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COLUNA VERTICAL

"Barcelona respira liberdade e harmonia por todos os poros."

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07 Jan, 2010

A CORRUPÇÃO

Santana-Maia Leonardo - in Nova Aliança

 
A corrupção é um tema a que os portugueses são pouco sensíveis, até porque a maioria dos portugueses, a fazer fé no que para aí vamos ouvindo, é da opinião que se lá estivesse fazia o mesmo. E, se todos fazem o mesmo, não adianta muito uma pessoa preocupar-se com isso.
 
Acontece que a corrupção, para além de ser o imposto mais caro que pagamos, corrompe, corrói e destrói os alicerces das instituições democráticas, levando, a prazo, à derrocada do Estado de Direito democrático. Num Estado corrupto, não há justiça, até porque quem faz as leis são precisamente aquelas pessoas cujos comportamentos as leis deviam combater. Ou seja, num Estado corrupto, os Tribunais não servem para perseguir os corruptos mas para os declararem inocentes, com base nas leis que eles próprios fizeram.
 
A criminalização do enriquecimento ilícito e a retenção das mais-valias nas operações urbanísticas são duas medidas-chave no combate à corrupção. É, por isso, perfeitamente compreensível que os governantes e deputados socialistas fujam delas como o diabo da cruz.
 
Como toda a gente já percebeu, o que verdadeiramente preocupa os socialistas não é o combate à corrupção, mas a violação do segredo de justiça. Ou seja, o que preocupa os socialistas e o que eles querem a todo o custo evitar é que se saiba e não em fazer leis e dotar a polícia de meios para apanhar e punir os corruptos. Como diz o povo, «não é vergonha roubar, vergonha é roubar e ser apanhado».
 
Mas, enquanto formos governados por esta gente (e aqui não me refiro apenas aos socialistas), muito dificilmente alguma figura da seita será apanhada e, se for apanhada, muito dificilmente será condenada e, se for condenada, muito dificilmente cumprirá a pena na prisão. Na verdade, o pior que lhe poderá acontecer é ter de desfrutar a pena na mansão adquirida com o dinheiro que obteve de forma ilícita e que nunca irá devolver às suas vítimas.