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COLUNA VERTICAL

"A coragem é a primeira das qualidades humanas porque garante todas as outras.." (Aristóteles)

COLUNA VERTICAL

"A coragem é a primeira das qualidades humanas porque garante todas as outras.." (Aristóteles)

Sabia que...

 

☺  A Lei n.º 24/98, de 26 de Maio, consagra o Estatuto do Direito de Oposição?

 

☺  É assegurado às minorias o direito de constituir e exercer uma oposição democrática ao Governo e aos órgãos executivos das Regiões Autónomas e das autarquias locais de natureza representativa, nos termos da Constituição e da lei?

 

☺  Entende-se por oposição a actividade de acompanhamento, fiscalização e crítica das orientações políticas do Governo ou dos órgãos executivos das Regiões Autónomas e das autarquias locais de natureza representativa?

 

☺  O direito de oposição integra os direitos, poderes e prerrogativas previstos na Constituição e na lei?

 

☺  Os partidos políticos representados na Assembleia da República, nas assembleias legislativas regionais ou em quaisquer outras assembleias designadas por eleição directa relativamente aos correspondentes executivos de que não façam parte exercem ainda o seu direito de oposição através dos direitos, poderes e prerrogativas concedidos pela Constituição, pela lei ou pelo respectivo regimento interno aos seus deputados e representações?

 

☺  São titulares do direito de oposição os partidos políticos representados na Assembleia da República e que não façam parte do Governo, bem como os partidos políticos representados nas assembleias legislativas regionais e nos órgãos deliberativos das autarquias locais e que não estejam representados no correspondente órgão executivo?

 

☺  São também titulares do direito de oposição os partidos políticos representados nas câmaras municipais, desde que nenhum dos seus representantes assuma pelouros, poderes delegados ou outras formas de responsabilidade directa e imediata pelo exercício de funções executivas?

 

☺  A titularidade do direito de oposição é ainda reconhecida aos grupos de cidadãos eleitores que como tal estejam representados em qualquer órgão autárquico, nos termos dos números anteriores?

 

☺  O disposto na presente lei não prejudica o direito geral de oposição democrática dos partidos políticos ou de outras minorias sem representação em qualquer dos órgãos referidos nos números anteriores, nos termos da Constituição?

 

☺  Os titulares do direito de oposição têm o direito de ser informados regular e directamente pelos correspondentes órgãos executivos sobre o andamento dos principais assuntos de interesse público relacionados com a sua actividade?

 

☺  As informações devem ser prestadas directamente e em prazo razoável aos órgãos ou estruturas representativos dos partidos políticos e demais titulares do direito de oposição?

 

☺  Os partidos políticos representados na Assembleia da República e que não façam parte do Governo têm o direito de ser previamente consultados por este em relação às seguintes questões:

 

        a) Marcação da data das eleições para as autarquias locais;

        b) Orientação geral da política externa;

        c) Orientação geral das políticas de defesa nacional e de segurança interna;

        d) Propostas de lei das grandes opções dos planos nacionais e do Orçamento do Estado;

        e) Demais questões previstas na Constituição e na lei?

 

☺  Os partidos políticos representados nas assembleias legislativas regionais e que não façam parte do correspondente governo regional têm o direito de ser ouvidos sobre as seguintes questões:

 

        a) Propostas de plano de desenvolvimento económico e social e de orçamento regional;

        b) Negociações de tratados e acordos internacionais que directamente digam respeito à Região Autónoma e acompanhamento da respectiva execução;

        c) Pronúncia, por iniciativa do respectivo governo regional, ou sob consulta dos órgãos de soberania, relativamente às questões da competência destes respeitantes à respectiva Região Autónoma;

        d) Outras questões previstas na Constituição, no respectivo estatuto político-administrativo e na lei?

 

☺  Os partidos políticos representados nos órgãos deliberativos das autarquias locais e que não façam parte dos correspondentes órgãos executivos, ou que neles não assumam pelouros, poderes delegados ou outras formas de responsabilidade directa e imediata pelo exercício de funções executivas, têm o direito de ser ouvidos sobre as propostas dos respectivos orçamentos e planos de actividade?

 

☺  Os partidos políticos da oposição têm o direito de se pronunciar e intervir pelos meios constitucionais e legais sobre quaisquer questões de interesse público relevante, bem como o direito de presença e participação em todos os actos e actividades oficiais que, pela sua natureza, o justifiquem?

 

☺  O Governo e os órgãos executivos das Regiões Autónomas e das autarquias locais elaboram, até ao fim de Março do ano subsequente àquele a que se refiram, relatórios de avaliação do grau de observância do respeito pelos direitos e garantias constantes da presente lei?

