Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

COLUNA VERTICAL

"A coragem é a primeira das qualidades humanas porque garante todas as outras.." (Aristóteles)

COLUNA VERTICAL

"A coragem é a primeira das qualidades humanas porque garante todas as outras.." (Aristóteles)

12 Set, 2010

O TERCEIRO GÉNERO

Mário Ramires  in Sol de 10/9/2010

 

Há um ano, o Governo marcou a rentrée política com a aprovação de uma proposta polémica: a legalização dos casamentos entre homossexuais. O diploma demorou meses até ser aprovado e promulgado, foi contestado, mas foi avante.

 

Este ano, o primeiro Conselho de Ministros após as férias de Verão aprovou uma proposta de simplificação do processo de mudança de sexo que vai ao encontro de idêntico projecto do BE e do que o PSOE de Zapatero implementou em Espanha, admitindo a alteração do género e do nome no registo civil sem intervenção dos tribunais nem necessidade da operação que, até agora, era condição sine qua non.

 

Em conclusão: se a proposta do Governo for aprovada na Assembleia da República e promulgada pelo Presidente, passará a haver homens com órgãos genitais femininos e mulheres com órgãos genitais masculinos.

 

E, até agora, ninguém reagiu.

 

A questão, como diria Cavaco Silva em relação à lei do casamento gay, não é claramente uma prioridade, face aos gravíssimos problemas da Economia e das Finanças do país, para não falar de tantos outros nos mais variados sectores.

 

Mas está em cima da mesa.

 

E apesar dos estranhos silêncios, são muitas e de múltipla índole as questões que podem (devem, têm de) suscitar-se.

 

Desde logo, jurídicas. A nova lei, no imediato, permitirá a leitura de que está encontrada a fórmula para os casais homossexuais contornarem a proibição – consagrada na lei que entrou em vigor faz meses – de adoptarem menores.

 

Um casal de homossexuais não pode adoptar, mas se algum dos seus membros mudar de sexo e o casal passar a ser formado por homem e mulher – mesmo que ambos com pénis ou ambos com  vagina – aquela restrição deixa de existir.

 

Coincidentemente, uma das novidades do novo ano lectivo, que oficialmente começou nesta semana, é a criação da disciplina obrigatória de Educação Sexual.

 

Se a proposta do Governo for avante como foi a dos casamentos gay, como vão os professores ensinar às crianças as diferenças do género?

 

O que é um homem? O que é uma mulher?

 

O processo reprodutivo continuará obrigatoriamente a ser o mesmo. Não há volta a dar. A Natureza não deixa.

 

Mas os manuais incluirão o relacionamento sexual entre dois homens ou entre duas mulheres? Explicarão que um homem não tem necessariamente de ter pénis e há mulheres que o têm e não se trata de hermafroditismo?

 

Um artigo publicado na Visão da semana passada dava conta de um inexplicável caso de uma aldeia caribenha em que crianças nascidas do sexo feminino chegam à idade da puberdade e desenvolvem órgãos genitais masculinos. É assim há mais de um século e a aldeia vive tranquilamente com aquele fenómeno de disfunção genética ou hormonal, seja o que for, que não impede a normalidade da vida social e do convívio entre os seus três géneros: homens, mulheres e os chamados guevedoce.

 

Os guevedoce não são homens nem mulheres, são guevedoce.

 

Discriminação maior é querer tratar de modo igual o que é diferente. E a diferença só pode ser respeitada quando é reconhecida como tal.

 

O terceiro género, se existe, não pode ser tratado como um dos dois géneros naturais – é um terceiro género. Chame-se-lhe guevedoce, mumem, holher ou que se lhe quiser chamar.

 

O que não se faça é subverter  a norma, os valores, a natureza humana.

 

As gerações presentes perderam as referências.

 

O que será das vindouras?

Deputada italiana acusa colegas de se prostituírem (in SOL net de 9/9/10)

  

«Não excluo a hipótese de haver senadoras ou deputadas eleitas depois de se terem prostituído», foi esta declaração da deputada italiana Angela Napoli que causou o caos entre a elite política italiana. A declaração da deputada do Futuro e Liberdade (FLI), deixou as deputadas do  PDL de Berlusconi indignadas

 

Angela Napoli, que faz parte da comissão antimáfia do Parlamento italiano, emitiu estas declarações ao falar sobre a actual lei eleitoral italiana que não permite aos cidadãos elegerem os deputados, mas apenas o cabeça-de-lista.

