Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

COLUNA VERTICAL

"Barcelona respira liberdade e harmonia por todos os poros."

COLUNA VERTICAL

"Barcelona respira liberdade e harmonia por todos os poros."

17 Mai, 2009

O COMÉRCIO LOCAL

 

O “comércio local tradicional” deve ser encarado, pela autarquia, como o principal factor de dinamização dos centros urbanos. Até porque o “comércio local tradicional” tem uma importante função social, na medida em que muitos idosos e pessoas com dificuldades temporárias nele encontram resposta para as suas necessidades de convívio, contacto e mesmo económicas.
 
Esta candidatura defende um “comércio local tradicional” de excelência, que sirva de apoio à afirmação da marca “Abrantes” e que promova os produtos e tradições locais. Acreditamos que a afirmação do concelho depende deste sector, que tem a responsabilidade de receber, em primeira-mão, quem cá está e quem nos visita e, como tal, deve traduzir essa responsabilidade num atendimento personalizado e de qualidade.
 
Nesse sentido, propomos:
         -        promover a «marca Abrantes» a nível nacional, dando-lhe uma identidade própria, capaz de unir a nossa história, o rio, a barragem, os nossos monumentos, a nossa gastronomia, a nossa cultura e as nossas tradições e, consequentemente, ser capaz de se transformar num pólo aglutinador da região centro, atraindo ao concelho gente da região, do país e do mundo;
         -        desenvolver, desde já, os estudos técnicos necessários, no sentido de reformular toda a rede viária e de estacionamento da cidade e dos centros urbanos;
         -        promover iniciativas destinadas à criação de condições para a utilização das verbas previstas ao abrigo do Sistema de Incentivos a Projectos de Modernização do Comércio (MODCOM);
         -        delimitar os espaços de comércio local, para evitar a dispersão dos mesmos; reconsiderar o aumento e localização do número de grandes/médias superfícies existentes no concelho;
         -        dinamizar a zona do castelo, do centro histórico e a zona ribeirinha; reunir trimestralmente com os comerciantes de cada freguesia do concelho;
         -        transformar o concelho de Abrantes no concelho de referência da zona centro, em qualidade de serviço e de atendimento, em limpeza e asseio, em beleza e em segurança, através de programas de apoio e incentivo aos bons comportamentos e de desincentivo dos maus.

 

 Sábado /16 Maio/Edifício da Junta de Alvega

 
17.00
António MoutinhoPresidente da Junta de Freguesia de Alvega
Boas vindas
 
17.05
Gonçalo OliveiraPresidente da Comissão Politica Concelhia
Interligação entre os diferentes órgãos
 
17.25
Armando Fernandes Coordenador na Assembleia Municipal
O papel fiscalizador da Assembleia Municipal
 
17.45
Rui AndréPresidente da Junta de Freguesia de Rio de Moinhos
O papel social das Juntas de Freguesia
 
18.00
José Moreno– Vereador
Decisões mais próximas da população
 
18.15
Diogo ValentimPresidente da Junta de Freguesia do Souto
A participação cívica dos eleitos
 
18.30
Período de debate
Moderado por Belém Coelho
 
19.00
Santana Maia – Candidato à Câmara Municipal de Abrantes

O futuro papel das autarquias 

 
Contamos contigo neste novo ciclo

 

No dia 2 de Maio, Santana Maia, candidato do PSD à Câmara de Abrantes, acompanhado do Rui André, presidente da Junta de Freguesias de Rio de Moinhos, João Paulo Rosado, actual tesoureiro e candidato a presidente da Junta, e Manuel Rosa Dias, presidente da Assembleia de Freguesia, visitou o cais de acostagem de Rio de Moinhos.
 
O cais foi reconstruído em 1903, existindo no local uma placa com a seguinte inscrição 28-11-1903. Mais de um século de história. Este Cais encontra-se, no entanto, abandonado e necessita de uma intervenção urgente na muralha existente. Intervenção prometida pelo actual presidente da Câmara Municipal em 2005, mas que ainda não foi cumprida.
 
Urge, pois, uma valorização e recuperação deste património histórico e natural de grande importância para a freguesia mas também para o concelho de Abrantes.
14 Mai, 2009

PARABÉNS, PEGO!