 

☺  Esses relatórios são enviados aos titulares do direito de oposição a fim de que sobre eles se pronunciem?

 

☺ Ao pedido de qualquer dos titulares mencionados no número anterior podem os respectivos relatório e resposta ser objecto de discussão pública na correspondente assembleia?

 

☺  Os relatórios referidos nos números anteriores são publicados no Diário da República, nos jornais oficiais de ambas as Regiões Autónomas ou no diário ou boletim municipal respectivo, conforme os casos?

Santana-Maia Leonardo - in Nova Aliança

 

Não sou favorável à recente alteração dos estatutos do PSD que considerou, como falta grave, críticas à liderança, no período de 60 dias antes dos actos eleitorais. Em primeiro lugar, porque considero que esse dever de reserva está subjacente a todas as organizações, até porque não há organização que sobreviva sem um mínimo de disciplina dos seus membros. Em segundo lugar, porque acredito cada vez menos na via legislativa como forma de reformar as mentalidades.

 

No entanto, tendo a mesma sido aprovada, também não vem daí mal ao mundo, tanto mais que, na prática, é absolutamente inócua. Com efeito, como o Dr. Nelson de Carvalho muito bem sabe, o que faz com que os militantes dos partidos calem o bico não são as normas estatutárias dos partidos, mas o poder. Quando se está fora do poder ou quando se está em vias de ser corrido, não há norma estatutária que impeça os militantes de abrir fogo sobre o líder. Veja-se o que já está a acontecer no Partido Socialista. Está a chegar a hora da caça ao homem. Mas há um ano «nem uma agulha bulia na quieta melancolia dos pinheiros do caminho»...

 

Não pude deixar, por isso, de ficar espantado com o descaramento, absolutamente cínico e demagógico, do Dr. Nelson de Carvalho pela forma como comentou, na RAL, a introdução da referida norma nos estatutos do PSD. E o motivo não reside obviamente no facto de o Partido Socialista ter uma norma em tudo idêntica nos seus estatutos, se bem que ainda pior. Isso ainda é o menos. A razão reside no facto de o Dr Nelson de Carvalho se ter pronunciado numa rádio de Abrantes, um concelho onde basta ser da oposição para que o acesso aos órgãos de comunicação social fique, desde logo, bastante condicionado e o acesso ao "Passos do Concelho" seja negado, como se o executivo da câmara municipal fosse monocolor e a oposição não tivesse direito ao contraditório e a divulgar as suas propostas.

António Belém Coelho - in Primeira Linha

 

É com surpresa e apreensão que recebemos a notícia da suspensão do itinerário IC9 no que respeita ao troço Abrantes – Ponte de Sôr e que inclui a travessia do Tejo na zona de Tramagal, como acesso directo daquela via à A23 e que tem vindo a ser reivindicada por populações e instituições há largos anos.
Apesar das promessas, efectuadas pelo próprio primeiro-ministro, e de ter sido a bandeira dos candidatos do Partido Socialista no distrito, um dos quais actualmente com importantes responsabilidades governamentais, a verdade é que estamos perante mais um adiamento sem qualquer horizonte em termos de datas, dado que o próprio Ministro das Obras Públicas já declarou que esta suspensão e outras sê-lo-iam por tempo indeterminado.
Esta via, a concretizar-se, seria uma mais-valia para o território concelhio e, para além de valorizar os investimentos já existentes ou em curso, seria também e, sobretudo, mais um factor positivo para a decisão de implementar novos investimentos no concelho.
Esta questão coloca agora com maior acuidade, para não dizer urgência, a requalificação da EN2, no troço Arrifana – Rossio e que atravessa a cidade de Abrantes, já que parece ser, a curto e médio prazo, a única via directa de entrada e saída da cidade a sul.
O estado em que se encontra o referido troço é simplesmente vergonhoso, quer em termos de piso, quer em termos de sinalização luminosa, já que ambos se encontram extremamente degradados, constituindo assim um péssimo cartão de visita da cidade,
Continuamos a pensar que é efectivamente necessário efectuar cortes de despesas a nível nacional, mas naquilo que se conclua fundamentadamente ser supérfluo e faraónico.
Obras que revistam investimentos de proximidade e que contribuam para que determinadas regiões possam usufruir de factores acrescidos de competitividade, como pensamos ser esta, deveriam ser prosseguidas, pois a sua análise custo/benefício é, sem dúvida, bastante positiva no médio prazo.
Ainda no âmbito da Concessão do Ribatejo, que inclui o troço do IC9, de salientar e questionar a eventual aplicação de portagens na A23, assunto colocado novamente na ordem do dia e da maior pertinência para o Concelho de Abrantes. No relatório do OE de 2010, podemos ler ” introdução célere das portagens em auto-estradas sem custos para o utilizador (SCUT) que se encontram previstas e realização, em 2010, de estudos que fundamentem a decisão a aplicar a outras SCUT”.
Se isto assim acontecer, o Concelho de Abrantes será duplamente penalizado: pelo que se deixa de fazer e pelos encargos que se acrescentam aos seus habitantes.
E ainda por cima, para completar o ramalhete, também os investimentos previstos em PIDDAC vão sofrer redução vertiginosa, uma vez que as verbas destinadas ao distrito de Santarém em PIDDAC irão ser  extremamente parcas para os investimentos que se esperavam.
Com efeito, no contexto distrital, dos 62 milhões de euros em 2009, o PIDDAC desce para os 17 milhões de euros em 2010, ou seja, uma variação de -72,4%!
Se nos referirmos ao contexto concelhio, a realidade é semelhante, a variação de 2009/2010 é de -83,27% (PIDDAC 2009: 2.milhões715.mil 545 euros, PIDDAC 2010 454.274 mil euros).
Podemos pois concluir que com estes cenários, a ponte para o desenvolvimento é uma miragem.

