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COLUNA VERTICAL



Domingo, 09.05.10

INSEGURANÇA E INDISCIPLINA

Santana-Maia Leonardo - in Nova Aliança

 

Uma das características do nosso povo que mais me desagrada é precisamente o de passar a vida a chorar o mal que lhe aconteceu, quando, perante todos os avisos, não fez nada para o evitar. Hoje não há ninguém que não se queixe da insegurança crescente em que vivemos e da indisciplina nas escolas.
Acontece que tudo isto era previsível há muito tempo, tendo em conta o rumo que as coisas estavam a levar, e ninguém fez nada para o evitar.
Pelo contrário, toda a gente foi ajudando à festa. Ninguém respeita ninguém, o “chico-espertismo” tornou-se a ideologia do regime e a gente honrada deixou de ser um exemplo para passar a ser vítima da chacota pública.
E se é fácil apagar uma vela ou uma fogueira, não é fácil fazer frente a um incêndio de grandes proporções e fora de controlo.
Aproveito para transcrever um extracto de um artigo que escrevi há seis anos:
«Durante muitos anos, a autoridade dos professores era, em boa verdade, uma autoridade delegada. Para que um aluno obedecesse ou respeitasse o professor, bastava, em regra, a ameaça de chamar o pai. O medo do pai era, pois, suficientemente dissuasor. Além disso, a escola tinha as portas abertas. Quem não se portasse bem, era, pura e simplesmente, expulso da escola.
Acontece que, neste momento, não vale a pena fazer apelo aos pais. Durante os últimos trinta anos, desestruturámos completamente as famílias. Pais, no sentido de um casal que, em conjunto, tem por desígnio educar e criar os filhos, é uma espécie em vias de extinção. Hoje o único cimento da maior parte das famílias são os avós. Não tarda muito que o Estado tenha de assumir por inteiro a responsabilidade de educar as crianças, porque os pais (biológicos e afectivos) são já, na maior parte dos casos, uns indivíduos avulsos que transitam pela vida dos menores sem nunca aí se fixarem.
Por outro lado, na escolaridade obrigatória, os indesejados (uma doença altamente contagiosa) constituem um grupo em crescimento, que detesta a escola, muitos deles não querem sequer lá andar e cujos pais ou são piores do que os filhos ou têm medo dos filhos. Aliás, hoje são já os professores que têm medo que certos filhos chamem os pais e não o contrário. Ora, como é que se lida com esta gente? Estou a falar de jovens até aos 12/13 anos porque, quando eles chegam aos 14 anos, sem qualquer orientação, já só se lá vai com a polícia.»
Este artigo foi escrito há seis anos.
Depois disso, o governo socialista continuou na sua política criminosa de desestruturar as famílias (com a nova lei do divórcio e dos casamentos homossexuais), promover a criminalidade (com a reforma do Código Penal e Processual Penal), desacreditar a autoridade da escola e dos professores (com uma malfadada ministra da Educação) e fomentar o "chico-espertismo" (através do exemplo dos próprios governantes que fazem precisamente o contrário do que dizem e prometem).
Nessa altura, há seis anos, ainda lá se ia com a polícia. Mas, por este andar e muito em breve, nem com o exército se lá vai.

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Domingo, 09.05.10

O PODER (LOCAL) DA CORRUPÇÃO

Quase 69% dos processos de corrupção instaurados por crimes cometidos no sector público envolvem as câmaras municipais. Ainda assim, e de acordo com um estudo hoje divulgado, a maioria destes processos continua ainda a envolver o sector privado.


De acordo com o estudo hoje divulgado pelo Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) e o ISCTE apresentado esta manhã, em Lisboa, é na administração local que está localizado o maior número de casos de corrupção: cerca de 58,9% dos casos analisados (42,1% junto de câmaras municipais e juntas de freguesia) entre os anos de 2004 e 2008.


Por sua vez, dentro da Administração Central, é no quadro do Ministério da Administração Interna – que tem a seu cargo as forças de segurança, por exemplo – que se verifica o maior número de processos de corrupção.


Ainda segundo o estudo, o sector privado continua a ser o mais envolvido em processos de corrupção - 72,7% dos processos analisados, contra 22,7% dos processos instaurados contra entidades do sector público.


Entre os 838 processos analisados entre 2004 e 2008, o DCIAP e o ISCTE verificou também que os actos de corrupção, em Portugal, resultam sobretudo de uma iniciativa de um corruptor activo para um passivo – ou seja, de um sujeito que corromper outro.

 

Aos olhos do investigador Luís de Sousa, um dos responsáveis pelo estudo, o combate contra a corrupção no meio autárquico pode logo partir dos cidadãos, tomando «uma atitude mais consciente, não votando em candidatos envolvidos em processos de corrupção».


Paralelamente, o investigador considera também urgente, uma reforma global do poder local, que permita à oposição dos executivos camarários reforçar o seu papel de fiscalização e de contra-poder.

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