 

A deputada do FLI defende que os deputados devem ser eleitos de forma directa, para que ao Parlamento cheguem homens e mulheres que realmente tenham provado o seu mérito. Napoli declarou que «como não se coloca o acento na eleição baseada nas capacidades individuais, a mulher vê-se forçada, para alcançar determinada posição na lista, a prostituir-se e a ser subserviente».

 

Napoli, conhecida em Itália pelas suas denúncias contra o machismo na política e a sua defesa da legalidade, lançou a acusação num programa do jornalista Klaus Davi que é  difundido através do Youtube.

 

As deputadas do PDL reagiram com indignação. Barbara Salmartini, deputada do partido de Berlusconi declarou que tais acusações são «infames e descredibilizam todas as mulheres de todas as forças políticas».

 

A guerra entre os dois partidos italianos aumenta de tom e muito provavelmente a divisão entre PDL de Berlusconi e FLI de Fini levará à queda do governo italiano.

Nº 11 - Proposta de Deliberação da Vereadora Celeste Simão, propondo a renovação do Protocolo relativo ao Programa Nacional de Promoção de Saúde Oral para o ano Lectivo 2010/2011.

 

Deliberação: Por unanimidade, aprovar a renovação do Protocolo relativo ao Programa Nacional de Promoção de Saúde Oral para o ano Lectivo 2010/2011, nos termos da proposta da Vereadora Celeste Simão.

 

Tratando-se de uma renovação, os vereadores eleitos pelo PSD solicitaram que lhes fosse facultada informação sobre o número de alunos, o número de intervenções e os custos suportados pela autarquia em anos anteriores.

PROJECTO CIÊNCIA VIVA - VERÃO 2010

Resposta da presidente da câmara

ao pedido de esclarecimento dos vereadores do PSD 

 

O vereador Santana-Maia Leonardo leu outro pedido de esclarecimento dos vereadores do PSD relativamente ao Projecto Ciência Viva – Verão 2010, que a seguir se transcreve:

 

“O projecto CIÊNCIA VIVA - VERÃO 2010 foi uma iniciativa que envolveu os principais municípios do nosso distrito e que teve forte divulgação nos diferentes órgãos de comunicação social: televisão, rádio e jornais. Foi feita uma brochura com 82 páginas, que foi distribuída em todo o país, e tem um site: www.cienciaviva.pt. Ou seja, os municípios que participaram aproveitaram a divulgação mediática que a iniciativa teve para promoverem o seu concelho.

 

Assim sendo, os vereadores do PSD gostariam de saber por que razão a Câmara Municipal de Abrantes não aderiu ao projecto CIÊNCIA VIVA - VERÃO 2010.

 

Mais recomendam que a Câmara Municipal de Abrantes adira à iniciativa, no próximo verão, caso a mesma volte a realizar-se.”

 

A presidente da câmara informou que a Câmara Municipal não aderiu a esta iniciativa porque não estavam reunidas todas as condições necessárias para isso. Explicou que na altura havia outros projectos para os quais era necessário canalizar esforços e, não sendo possível abraçar com todas as condições todos os projectos, optou-se pela não adesão a este, para que não se defraudassem as expectativas, quer das pessoas, quer das entidades envolvidas.

MARTINCHEL - SEGURANÇA DE ALUNOS, PEÕES E VEÍCULOS 

Resposta da presidente da câmara 

ao pedido de esclarecimento dos vereadores do PSD 

O vereador Santana-Maia Leonardo apresentou um outro um pedido de esclarecimentos subscrito pelos vereadores eleitos pelo PSD sobre a segurança de alunos, peões e veículos, também na freguesia de Martinchel, conforme abaixo se transcreve:

“Encontra-se há vários meses, em risco de derrocada, o morro de terra situado entre o edifício da Junta de Freguesia de Martinchel e a Associação ACLAMA, pondo em risco a segurança de peões e veículos. Situação que se irá agravar necessariamente com a chegada das primeiras chuvas. Acresce que a zona não está sequer sinalizada.

Por sua vez, a escola de Martinchel está para iniciar o ano lectivo e a rede continua por substituir, pondo em risco a segurança dos alunos. 

Por outro lado, as valetas da freguesia estão cheias de mato, o que irá provocar inevitavelmente inundações se as mesmas não forem limpas, em devido tempo. Ou seja, antes das chuvas. 

Tratando-se de uma situação a requerer intervenção urgente, os vereadores do PSD gostariam de saber: 1. Quando tenciona a Câmara Municipal construir o muro de sustentação das terras para evitar a derrocada que se adivinha?; 2. Por que razão ainda não sinalizou a zona ou será que está à espera do primeiro acidente para o fazer?; 3. Quando tenciona substituir a rede da escola e começar o trabalho de limpeza das valetas da freguesia?” 

