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COLUNA VERTICAL



Domingo, 14.02.10

O INVESTIMENTO PÚBLICO

Ernâni Lopes (coordenador) - in A Economia no Futuro de Portugal

 

«A discussão sobre a bondade do investimento público em grandes projectos para alavancar a economia e o emprego aparece-nos como uma discussão adulterada por múltiplos enviesamentos de percepção, desde logo, a ideia básica de que o investimento público gera progresso.
 
Outros factores de distorção da percepção são o interesse de agentes económicos, nomeadamente das construtoras, nesses projectos; a atracção pelo betão (o mais fácil); a instrumentalização por partidos políticos e a ‘vertigem’ pela asneira grandiosa, vulgo “”elefantes brancos”.
 
Tendo em conta a situação actual do país, tanto em termos económicos e financeiros como ao nível de dotação de infra-estruturas, dificilmente serão imediatamente justificáveis grandes investimentos públicos de infra-estrutura (…).
 
Não se trata de desistir desses investimentos que, em tempo próprio, poderão mostrar a sua utilidade e poderão trazer efectivamente mais-valias è economia portuguesa. Mas a sua concretização num momento de crise e imediato pós-crise poderá, ao invés de estimular a recuperação económica, estrangular de tal forma as contas públicas que tornarão inviáveis outros projectos determinantes e, esses sim, urgentes.
 
É o caso de investimentos públicos em pequenas obras públicas com elevado factor multiplicador, potenciador de desenvolvimento e facilitador do desempenho económico das populações; o apoio à exportação e à internacionalização das PME’s e o apoio aos processos de reestruturação e de criação de empresas.»

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Sábado, 13.02.10

O CAPITAL DE SÓCRATES

«O Governo de Sócrates não tem ideologia que o ampare e trave: a única ideologia é o capital, não o de Marx, mas o dos grandes interesses.» 

RUI RANGEL

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Quinta-feira, 11.02.10

REUNIÃO DA CÂMARA DE 8/2/10 (extracto III)

ALTERAÇÃO DO MAPA DE PESSOAL
Declaração de voto (contra) dos vereadores do PSD
 
Como deixámos claro na declaração de voto anterior, os recursos humanos devem ser optimizados e recrutados, exclusivamente, em função das necessidades e competências dos serviços, sendo por de mais evidente que as licenciaturas em Recursos Humanos e em Gestão Turística e Cultural não são minimamente adequadas para as necessidades e competências dos serviços da Divisão de Educação e Acção Social (DEAS).
Além disso, como também é hoje evidente, não é só o mapa de pessoal que carece de alterações urgentes e profundas (e não apenas de meros arranjos pontuais e direccionados como é o caso) mas é também o próprio “Regulamento de Organização dos Serviços Municipais, sua Estrutura e Competências” que não está adequado à realidade.
Consequentemente, consideram os vereadores eleitos pelo PSD que, sem uma reformulação profunda, coerente e séria do mapa de pessoal e do referido Regulamento, não devem ser lançados novos concursos, até para evitar este abrir e anular de concursos que só desprestigia a câmara, razão por que votam contra a alteração do mapa de pessoal proposta pela senhora presidente da câmara.

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Terça-feira, 09.02.10

REUNIÃO DA CÂMARA DE 8/2/10 (extracto II)

ANULAÇÃO DE CONCURSO TÉCNICOS SUPERIORES PARA A D.E.A.S.
Declaração de voto (a favor) dos vereadores do PSD 
 