Santana Maia - in Nova Aliança

 

 No passado domingo, assisti ao jogo decisivo de subida à Divisão de Honra entre a Casa do Povo do Pego e Assentiz que a equipa da casa venceu por um categórico 3-0. Parabéns, pois, ao Pego, aos seus dirigentes, sócios, adeptos e jogadores por mais esta brilhante vitória da sua equipa de futebol que lhe garante a subida à Divisão de Honra.

 
No entanto, ao entrar naquele recinto desportivo, acabei também por recordar a minha vida de dirigente associativo. E se há coisas que tenho dificuldade em perceber é a total indiferença dos nossos autarcas pela qualidade dos equipamentos desportivos destinados à prática do futebol amador.  
 
Na verdade, se o futebol é, sem qualquer sombra de dúvida, o desporto com mais praticantes e adeptos, como é possível, em pleno século XXI, freguesias como o Pego, Alferrarede, Tramagal, Rio de Moinhos, Mouriscas, Rossio… não terem, pelo menos, um campo de futebol em condições. Ou seja, um campo de relva sintética e balneários condignos?
 
E não me venham falar em falta de dinheiro. Porque se houve dinheiro para mandar fazer aquela estátua ao desperdício à beira Tejo, se houve dinheiro para fazer um campo de basebol e se há dinheiro para atirar pela janela em tanta propaganda, também tem de haver dinheiro para o essencial. E as instalações desportivas destinadas à prática de futebol amador são obra de primeira necessidade. Com efeito, não se combate a droga e a delinquência juvenil só com fóruns para a juventude, palestras e conversa fiada, nem a impingir desportos que a maioria não aprecia, nem pratica.

por Rui André

 
No sábado 9 de Maio, assisti a uma grande noite de fados na Casa do Povo de Rio de Moinhos. Pelas 20.30h, serviu-se o jantar composto por migas com bacalhau ou febras (com bom vinho e sobremesa). Com início pelas 22h começaram os Fados com a actuação de vários fadistas: Nélson Lemos, Mário Santos, Lena Lemos, Emanuel Figueiredo, Manuela Ribeiro, Victor Lemos, acompanhados à guitarra portuguesa por João Chita e à viola por Francisco do Carmo.
 
Um serão agradável que contou com a presença de 120 pessoas, incluindo o candidato à Junta de Freguesia e também associado da Casa do Povo de Rio de Moinhos, João Paulo Rosado, que mostrou o seu apoio a actual direcção que tem feito um trabalho meritório e que tem dinamizado desde da sua eleição, várias iniciativas culturais. O associativismo deve ser partilhado por todos e com todos.

por Dora Caldeira

  
A informação, cultura e lazer, incluindo as actividades desportivas e recreativas, assumem uma grande importância na vida das populações como actividades de qualificação individual e social. Os meios de comunicação social, os clubes, as associações culturais e recreativas, as bibliotecas, os museus, os teatros, os cinemas e as orquestras fazem a oferta desportiva, cultural, de lazer e de informação dos munícipes e constituem estruturas com impacto distintivo na qualidade de vida das comunidades. 
 
A cultura e o dinamismo de uma comunidade podem medir-se pela número de associações culturais e recreativas que desenvolvem uma actividade regular, estruturada e planificada, sendo uma forma de expressão popular muito importante sobretudo nos meios rurais. As associações são a expressão da alma de um povo, dos seus usos e costumes e da sua forma de estar na vida e são um incontornável veículo de transmissão de saberes de geração em geração.
 
É dever das autarquias promover e auxiliar estas mesmas associações com programas de apoio e divulgação. Como cidadã que gosto de assistir a eventos culturais, tenho assistido a muito bons exibidos pelas associações do concelho de Abrantes. No entanto, entristece-me verificar que a participação do público não é a melhor. Será que os abrantinos não apreciam um bom evento cultural? Ou então qual é a falha que se pode apontar para esta pouca adesão?
 
No sábado passado, assisti a um concerto no Teatro de S. Pedro destinado a crianças realizado pela Banda Filarmónica de Mouriscas. Posso afirmar que foi um espectáculo de muita qualidade, não só musical, como também muito bom na vertente pedagógica, em que o Maestro José Miguel e músicos tiveram um trabalho acrescido e extremoso para apresentar músicas que normalmente não fazem parte do seu reportório enquanto Banda Filarmónica. No entanto, para tão bom concerto contavam-se apenas cerca de meia dúzia de crianças, em que mais de metade eram familiares dos músicos. Qual a razão de tão pouco público?
 
