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COLUNA VERTICAL

"Barcelona respira liberdade e harmonia por todos os poros."

COLUNA VERTICAL

"Barcelona respira liberdade e harmonia por todos os poros."

INVESTIMENTOS PRIVADOS

Intervenção da bancada do PSD
 
No Boletim Informativo da CMA – Passos do Concelho nº 66 edição especial – podemos constatar o regozijo e até bandeira politica do executivo em relação a um número significativo de investimentos privados, com os quais também nos congratulávamos, se fossem concretizados:
- o Ofélia Club (Unidade de saúde e bem estar «que teria um forte efeito multiplicador de fixação de emprego qualificado e seja gerador de valor económico e social para o concelho e que geraria 500 postos de trabalho»);
- a Associação João de Deus – Quinta da Arca, Vale de Rãs («novo equipamento educativo que implicava um investimento de 2 milhões de euros e deveria entrar em funcionamento no ano lectivo 2010-2011»);
- novo Hotel de 4 estrelas («que iria, revolucionar a  oferta de negócios e lazer nesta região do Médio Tejo, com um investimento de 11 Milhões de Euros e a criação de 60 postos de trabalho, prevendo-se a sua entrada em funcionamento em 2010»).
Ora, tendo em conta o empenho e o realce que o executivo colocou nestes investimentos, pretende a bancada do PPD/PSD saber se estes investimentos foram abandonados pelos investidores.
E se foram, qual o motivo e quais as alternativas para a criação de novos postos de trabalho?
Por outro lado, tratando-se de bens públicos, gostaríamos de saber se as escrituras de venda desses dois terrenos chegaram a ser feitas e, se o foram, uma vez que os projectos não estão a avançar, quando é que a Câmara está a pensar exercer o seu pedido de reversão?

PIDDAC - Concelho de Abrantes

Intervenção da bancada do PSd
 
Também os investimentos previstos em PIDDAC vão sofrer uma grande redução, uma vez que as verbas destinadas ao distrito de Santarém em PIDDAC irão ser parcas para os investimentos que se esperavam.
Com efeito, a contexto distrital, dos 62 milhões de euros em 2009, o PIDDAC desce para os 17 milhões de euros em 2010, ou seja, uma variação de -72,4%.
Se nos referirmos ao contexto concelhio, a realidade é idêntica: a variação de 09/10 é de -83,27% (PIDDAC 2009 2.milhões715.mil 545 euros / PIDDAC 2010 454.274 mil euros).
Ou seja, sendo o 8º concelho em população (42.235 habitantes, segundo o censo de 2001) no ranking distrital, somos contemplados com 10,76€ per capita.
Podemos, pois, concluir que, a nível de distrito e a nível concelhio, fomos premiados com o pior ciclo de PIDDAC das últimas décadas.

CONCESSÃO DO RIBATEJO (IC 9)

Intervenção da bancada do PSD
 
Relativamente a este investimento, estamos todos de acordo: trata-se de um investimento prioritário e essencial para o desenvolvimento económico do concelho de Abrantes e concelhos limítrofes.
Com efeito, esta via, para além de valorizar os investimentos já existentes ou em curso, seria também e, sobretudo, um factor essencial para a decisão de implementar novos investimentos no concelho.
É, pois, com grande apreensão que recebemos agora a notícia da suspensão deste itinerário no que respeita ao troço Abrantes – Ponte de Sor e que inclui a travessia do Tejo na zona de Tramagal, que tem vindo a ser reivindicada por populações e instituições há largos anos.
Tanto mais que o IC9 foi arvorado como a grande bandeira do PS nas últimas legislativas e autárquicas.
Estamos, no entanto, no local indicado para obtermos a explicação para a suspensão deste projecto essencial para o nosso concelho, pois estamos, na presença do ilustre ministro dos Assuntos Parlamentares e presidente da mesa desta Assembleia.
Esta questão coloca, agora, com maior acuidade a requalificação da EN2, no troço como já foi referido pelos nossos vereadores em reunião de câmara (Arrifana - Rossio) e que atravessa a cidade de Abrantes, já que parece ser, a curto prazo, a única via directa de entrada e saída da cidade a sul e que se encontra, neste momento, num estado absolutamente miserável e que envergonha o nosso município.
Ainda no âmbito da Concessão do Ribatejo, gostaríamos de questionar sobre a eventual aplicação de portagens na A23, assunto colocado novamente na ordem do dia pelo relatório do O.E. e da maior pertinência para o concelho de Abrantes.
26 Fev, 2010

