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COLUNA VERTICAL

"Barcelona respira liberdade e harmonia por todos os poros."

COLUNA VERTICAL

"Barcelona respira liberdade e harmonia por todos os poros."

 Santana Maia - in Nova Aliança

 
Como toda a gente sabe, não sou um defensor nem do estilo, nem dos métodos do actual Bastonário da Ordem dos Advogados. Agora também é verdade que o actual Bastonário é o fruto natural da árvore plantada pelos anteriores Bastonários, excepção feita ao Dr Pires de Lima.
 
Com efeito, apesar de a advocacia ser uma profissão liberal na sua essência, a verdade é que foi acometida dos mesmos vícios que enfermam a nossa sociedade. Ou seja, enquanto a nobreza ia enchendo a pança à conta das ligações promíscuas que têm com o poder político (estatal e autárquico), foi crescendo uma plebe de descamisados que vivem exclusivamente das esmolas do apoio judiciário. Ambos vivem do Estado: só que, enquanto os grandes escritórios levam o grosso da fatia à conta das amizades que foram angariando na vida política, os descamisados precisam para comer que lhes paguem as defesas oficiosas.
 
Marinho Pinto representa, precisamente, a voz dos descamisados. E a voz dos descamisados é sempre demagógica, populista e perigosa. Vive la Révolution Française! Liberté! Egalité! Fraternité!

 

A candidatura do PSD à Câmara Municipal de Abrantes vê com grande preocupação a situação actualmente vivida no Hospital de Dia da Unidade de Abrantes, integrada no Centro Hospitalar do Médio Tejo.
 
Actualmente, na área de oncologia, responsável pela maior fatia de trabalho nesta vertente hospitalar, apenas se faz o acompanhamento dos doentes que já a frequentavam anteriormente. E mesmo essa situação está em risco de continuar a partir de Agosto.
 
Desde há um ano para cá que o Hospital de Dia da nossa Unidade tem vindo paulatinamente a esvaziar-se, com perda de serviços desviados para as outras Unidades do Centro Hospitalar, correndo-se agora um risco real de encerramento dos poucos serviços que restam por falta de decisão clara e atempada do respectivo Conselho de Administração.
 
Com esta situação e com os seus possíveis nefastos desenvolvimentos, sofrem, em primeiro lugar, as nossas populações e famílias respectivas, e, em segundo lugar, os profissionais que nele prestam os seus serviços, na medida em que vêem a sua situação indefinida, com o consequente desgaste que em nada os beneficia, nem à Instituição.
 
Esta situação, observada na área da Saúde, tal como acontece em diversas outras áreas, é a demonstração da diminuição da importância de Abrantes a nível regional, o que vem acontecendo nos últimos quinze anos por força da inacção dos sucessivos executivos socialistas e que se tem traduzido por uma contínua perda de competências e serviços a favor de outros concelhos.
 
O Partido Social Democrata de Abrantes, para quem as pessoas são o princípio e o fim de toda a acção política, vem solidarizar-se com todos os doentes que frequentam o Hospital de Dia e suas famílias, assim como com os respectivos profissionais e reiterar com veemência a necessidade de este serviço ser plenamente reactivado e estar ao serviço das populações.
 
O Conselho de Administração do Centro Hospitalar do Médio Tejo deve decidir e assumir claramente o que pretende para esta área e essa decisão não poderá ser outra senão a de dotar o serviço com profissionais que o possam assegurar em termos de médio/longo prazo.
 
É o que o Concelho de Abrantes exige, merece e espera.

Santana Maia - in Nova Aliança

 

As nossas escolas, associações e a sociedade, em geral, não se podem transformar numa corrida de bicicletas. Eu sou a favor da competição e da concorrência. Mas de uma competição e de uma concorrência saudáveis. Ou seja, uma competição que leve cada um de nós a procurar superar-se e não a uma competição que vise endeusar o camisola amarela e humilhar o resto do pelotão. Até porque a competição vista nesta perspectiva acaba por transformar as nossas escolas, em particular, e a sociedade em geral, num enorme carro vassoura. Escolas com quadros de honra e prémios para melhor aluno não são escolas de sucesso, são corridas de bicicleta. Uma escola de sucesso é outra coisa: é uma escola que desafia cada aluno a superar-se.