José António Lima – in Sol de 19/3/2010

 
«A pena de expulsão do partido», consagrada nos estatutos, é a celeuma político-partidária dos últimos dias. A expulsão poderá ser aplicada «por falta grave, nomeadamente o desrespeito aos princípios programáticos e à linha política do partido». Sendo que «se considera igualmente falta grave a que consiste em integrar ou apoiar expressamente listas contrárias à orientação definida pelos órgãos competentes do partido».
Foi contra este articulado estatutário que Vitalino Canas, em nome do PS, esbaforiu a sua indignação? Afirmando, sem papas na língua, que «estamos perante uma verdadeira ‘lei da rolha’, uma lei estalinista implementada por um partido democrático»? Por acaso, não foi. Porque esta pena de expulsão em resultado de faltas graves, pormenorizadamente descritas no articulado acima transcrito, não é a que foi proposta por Santana Lopes e aprovada pelo Congresso do PSD do passado fim de semana. É, sim, a que há muito consta no artigo 94.º dos estatutos do PS. O que deixa bem patente até onde pode ir  a  farisaica  hipocrisia  de  Vitalino  Canas  e da  direcção  socialista.
O episódio, que encheu páginas de jornais e noticiários televisivos e radiofónicos, suscita quatro observações.
Primeira, a da ligeireza jornalística que embarca em ondas de excitação noticiosa sem cuidar de saber se a ‘novidade’ não está há muito presente no mundo real (e nos estatutos dos outros partidos...).  
Segunda, a do oportunismo dos três candidatos à liderança do PSD – Passos Coelho, Paulo Rangel e Aguiar-Branco – que no interior do Congresso não disseram uma palavra contra a alteração estatutária em causa e, à saída, percebendo a onda mediática, juraram a pés juntos estarem contra tal medida. Bom exemplo de liderança...
Terceira, a da insensatez política de Santana Lopes ao copiar, na sua ânsia de ajuste de contas com o passado, as normas estatutárias do PS.
Quarta, a da incomensurável desfaçatez política de Vitalino Canas, de Francisco Assis, do PS  em  geral,  ao  criticarem  aos  outros  o  que fazem  na  sua  própria  casa.  Não  têm  mesmo vergonha  na  cara.  Nem  grandes  escrúpulos na  acção  política.