Nas reuniões da Câmara Municipal de 09/11/09 e 07/12/09, os vereadores do PSD, em virtude de não possuírem, na altura, elementos suficientes para porem em causa a bondade e as razões invocadas pela senhora presidente relativamente à abertura dos concursos para um técnico superior com licenciatura em Recursos Humanos e um técnico superior com licenciatura em Gestão Turística e Cultural, ambos para a Divisão de Educação e Acção Social (DEAS), votaram favoravelmente.
Acontece que, no início deste ano, tendo analisado atentamente o “Regulamento de Organização dos Serviços Municipais, sua Estrutura e Competências”, bem como o mapa de pessoal do município, concluíram que não fazia qualquer sentido a existência de técnicos superiores com as mencionadas licenciaturas para a DEAS.
Sendo certo que a descrição de funções (em especial na DEAS), mencionadas no mapa de pessoal, está mal concebida.
Não deixa de ser, aliás, caricato (para sermos benévolos) que, para a mesma formação académica, sejam colocados conteúdos funcionais/funções tão distintos.
Veja-se o que se passa com a licenciatura em Gestão Turística e Cultural: apesar da licenciatura ser a mesma, as suas funções na DEAS e na Divisão de Desenvolvimento Económico são totalmente diferentes (??!!...).
Ora, uma situação destas não pode deixar de levantar legítimas dúvidas no espírito do cidadão comum e, muito especialmente, dos candidatos aos concursos se estes não serão feitos à medida dos técnicos que, eventualmente, possam estar a ocupar os respectivos lugares, em situação de contrato determinável ou determinado.
Os vereadores do PSD não querem, contudo, acreditar que seja isto que acontece (ou aconteceu), porque seria, de facto, um acto grave e ilícito de favorecimento pessoal.
Mas a verdade é que não é necessário ser um expert na matéria (basta tão-só consultar um certificado de habilitações académicas da licenciatura em Gestão Turística e Cultural) para se perceber que esta licenciatura em nada está relacionada com as competências de qualquer um dos serviços da DEAS.
Na verdade, como todos sabemos, o perfil de competências de qualquer licenciado em Recursos Humanos é ministrado no sentido de serem treinados e deterem conhecimentos para: realizar acções de gestão de pessoal no que respeita a uma correcta afectação dos recursos existentes com as respectivas necessidades dos serviços; aferir as necessidades de formação profissional em função das competências de cada serviço; desenvolver os procedimentos necessários para o recrutamento de pessoal; assegurar os procedimentos para a progressão nas carreiras; promover acções referentes à adopção de métodos de avaliação do pessoal, gestão administrativa, auditorias de recursos humanos, gestão e avaliação de sistemas de recompensas no âmbito do SIADAP, entre outras funções similares.
Por sua vez, no que respeita ao perfil de competências da licenciatura em Gestão Turística e Cultural, a mesma é direccionada para a promoção de eventos turísticos e culturais, eventos de animação cultural, investigação em turismo e cultura, direito do turismo, sociologia do turismo, história de arte, turismo empresarial, estudos e investigação em turismo, património cultural, gestão de unidades turísticas, gestão autárquica de turismo e cultura, entre outras dentro da mesma linha de actuação profissional.
Ora, quando consultamos o aviso de abertura publicado no Diário da República, II Série do dia 06/01/2010, relativo aos procedimentos concursais em causa, ficamos incrédulos com o que consta na descrição sumária das funções de ambos os concursos, pelo que não podemos deixar de solicitar o seguinte pedido de esclarecimento:
1)          Existe (ou existia à data da abertura do concurso) algum técnico superior licenciado em Gestão Turística e Cultural e algum técnico superior de Recursos Humanos na DEAS?
2)          Em caso afirmativo:
a)          como se justifica a existência de técnicos superiores sem habilitação adequada para as competências mencionadas (e muito pertinentes), no âmbito do “Regulamento de Organização dos Serviços Municipais, sua estrutura e organização” em ambos os serviços da DEAS?
b)          aquando da abertura do procedimento concursal, os mesmos estavam a desempenhar as funções discriminadas no concurso?
3)           Na descrição de funções do aviso de abertura, refere-se que uma das funções do técnico de Recursos Humanos é a coordenação de todo o processo da Rede Social. Ora, nos termos do nº 2) do art.º 24, do Decreto-Lei nº 115/2006, é competência do Presidente do CLAS (Órgão da Rede Social), convocar as reuniões, presidir e dinamizar o plenário, bem como informar o plenário de todos os pareceres emitidos pelo núcleo executivo. Neste sentido, como se justifica que uma das funções do técnico de Recursos Humanos seja a coordenação de todo o processo da Rede Social? 
 