 

No dia 12 de Junho, Santana Maia, candidato do PSD à Câmara de Abrantes, acompanhado por Belém Coelho, visitou as localidades de Águas das Casas, Vale de Açor e Fontes. A visita foi guiada por Tânia Alves, candidata a presidente da Junta de Freguesia de Fontes.
 
Santana Maia pôde constatar o grande isolamento e esquecimento em que estas populações sobrevivem. O estado deplorável das estradas (se é que se podem chamar estradas) é, aliás, bem demonstrativo do total esquecimento a que estas populações estão votadas por parte da Câmara de Abrantes.
 
Uma autêntica vergonha! Em pleno século XXI, é totalmente inadmissível que se deixem ao abandono aglomerados habitados, sobretudo, por pessoas idosas desta forma. Até a água das fontes lhes tiraram!... É revoltante! Um autêntico escândalo!

por Dora Caldeira

 
Ser candidato a político  na nossa terra e para a nossa terra implica que, realmente, se seja o mais verdadeiro possível porque as pessoas conhecem-lhes os hábitos, os costumes, ou seja, conhecem-nos de «ginjeira». Por isso, não aceitam que, de um momento para o outro e em altura de campanha, se adoptem posturas que nunca foram habituais àquela pessoa. Dançar para quem nunca dançou, cantar para quem nunca cantou e fazer o pino sem ter qualquer flexibilidade corporal é a demonstração da falta de autenticidade do candidato. O eleitor convive bem com o candidato/político brincalhão, alegre, recatado, sisudo, mal-humorado e, até mesmo, o esquisito, desde que seja VERDADEIRO.
 
Há duas causas principais para um candidato cair no ridículo numa campanha eleitoral: por obra dele mesmo ou por obra dos seus adversários. As duas são igualmente graves. A segunda faz parte do jogo e deve-se sempre estar preparado para ela, mas a primeira - cair por obra própria - é fatal. O candidato que, por sua própria acção, expõe-se ao ridículo, seja por comportamentos, declarações ou publicidade, oferece aos adversários e eleitores uma demonstração definitiva da sua desqualificação. Ele é logo percebido como pouco AUTÊNTICO.
 
Há candidatos que conduzem a sua campanha entre a esquisitice, o espalhafato e o ridículo. Existem razões para o candidato situar-se nesta posição perigosa. Antes de tudo, um candidato procura chamar atenção sobre si e nada melhor para destacar-se do que a adopção de um comportamento que não lhe é habitual. Sem dúvida, ele vai conseguir atrair a atenção, mas sempre no limite de tornar-se ridículo ou pouco sério.
 
Daí a diferença de ser-se popular e de ser-se popularucho! Qualquer um dos dois até pode ser aceite, mas há uma coisa que não se tolera é que, antes da campanha, nunca o tenham sido, ou seja, que não sejam VERDADEIROS!
13 Jul, 2009

VOZES DE BURRO

Santana Maia - in Nova Aliança

 
«Quem não se sente não é filho de boa gente». E vai daí toda a gente se acha no dever de responder à letra a qualquer insulto de que seja vítima. Ora, para uma pedrada nos acertar, é necessário, em primeiro lugar, que nós estejamos ao seu alcance. Da mesma forma, para que um insulto nos atinja, é necessário, antes de mais, que quem o profere esteja ao nosso nível ou próximo de nós. O que significa também que, ao reagirmos a determinadas ofensas, nos colocamos no mesmo baixo nível do caluniador. Não nos ofende quem quer, mas quem pode. Ofendermo-nos com o que certas pessoas dizem a nosso respeito é reconhecer-lhes importância. E das duas uma: ou consideramos que essas pessoas estão ao nosso nível ou não. E, se não estão, é, como diz o povo: «vozes de burro não chegam ao céu».

 

No passado dia 27 de Junho, Santana-Maia Leonardo, candidato do PSD à Câmara de Abrantes, acompanhado de Dora Caldeira, candidata a presidente da Junta de Freguesia de Alferrarede, João Luís Dias e Conceição Amaro, visitou as instalações do Clube Desportivo e Recreativo de Alferrarede (Dragões de Alferrarede), aproveitando a festa de consagração dos campeões do 5º Torneio de Escolinhas (na foto).
 
