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COLUNA VERTICAL

"Barcelona respira liberdade e harmonia por todos os poros."

COLUNA VERTICAL

"Barcelona respira liberdade e harmonia por todos os poros."

 

No dia 16 de Maio, Santana Maia, candidato do PSD à Câmara de Abrantes, acompanhado por Manuel Catarino, candidato à Junta de Freguesia de Mouriscas, e Amadeu Lopes, visitou a EPDRA, Escola Profissional de Desenvolvimento Rural de Abrantes, mais conhecida por Escola Agrícola e situada na Herdade da Murteira, em Mouriscas.
 
Ali foram recebidos com uma amabilidade e profissionalismo inexcedíveis pelo Exmo. Senhor Engenheiro Simão Pita que deu uma panorâmica desta unidade de ensino com uma visão formativa profissionalizante e dirigida à preparação de técnicos aptos a entrar no mercado de trabalho.
 
Foi criada em 1989, sendo a primeira escola agrícola de natureza pública, com o nome de Escola Profissional de Agricultura de Abrantes (EPAA), iniciando ainda, nesse ano, a sua actividade com um Curso Técnico de gestão Agrícola e uma turma de 20 alunos. Daí e até aos nossos dias foi um evoluir constante, tendo actualmente cerca de 170 alunos e um variado leque de cursos, que podem ser consultados em http://www.epdra.pt/. Destes alunos, somente cerca de 20% são oriundos do concelho.
 
Relevam-se também algumas acções de Formação Modulares Certificadas, de curta duração dirigidas a adultos que pretendam uma certificação profissional. Em 2000 passou a ter a actual denominação e a integrar a rede de estabelecimentos de ensino oficial do Ministério da Educação.
 
Implantada na Herdade da Murteira, onde a maioria dos edifícios apresenta uma arquitectura tradicional, merecem realce o picadeiro, o maior do Ribatejo, e a pista de obstáculos que, com as cavalariças, compõem o núcleo pecuário. Para uma aprendizagem, em que a prática reveste especial importância, foram criadas estufas e uma unidade de criação de cogumelos, dividida em patamares de desenvolvimento deste fungo. No exterior podem ver-se plantações de oliveiras, amendoeiras, produtos hortícolas e vinha.
 
Além dos núcleos ligados à formação e administração há que salientar a Pousada Rural, com 10 quartos, e onde se pretende apostar na criação de um curso de cozinha, dando seguimento a apostas formativas para um mercado de trabalho turístico mais exigente.
 
Esta escola, um modelo de pioneirismo e de qualidade, já formou, desde o início da sua actividade, alunos de todo o território nacional, de países de expressão portuguesa (Guiné, Cabo Verde, S. Tomé e Príncipe, Angola, Moçambique e Timor) e também do espaço europeu (Alemanha, França, Itália e Finlândia), sendo uma referência que qualquer concelho se orgulharia de ter.
 
Numa extrema abertura ao exterior, a EPDRA encontra-se disponível para encontrar soluções para o desenvolvimento da região, podendo apoiar as cooperativas locais a criar Zonas Demarcadas de produção, produtos derivados da azeitona ou da figueira, e estudar fórmulas de os PAP (Projectos da Aptidão Profissionais) que são da escolha dos alunos, podendo estes ser estudos potenciadores de iniciativas ao desenvolvimento. Urge reconhecer o valor das instituições e esta escola, pela sua transnacionalidade, saber fazer e vida que traz para a freguesia de Mouriscas, é merecedora de gratidão.
26 Mai, 2009

A TRAVE MESTRA

Santana Maia - in Nova Aliança

 
No ano passado, entrei na Sport Zone, no Colombo, agarrei nuns chinelos para a natação e, só quando cheguei casa, constatei que me tinha esquecido de os pagar. No entanto, apesar de não os ter pago, não fiquei com qualquer problema de consciência e dormi descansado.
 
A pergunta que coloco ao leitor é a seguinte: se eu trouxe de uma loja um artigo que não era meu e que não paguei, por razão não fiquei com problemas de consciência?
 
A resposta é óbvia: não fiquei com problemas de consciência, porque sabia que, da próxima vez que fosse a Lisboa, ia lá pagá-los.
 
A honra é a trave mestra do edifício dos valores. E o nosso problema é precisamente este: termos deixado de ser um país de gente honrada. Quantos de nós ensinam os filhos a ser honrados? Pois é, meus queridos amigos, esse é que é o problema. Porque um país sem uma maioria de gente honrada não tem solução, nem saída. Não adianta fazer leis, nem aumentar o número de polícias, nem criar mais tribunais, porque, sem uma maioria de gente honrada, tudo fica viciado e inquinado logo à partida.