Sem esquecer que, no mapa de pessoal da DEAS, constam um elenco de funções que o técnico de Recursos Humanos deve desenvolver, como seja articular com entidades na procura de soluções para real situação-problemas de pessoas em situação de vulnerabilidade e desprotecção social, pelo que, para desempenhar tais funções, parecia que deveria ser necessário, antes de mais, ter habilitações académicas nas áreas de psicologia e/ou serviço social, como é óbvio, o que não acontece.
Face ao exposto, os vereadores eleitos pelo PSD não podem deixar ficar, desde já, bem vincado que, anulando-se estes concursos, a abertura de novos procedimentos, nas mesmas licenciaturas, para exercício de funções na DEAS, seria inaceitável, uma vez que é por de mais evidente que tais habilitações académicas não são minimamente adequadas para as necessidades e competências dos serviços daquela Divisão.
Por essa razão, não podemos também deixar de felicitar a senhora presidente por ter finalmente percebido que a gestão de recursos humanos está relacionada com a organização estratégica de toda uma entidade e que a afectação de pessoal implica a gestão de dinheiros públicos.
E com a grave crise económica que atravessamos e o consequente dever de contenção com os encargos da administração pública, devem os recursos humanos ser cada vez mais optimizados e recrutados, exclusivamente, em função das necessidades e competências dos serviços.

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Terça-feira, 09.02.10

REUNIÃO DA CÂMARA DE 8/2/10 (extracto I)

SUSPENSÃO DO IC 9
Declaração dos vereadores do PSD
   
É com grande apreensão que os vereadores do PSD recebem a notícia da suspensão deste itinerário no que respeita ao troço Abrantes – Ponte de Sor e que inclui a travessia do Tejo na zona de Tramagal, que tem vindo a ser reivindicada por populações e instituições há largos anos.
Apesar das promessas, efectuadas pelo próprio primeiro-ministro, a verdade é que estamos perante mais um adiamento sem qualquer horizonte em termos de datas, dado que o próprio ministro das Obras Públicas já declarou que esta suspensão e outras sê-lo-iam por tempo indeterminado.
Esta via, a concretizar-se, seria uma mais-valia para o território concelhio e, para além de valorizar os investimentos já existentes ou em curso, seria também e, sobretudo, mais um factor positivo para a decisão de implementar novos investimentos no concelho.
Esta questão coloca com maior acuidade a requalificação da EN2, no troço que já referimos em reunião anterior (Arrifana - Rossio) e que atravessa a cidade de Abrantes, já que parece ser, a prazo, a única via directa de entrada e saída da cidade a sul.
Continuamos a pensar que é efectivamente necessário efectuar cortes de despesas a nível nacional, mas naquilo que se conclua ser supérfluo e faraónico.
Obras que revistam investimentos de proximidade e que contribuam para que determinadas regiões possam usufruir de factores acrescidos de competitividade, como pensamos ser esta, deveriam ser prosseguidas, pois a sua análise custo/benefício é, sem dúvida, bastante positiva no médio prazo.
Convém ainda referir que, a par deste corte, também os investimentos previstos em PIDDAC vão sofrer redução, uma vez que as verbas destinadas ao distrito de Santarém (onde nos situamos) em PIDDAC irão ser parcas para os investimentos que se esperavam.
Com efeito, dos 62 milhões de euros em 2009, o PIDDAC desce para os 17 milhões, ou seja, menos de um terço, em 2010.

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Domingo, 07.02.10

E CHAMAM A ISTO JUSTIÇA!