Os Dragões de Alferrarede é uma colectividade histórica do concelho de Abrantes, tendo sido fundada em 1935. Longe do período áureo em que chegou a disputar o campeonato nacional da 3ª Divisão, continua a ser, no entanto, uma colectividade com ambições e de referência no concelho, com um papel preponderante na área da formação.
 
Santana Maia pôde constatar que o pavilhão continua precisamente na mesma como se encontrava quando ali jogou andebol e voleibol, nos campeonatos interescolares, há mais de 30 anos. Na verdade, já era tempo de o mesmo sofrer uma remodelação e oferecer aos atletas e assistentes melhores condições. Em situação de grande degradação, encontra-se também o salão de festas.
 
Quanto ao campo de futebol, o mesmo apresenta excelentes condições para a prática do futebol. Só é pena não possuir ainda um piso de relva sintética, infra-estrutura que é hoje essencial para a prática da modalidade, designadamente nos escalões de formação, e que uma freguesia com a tradição na modalidade e a população jovem de Alferrarede há muito justificava.
 
Mais uma vez, é patente a falta de apoio a que estas associações estão votadas pela autarquia. Esta candidatura não esquece, no entanto, o esforço tremendo de todos os dirigentes que militam, diariamente, nestas instituições, a título voluntarioso, e que nunca desistem, lutando contra todas as adversidades, que são muitas, a começar pelo abandono a que são votados pelo município. Estas pessoas enchem-nos de orgulho e fazem-nos ter esperança num futuro melhor, sendo certo que solidariedade social é uma dádiva fundamental na construção de uma sociedade equilibrada, harmoniosa e justa.
11 Jul, 2009

A TESTEMUNHA

Santana Maia - in Nova Aliança

 

Que os culpados sejam condenados e os inocentes absolvidos é o que todos esperam. Todos, excepto os culpados obviamente. Mas não é isso o que sempre sucede e não é certamente o que vai suceder no caso da Casa Pia, Freeport, Cova da Beira, Felgueiras, etc...
 
Como todos sabemos, a prova testemunhal ocupa um papel decisivo, designadamente, no processo penal. Mas hoje a testemunha raramente é isenta ou imparcial. Geralmente, joga por um dos lados e prepara-se antecipadamente para isso. Sendo certo que mesmo a testemunha isenta ou imparcial raramente fala verdade. E porquê? Por medo ou comodidade.
 
Aliás, é absolutamente natural que, vivendo num mundo pouco solidário e sem honra, a testemunha, que não tenha nada a ver com o caso, não se queira comprometer, mais que não seja para evitar chatices. E se o caso for grave e o arguido perigoso, então o melhor mesmo é não se armar em herói. Caso não consiga evitar depor, das duas uma: ou finge que não viu nada ou que já não se lembra. Sem esquecer que, se o caso for mesmo muito grave e os arguidos muito poderosos, é sempre preferível receber alguma coisa para não depor (ou para depor favoravelmente) do que cumprir o seu dever cívico, correndo o risco de aparecer estendido numa valeta.
 
Na verdade, quando o processo mete peixe graúdo, as testemunhas rapidamente apreendem a situação demasiado vulnerável em que se colocam. É que, depois, não há ninguém que as protege ou as defende.
 
Por isso, dizia um magistrado judicial: «eu posso ir para o Inferno, mas vou a cavalo nas testemunhas».

 

