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COLUNA VERTICAL

"A coragem é a primeira das qualidades humanas porque garante todas as outras.." (Aristóteles)

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"A coragem é a primeira das qualidades humanas porque garante todas as outras.." (Aristóteles)

O Mirante de 8/7/2010

 

Os vereadores do PSD na Câmara de Abrantes apresentaram esta segunda-feira na reunião do executivo uma declaração política sobre o homicídio registado na área de serviço da A23 em Mouriscas onde apontam a autoria moral desse crime ao Estado. “Se os três jovens foram os autores materiais deste hediondo crime, bem revelador da falta de valores em que foram criados e da comunidade onde estão inseridos, o Estado português é o seu autor moral”, referiram.

 

Santana-Maia e Rui André dizem que a escola se demitiu de os educar, a Segurança Social continua a fechar os olhos aos sinais exteriores de riqueza que apresentam, o Governo e a Assembleia da República criaram uma legislação criminosa que protege e financia os criminosos, os tribunais preferem refugiar-se na justiça formal, a autoridade pública só é forte perante os fracos e a câmara municipal “assiste impávida e serena ao lavrar do incêndio pela cidade sem um gesto público de indignação”.

 

“O que era de esperar de três jovens criados numa comunidade que tem por referências morais indivíduos que se dedicam à criminalidade, que não têm o mínimo respeito pelas autoridades, que desprezam a vida humana, que aterrorizam a cidade, que vivem na mais absoluta impunidade, que apresentam sinais exteriores de riqueza sem trabalhar e que ainda são premiados pelo Estado com casa e rendimento social de inserção?”, questionam os vereadores do PSD.

A única forma de estancar de forma consolidada e duradoura a despesa do Estado é de uma ampla, criteriosa e profunda reorganização das suas funções e, consequentemente, dos seus serviços e departamentos, quer se encontrem na administração central, regional ou local, quer no sector empresarial do Estado - nele incluindo as empresas municipais e as sociedades anónimas de capitais públicos - quer nas universidades, institutos politécnicos e hospitais. (...)

 

Por outro lado, haveria de acordar o desmantelamento do actual quadro autárquico, completamente irracional, supérfluo e, portanto, dispensável. Reduzindo para, no mínimo 1/3, os actuais 308 concelhos e mais de 4 mil freguesias (eliminando pura e simplesmente todas as assembleias de freguesia e mantendo apenas as juntas), nova realidade que chegaria e sobraria para fazer o que ainda não foi feito....

 

Miguel Félix António, in Público de 21/6/2010