Santana-Maia Leonardo - in Nova Aliança

 

Todos os dias assistimos a assaltos cada vez mais violentos, a mais mulheres assassinadas às mãos dos seus ex-companheiros, a mais idosos barbaramente agredidos na sua própria casa, a mais mulheres e crianças violadas… Mas nada disto preocupa, verdadeiramente, os governantes e deputados socialistas. O que preocupa, na realidade, os socialistas é a violação do segredo de justiça. Ou melhor, a violação do segredo de justiça quando estão em causa os seus camaradas, porque, quando se trata de pessoas dos outros partidos, a violação do segredo de justiça torna-se um imperativo de ordem pública.

 
E como se torna extremamente difícil elaborar uma lei que proíba a violação do segredo de justiça quando envolva dirigentes socialistas e que permita a divulgação quando se trata de dirigentes de outros partidos, a lei do segredo de justiça vai-se restringindo e alargando segundo as circunstâncias e as conveniências.
 
O mesmo se passa, aliás, com as restantes leis penais em que as penas vão endurecendo ou aligeirando consoante as conveniências. Com o processo “Casa Pia”, a ordem foi de aligeirar tudo e tornar mais difícil a investigação aos políticos. Agora que o país está a saque, é chegada a hora de agravar as penas até que outro compincha seja apanhado na rede…
 
Como dizia Tácito, «quanto mais corrupta é a República, maior o número de leis». E os nossos governantes, dando razão a Tácito, vão-nos atafulhando todos os dias com cada vez mais leis e mais absurdas. E a falta de pudor e de sentido de justiça dos nossos governantes é de tal ordem que os leva a fazerem leis que obrigam um comerciante que se recuse a exibir o livro de reclamações a pagar quinze mil euros de coima, enquanto um condutor que seja apanhado com uma taxa de alcoolemia de 2 gr/l paga, em regra, pouco mais de trezentos euros de multa e uma jovem violada terá direito, na melhor das hipóteses, a uma indemnização de quatro ou cinco mil euros, indemnização essa que, em regra, nunca receberá. Mas o pior de tudo é que ainda têm o descaramento de chamar a isto justiça…

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Sábado, 06.02.10

EM DEFESA DA LIBERDADE DE EXPRESSÃO

Mário Crespo  

  O FIM DA LINHA

    Mário Crespo

  

Terça-feira dia 26 de Janeiro. Dia de Orçamento. O Primeiro-ministro José Sócrates, o Ministro de Estado Pedro Silva Pereira, o Ministro de Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão e um executivo de televisão encontraram-se à hora do almoço no restaurante de um hotel em Lisboa. Fui o epicentro da parte mais colérica de uma conversa claramente ouvida nas mesas em redor.
 
Sem fazerem recato, fui publicamente referenciado como sendo mentalmente débil (“um louco”) a necessitar de (“ir para o manicómio”). Fui descrito como “um profissional impreparado”. Que injustiça. Eu, que dei aulas na Independente. A defunta alma mater de tanto saber em Portugal. Definiram-me como “um problema” que teria que ter “solução”.
 
Houve, no restaurante, quem ficasse incomodado com a conversa e me tivesse feito chegar um registo. É fidedigno. Confirmei-o. Uma das minhas fontes para o aval da legitimidade do episódio comentou (por escrito): “(…)o PM tem qualidades e defeitos, entre os quais se inclui uma certa dificuldade para conviver com o jornalismo livre (…)”.
 
É banal um jornalista cair no desagrado do poder. Há um grau de adversariedade que é essencial para fazer funcionar o sistema de colheita, retrato e análise da informação que circula num Estado. Sem essa dialéctica só há monólogos. Sem esse confronto só há Yes-Men cabeceando em redor de líderes do momento dizendo yes-coisas, seja qual for o absurdo que sejam chamados a validar. Sem contraditório os líderes ficam sem saber quem são, no meio das realidades construídas pelos bajuladores pagos.
 
Isto é mau para qualquer sociedade. Em sociedades saudáveis os contraditórios são tidos em conta. Executivos saudáveis procuram-nos e distanciam-se dos executores acríticos venerandos e obrigados. Nas comunidades insalubres e nas lideranças decadentes os contraditórios são considerados ofensas, ultrajes e produtos de demência. Os críticos passam a ser “um problema” que exige “solução”. Portugal, com José Sócrates, Pedro Silva Pereira, Jorge Lacão e com o executivo de TV que os ouviu sem contraditar, tornou-se numa sociedade insalubre.
 