A requalificação do centro histórico, levada a cabo pelo executivo socialista nos últimos dezasseis anos, teve este efeito perverso e contraditório: tornou o espaço mais bonito e aprazível, sem qualquer sombra de dúvida, mas afugentou as pessoas, condenando a prazo a viabilidade económica do comércio tradicional.
E não é preciso ser muito inteligente para perceber a razão da desertificação do centro histórico. Com efeito, ao retirarem-se praticamente todos os serviços (e a saída da ESTA ainda vai agravar mais a situação), que obrigavam as pessoas a deslocar-se aqui, e ao dificultar-se ainda mais o já difícil acesso e o estacionamento, este resultado era inevitável.
Ora, para revitalizar o Centro Histórico, é necessário seguir o percurso inverso.
Assim, propomos as seguintes medidas:
A) Mais serviços, mais pessoas
    - Trazer, de novo, para o Centro Histórico serviços que aumentem o fluxo de pessoas, designadamente: o Centro de Saúde, a Loja do Cidadão e a Tesouraria dos SMAS;
(No passado dia 20 de Maio, tive uma reunião com o Director Executivo do Agrupamento de Centros de Saúde do Zêzere, para me inteirar da situação que se vive nalgumas extensões de saúde de Abrantes. Dessa reunião resultou claro que é urgente encontrar novas instalações para o centro de saúde de Abrantes que funciona, a título provisório, no Hospital. Fui também informado que a tutela é sensível ao financiamento de projectos de adaptação de edifícios. Face a esta informação, quero, desde já, dar a minha palavra aos comerciantes do centro histórico que me irei empenhar, pessoalmente, assim como toda a minha equipa, para que seja construído no centro histórico o novo centro de saúde de Abrantes, devendo o município ceder um edifício com boa acessibilidade para a sua instalação).
 - Trazer o Mercado Semanal para o sítio de onde nunca devia ter saído: parque de estacionamento do Convento de S. Domingos;
 - Manter a localização da Câmara Municipal;
 - Recuperar e requalificar o Mercado Diário;
 - Criar condições de conforto para a circulação das pessoas nas ruas do Centro Histórico, independentemente das condições climatéricas (cobertura de ruas e espaços públicos, com estruturas removíveis e recolhíveis, diminuindo assim a sazonalidade - centro comercial a céu aberto -.
  - Revitalizar, de forma gradual, as habitações degradas, iniciando, de imediato, um programa de recuperação de casas de famílias carenciadas, de modo a evitar o seu desenraizamento do meio a que pertencem.
Uma palavra para os comerciantes: criar condições para a redução da derrama dos comerciantes vai ser também uma prioridade.
Uma palavra para os jovens: iremos também criar incentivos para a fixação de jovens na cidade.
Uma palavra para os idosos que devem ser olhados com uma atenção especial: consideramos uma prioridade (a pensar sobretudo nos mais idosos), acentuar a mobilidade no centro histórico, através de passeios, rampas, bancos e sombras verdes.
 
B) Actuar na circulação e parqueamento:
- Abertura ao trânsito da Rua Nossa Senhora da Conceição;     
- Reavaliar, ponderadamente, toda a zona intervencionada no Centro Histórico, tendo por base o interesse dos moradores e comerciantes do Centro Histórico, relativamente à circulação automóvel;
- Implantar com urgência, um sistema de transportes gratuito e contínuo, ligando o Centro Histórico aos eixos e parques adjacentes;
- Construir um parque de estacionamento com dimensão adequada às necessidades e exigências de reanimação do Centro Histórico.
 
C) Quanto ao Museu:
As (poucas) discussões até agora havidas têm-se limitado a aspectos técnicos ligados ao projecto em si.
Ora, a nosso ver, um projecto desta dimensão exige a priori um estudo sério, fundamentado, rigoroso e detalhado sobre as condições do seu funcionamento, em termos de afluência esperada de públicos, receitas daí derivadas e caracterização desse mesmo público com vista a aquilatar dos benefícios ou não que o tecido económico e social da cidade poderá esperar.
Também é fundamental uma estimativa correcta dos custos a suportar com o pessoal (especializado ou não)  que necessariamente terá que ser contratado, bem como dos custos normais de funcionamento, certamente elevados num equipamento com a volumetria projectada e que requer condições próprias para a preservação das obras que se prevêem expor.  
Enfim, uma análise custo/benefício que não se esgota apenas na possível auto-sustentatibilidade do Museu, mas alarga-se aos possíveis impactos (económicos, de circulação, de hábitos culturais, etc) que possa vir a ter na Comunidade onde se irá inserir.
Assim, dada a proximidade das eleições autárquicas e tendo em conta a evidência de que esses estudos (estudos sérios sobre a viabilidade económica do Museu com esta dimensão) não foram efectuados, propomos que as decisões sobre este tema sejam suspensas.
Nós sabemos que um Museu com esta volumetria e impacto visual é a delícia dos políticos, dos arquitectos e das grandes construtoras. Mas, para nós, o Museu só faz sentido se for uma mais valia para a cidade e para os comerciantes.
Após vencermos as eleições, comprometemo-nos a efectuar um estudo sério e rigoroso sobre a viabilidade económica deste projecto, pois só assim é possível uma decisão correcta e acertada que não hipoteque o futuro da cidade e do Centro Histórico.