Santana-Maia Leonardo - in Nova Aliança 
Como disse o socialista Henrique Neto, no programa Prós e Contras, um dos problemas de Portugal é ter como primeiro-ministro um "vendedor de automóveis". E se as qualidades de José Sócrates como "vendedor de automóveis" são excelentes (consegue fazer crer que um carro é óptimo, quando toda a gente vê que não anda), como primeiro-ministro não servem, até porque ninguém consegue resolver um problema sem admitir, primeiro, que o problema existe. Ou seja, como disse Henrique Neto e não se tem cansado de repetir Ferreira Leite, é preciso, antes de mais, falar verdade. Mas falar verdade, como toda a gente já percebeu, é pedir de mais a José Sócrates.
Atentemos, por exemplo, na aprovação da lei das Finanças Regionais que limitou o endividamento das regiões autónomas a 50 milhões de euros. Como se recordam, José Sócrates e Teixeira dos Santos chegaram a ameaçar demitir-se, caso a lei viesse a ser aprovada. Quem os ouvisse parecia que residia nestes 50 milhões a causa do desmoronamento das nossas contas públicas.
Para termos um pequena ideia do cinismo dos nossos governantes, basta dizer que 50 milhões corresponde apenas a um dia de endividamento público. Só a EP - Estradas de Portugal, SA, pagou, este ano, mais 500 milhões de euros do que constava nos concursos públicos de adjudicação das novas auto-estradas. E o recente acordo entre a ministra da Educação e os sindicatos dos professores implicou um aumento da despesa de mais 400 milhões de euros.
Mas como se isto não fosse já por si demolidor para a seriedade e credibilidade dos nossos governantes, a natureza resolveu agora desmascará-los completamente: quantos 50 milhões de euros vai custar a reconstrução da ilha da Madeira, após a tragédia?
Pois é, para quem apregoava o fim do mundo se fossem aprovados os 50 milhões para a Madeira...

Dora Caldeira 

Foi na cidade de Abrantes, no Cineteatro de Abrantes, que, no passado dia 19 de Março, a banda os ”Apolo” deram o seu primeiro concerto ao vivo. Os “Apolo” é um projecto musical de extrema qualidade, como pude constatar, que incute a grandes temas de música nacional uma vertente mais clássica e de canto lírico. 

Grupo constituído por Luís Pereira, Joao Terleira, Francisco Anjos e João Andrade, quatro jovens donos de grandes vozes e capacidades de interpretação, proporcionaram um espectáculo de grande qualidade aos poucos espectadores que estavam presentes no Cineteatro.  

De lamentar que estivessem muitos mais lugares vazios do que preenchidos….  

Continuo a pensar que o nosso concelho precisa de “rotina” de cultura, espaços e eventos culturais com uma frequência semanal (dia da semana e hora), à semelhança de outros concelhos que brindam, uma vez por semana, os seus munícipes com eventos culturais semanalmente.  

A representação cultural não deve ser só de vez em quando e não deve ser só para alguns. Por isso, proponho que o façam uma vez por semana, abrangendo várias vertentes, gostos e até carteiras (nem todos poderão dar 10 euros por um bilhete para um espectáculo)! 

Termino este meu comentário com um desejo expresso de muito sucesso aos “Apolo” que se estrearam, com muito orgulho, na minha cidade!

02 Abr, 2010

VERGONHA!

António Belém Coelho - in Primeira Linha

 

Nunca esperei ter que dizer isto, mas a verdade é que tenho vergonha do que se está a passar este momento em Portugal. E não estou a falar do deficit, do desemprego e de outras questões de índole económica, embora isso também não ajude e o Governo tenha tido a lata de dizer que só deixou o deficit chegar a este nível para nos ajudar. Mas essas podem ser discutidas, tratadas e resolvidas com dignidade.
Estou a falar da realidade que se vive, fala e discute, em todas as esquinas, em todas as mesas de café, em todos os lares. Tudo aquilo que tem vindo a público aponta num sentido muito concreto: o de efectivamente existir um plano global de domesticação e apropriação dos principais meios de comunicação sociais. Nada que não soubéssemos. Bastava ver a composição dos órgãos de direcção dos ditos cujos, para que tal ficasse claro (e atenção que, ao longo do País, a nível regional e local também esta é uma verdade).
Mas mesmo assim, ainda subsistiam programas e jornalistas que teimavam em não acatar as indicações de serem discretos, de não abordarem este ou aquele assunto, mesmo que tal surgisse a coberto de inócuas consultas jurídicas, como aconteceu muito recentemente na RTP, que todos pagamos e bem paga.
Assim, surgiu a ideia ou a necessidade de envolver diversas empresas públicas com poder económico suficiente para adquirir e como tal neutralizar esses focos que teimavam em não considerar o actual governo socialista como uma bênção dos céus. E vai de tecer a teia com aqueles aranhiços conhecidos por boys e girls e que, aliás, uma destacada militante do próprio partido socialista (com cujas posições normalmente não estou de acordo), classificou como «fraquinho no discernimento e que auferem vencimentos obscenos».
Mas tudo na vida se sabe. É apenas uma questão de tempo e, por vezes, de oportunidade. Também todos estes planos gobellianos vieram a público mediante a transcrição das célebres escutas que alguns dizem não existirem pura e simplesmente por não serem admissíveis em termos jurídicos.
Tudo isso pode ser sustentável a nível do direito que temos, mas, para o cidadão comum, não passa de uma manobra para encobrir a realidade. E o triste papel que dois dos principais magistrados da Nação têm desempenhado, no ínterim, nem lhes fica bem, nem tão pouco dignifica pessoas e cargos. Basta atentar nas intervenções públicas que têm tido.
Noutros países e noutras situações, políticos há que caíram ou resignaram por menos. Por cá, tudo no melhor dos mundos. Os boys e girls pedem providências cautelares para que não sejam conhecidas as suas maquinações a mando dos donos e até outras que lhes surjam na mente para assim poderem agradar aos ditos cujos e conservarem o lugar e as benesses por mais algum tempo. Porque, nestas coisas, candidatos há muitos à espreita e é preciso apresentar trabalho.
E, também neste aspecto, por esse País fora, a nível local, é banal e comum esse tipo de intervenções, inteirando-se muitos responsáveis políticos das possibilidades de demitir fulano e sicrano de determinados lugares (para os quais estão na maioria das vezes habilitados) para os substituírem por meros papagaios, que nada de nada percebem ou sabem, mas que têm o duvidoso mérito de reflectirem a voz do dono no geral e de, em ocasiões particulares, dizerem e fazerem o que nem eles ousam.
Por isso, tenho vergonha que isto se passe no meu País! E que quem, pelo menos, tem a responsabilidade política, nem isso tão pouco aceite e se mantenha impávido e sereno, dando azo a que os mercados e instâncias internacionais, que a tudo olham e analisam, tirem daí a inevitável imagem de fraqueza e falta de autoridade do Estado que pode pôr em causa o nosso futuro numa ocasião de crise. Porque o exemplo a todos os níveis, deveria vir de cima, como já recentemente aconteceu em países nossos parceiros na União Europeia.