Em 2010 o Primeiro-ministro já não tem tantos “problemas” nos media como tinha em 2009. O “problema” Manuela Moura Guedes desapareceu. O problema José Eduardo Moniz foi “solucionado”. O Jornal de Sexta da TVI passou a ser um jornal à sexta-feira e deixou de ser “um problema”. Foi-se o “problema” que era o Director do Público.
 
Agora, que o “problema” Marcelo Rebelo de Sousa começou a ser resolvido na RTP, o Primeiro Ministro de Portugal, o Ministro de Estado e o Ministro dos Assuntos Parlamentares que tem a tutela da comunicação social abordam com um experiente executivo de TV, em dia de Orçamento, mais “um problema que tem que ser solucionado”. Eu. Que pervertido sentido de Estado. Que perigosa palhaçada.

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Quinta-feira, 04.02.10

REUNIÃO DA CÂMARA DE 1/2/10 (extracto III)

SEGURANÇA

Declaração de voto dos vereadores do PSD
  
O direito à segurança, quer de pessoas, quer de bens, é um dos direitos fundamentais do cidadão e um dos pilares em que assenta o sistema democrático.
Abrantes tem vindo a conhecer, desde há alguns anos, um crescendo de situações lesivas de segurança de pessoas e bens, inicialmente confinado a algumas áreas consideradas mais problemáticas, mas que, ultimamente, se tem verificado também na generalidade do concelho.
Basta ler as notícias sucessivas de furtos e por vezes agressões que a comunicação social vai noticiando.
Devido a esta situação que se está a começar a tornar insustentável, aliado ao silêncio de quem devia ser o primeiro a denunciar a situação e a agir, o PSD levou a efeito, na semana passada, uma conferência de imprensa atempadamente anunciada sobre este tema (e outro que para esta declaração concreta não é relevante), no sentido de alertar para todos estes factos e manifestar a sua estranheza pelo silêncio de diversos órgãos, a começar pela Câmara Municipal.
Nessa conferência de imprensa, foram igualmente relembrados alguns pontos do nosso programa, nesta vertente, que, na nossa óptica, se considerados, poderiam de algum modo ter prevenido alguns destes acontecimentos.
Por coincidência ou não, aparece na ordem de trabalhos da reunião do executivo camarário de hoje, um ponto relativo à aprovação da proposta de regulamento de funcionamento do Conselho Municipal de Segurança.
Embora este seja um órgão meramente consultivo, a sua importância é grande, dado que é um fórum privilegiado de discussão destes assuntos e de análise das situações e realidades que os geram, bem como de articulação de todas as entidades envolvidas nesta problemática e de propostas que possam, primeiro, prevenir e, depois, minorar ocorrências do tipo das verificadas.
Aliás, temos que manifestar a nossa estranheza pelo facto, referido no preâmbulo da proposta, de, não obstante, já no ano de 2000, ter sido aprovado pela Assembleia Municipal um regulamento para este Conselho, o mesmo não tenha sido ainda instalado e entrado em funcionamento pela entidade que o deveria fazer: a presidência da Câmara Municipal de Abrantes.
Isto demonstra, de algum modo, o peso que os executivos socialistas atribuem à questão da segurança.
Mas indo mais fundo neste problema, a verdade é que alguns, para não dizer muitos dos autores das ocorrências publicamente conhecidas, são oriundos de famílias ditas desestruradas e objecto de programas de acompanhamento diversos por parte das entidades que se movimentam nestas áreas.
É caso para dizer, com toda a propriedade, que os resultados nestes casos concretos não têm aparecido, bem pelo contrário.
Resta, pois, mudar de programas, se existirem, ou mudar de estratégia. Ou será preciso que aconteça uma fatalidade para que posteriormente se lamente muito e se faça alguma coisa?
A desculpa de que tudo resulta da envolvente social e económica, por muito que possa explicar os factos, não os remedeia, nem os previne.
Todo o cidadão, independentemente do resto, é indivíduo sujeito a direitos, mas também a deveres.
Abrantes merece e precisa de continuar a ser uma cidade onde qualquer cidadão se possa deslocar onde quiser e a que horas entender, em segurança, e onde tenha o sentimento de que os bens, que legitimamente possui, não serão objecto de furto ou vandalismo.
É isso que legitimamente todos os Munícipes esperam.
Finalmente, relativamente à composição do Conselho Municipal de Segurança, os vereadores do PSD entendem que, caso não possam estar nele representadas todas as forças políticas com assento na Assembleia Municipal (como seria desejável), deveria, pelo menos, ter assento, por inerência, um dos vereadores do maior partido da oposição, para que, no Conselho, estejam representadas as opiniões maioritárias existentes no concelho de Abrantes relativamente a um tema tão importante e tão sensível.

