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COLUNA VERTICAL

"Barcelona respira liberdade e harmonia por todos os poros."

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"Barcelona respira liberdade e harmonia por todos os poros."

António Belém Coelho - in Primeira Linha

 

É com surpresa e apreensão que recebemos a notícia da suspensão do itinerário IC9 no que respeita ao troço Abrantes – Ponte de Sôr e que inclui a travessia do Tejo na zona de Tramagal, como acesso directo daquela via à A23 e que tem vindo a ser reivindicada por populações e instituições há largos anos.
Apesar das promessas, efectuadas pelo próprio primeiro-ministro, e de ter sido a bandeira dos candidatos do Partido Socialista no distrito, um dos quais actualmente com importantes responsabilidades governamentais, a verdade é que estamos perante mais um adiamento sem qualquer horizonte em termos de datas, dado que o próprio Ministro das Obras Públicas já declarou que esta suspensão e outras sê-lo-iam por tempo indeterminado.
Esta via, a concretizar-se, seria uma mais-valia para o território concelhio e, para além de valorizar os investimentos já existentes ou em curso, seria também e, sobretudo, mais um factor positivo para a decisão de implementar novos investimentos no concelho.
Esta questão coloca agora com maior acuidade, para não dizer urgência, a requalificação da EN2, no troço Arrifana – Rossio e que atravessa a cidade de Abrantes, já que parece ser, a curto e médio prazo, a única via directa de entrada e saída da cidade a sul.
O estado em que se encontra o referido troço é simplesmente vergonhoso, quer em termos de piso, quer em termos de sinalização luminosa, já que ambos se encontram extremamente degradados, constituindo assim um péssimo cartão de visita da cidade,
Continuamos a pensar que é efectivamente necessário efectuar cortes de despesas a nível nacional, mas naquilo que se conclua fundamentadamente ser supérfluo e faraónico.
Obras que revistam investimentos de proximidade e que contribuam para que determinadas regiões possam usufruir de factores acrescidos de competitividade, como pensamos ser esta, deveriam ser prosseguidas, pois a sua análise custo/benefício é, sem dúvida, bastante positiva no médio prazo.
Ainda no âmbito da Concessão do Ribatejo, que inclui o troço do IC9, de salientar e questionar a eventual aplicação de portagens na A23, assunto colocado novamente na ordem do dia e da maior pertinência para o Concelho de Abrantes. No relatório do OE de 2010, podemos ler ” introdução célere das portagens em auto-estradas sem custos para o utilizador (SCUT) que se encontram previstas e realização, em 2010, de estudos que fundamentem a decisão a aplicar a outras SCUT”.
Se isto assim acontecer, o Concelho de Abrantes será duplamente penalizado: pelo que se deixa de fazer e pelos encargos que se acrescentam aos seus habitantes.
E ainda por cima, para completar o ramalhete, também os investimentos previstos em PIDDAC vão sofrer redução vertiginosa, uma vez que as verbas destinadas ao distrito de Santarém em PIDDAC irão ser  extremamente parcas para os investimentos que se esperavam.
Com efeito, no contexto distrital, dos 62 milhões de euros em 2009, o PIDDAC desce para os 17 milhões de euros em 2010, ou seja, uma variação de -72,4%!
Se nos referirmos ao contexto concelhio, a realidade é semelhante, a variação de 2009/2010 é de -83,27% (PIDDAC 2009: 2.milhões715.mil 545 euros, PIDDAC 2010 454.274 mil euros).
Podemos pois concluir que com estes cenários, a ponte para o desenvolvimento é uma miragem.