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Na última campanha eleitoral das eleições autárquicas e, nomeadamente, nos debates entre os candidatos, a actual presidente da câmara, escudada sempre na figura tutelar e governamental do actual ministro Jorge Lacão, desfraldou as três grandes bandeiras do seu mandato: o IC 9, o museu ibérico e o novo mercado diário (este incluído no tão apregoado Programa Integrado de Valorização do Centro Histórico de Abrantes).

Bastaram, no entanto, quatro meses para que duas dessas bandeiras já tivessem sido recolhidas ad eternum. Primeiro, foi o IC 9, um dos mártires do fartar vilanagem em que se transformaram os cinco anos de governação socialista. E agora foi a vez do mercado diário que, encerrado pela ASAE por falta de higiene e insuficiências sanitárias (como saltava aos olhos de toda a gente), obrigou a presidente da câmara a confessar publicamente que a tal obra megalómana publico-privada, destinada para aquele local e com que a câmara, durante anos, foi iludindo os abrantinos, afinal não tinha condições para avançar.

Só já falta o museu. Projecto e director, pelo menos, já existem, o que significa que já há gente a viver à conta do futuro museu. Veremos, agora, quando vão arrancar as obras...

Santana-Maia Leonardo - in Nova Aliança de Abril 2010

MERCADO DIÁRIO

Pedido de esclarecimento dos vereadores do PSD

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Na sequência das informações agora prestadas pela senhora presidente sobre este assunto, importa colocar algumas questões:

        1.     Serão por conta de quem as imprescindíveis e necessárias obras de adaptação dos dois espaços encontrados para a solução provisória e que se estimam em cerca de 41.000,00€, tendo até em conta que o Executivo considera os 341.000,00€ necessários para que o actual Mercado continue a funcionar no mesmo local um encargo demasiado dispendioso?

        2.     Abandonado o projecto apresentado anteriormente em Assembleia Municipal em que se perspectivava uma transformação completa do actual Mercado, com estacionamento, serviços e habitação, o que vai acontecer ao actual edifício do Mercado Diário?

        3.     Qual o tempo efectivo que demorará a implementar o projecto agora anunciado (e orçado em cerca de 1.000.000,00€) para o novo Mercado Diário (e não só) no espaço das antigas oficinas da Rodoviária, dada a sua dimensão e características?

        4.     E tendo a certeza da sua aprovação em termos de QREN, qual a taxa de apoio que se perspectiva para o mesmo?

Por fim, não podemos deixar de nos congratular com a promessa de trazer para um dos dois espaços que irão agora acolher temporariamente o Mercado Municipal as instalações da Segurança Social, solução por nós defendida desde sempre, remediando-se, desta forma, um erro cometido anteriormente.

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