemos. Nem mais, nem menos. A responsabilidade do que somos, do que não somos e deveríamos ser, do que gostaríamos de ser mas não somos, não é do 25 de Abril nem dos seus fautores. É exclusivamente nossa, colectiva.
 
E aqui reside um dos paradoxos da Liberdade. Muitas vezes criticamo-la (em liberdade) por não sabermos usar a responsabilidade que ela própria transporta. E é fundamentalmente nesta dicotomia que os homens oscilam, que as Instituições hesitam, que o país falha. Provavelmente só a História, daqui a uma relativa distância poderá fazer conjecturas sobre o que realmente falhou. A nós só nos resta, dentro da visão parcelar que temos, ir corrigindo a trajectória em direcção ao rumo que pensamos ser certo, o que pressupõe, uma vez mais, responsabilidade colectiva de que não estou seguro que efectivamente tenhamos.

 por Diogo Valentim

 

Neste comunicado, pretendo apresentar a minha recandidatura à Junta de Freguesia do Souto, uma tomada de posição bastante ponderada e equacionada sempre tendo em mente a minha vida pessoal, profissional e as necessidades da freguesia.
Apresento-me novamente, de corpo e alma, ao serviço da nossa da freguesia, que tanto anseia por melhores dias. Não devemos nunca esquecer que o exercício de funções do executivo da junta de freguesia, em prol das necessidades da população, está sempre condicionado perante factor do poder municipal e populacional. Por isso, para ganharmos definitivamente a devida vitalidade para a freguesia, temos que fazer um esforço extra para tentar desmoronar esse “monstro” municipal que tanto nos tem assombrado e limitado.
Com a candidatura do Dr. Santana Maia (PSD) à Câmara Municipal de Abrantes, sei que isso é possível e posso vos dar a minha palavra: chega de desprezo, de desmazelo e de descriminação que esta freguesia tem sofrido ao longo da gestão do Dr Nelson de Carvalho. Não quero e não devemos querer mais do mesmo com a Dr.ª Maria do Céu Albuquerque, pois isso será certamente sinónimo de esquecimento.
A nossa freguesia precisa de ter o fulgor do antigamente. Mas para que isso aconteça, todos nós temos que trabalhar, sejam PS`s, CDS`s, PSD`s, novos ou velhos. Não me conformo com a passividade que, às vezes, constato no nosso seio. Devemos ser pró-activos e dinâmicos, seja na Igreja, na Junta, nas Associações, na nossa actividade profissional, junto da nossa família e dos nossos amigos, pois só assim poderemos devolver à nossa freguesia a devida vitalidade. Não me conformo ao ver os poucos jovens da nossa freguesia serem forçados, digo antes, a serem “expulsos” da sua terra de origem por más políticas a nível de ordenamento do território (PDM), por não terem oportunidades de emprego no seu concelho, por não terem a qualidade de vida necessária para se estabelecerem.
A culpa não pode morrer solteira e este executivo camarário e a sua seita têm de ser responsabilizados por não terem conseguido dar resposta a estes mesmos problemas. Face isto, este executivo tem que se sentar no banco dos réus e ser definitivamente julgado pela população da nossa freguesia e do nosso concelho.
Com efeito, seria inadmissível apoiar aqueles que nunca nos ajudaram e que nos colocaram ainda mais no fundo. Não sou o “Salvador da Pátria” nem irei dar voz aos “Velhos do Restelo”, mas uma coisa posso vos garantir: irei defender-vos de corpo e alma, porque eu sei o que vocês sentem e sei aquilo que vocês querem, tal como eu. Ou seja, uma freguesia dinâmica, rejuvenescida, com oportunidades e, acima de tudo, com qualidade de vida.
É triste mas é a realidade política que temos, numa freguesia onde apenas existem 572 habitantes. Seremos certamente a freguesia da democracia com três listas à junta de freguesia: CDS, PS e PSD. Não sou contra à participação democrática. Sou contra a falta de visibilidade e sensibilidade que os dirigentes políticos têm, pois querem ter o poder à força, custe o que custar, promovendo apenas a desunião na freguesia e quem ficará a perder, como sempre, é a freguesia e as pessoas.
Peço a vossa ajuda, não só sobre a forma de voto em massa na candidatura do PSD, para dar mais força e credibilidade a este projecto e ao seu melhoramento, mas também para participarem nele, seja a nível de composição de listas, seja em sede sugestão de ideias ou criticas construtivas. Quero a participação de todos vós!
Não faço parte da típica classe política, nem quero. Porém, assumo-me como um político da nova geração que pretende romper com os actuais barões e com o actual estado da política, com o qual não consigo compactuar.
Afirmo novamente que esta candidatura tem como objectivo defender os interesses da nossa população, seja o Faustino ou o Manuel. Para mim, acima de tudo, estão as pessoas e irá ser para elas que eu irei servir sempre, tendo em mente o sentido da prossecução do interesse público e das necessidades dos meus conterrâneos.