A ALMA SOCIALISTA

 ,

(...) Nunca como agora vi a alma [socialista] tão perdida, penada e desonrada pelo carreirismo, pela vileza e pela falta de carácter (alguns mostram horror a que se fale disso, como se o carácter não fosse a essência da nobreza política). 
Onde estão as vozes inconformadas que não se fazem ouvir ou se escondem cobardemente atrás do reposteiro das conveniências, pactuando com a mentira, o cinismo, os negócios escuros e a promiscuidade dos interesses?
Como é possível que aquilo que se mete pelos olhos dentro como punhais possa ser negado e mistificado em nome de embustes e hipocrisias formais?
Como poderá a fidelidade servil ao chefe ser colocada acima dos ideais, princípios e convicções que inspiram a verdadeira fidelidade moral e política?
Perdida a honra, que restará ao PS?»
Vicente Jorge Silva, in semanário Sol de 19/2/10 

Santana-Maia Leonardo - in Nova Aliança

 

Ponto um: a maioria dos portugueses está absolutamente convencida de que José Sócrates é a cabeça do polvo do processo «Face Oculta», ou seja, desse plano orquestrado pelo poder político, em aliança com o poder económico, para controlar e domesticar a comunicação social hostil ao Governo. Ponto dois: a maioria dos portugueses acha essa pretensão de José Sócrates absolutamente natural.
 
Isto dito assim parece chocante, mas a verdade é que as câmaras municipais têm contribuído de forma decisiva para domesticar o povo, incutindo-lhe, através da sua prática corrente, de que é absolutamente natural que quem detém o poder o use para controlar a comunicação social.
 
Abrantes não foge à regra. Quem folhear um jornal local e a revista camarária «Passos do Concelho» apenas nota diferença na qualidade do papel, porque as notícias são praticamente as mesmas e escritas no mesmo tom. Aliás, para sermos rigorosos, a revista «Passos do Concelho» até costuma ser mais comedida no tom reverencial da maioria das notícias.
 
E quanto aos colunistas, sucede esta coisa absolutamente espantosa: quanto mais um jornal está colado ao poder mais valoriza os colunistas dos partidos da oposição, desde que estes critiquem a oposição local, obviamente. Até porque, em Abrantes, ao contrário de Roma, o poder socialista sempre tratou bem aos traidores.

A iniciativa «UMA LUZ PELA VIDA», que decorreu ontem, à noite, nos claustros do convento de S. Domingos, com vista, por um lado, a angariar fundos para a «Luta Contra o Cancro» e, por outro, a sensibilizar a população para a doença, teve um enorme sucesso pelo grande número de pessoas que conseguiu envolver.   

Está de parabéns a equipa «Alerta Laranja» (na foto) que levou a cabo esta iniciativa e que é liderada pela Manuela Ruivo (capitã), Dora Caldeira (sub-capitã) e Maria José Belém Coelho (a generala).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

DESABAMENTO E ALUIMENTO DO MURO DA AV. D. JOÃO I (AV. DO PAIOL)

Pedido de Esclarecimento dos vereadores do PSD
               
Há cerca de dois meses, na sequência do mau tempo que se fez sentir, que, na Av. D. João I (Av. do Paiol), aluiu um muro e parte do passeio, do lado direito do sentido descendente, alguns metros antes do entroncamento com a EN-2.
Como consequência, foi fechada essa faixa e o trânsito no sentido ascendente, fazendo com as muitas centenas ou mesmo milhares de automobilistas que utilizavam aquela via naquele sentido, tenham que efectuar um desvio, atravessando as Barreiras do Tejo e subindo a Av. Dr. Santana Maia.
Como já passou o tempo acima referido e não há registo de quaisquer obras de reparação ou indícios de que as mesmas estejam para começar e porque entendemos que a situação actual representa prejuízo para os cidadãos que utilizavam habitualmente aquela via e também que, nas actuais circunstâncias, o piso continuará a aluir devido à água das chuvas minar o subsolo agora a descoberto, os vereadores do PSD questionam:
        - por que é que até agora nada foi feito?
         - há alguma razão ponderosa que impeça a reparação dos estragos e a reabertura do trânsito?
         - caso essa situação exista, não existem mecanismos legais que permitam fazer a obra, em nome do interesse público, e depois resolver essa hipotética situação?

