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COLUNA VERTICAL

"Barcelona respira liberdade e harmonia por todos os poros."

COLUNA VERTICAL

"Barcelona respira liberdade e harmonia por todos os poros."

APRESENTAÇÃO - intervenção de Manuela Ruivo

 
Começamos por saudar todos os eleitos do poder local, salientando que é com imenso gosto e grande vontade de trabalho, que a bancada do PSD aqui se apresenta.
 
Queremos manifestar que o espírito do PSD e de mim própria, é o de poder contribuir para o bom desempenho do poder autárquico e trabalhar afincadamente para dinamizar o desenvolvimento económico/social/cultural do nosso concelho.
 
Contudo este desenvolvimento deverá concretizar-se através de acções/medidas de politica municipal que permitam o desenvolvimento económico sustentado real (ex. a revitalização do centro histórico, do comércio, o incentivo à instalação de empresas de bens transaccionáveis, à fixação de pessoas).
 
Citando o ex. Presidente Mário Soares, em vez de economias de casino, de políticas de épattee e fait divers, para agradar ao público em geral, devemo-nos preocupar e fomentar políticas de qualidade e de sustentabilidade que conduzam ao desenvolvimento equilibrado, em que a qualidade de vida dos munícipes impere, ao exemplo do preconizado no nosso programa eleitoral.
 
Queremos ainda deixar bem claro, que a bancada do PSD pretende dignificar este órgão que é a Assembleia Municipal.
 
Como dizia Francisco Sá Carneiro (grande estadista conhecido de todos nós pela sua inteligência, clarividência e coragem política) “Cabe-nos cada vez mais dinamizar as pessoas para viverem a sua liberdade própria, para executarem o seu trabalho pessoal, para agirem concretamente na abolição de desigualdades.
 
Para isso, mais importante que a doutrinação é levar as pessoas a pensarem, a criticarem, a discernirem”.
 
O papel da bancada do PSD, não passará pela crítica gratuita, nem pela passividade, mas sim, por um papel activo, responsável e cooperante, onde apresentaremos críticas construtivas, bem como, opções alternativas, não abdicando das linhas que nos norteiam.
 
Tendo por base estas premissas, sugerimos aumentar o número de Assembleias Municipais extras, por forma a podermos ter um papel mais interventivo e assertivo.
 
Sempre coerentes e cada vez mais determinados em elevar Abrantes a um patamar de excelência (e não à perda da sua identidade, importância económica e populacional do concelho no distrito), aqui estamos para um trabalho diário, tendo sempre presente qual o rumo que queremos para o nosso concelho.
20 Dez, 2009

IMPERATIVO SOCIAL

António Belém Coelho - in Primeira Linha 

 
Na sequência dos acordos firmados entre Governo e parceiros sociais, foi determinado que o salário mínimo nacional fosse em 2010 de 475 €. Algumas vozes se levantaram pedindo que este aumento fosse gradual devido à crise que atravessamos e ao facto de os nossos produtos poderem ficar menos competitivos face à concorrência. Mas felizmente a decisão foi de cumprir o determinado.
 
Convém referir, em primeiro lugar, que o valor do nosso salário mínimo está ainda longe do dos nossos parceiros. Também a nossa produtividade está distanciada da deles. Mas, se quisermos ir ao fundo das causas, chegaremos à conclusão que a maior parte das culpas neste processo não estará certamente do lado de quem trabalha.
 
Não é por mais 25€ mensais e mais qualquer coisa, em termos das contribuições sociais obrigatórias, que a nossa competitividade irá sofrer grandes danos face a outrem. Os grandes motivos do seu baixo nível residem quase todos em factores que, curiosamente ou não, dependem da vontade do Estado:
 
         -        preparação técnica e qualificações dos trabalhadores: será que há preocupação em averiguar o que faz falta ao País e orientar a oferta de cursos (médios ou superiores, mais teóricos ou mais profissionalizantes) e dos respectivos currículos de acordo com essas necessidades? Parece-me bem que não, continuando a existir cursos que se limitam a produzir desempregados;
 
         -        exigência na avaliação efectuada nos diversos cursos: haverá preocupação em fazer perceber a quem frequenta o sistema educativo de que é necessário trabalhar para conseguir objectivos? Parece-me bem que não; o sistema prefere deixar andar até que se chega ao fim quase por antiguidade;
 
         -        custo dos factores de produção, a começar pela energia: será que um quase sistema de monopólio é o mais indicado para assegurar preços concorrenciais neste sector? Parece-me bem que não; a pluralidade de oferta gera concorrência e esta quase sempre favorece o consumidor;
 
         -        combustíveis, também essenciais para quase todas as actividades: coloco a mesma questão que anteriormente, embora mais atenuada, mas acrescento: estará o Estado disposto a abdicar de uma parcela do imposto sobre os produtos petrolíferos para assim reduzir os custos das empresas e poder subir a sua competitividade? Parece-me bem que não, pois o Estado vê este sector como uma galinha dos ovos de ouro que lhe vai permitindo (até quando?) alguns desvarios;
 
         -        burocracia: para além da propaganda dos simplex e empresas na hora, tem sido efectivamente feita alguma coisa para aliviar os montes de papelada necessária para qualquer acto mais ou menos oficial, geradores de perdas de tempo e de consumo de recursos? Duvido, face ao que continuo a ver diariamente;
 
          -       justiça: está a ser encarada seriamente uma reforma do sector que permita a resolução dos casos em tempo útil, em vez de se arrastarem anos e anos, levando as partes ao desespero e não raramente ao encerramento de portas? Parece que não, pois os Tribunais cada vez estão mais entupidos.
 
Mais haveria. Mas todos estes pontos são causadores de baixa competitividade e é aqui muito provavelmente que reside o cerne da questão, não em pagar uns ridículos 475€ a quem efectivamente trabalha.