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Quarta-feira, 03.02.10

REUNIÃO DA CÂMARA DE 1/2/10 (extracto II)

ANULAÇÃO DE CONCURSO TÉCNICO SUPERIOR  
(LICENCIATURA EM COMUNICAÇÃO SOCIAL)
Pedido de esclarecimento dos vereadores do PSD
        
Por despacho da senhora presidente da câmara datado de 18/1/2010, foi anulado o procedimento concursal comum de recrutamento para o preenchimento de dois postos de trabalho para a carreira e categoria de técnico superior (licenciatura em Comunicação Social).
Antes de mais, não deixa de ser estranho que este concurso tivesse sido agora anulado pela mesma pessoa que o aprovou na véspera das eleições.
Isto só vem demonstrar que quem estava a terminar o mandato quis impor encargos absolutamente desnecessários a quem lhe iria suceder, como agora a senhora presidente explicitamente reconhece ao anular o presente concurso invocando a inexistência de carências de pessoal nesta área.
Acontece que, após a reunião do passado dia 25 de Janeiro, fizeram-nos chegar às mãos, ainda que a coberto do anonimato, informações que, a serem verdadeiras, põem em causa a lisura do procedimento.
Designadamente: que existe uma pessoa a trabalhar, nesta área, em regime de avença que não pôde concorrer por não ter habilitações e que perderia o lugar, naturalmente, se o concurso não fosse anulado; que a secretária da senhora vereadora não conseguiu classificação nas diversas provas que a habilitassem a um dos dois lugares a concurso; que o concurso voltaria a ser aberto logo que a pessoa avençada concluísse as suas habilitações e de forma a permitir também dar uma nova oportunidade à secretária da senhora vereadora.
Os vereadores eleitos do PSD, até porque não reconhecem credibilidade a fontes anónimas, não podem, por isso, deixar de solicitar à senhora presidente que os esclareça se existe algum fundo de verdade nas informações acima referidas.
Com efeito, seria inaceitável que a Câmara, depois de os candidatos terem realizado todas as provas, anulasse um concurso para técnico superior com licenciatura em comunicação social e mantivesse em funções ou viesse a contratar, em regime de avença, uma pessoa para esta área.
Porque das duas, uma: ou faz falta uma pessoa nesta área ou não faz falta. Se faz falta, então não há razão para anular o concurso; se não faz falta, então também não há razão para manter contratada uma pessoa, em regime de avença, para mais quando nem sequer tem as habilitações das concorrentes.
Acresce que, anulando-se este concurso, a abertura de um novo concurso nos próximos quatro anos seria também inaceitável.
Como sói dizer-se, «não basta à mulher de César ser séria, é necessário também parecê-lo
 