A presidente da câmara respondeu que a estrada que os vereadores referem é nacional, pelo que a autarquia não terá competência para nela intervir. No entanto, caber-lhe-á avaliar a situação e solicitar à Estradas de Portugal, EPE., a intervenção necessária se for o caso, e, eventualmente, sinalizar o local. 

Acrescentou que a limpeza das valetas é uma competência delegada nas juntas de freguesia que, como os vereadores sabem, têm os seus recursos limitados. As juntas habitualmente recorrem a protocolos com o Centro de Emprego para colocação de trabalhadores para a execução destas tarefas. Porém, recentemente as candidaturas a estes protocolos estiveram suspensas. Espera que a situação volte à normalidade muito em breve. 

Por fim, e quanto à rede da escola, a presidente da câmara disse que a manutenção das escolas está também delegada na Junta de Freguesia, que deverá estar ao corrente desta situação. 

MARTINCHEL - POLIDESPORTIVO

Resposta da presidente da câmara

ao pedido de esclarecimento dos vereadores do PSD 

 

O vereador António Belém Coelho apresentou um pedido de esclarecimentos dos vereadores eleitos pelo PSD sobre o Polidesportivo Martinchel, conforme abaixo se transcreve:

 

“A construção de qualquer polidesportivo deve implicar necessariamente a construção de balneários, uma vez que os hábitos de higiene não são um direito, nem um luxo, das pessoas que vivem na cidade. Acontece que, por incrível que pareça, o polidesportivo de Martinchel foi construído sem balneários, como se as pessoas da aldeia tivessem horror a tomar banho após a prática desportiva ou gostassem de se equipar atrás de uma árvore.

 

Por outro lado, o chão do polidesportivo foi pintado com uma tinta de tão boa qualidade que fica literalmente agarrada aos equipamentos e pernas dos praticantes.

 

Finalmente, foi deixada junto de uma das balizas um ângulo de quina viva que, só por milagre, ainda não fez vítimas.

 

Tratando-se de uma situação a requerer intervenção urgente, os vereadores do PSD gostariam de saber quando tenciona a Câmara Municipal: 1. construir o indispensável balneário e substituir a tinta do piso por uma tinta decente?; 2. eliminar o ângulo de quina viva existente no polidesportivo ou será que está à espera do primeiro acidente grave para agir?”

 

A presidente da câmara disse que os polidesportivos são equipamentos que se destinam à actividade desportiva, não do ponto de vista competitivo, mas sim de recreio e lazer. Dificilmente as associações terão a capacidade financeira para encaixar o investimento necessário à construção de balneários para os polidesportivos e, para a autarquia, também é inviável neste momento apoiar essas associações, por isso significar um esforço financeiro bastante elevado.

 

O vereador Belém Coelho disse que se realizam torneios de futebol de salão no período do verão.

 

O vereador Manuel Jorge Valamatos referiu que não foi a Câmara Municipal que executou o polidesportivo, apenas o valorizou – através de protocolo porque o terreno não era municipal – por entender ser um espaço de diversão, no qual não estava devidamente acautelada a segurança dos seus utilizadores. Salientou que essa reabilitação não teve a finalidade de dar condições ao espaço para a realização de qualquer tipo de campeonato, até porque as medidas do equipamento não são as convencionalmente definidas, nem existem os suportes necessários à competição. Acrescentou que não conhecia a questão da tinta do piso ser de má qualidade e quanto à aresta disse ser comum aos espaços desta natureza.

 

O vereador Belém Coelho acrescentou que a atitude que a Câmara tomou com a reabilitação do é uma atitude de louvar, mas reforçou que se realizam torneios de futebol de salão no período do verão.

 

A presidente da câmara disse que essas actividades desportivas não revestirão a natureza competitiva, uma vez que o polidesportivo não cumpre com as medidas regulamentares. Disse que, no caso dos polidesportivos, a Câmara deve preocupar-se com as questões utilização e de segurança para a prática de desporto de recreio e não de competição. Existem locais próprios para o desporto de competição e, além do mais, não é financeiramente viável nem seria sustentável a criação das condições sugeridas em todos os equipamentos nesta natureza e em todas as freguesias, repetiu.

 

O vereador Santana Maia esclareceu que as questões colocadas assentam no facto de a Câmara, no processo de decisão, fazer uma escolha entre as diferentes opções que se apresentam, escolhas essas que podem sempre ser questionadas e criticadas até porque nada nos diz que outras pessoas, perante a mesma situação, não possam decidir de forma diferente.