Este evento faz parte do programa «Finevent» promovido pela Câmara Municipal de Abrantes, em que esta atribui uma ajuda monetária às associações para que estas possam apresentar actividades. Todas as entidades financiadas obrigam-se a ostentar, em quaisquer documentos promocionais do evento, a imagem de marca do Município de Abrantes e esta propõe-se a auxiliar na divulgação do mesmo.
 
Ora, onde foi divulgado o evento que referi intitulado «Banda de música visita imaginário infantil»? No Teatro, local onde foi exibido o concerto, não se vislumbrava qualquer cartaz. Foi me dito por um funcionário da Câmara Municipal  que se distribuiu uns folhetos em uma das escolas da cidade de Abrantes pois pretendia-se um público muito restrito. Então, as outras crianças do concelho não «cabem» nesse público restrito que se pretendia? Se queriam restrito conseguiram, pois só lá estavam mesmo cerca de 6 crianças!
 
Também restrito se tornou o entusiasmo dos músicos e maestro! O Maestro José Miguel agradeceu a participação dos que estavam, mas também reforçou a ideia que a divulgação por parte das entidades promotoras é extremamente importante. Infelizmente isto não sucedeu apenas neste concerto mas em muitas outras actividades apresentadas por outras Associações. A Autarquia deve perceber que tem um papel muito importante na divulgação das Associações do seu concelho, senão arriscamo-nos a ter uma agenda cultural «fantasma», em que alguns até acreditam que ela possa existir, mas a verdade é que ninguém a viu!

Santana Maia - in Nova Aliança

 
As alterações recentemente aprovadas ao novo regime de financiamento partidário, por todos os partidos políticos com assento parlamentar, é a melhor prova da total falta de vergonha que impera na generalidade da nossa classe política.
 
Não vale a pena os nossos políticos andarem a fingir-se muito preocupados com a luta contra a corrupção quando aprovam uma alteração à lei do financiamento partidário que legaliza e institucionaliza a corrupção dentro dos partidos políticos.
 
É óbvio que a corrupção sempre existiu nos partidos. Só que agora passa a ser permitida por lei. E mais, com a aprovação da nova lei, está aberta a porta à lavagem de dinheiro ao nível de financiamento partidário. Uma autêntica vergonha!
 
Espero, sinceramente, que o Presidente da República ponha um travão nesta lei.
10 Mai, 2009

DESEMPREGO

por António Belém Coelho

 
O desemprego constitui hoje o rosto mais visível e terrível da(s) crise(s) que atravessamos. E o nosso Concelho, infelizmente, não é excepção. Os últimos dados divulgados pelo IEFP dão-nos conta de que, entre Dezembro de 2007 e Dezembro de 2008, se verificou um aumento de 22% nos inscritos do Centro de Emprego de Abrantes.
 
Este Centro abrange os concelhos de Abrantes, Constância e Sardoal, sendo o concelho de Abrantes, de longe, o que mais peso tem em termos de população: cerca de 84%; pelo que é certamente também destes três, o mais atingido pela subida do número de desempregados. Trata-se de um aumento de 427 desempregados, que se constitui como o maior aumento de todo o Distrito. E aqui ainda devemos referir o seguinte:
         -        de Dezembro de 2008 até ao presente, pelos dados disponíveis, mas ainda não publicados, e pela experiência diária, certamente que os números se agravaram ainda mais;
         -        os números do desemprego real são sempre superiores aos números oficiais devido à metodologia usada (que considera como não desempregados os trabalhadores que frequentam cursos do IEFP e outras entidades, que trabalham um mínimo de x horas por semana, etc).
 
 Esta situação, para além de reflectir os efeitos globais da crise, reflecte também a precária situação de muitas micro e pequenas empresas do nosso Concelho, bem como muitos trabalhadores independentes que têm sido asfixiados por um conjunto de obrigações fiscais (exigidas a nível central) e de pagamento de taxas e tarifas diversas, estas a nível local, cujo peso para os munícipes se deve a uma política autárquica seguida pelo actual Executivo, privilegiando investimentos que, podendo “encher o olho” numa primeira abordagem, se revelam desde logo falhos de retorno financeiro e, pior, sorvedouros de encargos de funcionamento e manutenção cada vez maiores.
 