Santana-Maia Leonardo - in Nova Aliança

 

Que os culpados sejam condenados e os inocentes absolvidos é o que todos desejam. Todos, excepto os culpados, obviamente. Com efeito, a grande ambição dos arguidos “culpados” não é que se faça justiça mas que a justiça os declare inocentes.
Não pode, pois, deixar de causar estranheza num espírito mais avisado a actual e compungente prova de fé pública de José Sócrates, assim como dos ministros e deputados socialistas, no funcionamento da Justiça (ou seja, dos mesmos que tanto duvidaram dela, no processo Casa Pia), quando é certo que as escutas a José Sócrates só não puderam ser validadas pelo juiz de Aveiro, em virtude da recente alteração do Código de Processo Penal levada a cabo, precisamente, pelo seu Governo.
Pois é, mal vai a justiça quando as pessoas que alteraram os códigos em seu benefício confiam tanto nela…
21 Fev, 2010

O BURACO

António Belém Coelho - in Primeira Linha

 

A palavra pode ser dura, mas é a verdadeira, ou precipício talvez fosse ainda mais ajustada.  Depois do magnífico deficit de 9,6% relativo ao ano de 2009, o Governo, após longas negociações com a Oposição, anuncia um orçamento para 2010 com um deficit de 8,3% e mantém a sua convicção de em 2013 reduzir esse deficit a 3%, escudado no facto de em situação anterior já o ter conseguido.
Há apenas um pequeno problema: é que da última vez, aumentámos a carga fiscal, os impostos, e reduzimos o investimento público para alcançar esse objectivo. Se, neste momento, aplicássemos a mesma receita, acabaríamos definitivamente com os contribuintes que pagam (porque são sempre esses a pagar) e cessaríamos o investimento público. Logo, haverá que procurar outra solução, visto que as ferramentas utilizadas anteriormente já estão esgotadas.
Mas o principal problema, ainda subsiste: cientes de que estamos a ser observados pelas instituições internacionais que aferem estas coisas e que nos têm emprestado dinheiro, lá se foram encenando negociações. Esperar-se-ia que as mesmas conduzissem a um documento que apontasse claramente o rumo para atingir o tal objectivo de 3%, seja em 2013 (o que parece pouco ou nada credível), ou mais tarde, segundo as revisões e ditames da União Europeia.
Mas nem isso. Chegou-se a um orçamento que verdadeiramente nem é carne nem é peixe e que prevê, partindo de bases algo optimistas, a redução do deficit em pouco mais que um ponto percentual, fixando-o em 8,3%. Claro que as reacções não se fizeram esperar e desde esse momento que já estamos a pagar bem mais pela nossa dívida do que pagávamos anteriormente.
Mas, como se isto não fosse suficiente, os portugueses que seguiram ontem o programa Prós e Contras, ainda ficaram informados de mais algumas pequenas pérolas que compõem a nossa situação:
- temos por cá cerca de milhar e meio (1500, note bem) de institutos públicos, fundações do Estado e empresas públicas, cuja grande maioria não aparece reflectida no orçamento em termos de despesa (Ou seja, face a esta desorçamentação, a situação é bastante mais grave);
- no universo das empresas públicas, em 2008, últimos números disponíveis, mesmo depois de receberem as milionárias contrapartidas do Estado, apresentaram ainda um prejuízo de cerca de mil milhões de euros! (é assim um 1 seguido de nove zeros);
- feitas algumas contas exaustivas, contando dependentes directos do Estado (empregados, pensionistas, recebedores de subsídios diversos, empresas públicas, empresas participadas, empresas que dependem das encomendas do Estado, etc), os economistas e académicos presentes estimaram em cerca de seis milhões e seiscentos mil os portugueses dependentes do Estado.
Numa população de dez milhões, é obra, para não dizer suicídio!  Ou seja, não há que esperar qualquer tipo de reforma de origem interna; nenhum político vai contra três quartos do eleitorado.
Então só há uma solução: aquela em que as entidades externas, seja qual for a sua motivação, de defender o seu dinheiro aqui enterrado e/ou salvar os indígenas da bancarrota, venham cá dentro dizer-nos exactamente o quê e como devemos fazer.    Mas aí mais vale acabarmos com as eleições! Nomeamos uma comissão de administração cá do sítio, supervisionada por essas entidades, e ponto final.
Nunca o autor da frase, “na Ibéria há um Povo que não se governa nem se deixa governar”, sonhou que o seu desabafo seria actual vinte séculos depois!

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