No passado dia 26 de Junho de 2010, na Freguesia de Rio de Moinhos, a CPS do PPD/PSD de Abrantes, organizou uma conferência subordinada ao tema “O PDM no Concelho de Abrantes – Novos desafios a nível do ordenamento do território”, na qual participaram os seguintes oradores: Rogério Gomes, António Paiva, António Castelbranco, Ilídio Magalhães, João Paulo Rosado e Diogo Valentim.

 

Desta conferência resultaram as seguintes conclusões:

 

      (I) O ordenamento do território e a racionalização dos meios e recursos só será conseguido através do combate à dispersão e privilegiando a existência de núcleos urbanos concentrados;

 

      (II) Núcleos urbanos concentrados permitem uma maior racionalização dos recursos, designadamente dos serviços, equipamentos e de todas as outras  infra-estruturas, ao contrário do que acontece nos núcleos urbanos com grande dispersão, como se verifica na cidade de Abrantes, gerando, consequentemente, muito menos custos para o Estado e para Município, logo, para os contribuintes;

 

      (III) Núcleos urbanos concentrados permitem ainda que os residentes usufruam mais eficientemente dos serviços, equipamentos e demais infra-estruturas colocadas à sua disposição, poupando tempo, dinheiro e contribuindo positivamente, para a qualidade do ambiente, através da consequente redução das emissões de dióxido de carbono;

 

      (IV) A densidade populacional é inversamente proporcional à emissão de dióxido de carbono, pois as cidades com maior densidade consomem, comparativamente, menos energia, emitindo menos dióxido de carbono per capita;

 

      (V) As emissões de dióxido de carbono estão já hoje na ordem do dia como um factor decisivo no desenvolvimento das cidades, sendo os créditos de carbono um factor decisivo a ter em conta num futuro próximo, sobretudo num concelho em que a sua maior área útil é a florestal.

 

      (VI) Impõe-se, pelas razões supra-citadas, uma redução do perímetro urbano de aglomerados populacionais, em particular, de Abrantes (que tem um perímetro urbano dimensionado para 85.000 habitantes, quando as melhores previsões nos próximos 10 anos apontam para os 20.000 habitantes e, actualmente, se situa nos 14.000 habitantes) e a qualificação dos núcleos rurais existentes, através da previsão de expansão habitacional, pela valorização, preenchimento e eventual crescimento de núcleos existentes.

 

      (VII) Como medida para combater a especulação imobiliária e o favorecimento de determinados grupos económicos em detrimento dos pequenos proprietários rurais, deveriam ser consideradas como bem público as mais-valias geradas pelas operações urbanísticas, o que favoreceria também uma maior estabilidade do uso dos solos.

 

      (VIII) Os municípios deviam articular com o poder central e os agentes económicos locais políticas que visem a rápida recuperação das áreas abandonadas ou semi-abandonadas do espaço rural.

 

      (IX) Para além das entidades previstas por lei, todos os autarcas e presidentes de junta, em particular, deverão ser parceiros privilegiados na discussão do PDM do Concelho, face ao conhecimento detalhado e integrado que têm das suas freguesias.

 

      (X) O PDM do concelho de Abrantes deverá ser articulado com os concelhos limítrofes, de forma a evitar descontinuidades e contradições no ordenamento do território, numa lógica de compatibilidade regional.

 

      (XI) O PDM deverá ser sempre um instrumento que visa o desenvolvimento sustentado e sustentável do concelho.

DESPACHO DE ARQUIVAMENTO DO PROCESSO DE NELSON DE CARVALHO

Pedido de esclarecimento dos vereadores do PSD 

 

Os vereadores do PSD gostariam de saber se já foi requerido o despacho de arquivamento do processo judicial que envolveu o anterior presidente da Câmara.

 

Consideramos que, por razões óbvias, devia ser a Câmara a requerer o referido despacho uma vez que se trata de um processo instaurado ao anterior presidente da Câmara e por factos relacionados com o exercício das suas funções.

 

No entanto, se a Câmara se recusar a fazê-lo, nós fá-lo-emos.

ETAR('S) DE ARRECIADAS E DO CONCELHO

Pedido de esclarecimento dos vereadores do PSD 

 

Tendo em conta as notícias postas a circular na net sobre o mau funcionamento da Etar das Arreciadas, os vereadores do PSD gostariam de ser informados se existe algum fundamento nestas notícias e, em caso afirmativo, quais os problemas com que se depara actualmente esta ETAR, quais as consequências para o ambiente e para as populações do seu mau funcionamento e quando pensa a Câmara ter o problema solucionado.

 

Gostariam ainda que lhes fosse feito o ponto da situação das diferentes ETAR's do concelho.