Abrantes tem de apostar no que de bom tem (situação geográfica, acessos, monumentalidade, gastronomia, etc) e noutras pequenas vantagens que pode criar (diminuição da derrama, IRS e IMI mais atractivos, por exemplo), pois uma relativa diminuição de receita agora certamente terá retornos significativos mais tarde, por via da atracção e fixação de jovens, e dentro destes, de quadros qualificados, de empresas geradoras de riqueza.
 
Para isso, é também essencial potenciar e desenvolver o sistema de ensino, com destaque para a ESTA e para a EPDRA e para a sua articulação com o tecido empresarial, mercado privilegiado dos seus futuros profissionais. Queremos uma mudança segura que permita às próximas gerações terem esperança no futuro do nosso concelho.

 

O núcleo sportinguista de Alferrarede foi fundado em 29 de Setembro de 1994. A sua principal actividade é o futebol de formação, mas também tem uma equipa de atletismo. No futebol de formação, têm, neste momento, 52 jovens atletas, em escalões de Escolinhas, Escolas e Infantis. No próximo ano desportivo (2009/2010), o Núcleo irá ter mais um escalão: o de Iniciados. Neste momento, a equipa de Infantis lidera o campeonato Distrital.

Entre outras actividades, o Núcleo Sportinguista organiza, com regularidade, visitas ao Estádio Alvalade XXI e à Academia do Sporting, assim como várias excursões por ano aos jogos do Sporting em Alvalade. Este ano, o Núcleo participará nas festas do 50º aniversário da Junta de Freguesia de Alferrarede e nas festas da cidade de Abrantes. Em Junho próximo, estará no encontro anual de núcleos do Sporting, a ter lugar na Figueira da Foz. No primeiro fim-de-semana de Julho, organizará um espectáculo musical denominado  "Gala do Sporting" e, em Setembro, um passeio de BTT. Em Outubro, será a festa do 15º aniversário.
 
Enfim, apesar de se tratar de uma pequena colectividade, é constituída por pessoas com vontade de trabalhar e que, apenas com carolice e com o sacrifício do tempo de lazer, procuram elevar o nome do Sporting Clube de Portugal, alimentando assim a paixão que sentem pelo clube.

As dificuldades residem, como é óbvio, nos escassos recursos financeiros de que dispõe e obriga a puxar pela imaginação para angariar algum dinheiro para as necessidades do quotidiano do núcleo. Recentemente, recorde-se, o Núcleo adquiriu uma carrinha de nove lugares para transportar os seus atletas.

 

«Seria um erro muito grave, verdadeiramente intolerável, que, na ânsia de obter estatísticas económicas mais favoráveis e ocultar a realidade, se optasse por estratégias de combate à crise que ajudasse a perpetuar os desequilíbrios sociais já existentes». (…)
 
 «Esta não é altura para intervencionismos populistas ou voluntarismos sem sentido. Os recursos do país são escassos e é muito o que há ainda por fazer. É preciso garantir o máximo de transparência na utilização dos dinheiros públicos». (…)
 
«Seria um erro pensar que a obrigação de acautelar os princípios de justiça, de equidade e de coesão recai apenas sobre os decisores políticos. É nas empresas e no diálogo entre elas que começa esta responsabilidade.» (…)
 
«Muitos dos agentes que beneficiaram do statu quo e que tiveram um papel activo nesta crise financeira – continuam a ser capazes de condicionar as políticas públicas, quer pela sua dimensão económica quer pela sua proximidade ao poder político». (…)
 
«O pior que nos poderia acontecer era a crise acentuar a tendência, bem nociva para o país, de algumas empresas procurarem a protecção ou o favor do Estado para a realização dos seus negócios. Empresários e gestores submissos em relação ao poder político não são, geralmente, empresários e gestores com fibra competitiva e com espírito inovador. Preferem acantonar-se em áreas de negócio protegidas da concorrência, com resultado garantido».
 
(Extractos do discurso de Cavaco Silva no IV Congresso da Associação Cristã de Empresários e Gestores)