Assim, para que não subsistam quaisquer dúvidas de que a anulação do concurso não visou favorecer ninguém em especial, mas que teve apenas em consideração o reconhecimento (tardio) de que, nesta área, não existem efectivamente quaisquer carências, pretendem os vereadores do PSD ser esclarecidos do seguinte:      
1.     Existe ou não alguma pessoa a trabalhar em regime de avença nesta área?
2.     Em caso afirmativo:
a)            tenciona a Câmara Municipal manter o contrato de avença, após a anulação deste concurso?
b)           esta pessoa tinha as habilitações mínimas para poder concorrer ao concurso que agora foi anulado?
3.     O concurso foi anulado depois dos candidatos terem realizado todas as provas?
4.     É verdade que a secretária da senhora vereadora foi uma das concorrentes ao referido concurso, não tendo obtido classificação que lhe garantisse ficar num dos dois primeiros lugares?
5.      A Câmara Municipal tenciona abrir um novo concurso para técnico superior com licenciatura em Comunicação Social nos próximos quatro anos?

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Terça-feira, 02.02.10

REUNIÃO DA CÂMARA DE 1/2/10 (extracto I)

FEIRA DE S.MATIAS   

Pedido de esclarecimento dos vereadores do PSD
 
Na última reunião de câmara, os vereadores eleitos pelo PSD manifestaram, por declaração expressa em acta, a sua discordância com a posição intransigente da senhora presidente da câmara de querer impor, à força, o sorteio aos feirantes, quando estes estavam de acordo na forma de distribuição dos espaços de venda, ou seja, segundo o critério da antiguidade que é, sem qualquer dúvida, o critério mais justo, na nossa opinião.
Por isso, fomos duramente criticados pela senhora presidente que não só defendeu o sorteio com base no regulamento e na lei como considerou ser esse o critério mais justo porque evitava que os melhores lugares fossem ocupados sempre pelas mesmas pessoas, opinião, aliás, corroborada pelo vereador Carlos Arês.
Pelo exposto, gostaríamos de saber se a distribuição dos espaços de venda na feira de S. Matias foi feita por sorteio, como defendia a senhora presidente, ou se se consentiu que os feirantes acordassem na distribuição dos espaços de venda, segundo o critério da antiguidade, como foi defendido pelos vereadores eleitos pelo PSD.
Porque, se não houve sorteio, ficava bem à senhora presidente ter tido a humildade de reconhecer, se bem que tardiamente, o nosso contributo na resolução deste problema, da mesma forma que nós o fazemos sempre que reconhecemos mérito nas iniciativas propostas e levadas a cabo pela maioria socialista deste executivo.

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Segunda-feira, 01.02.10

PSD/ABRANTES E A (IN)SEGURANÇA

Mirante de 1/2/2010

PSD de Abrantes critica “passividade” da autarquia em relação às questões de segurança no concelho

 
Os vereadores do PSD de Abrantes, Santana-Maia Leonardo e António Belém Coelho, criticam a “passividade” com a qual o actual executivo camarário, liderado por uma maioria socialista, tem tratado as questões de segurança no concelho, considerando que reina em Abrantes “um clima de terror”. Recentemente, foram assaltadas no concelho algumas escolas, duas casas particulares, a sede dos Escuteiros de Chainça e a Associação do Paúl. Algumas viaturas foram riscadas e sofreram danos mas o pico de violência aconteceu no sábado, 23 de Janeiro, quando pai e filha foram espancados por dois menores à porta de casa na Calçada de São José, quando tentavam defender a sua viatura de sofrer danos.
Numa conferência de imprensa que se realizou na tarde de sexta-feira, 29 de Janeiro, e na qual também esteve presente a presidente da comissão política, Manuela Ruivo, Santana Maia-Leonardo considera que é necessária “uma liderança mais forte” e que a actual presidente de câmara, Maria do Céu Albuquerque (PS) devia “falar directamente” com os jovens que causam este tipo de distúrbios na cidade.
O vereador social-democrata aponta ainda que a actual presidente de câmara deveria reunir com todos os responsáveis das forças de segurança de modo a assegurar uma maior vigilância das zonas onde os desacatos são mais frequentes como é o caso do Centro Comercial Millenium, Rua 25 de Abril e Calçada de São José.

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