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COLUNA VERTICAL



Domingo, 24.05.09

MANTER O RUMO

por António Belém Coelho

 
Há perto de duas décadas que sou militante do Partido Social Democrata. Antes disso, fui simpatizante e participei nas diversas campanhas eleitorais, que me lembre desde os tempos da AD, em 1980. Não é que isso me dê qualquer estatuto, mas mostra que me tenho mantido no rumo dos ideais do Partido Social Democrata, que não dependem das pessoas que o dirigem em determinada altura.
 
As pessoas passam, os partidos e os seus ideais continuam. Posso não estar completamente de acordo com quem dirige o partido, mas, desde que os seus princípios e ideais não estejam em causa, continuo a segui-los.
 
Dito isto, façamos o contraponto: que credibilidade têm aqueles que mudam de partido conforme as suas conveniências, sejam elas pessoais ou profissionais? Que dizer daqueles que hoje dão a cara por um partido e amanhã se apresentam por outro? Serão os partidos que mudam ou, pelo contrário, são as pessoas que mudam em função dos seus interesses pessoais e profissionais que, muitas vezes, se confundem?
 
Pois é, manter o rumo tem, por vezes, demasiados custos, em ambas as esferas, sobretudo na profissional, mormente quando se vive e exerce a profissão em concelhos de pequena e média dimensão. É que tal facto acarreta dependências de ordem diversa, muitas vezes de mera sobrevivência profissional, e que definem (ou obrigam a definir) a posição de cada um. E os exemplos não são poucos. Basta comparar nomes que transitam de umas listas para as outras, de eleição para eleição.
 
E aí não há engano: aí estão todos aqueles e aquelas que preferem acautelar a sua vida, a começar pela profissional, do que manter o rumo que um dia escolheram e ninguém certamente lhes impôs. É justamente aí que podemos ver a diferença entre quem corre por ideais e convicções e quem simplesmente corre por lugares, mordomias e outras prebendas.
 
Mas não nos iludamos. A política sempre foi e sempre será assim! Ainda bem que a diferença existe e é visível! Mesmo que pouca diferença faça!

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Domingo, 24.05.09

ASSOCIAÇÃO BANDA FILARMÓNICA MOURISQUENSE

por Amadeu Bento Lopes (músico e vogal da assembleia da ABFM)

 
Esta Filarmónica como o nome indica é uma Sociedade de amigos da harmonia de Mouriscas e de quem Gosta de fazer pela Musica em Mouriscas. Temos de vida 14 anos com esta designação, há 14 anos atrás já foi Banda da casa do povo de Mouriscas, com outras direcções, outros Músicos e outros estatutos.
 
No presente ano de 2009, decidimos comemorar os 28 anos de Música em Mouriscas, para não cair no esquecimento o que se fez no passado nesta aldeia em termos de música, com instrumentos de sopro (metais e madeiras) e percussão, numa organização desta envergadura. Gostaria de salientar com este texto, os dirigentes das associações e os espaços onde a Banda já teve os seus ensaios e onde já foi debatida e discutida. Inicialmente, foi no salão da igreja Paroquial (no inicio em 1981). Em seguida, numa das salas do 1º piso da antiga Escola Primária, tendo a Banda da Casa do Povo de Mouriscas sido dirigida por Castro Marcelino. Depois, com a nova formação e designação, começou por se fazer ensaios na casa do António M. Leitão, dirigente da Filarmónica Mourisquense. Agora, com a doação de um edifício para sede da Associação por um benemérito casal da terra, temos um espaço para fazer pequenas festas e uma sala de ensaios, assim como o bar da Associação, onde servimos os associados e quem por lá passa para ajudar. Neste momento, é Armando Alves que dirige os destinos da nossa Banda.
 
Em termos de directores musicais, já por cá passaram três em vinte e oito anos de música e que deram muito de si em prol da Banda, nomeadamente: o maestro Francelino L. Pereira do Sardoal, o maestro Antunes de Tomar e o regente Diamantino Godinho de Tomar. Em meados de 2008, deu entrada um novo maestro, José Miguel, com apenas 30 anos mas já com curriculum musical invejável e uma vertente profissional de ensino com que pretendemos continuar uma escola de música, como já houve em tempos. Para além disso, temos ainda, desde 2007, uma professora de música, Lúcia Mendes, também a dar aulas de música a alunos desde a idade dos 3 até aos 6 anos e dar a formação musical (teoria).
 
Esta filarmónica pretende vir a criar melhores condições para os músicos e para todos os associados, para que se sintam bem num espaço que é deles, enquanto espaço lúdico/musical. Pretendemos ainda criar novas valências, em termos de equipamento imóvel e em termos de instrumentação e fardamentos e de formação pessoal dos próprios músicos. Trata-se de um projecto de várias vidas. Já lá vão várias gerações de músicos que passaram por estas musicalidades, onde houve momentos de grande furor, mas também de bastantes dificuldades. Continuamos, assim, empenhados em valorizar o que é da terra. Mas, para que isso se venha a concretizar, temos de contar com o apoio dos associados e das entidades concelhias que, esperemos, continuem a melhorar as formas de valorizar o que é do concelho.

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