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COLUNA VERTICAL

"A coragem é a primeira das qualidades humanas porque garante todas as outras.." (Aristóteles)

COLUNA VERTICAL

"A coragem é a primeira das qualidades humanas porque garante todas as outras.." (Aristóteles)

Santana-Maia Leonardo - in Nova Aliança

 

Hoje «o superior interesse das crianças» é o chavão com que os mais cínicos enchem a boca para justificar aquilo que não é nem do interesse das crianças, nem dos pais, nem do país.

 

É óbvio que, do ponto de vista individual, a cidade e, em última instância, a capital oferecem ao cidadão melhores condições e mais oportunidades a todos os níveis (educação, profissão, lazer, etc). No entanto, do ponto de vista colectivo, é absolutamente essencial o (re)povoamento do território e o combate à desertificação do interior. Ou seja, para que a qualidade de vida das pessoas que vivem na cidade e na capital seja sustentável a médio prazo, é necessário que as aldeias e freguesias do interior se mantenham povoadas.

 

Ora, se a vida na cidade e na capital oferece melhores condições e mais oportunidades ao cidadão, tal significa que quem vive na cidade e na capital tem de aceitar pagar o preço para que a fixação de pessoas no interior seja atractiva e estas se sintam compensadas desse seu sacrifício pelo bem de todos.

 

Isto não significa, obviamente, que a escola só por si garanta a fixação das pessoas nas freguesias rurais. Mas a escola é o mínimo que se pode oferecer a quem aí aceitar viver. Sendo certo que as contrapartidas a pagar às populações que aceitem viver nas freguesias rurais não se pode resumir à escola. Tem de se lhes conceder vantagens na compra de habitação, no acesso à saúde e à educação, nos transportes, oferecer-lhes equipamentos de lazer e de ocupação de tempos livres, conceder-lhes benefícios e isenções fiscais, etc.

 

E só desta forma, criando condições à fixação das populações nas freguesias rurais do interior do país, se pode, em boa verdade, falar do superior interesse das crianças: crescer num país com futuro.

PONTO Nº6 - APROVAÇÃO DO PROJECTO DE ARQUITECTURA DO MUSEU IBÉRICO

Declaração de voto (CONTRA) dos vereadores do PSD 

 

Para os vereadores do PSD, a construção do museu não pode pôr em risco a coesão territorial e o tecido económico do município, como sucederá se o projecto não for capaz de gerar o retorno necessário para compensar os enormes recursos que vai consumir.

 

É, por esta razão, que sempre defendemos que a Câmara não deveria iniciar este projecto sem, primeiro, fazer um estudo sério sobre a sua viabilidade e sustentabilidade económica, sobretudo quando se está em face de um projecto que vai mobilizar e consumir recursos essenciais do município, para mais num tempo de grave crise económica e financeira. 

 

A Câmara não pode correr o risco de um projecto destes falhar, sob pena de os abrantinos virem a pagar um preço demasiado elevado e que os pode arruinar.  

 

Esta é, de facto, a questão política que nos separa: nós não aceitamos apostar o destino do concelho de Abrantes numa qualquer roleta russa, por muito elogiada que seja. 

 

Sem informação, não pode haver decisão. 

PONTO Nº1 - EXERCÍCIO DO DIREITO DE PREFERÊNCIA

Declaração de voto (CONTRA) dos vereadores do PSD 

 

Os vereadores do PSD consideram que a Câmara deveria exercer o exercício do direito de preferência sobre o imóvel da “Tranquilidade”, na Praça Raimundo Soares, nº 21, pelo valor de 228.079,00€, tendo em conta que se trata de um imóvel, recuperado e em bom estado, que permitia ampliar as instalações da Câmara.

 

Além disso, o preço parece bastante interessante sobretudo quando comparado com os 340.000,00€ recentemente pagos pela Câmara pela fracção B do edifício sito na Praça Raimundo Soares, fracção essa que nem está recuperada, nem em bom estado.